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PARTIE 3 - LES BIBLIOTHÈQUES UNIVERSITAIRES ET LES

2. Quelles actions pour les BU dans le développement des SI recherche ?. .98

2.3. Utilisation des SI recherche par les BU

2.2.1. Pour le suivi de l'activité scientifique

Tal como já se referiu anteriormente, o novo programa contempla o tema “Avaliação”. Sobre este assunto e de acordo com os normativos legais em vigor, reitera-se a visão de uma avaliação continuada, posta ao serviço da gestão curricular de carácter formador e regulador, que deve:

• ser parte integrante do processo de ensino e de aprendizagem; • usar uma diversidade de formas e de instrumentos de avaliação; • ter predominantemente um propósito formativo;

• decorrer num clima de confiança;

• ser transparente para os alunos e respectivas famílias. (Cabrita et al, 2009).

Reforça:

“É através da avaliação que o professor recolhe a informação que lhe permite diagnosticar problemas e insuficiências na aprendizagem dos alunos e no seu trabalho, verificando assim a necessidade (ou não) de alterar a sua planificação e acção didáctica. A avaliação deve fornecer informações relevantes e substantivas sobre o estado das aprendizagens dos alunos, no sentido de ajudar o professor a gerir o processo de ensino - aprendizagem.

Neste contexto, surge a necessidade de uma avaliação continuada posta ao serviço da gestão curricular – a avaliação formativa e reguladora. A avaliação surge como um instrumento que faz o balanço entre o estado real das aprendizagens do aluno e aquilo que era esperado, ajudando o professor a tomar decisões ao nível da gestão do programa sempre na perspectiva de uma melhoria na aprendizagem” (Ponte et al, 2007: 11).

Especifica, ainda, que a avaliação deve ser congruente com os objectivos gerais e as grandes finalidades do ensino da Matemática no ensino básico, ser um processo contínuo, dinâmico e muitas vezes informal, recorrer à diversidade de forma e de instrumentos, ter um propósito predominantemente formativo, com enfoque no que os alunos sabem, no que são capazes de fazer e como o fazem, decorrer num clima de confiança onde os erros e as dificuldades são encarados como ponto de partida para novas aprendizagens e, finalmente, ser um processo transparente.

Mantém-se a tónica de uma avaliação a desenvolver-se nos seus momentos mais formais, mas também no quotidiano da sala de aula. Insiste-se em encarar a

avaliação como um processo de produção de informação, cuja finalidade é a melhoria do processo de ensino e de aprendizagem.

Do que foi dito, infere-se que a ênfase da Matemática escolar não está na aquisição de conhecimentos isolados e no domínio de regras e técnicas, mas sim na utilização da matemática para resolver problemas, para raciocinar e para comunicar, o que implica a confiança e a motivação pessoal para o fazer.

Alguns estudos e projectos têm sido desenvolvidos em Portugal com o intuito de fomentar a utilização da avaliação formativa através de comentários e de perceber quais as características que favorecem a aprendizagem e quais as dificuldades sentidas pelos professores e alunos.

Um estudo desenvolvido no âmbito do Projecto AREA, com alunos do 7º ano de escolaridade, evidenciou que o mesmo feedback escrito não serve da mesma forma todos os alunos. Importa conhecer os alunos e dar feedback adequado ao seu perfil académico. Além disso, este estudo revelou que alunos com desempenho médio a Matemática necessitam de um feedback mais descritivo e menos simbólico (Santos & Dias, 2006: 15).

Também no que respeita à forma do feedback, Bruno (2006) constatou que, se a escrita avaliativa for telegráfica, culpabilizante ou profetizar resultados menos bons, não terá efeitos positivos no desempenho dos alunos. Porém, se esta for incentivadora e mobilizadora de diálogo, pode ser muito útil na obtenção de melhoria das suas produções. De igual forma se evidenciou ser importante o recurso a uma linguagem acessível aos alunos, concreta, contextualizada e directamente relacionada com a produção. No caso de alunos com elevado desempenho, o recurso à simbologia para assinalar o erro revelou-se suficiente para a sua compreensão. Já para alunos com mais dificuldades, verificou-se ser necessário, para além do assinalar o erro, dar pistas explícitas (Santos & Dias, 2006). Assim, o feedback pode ajudar a melhorar o desempenho dos alunos, e a sua aprendizagem, no caso em que a escrita avaliativa é dirigida ao que é necessário ser feito para melhorar o desempenho. Em alguns casos particulares, é necessário dar indicações mais detalhadas sobre o caminho a percorrer.

Assim, estamos de acordo com Santos (2003) quando diz que uma escrita avaliativa, que leve o aluno à regulação da sua aprendizagem, deve:

• ser clara, para que o aluno, de forma autónoma, a possa compreender; • apontar pistas de acção futura, a partir das quais o aluno saiba prosseguir; • incentivar o aluno a rever a sua resposta;

• não incluir a correcção do erro, sendo o aluno a identificá-lo e a procurar a sua correcção, criando-se a possibilidade de se verificar aprendizagem mais duradoura ao longo do tempo;

• identificar o que já está bem feito, permitindo não só a auto-confiança, como também o seu consciente reconhecimento.

É igualmente importante ter em conta quais as situações em que é mais adequado dar-se feedback. É inquestionável que esta tarefa exige muito e muito tempo do professor, pelo que é necessário seleccionar criteriosamente as situações de ensino e de aprendizagem e as tarefas a comentar. Estas deverão estar ainda em fase de desenvolvimento e não sujeitas a qualquer tipo de classificação.

Em síntese, o feedback por si só não resolve qualquer problema. Para o conseguir, terá de ser devidamente pensado, estruturado e adequadamente integrado no processo de aprendizagens dos alunos. O feedback terá de provocar algum tipo de acção, desenvolvida pelo aluno, com vista a melhorar a sua aprendizagem. Por parte do aluno espera-se que aprenda a interpretá-lo, a relacioná-lo com as qualidades do trabalho que desenvolve e a utilizá-lo para perceber como melhorar as suas aprendizagens. Num contexto interactivo de aprendizagem, o feedback que orienta de forma clara e inequívoca os alunos e que os ajuda a corrigir erros e a ultrapassar as suas eventuais dificuldades, activando os seus processos cognitivos e metacognitivos, traduz a ocorrência efectiva de uma avaliação formativa, reguladora.