• Aucun résultat trouvé

Optimisation du couplage fluide–solide

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 65-70)

4.2 Inclusions mobiles : cas 2D,

4.2.2 Optimisation du couplage fluide–solide

Na videovigilância podem ser utilizados diversos sistemas tecnológicos, sendo o mais usual o sistema CCTV. Importa agora abordar os principais componentes e o funcionamento deste sistema. É certo que se trata de uma área muito vasta que envolve diversas disciplinas e tecnologias, tais como a electrónica, as telecomunicações, a física óptica, a programação, o processamento digital de imagem, etc. Com a evolução tecnológica diminui-se o tempo de utilização dos dispositivos, tornando-os rapidamente ultrapassados e altera-se a própria configuração dos sistemas CCTV, inicialmente analógicos, hoje digitais. Neste sentido, existem diversos sistemas CCTV, uns mais complexos que outros, pelo que não sendo objectivo deste estudo fazer uma análise aprofundada dos mesmos, apenas se aborda o funcionamento de um simples sistema CCTV, apontando os principais componentes essenciais ao seu funcionamento: câmaras, monitores, equipamento de processamento de vídeo, gravadores de vídeo, e meios de transmissão de sinais eléctricos, assim como o seu funcionamento geral29.

Câmara de CCTV

A câmara é um dos dispositivos mais importantes num sistema de videovigilância, já que por norma é aquele que se encontra visível a qualquer pessoa, acabando por revelar que naquele espaço se encontra instalado um dispositivo CCTV. As câmaras de vídeo usadas neste sistema têm por finalidade a conversão da informação óptica que captura, em sinais eléctricos. Dependendo do tipo

28 Parecer n.º 549/1999, p.2, de 25 de Março da Comisión Permanente del Consejo de Estado Espanhol, disponível em

http://www.belt.es/legislacion/vigente/sp_pcivil/spublica/videovigilancia/pdf/dictamen_549.pdf. 29 Vide Anexo I, Figura 6

Análise de um instrumento de reforço de segurança

25 de lente e do seu ângulo de alcance, existem diferentes tipos de câmaras, com diferentes capacidades (Damjanovski, 2005). Assim, estão disponíveis no mercado diversos tipos de câmaras, consoante sejam utilizadas em ambiente interior ou exterior. Algumas das mais usadas são as câmaras “PTZ DOME”30

e as câmaras de exterior31. As primeiras são usadas tanto no interior como no exterior já que a sua maioria possui a capacidade de zoom óptico incorporado, as segundas são utilizadas apenas no exterior devido à sua estrutura física ser mais resistente às condições climatéricas.

Monitores de CCTV

Os monitores de CCTV fazem o interface entre as imagens capturadas pelas câmaras e o utilizador do sistema. As condições de observação dessas mesmas imagens ficarão assim, muito dependentes não só das características das câmaras mas também dos monitores utilizados no sistema (tamanho do ecrã, resolução do pixel). À semelhança do que acontece nas transmissões de televisão, a maior parte dos monitores utilizados em sistemas de videovigilância são baseados na tecnologia CRT que convertem os sinais eléctricos de vídeo em imagens nos ecrãs (Kruegle, 2007; Damjanovski, 2005). Estes monitores, apesar da sua utilização, são energeticamente pouco eficientes, pelo que têm vindo a ser substituídos por equipamentos mais eficientes, nomeadamente monitores LCD e monitores de plasma.

Equipamento de Processamento Vídeo

A complexidade de um sistema CCTV depende do número e tipo de componentes empregues. A maioria dos sistemas CCTV utiliza diversos equipamentos de processamento de vídeo, antes de o sinal eléctrico (vídeo) chegar aos monitores do sistema, nomeadamente os vídeo switchers32 e os quad compressor33. Os vídeo switchers podem ter diversas funções. A mais comum é transformar os sinais eléctricos de múltiplas câmaras em apenas um sinal de saída (vídeo sequential switcher, vídeo matrix switcher), alternando a visualização das imagens captadas pelas diversas câmaras. Quanto aos quad compressor são utilizados quando existe a necessidade de visualizar simultaneamente num único monitor as imagens provenientes de diversas câmaras. Este equipamento divide o ecrã do monitor em quatro partes, visualizando-se as imagens captadas por cada câmara numa das quatro

30Vide Anexo I, Figura 7 31Idem, Figura 8 32

Vide Anexo I, Figura 9

Análise de um instrumento de reforço de segurança

26 secções34 do ecrã (Kruegle, 2007). A complexidade do sistema de CCTV influencia assim o tipo de equipamento e a qualidade do processamento vídeo desse mesmo sistema.

Gravadores de vídeo (analógicos/digitais)

A imagem vídeo apresentada num monitor é momentânea, pelo que se torna necessário efectuar a gravação dessas imagens para uma posterior visualização em caso de necessidade. Nos anos 70 do século passado, foram introduzidos na indústria da segurança os gravadores de vídeo analógicos – VCR - que tinham a grande vantagem relativamente aos sistemas anteriores, onde o utilizador para gravar e desgravar imagens tinha de manusear a fita magnética (Kruegle, 2007: 276). Apesar de ser um equipamento simples de utilizar, os VCR convencionais não tinham capacidade de registar longos períodos de tempo - um sistema CCTV tem a necessidade de efectuar uma constante gravação das imagens - sendo substituídos pelos TL VCR, que permitiam gravações até 960 horas numa cassete de 180 minutos em sistema PAL (Damjanovski, 2005: 244). Assim, esta tecnologia de gravação de vídeo tornou-se a mais viável em sistemas CCTV até aos anos 90, altura em que surgiram os gravadores digitais (DVR). A utilização desta nova tecnologia, veio facilitar a procura da informação guardada, aumenta a velocidade de transmissão das imagens e introduz novas capacidades de monitorização à distância, contribuindo para um aumento da fiabilidade dos sistemas CCTV.

Meios de transmissão de sinais eléctricos

Assim que as imagens são captadas pelas câmaras do circuito, torna-se necessário transmiti- las para determinados dispositivos do sistema CCTV, alguns dos quais abordados anteriormente. Na transmissão dos sinais eléctricos (vídeo, dados) existe uma grande variedade de meios que podem ser utilizados. Dentro de um sistema CCTV os mais comuns são: a transmissão por cabo (coaxial, fibra óptica); ligação por microondas; ligação por infra vermelhos; transmissão por radiofrequência, e mais recentemente as redes informáticas como a Internet. A mais utilizada é a transmissão por cabo devido ao seu baixo custo de implementação relativamente aos outros apresentados, no entanto, nos últimos anos a utilização das redes informáticas tem vindo a ganhar extrema importância na área da videovigilância (Damjanovski, 2005: 327).

Hoje existe no mercado uma grande diversidade de equipamentos (PC, PDA ou Telemóvel) que nos permitem aceder em segurança a uma rede privada (VPN) ou à Internet. Esta segurança no

34Em caso de existir a necessidade de visualizar simultaneamente as imagens de um elevado número de câmaras, poder- se-á substituir este equipamento por um multiplexer, cuja função é a mesma mas apresenta imagens até um máximo de 32 câmaras num único monitor (Kruegle, 2007: 38).

Análise de um instrumento de reforço de segurança

27 acesso traduz-se na execução de uma certificação de segurança (através de um login e de uma password), permitindo o acesso apenas das pessoas autorizadas à informação guardada no sistema CCTV (Garfinkel et al., 2003). Desta forma, o acesso remoto ao sistema CCTV possibilita ao utilizador aceder a imagens em tempo real provenientes de qualquer câmara do sistema, bem como efectuar qualquer operação sobre a informação guardada, obtendo-se uma maior flexibilidade e melhor performance na gestão da informação recolhida35.

2.3 Implementação da Videovigilância – questões técnico-jurídicas

Dans le document The DART-Europe E-theses Portal (Page 65-70)