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1.2 Une histoire de la banque…

1.2.3 De 1930 au milieu des années 80 : les banques administrées

1.2.3.2 L’industrialisation du système bancaire

A realização dos estágios I, II e III e do estágio complementar na UCI, contribuíram para a aquisição de competências específicas na área do doente crónico e paliativo previstas no Regulamento das Competências Especificas do Enfermeiro Especialista em Pessoa em Situação Crónica e Paliativa de Outubro de 2011. O mesmo documento refere que esta área de especialização “toma por alvo de intervenção a Pessoa com doença crónica incapacitante e terminal, ao longo do ciclo de vida e o eixo organizador é dirigido aos projetos de saúde da pessoa com doença crónica incapacitante e terminal, bem como aos cuidadores, à sua família e ao seu grupo social de pertença, preservando a sua dignidade, maximizando a sua qualidade de vida e diminuindo o sofrimento, sempre em colaboração com a restante equipa interdisciplinar.” (OE, 2011c, p. 1).

Segundo a OE (2011c), a doença crónica inclui doenças prolongadas, associadas a um elevado grau de incapacidade, de curso prolongado e lento e que implicam a necessidade de adaptação a vários níveis, familiar, físico, psicológico, social, emocional mas também

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espiritual. “Os pilares fundamentais dos cuidados paliativos assentam no controlo dos sintomas, no suporte psicológico, emocional e espiritual, mediante uma comunicação eficaz e terapêutica; no cuidado à família e no trabalho em equipa, em que todos se centram numa mesma missão e objetivos.” (OE, 2011c, p. 1). Cuidar com dignidade é uma tarefa primordial do enfermeiro e que é transversal a qualquer área de especialidade de cuidados.

As bases para os cuidados paliativos são o controlo dos sintomas, o suporte psicológico, emocional e espiritual, fazendo uso de uma comunicação terapêutica, o cuidado à família e por fim o trabalho em equipa onde todos se centram nos mesmos objetivos e na mesma missão. O objetivo principal dos cuidados paliativos é a promoção do bem-estar, do conforto e da qualidade de vida do doente e sua família, prevenindo e aliviando o sofrimento físico, psicológico, social e espiritual, tendo por base a identificação precoce, avaliação adequada e tratamento rigoroso dos problemas psicossociais, físicos e espirituais (Lei n.º 52/2012 de 5 de Setembro).

As competências específicas do enfermeiro especialista em Enfermagem em Pessoa em Situação Crónica e Paliativa são:

a) Cuida de pessoas com doença crónica, incapacitante e terminal, dos seus cuidadores e familiares, em todos os contextos de prática clinica, diminuindo o seu sofrimento, maximizando o seu bem-estar, conforto e qualidade de vida;

Para atingir esta competência devemos conceber, implementar e avaliar os planos de cuidados de uma forma abrangente, compreensiva e holística, satisfazendo as necessidades, recursos, objetivos e desejos, com vista a preservar a dignidade, a qualidade de vida e diminuir o sofrimento dos doentes, famílias e cuidadores dos doentes portadores de doença crónica (OE, 2011c). De referir que ao longo da nossa prática profissional exercemos funções numa Unidade de Cuidados Continuados, onde frequentemente lidávamos com a doença crónica e com a condição paliativa que alguns utentes apresentavam. Esta experiência despertou-nos para esta área de cuidados e fez com que atualmente olhemos de forma diferente para a doença crónica e paliativa. Sentimos que após esta experiência, cuidamos o doente e a sua família de uma forma mais completa, de uma forma mais totalitária, humana mas sobretudo terapêutica. Sabemos que cerca de 90% das mortes ocorre por doença prolongada, daí as pessoas que se incluem no grupo da patologia crónica e/ou paliativa representam uma grupo muito vulnerável a nível dos cuidados de saúde.

70 Com a realização dos estágios e da pesquisa sobre a doença de Alzheimer, conseguimos avaliar e identificar os sintomas descontrolados do doente crónico e paliativo, conseguimos analisar e valorizar o peso de variáveis psico-emocionais, valores e crenças na intensidade dos sintomas e do sofrimento, avaliamos o grau de dependência e as necessidades específicas do doente e família, mas sobretudo pretendemos identificar em tempo útil, situações de agudização. Verificamos ainda que é necessário atender a medidas farmacológicas e não farmacológicas de alívio dos sintomas, especialmente da dor. A dor como 5º Sinal Vital, caracteriza-se como um elemento fundamental de diagnóstico e alívio do sofrimento. Há a necessidade de utilizar estratégias baseadas na evidência, de modo a promover o auto-conhecimento e seguidamente potenciar as famílias e cuidadores a prestar melhores cuidados de saúde aos doentes, sendo por isso importantíssimo o envolvimento de todos, fomentar o trabalho em equipa e utilizar a comunicação eficaz para tomar as melhores decisões para o nosso doente (OE, 2011c).

O recurso ao SU por parte de doentes em fim de vida ou com doenças crónicas prolongadas e evolutivas é frequente, principalmente em fase de agudização e com presença de sintomas descontrolados e por vezes permanecem muitos dias internados em serviços como este sem condições físicas, psicológicas e emocionais para cuidar destes doentes e suas famílias. Na ULSLA, principalmente no SU, quando verificamos que existem situações que ultrapassam a nossa área de cuidados e que necessitam de apoio por parte de unidades de cuidados continuados e/ou paliativos, tentamos fazer essa articulação de modo a que o doente e sua família recebam os cuidados apropriados à situação. Por muitos esforços que se façam na tentativa de que os doentes permaneçam nos seus domicílios e sejam cuidados pelas suas famílias, nem sempre as mesmas se sentem seguras a desempenhar esse papel de cuidadores. Algumas famílias são incapazes de lidar com situações de agudização ou de fim de vida, têm medo, receio e encaminham os doentes para os SU. As equipas tentam prestar os melhores cuidados aos doentes em situação de doença crónica e/ou paliativa, como por exemplo o caso do doente portador de doença de Alzheimer, contudo e face à elevada afluência aos SU, nem sempre é fácil e nem sempre são prestados os melhores cuidados aos nossos doentes.

De acordo com a DGS (2003), a prática de cuidados intensivos, assenta num contínuo de ações e procedimentos, tanto humanos como instrumentais, de monitorização, avaliação, diagnóstico e tratamento, assegurados em função das necessidades do doente. De acordo

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com o mesmo documento, as UCI’s são “locais qualificados para assumir a responsabilidade integral pelos doentes com disfunções de órgãos, suportando, prevenindo e revertendo falências com implicações vitais” (DGS, 2003, p. 6). O internamento em UCI é por definição, um tempo transitório em alguns doentes com risco de vida, “pelo que é parte de um processo e não um fim em si.” (DGS, 2003, p. 6). A nível do estágio realizado na UCI verificamos que existem muitos casos de pessoas em fase terminal e que apenas necessitam de cuidados de conforto. Na UCI onde foi realizado estágio complementar, verificamos que é uma preocupação de toda a equipa, a finitude da vida e os cuidados prestados ao doente crónico e/ou paliativo integrando sempre a família, nunca inviabilizando esta área de prestação de cuidados, apesar de não ser considerado prioritário. Assim, os cuidados intensivos também caminham lado a lado com os cuidados ao doente crónico e/ou paliativo e é “uma área polivante (multidisciplinar) do saber médico, não só pela forma como aborda os doentes, como pelo tipo de patologias que trata e ainda pela interdisciplinaridade a que obriga.” (DGS, 2003, p. 7).

b) Estabelece relação terapêutica com pessoas com doença crónica, incapacitante e terminal, com os seus cuidadores e familiares, de modo a facilitar o processo de adaptação às perdas sucessivas e à morte.

Na doença crónica e paliativa há a necessidade de construir um clima de confiança, um sentimento de solidariedade e de capacitação, que ultrapassa a ação do cuidar. O enfermeiro deve possuir um leque de habilidades relacionais como a comunicação e interação empática, o respeito, a autenticidade, a compaixão, a esperança e a relação de ajuda para com o outro, sem receber nada em troca. É prioritário estabelecer uma relação terapêutica, uma parceria terapêutica, para que juntos cuidemos da melhor forma os doentes crónicos e paliativos. “A relação terapêutica promovida no âmbito do exercício profissional do enfermeiro caracteriza-se pela parceria estabelecida com o cliente, no respeito pelas suas capacidades e na valorização do seu papel. Esta relação desenvolve-se e fortalece-se ao longo de um processo dinâmico, que tem por objetivo ajudar o cliente a ser proactivo na consecução do seu projeto de saúde.” (OE, 2001, p. 10). A família tem que estar envolvida de forma totalitária para assim definirmos objetivos, metas, prioridades e decisões dos cuidados a prestar aos nossos doentes. Cada doente é um doente, cada família é uma família, e essa singularidade e autonomia tem que ser respeitada por nós enfermeiros especialistas.

72 A comunicação (processo de transmissão de informação, ferramenta de integração, instrução, de troca mutua e de desenvolvimento) deve ser honesta, de esperança realista e as expetativas têm que ser ajustadas. Devemos ajudar ao processo de adaptação à mudança, às perdas sucessivas e à morte (OE, 2011c). O enfermeiro é assim um prestador de cuidados, mas também um educador e um recurso importante para o doente e para a sua família, visto que nós acompanhamos, cuidamos, aconselhamos e ajudamos na escolha do melhor caminho.

No SU a relação terapêutica com o doente crónico e paliativo e suas famílias fica por vezes prejudicada pelo facto de não contactarmos muito tempo com os doentes e pelo facto de que normalmente recorrem ao SU por situações de agudização, que se tornam prioritárias para nós. Contudo o estágio na UCI permitiu-nos ver que apesar de cuidarmos de doentes em situação aguda, possuem por norma doenças crónicas, incapacitantes e por vezes paliativas, e merecem de nós todo o respeito pela sua totalidade, singularidade e pelo seu problema de saúde. A nossa atitude perante o doente crónico e paliativo que recorre ao SU mudou desde o início do primeiro estágio. Há a necessidade de vermos muito mais além e perceber que por detrás de uma agudização, se encontram muitos outros problemas de saúde que necessitam de medidas farmacológicas e não farmacológicas no seu tratamento. Verificamos também que o número de casos sociais por abandono ou por falta de capacidade de cuidar do doente crónico e paliativo, tem aumentado a cada dia que passa e por vezes permanecem algum tempo internados em SU pela falta de recursos noutros serviços ou instituições. Deste modo o objetivo da pesquisa, de aumentar o nível de conhecimentos acerca da doença de Alzheimer irá permitir uma prestação de cuidados de melhor qualidade e com base em evidência científica.

Em jeitos de conclusão, ao realizar uma pesquisa acerca da doença de Alzheimer, sendo esta uma doença crónica, prolongada, incapacitante e com necessidades específicas, conseguimos atingir as competências propostas pelo órgão que nos rege e assim poder comunicar aos cidadãos o que podem esperar dos enfermeiros especialistas.

Também podemos referir que a UC Médico-cirúrgica II, nomeadamente no módulo dos cuidados à pessoa em fim de vida, nos permitiu aprofundar conhecimentos de enfermagem que possibilitam um cuidado de qualidade à pessoa em fim de vida e sua família. Neste módulo, foi realizado um estudo de caso sobre um doente com o diagnóstico de Carcinoma do Pavimento Celular Cutâneo com diferenciação sarcomatoide, doente

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internado na Unidade de Cuidados Paliativos. Com a realização deste trabalho foram identificadas as necessidades do doente terminal e da família, e planeadas as intervenções de enfermagem específicas do cuidado ao doente terminal e cuidado à família. A realização deste trabalho, permitiu aprofundar as competências específicas do enfermeiro especialista em enfermagem em pessoa em situação crónica e paliativa.

No capítulo seguinte daremos continuidade às competências necessárias para a aquisição do título de Mestre em Enfermagem Médico-cirúrgica.

74 5. COMPETÊNCIAS DE MESTRE EM ENFERMAGEM MÉDICO-CIRÚRGICA

O mestrado em enfermagem médico-cirúrgica encontra-se legislado ao abrigo do Decreto-Lei nº 74/2006 de 24 de Março e constitui-se como um avanço no ensino e uma era de mudança, onde pretende mais do que a transmissão de competências, mas sim o seu desenvolvimento.

O grau de mestre é conferido aos que demonstrem conhecimentos e capacidades de um nível superior, que os saibam aplicar para a resolução de problemas em situações novas e não familiares, em contextos alargados e multidisciplinares, relacionados com a sua área de estudos. O mestre deve ter a capacidade de integrar novos conhecimentos, lidar com situações complexas, desenvolver soluções ou emitir juízos em situações de informação limitada ou incompleta, incluindo reflexões sobre as implicações e responsabilidades éticas e sociais que resultem dessas mesmas soluções. Os mestres devem ser capazes de comunicar, divulgar as suas conclusões, conhecimentos e raciocínios e adquirir competências que lhes permitam uma aprendizagem ao longo da vida (Decreto-Lei nº 74/2006 de 24 de Março).

A prestação de cuidados ao doente em situação crítica e em situação crónica e paliativa exigiu da nossa parte a mobilização de um elevado nível de conhecimentos, habilidades e capacidades, que contribuíram para a resolução de problemas complexos de saúde. Consideramos que tendo em conta os estágios realizados, os conteúdos teóricos aprendidos e adquirindo as competências comuns e especificas dos enfermeiros especialistas, as competências de mestre foram atingidas, contribuindo para o aumento do nosso próprio conhecimento e sobretudo alicerçado pela evidência científica.

Este percurso académico foi marcado por um constante crescimento profissional mas sobretudo pessoal, convergindo na aquisição das competências de mestre em enfermagem médico-cirúrgica e que seguidamente passaremos a descrever.

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1. Demonstra competências clínicas específicas na conceção, gestão e supervisão clínica

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