Chapitre II : La banque des années 90, une organisation en mouvement permanent
2.2 Le choix du terrain et de la méthodologie d’enquête
2.2.1 Le marché du travail de la CLASS au regard de la situation sur le secteur bancaire
2.2.1.3 Une observation chiffrée des transformations du marché interne de travail Au moment de notre enquête, la CLASS comprend un siège administratif local situé à
Perante o número de doentes críticos e as exigências clinicas que deles advêm há a necessidade de efetuar transferência para outros serviços/unidades mais adequadas ao seu tratamento. A Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos (SPCI) elaborou um guia de boas práticas para o transporte do doente crítico, em 1997, que sofreu reformulações. Em 2008 saiu o guia que servirá de base para a nossa pesquisa. De acordo com SPCI (2008, p. 9), define-se doente crítico “ (…) aquele em que, por disfunção ou falência profunda de um ou mais órgãos ou sistemas, a sua sobrevivência esteja dependente de meios avançados de monitorização e terapêutica”. O seu transporte envolve riscos, mas justifica-se no sentido de proporcionar um nível de assistência superior ou para a realização de exames complementares de diagnóstico e/ou terapêutica, que não possam ser efetuados no serviço ou na instituição onde o doente se encontra. O risco existe, mas há que saber refletir sobre os benefícios e avaliar a eficácia desse mesmo transporte. O transporte do doente crítico envolve as seguintes fases: Decisão, Planeamento e Efetivação, que serão descritas seguidamente.
1. Decisão: esta fase é da responsabilidade dos médicos que assistem, mas também do chefe de equipa e do diretor do serviço. São equacionados os riscos, principalmente em casos de hipoxia, híper/hipocapnia, hipertensão intracraniana, instabilidade hemodinâmica, lesões vertebro-medulares e sempre que o transporte possa agravar a situação do doente.
2. Planeamento: é feito por ambas as equipas (médica e enfermagem) e terá que ter em conta a coordenação, comunicação, equipa, o equipamento necessário, transporte e documentação. Nesta fase é incluído o contacto com o serviço destinatário, avaliação do trajeto, do tempo estimado, a escolha da equipa que efetuará e o meio de transporte, são selecionados os meios adequados de monitorização, recomendados os objetivos a manter durante o transporte, selecionado o equipamento e a terapêutica e explicadas as possíveis complicações do mesmo.
178 3. Efetivação: fica na responsabilidade da equipa que efetua o transporte, cuja responsabilidade só acaba quando é entregue o doente na unidade/instituição que o espera. Deve manter-se o nível de cuidados que tinha no serviço de origem, durante o transporte.
Existem inúmeras considerações que devemos atender durante o transporte do doente crítico. Apenas iremos abordar o helitransporte (transporte aéreo), visto que foi aquele que foi experienciado e onde sentimos necessidade de nos formarmos. O mesmo é efetuado por uma equipa médica dedicada e constitui um meio eficaz para um transporte rápido até ao local mais adequado, e que mantém todos os cuidados diferenciados que o doente necessita. Existem algumas especificidades no helitransporte, como a necessidade de formação e conhecimento sobre a fisiologia de voo, e o que a mesma pode causar nos doentes, formação sobre comunicações e segurança durante o voo e nos locais onde aterra. Para além desta formação, é efetuada formação específica pelo INEM.
Indicações para realizar helitransporte (SPCI, 2008, p. 20): • “Duração prevista do transporte terrestre superior a 1 hora; • Locais com acessibilidade difícil ou demorada;
• Transporte até local longínquo.”
Contraindicações do helitransporte (SPCI, 2008, p. 20): • “Alterações meteorológicas;
• Perturbações psiquiátricas – doentes violentos.”
Considerações de segurança no local de aterragem (SPCI, 2008, p. 20):
• “ Manter zona livre com mínimo de 30 metros de diâmetro (idealmente, 50 metros);
• Zona com inclinação não superior a 10%; • Bloqueio da estrada nos dois sentidos;
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• Piso estável (sem areia ou terra solta);
• Sem postos de iluminação nem cabos elétricos perto do local;
• Existência de perímetro de segurança, para evitar aproximação de pessoal não autorizado;
• Proibição de qualquer abordagem do helicóptero pela retaguarda.”
Para se efetivar o transporte, o Centro de Orientação de Doentes Urgentes do INEM deverá ser contactado via 112 e o helitransporte deve estar disponível 24 horas por dia. Os casos são avaliados independentemente, pelo médico do Centro. Todos os encargos são da responsabilidade do INEM e há a necessidade de possuir equipas médicas e de enfermagem altamente qualificadas e diferenciada. Por vezes poderá ser necessário efetuar transporte terrestre até um local estipulado pelo INEM.
Serão descritos seguidamente alguns cuidados a ter durante o transporte (em que a equipa deve ter formação adequada) tendo por base a mesma fonte teórica:
• Insuflação do “cuff ” com soro ou água bidestilada, em vez de recorrer ao ar; • Sempre que possível excluir existência de pneumotórax;
• Assegurar a via área e acessos venosos e proceder à imobilização do doente, para evitar a trepidação;
• Redução da pressão atmosférica, com correspondente diminuição na pressão parcial alveolar de oxigénio e saturação arterial de oxigénio, com necessidade de FiO2 (fração inspirada de oxigénio) mais elevado para manter oxigenação; • Expansão de espaços gasosos com necessidade de drenar espaços fechados com gás, antes do transporte (no caso de pneumotórax), ou voar a baixa altitude (no caso de trauma crânio encefálico);
180 • Existe um aumento de hemorragia, com necessidade do controlo da mesma, em que a equipa deve prever-se de equipamento para infusão rápida de fluidos e a necessidade de perfusão de aminas;
• Aumento de edema, com necessidade de abrir talas de imobilização;
• Diminuição no ritmo de fluxo dos fluidos endovenosos, com necessidade de recurso a bombas perfusoras, sendo que deve existir um número considerável; • Trepidação e o ruido, são grandes problemas do helitransporte, por dificultarem as ações, intervenções e comunicações (recorrer ao uso de auscultadores); • Hipotermia, com necessidade de tapar e aquecer o doente e ainda náuseas e vómitos que devem ser prevenidas;
• Previsão de monitorização com alarmes visuais (não apenas sonoros);
• Necessidade de aviso aos pilotos, antes de desfibrilhação (segundo o que nos foi informado não se pode desfibrilhar no ar, há a necessidade de fazer aterragem de emergência) (SPCI, 2008).
Não aprofundamos muito a temática, mas pensamos que ao ler o manual do transporte do doente crítico, ficamos com mais informações acerca deste procedimento, que se demonstra como é muito sensível, complexo e de rigor. Pensamos assim que em próximas oportunidades de contato com esta experiência iremos ser uma mais-valia na prestação de cuidados ao doente crítico.
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Apêndice 15 – Artigo Científico “Revisão Sistemática da Literatura: um método para a génese da PBE em enfermagem.”