• Aucun résultat trouvé

New facilities and technology

3. ACCELERATOR CHARACTERISTICS, CLASSIFICATION AND

3.8. New facilities and technology

A Empresa G desenvolve projetos, constrói e opera parques eólicos ao redor do mundo. É parte de uma multinacional europeia que atua nos setores de aço, componentes automotivos e energias renováveis.

Os parques da Empresa G em operação no Rio Grande do Norte totalizam 203.600 kW de potência, conforme Tabela 4.7.

Tabela 4.7 - Parques Eólicos do Caso G. Usina Turbinas Potência

Outorgada Localização Entrada em operação comercial AC G1 1.65 MW 19.800 kW João Câmara 2012 ACR G2 1.65 MW 19.800 kW João Câmara 2012 ACR G3 1.65 MW 28.000 kW Tenente Laurentino Cruz 2016 ACR G4 1.65 MW 20.000 kW Bodó 2016 ACR G5 1.65 MW 30.000 kW Lagoa Nova 2016 ACR G6 1.65 MW 30.000 kW Bodó 2016 ACR G7 1.65 MW 20.000 kW Lagoa Nova 2016 ACR

4.5.7.1. Gestão interna dos parques

Um diretor de construção e O&M é responsável pelos parques da Empresa G no Brasil. Abaixo dele há gerentes de O&M para cada complexo de parques e um supervisor é alocado para cada conjunto de 20 a 30 turbinas.

O diretor de O&M se reporta a um diretor técnico que é responsável pela operação de todas as usinas da Empresa G no mundo. Porém, devido ao crescimento das atividades da empresa no Brasil, atualmente a estrutura organizacional está sendo remodelada e a equipe está sendo ampliada.

A função do gerente de O&M inclui o acompanhamento de contratos com empresas de segurança, limpeza, gerenciamento de resíduos, turbinas e sistema elétrico; fiscalização do andamento das manutenções; controle de movimentações financeiras, aprovação e validação de faturas, liberação de pagamentos, etc.; relacionamento com a distribuidora, solicitação e programação de desligamentos, solicitação de acesso; relacionamento com outros órgãos; planejamento e acompanhamento de manutenções na infraestrutura civil dos parques; acompanhamento dos dados de medição da geração e comparação com os registros da CCEE, dentre outros.

O gerente de um dos complexos é engenheiro eletricista. Atua também no gerenciamento de projetos de usinas solares. Possui experiência na construção de parques, principalmente no que concerne ao sistema elétrico. O diretor de O&M é engenheiro eletricista. Possui vasta experiência na construção de parques e atua há alguns meses no O&M das parqies. O supervisor entrevistado é matemático e atua na supervisão de O&M há 4 anos.

4.5.7.2. Contratos de O&M

A Empresa G possui um contrato full de O&M das turbinas e um contrato parcial de O&M do sistema elétrico, conforme detalhes ilustrados na Quadro 4.7

Quadro 4.7 - Contratos de O&M do Caso G. Subsistema Manutenção

Preventiva

Manutenção Corretiva

Peças de

Reposição Disponibilidade Multa Bônus

Turbinas    97%  

Sistema

4.5.7.3. Gestão da manutenção

A programação das manutenções é elaborada anualmente e revisada semanalmente, em reunião com as contratadas. Toda sexta feira se discute em conjunto com as contratadas as atividades de manutenção que serão realizadas na semana seguinte. Com a programação autorizada, as atividades são iniciadas.

Neste caso, o planejamento das manutenções é realizado em conjunto, isto é: há maior interferência da empresa na definição dos cronogramas de atividade das contratadas. Além disso, os supervisores têm autonomia para acompanhar de perto as atividades da contratada.

Nas reuniões com as contratadas discute-se todas as melhorias possíveis para parques. Prazos, disponibilidade, estratégias de manutenção, gestão do estoque e outros aspectos. A gestão do estoque é um dos pontos mais críticos sobre o controle da Empresa G, pois já houve casos de paradas de máquinas que se estenderem para mais de um mês devido a espera por peças de reposição que tiveram que vir da Europa.

4.5.7.4. Ferramentas de suporte, relatórios e reuniões

A Empresa G também utiliza um sistema de monitoramento da performance, PMS, assim como a Empresa A.

A cada mês compara-se a geração de cada turbina com quanto ela poderia ter gerado, baseado em sua curva de potência. Assim é aferida a eficiência real da turbina, que considera os tempos em que ela esteve em operação. Compara-se com a curva de potência do fabricante e com a curva de potência média, que ilustra melhor como ela se comporta naquelas condições (de temperatura, vibração, etc.). Esse indicador, Eficiência da Turbina, é o mesmo utilizado no Caso A.

A Empresa G, assim como a Empresa A, não fez a certificação da curva de potência dos aerogeradores conforme a norma, mas utilizam os dados das torres anemométricas e das turbinas para verificar o vento que está disponível em cada máquina e comparar com sua curva de potência. Por não seguir a norma, as discussões em torno desse indicador são, de certa forma, desfavoráveis à Empresa G, visto que não há obrigatoriedade, nesse caso, que seja tomada qualquer ação para melhoria por parte da contratada. Contudo, o relacionamento com as contratadas mantido por meio das reuniões

semanais tornou-se fundamental para viabilização das ações de melhoria com base nesses dados, mesmo que não haja previsão para tal em contrato.

O supervisor de campo elabora relatórios diários e mensais. O relatório diário é como uma “fotografia do parque”, detalha as intervenções que foram realizadas no dia. Os relatórios mensais são um resumo dos dados do mês, focados na geração e na disponibilidade. O PMS gera um relatório com os dados de desempenho do parque, ilustrando indicadores de performance das turbinas, a perda de produção, o tempo de indisponibilidade individual das máquinas (downtime), etc. Esses relatórios são analisados pelo gerente e discutidos nas reuniões.

O controle de paradas é diário, semanal, mensal e anual. Através desse controle são calculadas, por exemplo, as perdas de produção. O controle também permite a distinção das indisponibilidades, quando são responsabilidade própria ou da contratada, por exemplo. A recorrência de paradas fornece informações que são consideradas na reprogramação de manutenções.

As turbinas são inspecionadas item a item. Um check list de pendências é repassado para a contratada e é programada uma parada, quando necessário, para resolução dessas pendências. A atividade de supervisão tem como finalidade garantir o bom funcionamento das turbinas.

A contratada envia mensalmente aos supervisores um relatório onde há o registro das atividades referentes a todas as paradas. Os registros desse relatório são comparados aos registros do relatório interno elaborado pelos supervisores. Essa comparação possibilita discussões acerca da disponibilidade, para fins de pagamento de multa ou bônus.

4.5.7.5. Indicadores

A Empresa G utiliza principalmente indicadores de Energia Gerada e de Operação e Manutenção.

 Indicadores Financeiros: o Receita bruta,

 Indicadores de Energia Gerada:

o Capacidade de Geração Instalada, o Capacidade de Geração Efetiva,

o Energia Bruta,

o Perdas até o Ponto de Conexão, o Energia Líquida,

o Fator de Capacidade, o Disponibilidade de Tempo, o Disponibilidade de Energia, o Eficiência da Turbina,

 Indicadores de Operação e Manutenção: o Nº de Falhas Internas,

o Nº de Falhas Externas,

o Tempo de Resposta da Manutenção, o Custo de não Geração por Falha,

o Custos de Manutenção Fora de Contrato,

 Indicadores de Pessoas: não utiliza e considera fora do escopo da gerência de O&M dos parques.

4.5.7.6. Análise e considerações do Caso G

Tanto o gerente quanto o supervisor da Empresa G relataram que o trabalho no O&M de parques eólicos difere bastante de outras usinas, por ser um trabalho muito mais administrativo do que técnico. Justamente por esse entendimento, a Empresa G dá preferência, para o cargo de supervisor, a perfis que não sejam puramente técnicos, por que, segundo o gestor, a parte técnica é feita pelas contratadas, então o interessante, segundo eles, é que os supervisores tenham um perfil mais gerencial, pois é mais fácil adquirir o conhecimento da atividade do que desenvolver competências gerenciais. Devido a esse ponto de vista, a Empresa G possui como supervisores de O&M administrador, técnico ambiental, contador, dentre outros.