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Classification of particle accelerators

3. ACCELERATOR CHARACTERISTICS, CLASSIFICATION AND

3.3. Classification of particle accelerators

A Empresa D é subsidiária de um grupo que atua nas áreas de geração, transmissão e distribuição de energia, e telecomunicações. O grupo possui um conjunto de 29 usinas

geradoras, linhas de transmissão, subestações e linhas e redes elétricas do sistema de distribuição. As atividades da Empresa D são voltadas especificamente para o setor eólico, exclusivamente no Rio Grande do Norte.

A Empresa D possui 7 parques em operação no Rio Grande do Norte, totalizando uma capacidade de 75.708 kW, conforme Tabela 4.4.

Tabela 4.4 - Parques eólicos do Caso D. Usina Turbinas Potência

Outorgada Localização Entrada em operação comercial AC D1 1.6 MW 27.000 kW Parazinho 2015 ACR D2 1.6 MW 27.000 kW Parazinho 2015 ACR D3 1.6 MW 27.000 kW Parazinho 2015 ACR D4 1.6 MW 27.000 kW Parazinho 2015 ACR D5 1.6 MW 29.700 kW João Câmara 2015 ACR D6 1.6 MW 29.700 kW João Câmara 2015 ACR D7 1.6 MW 16.200 kW João Câmara 2015 ACR

4.5.4.1. Gestão interna dos parques

O diretor da subsidiária é o responsável pela gestão das atividades de O&M, apesar de não ficar locado no parque. Os resultados da operação dos parques são repassados por ele à diretoria geral do grupo. Não há um gerente de operação e manutenção e o acompanhamento in loco da operação é feito pelo supervisor que fica nos parques em tempo integral.

O diretor é formado em engenharia elétrica, com experiência no setor elétrico e está atuando pela primeira vez em parques eólicos.

O supervisor é engenheiro eletricista e também atua pela primeira vez em parques eólicos. Possui experiência em inspeção e teste de materiais e equipamentos elétricos. Sua função engloba atividades como a gestão de contratos com as O&Ms, contratos com os proprietários das terras, contato com órgãos ambientais e gerenciamento de licenças, dentre outros.

4.5.4.2. Contratos de O&M

A Empresa D possui um contrato parcial de O&M das turbinas e um contrato parcial de O&M do sistema elétrico, conforme detalhes ilustrados na Quadro 4.4.

Quadro 4.4 - Contratos de O&M do Caso D. Subsistema Manutenção

Preventiva

Manutenção Corretiva

Peças de

Reposição Disponibilidade Multa Bônus

Turbinas  Serviços - 97%  -

Sistema

Elétrico  Serviços - - - -

O contrato com a empresa que realiza o O&M das turbinas prevê questões relacionadas à eficiência das máquinas. A eficiência das turbinas ilustra quanto a máquina está gerando em comparação ao que ela deveria gerar com o vento disponível. Essa comparação é possível através da curva de potência. Porém, similar ao Caso A, é necessária uma ferramenta que permita o cruzamento dos dados reais de vento e de geração com aqueles expressos no gráfico da curva. A Empresa D está estudando terceirizar esse serviço.

4.5.4.3. Gestão da manutenção

O cronograma de manutenção das turbinas é planejado em conjunto com a contratada. Há uma folga contratual pré-definida que permite o adiantamento ou postergação das atividades, até determinado limite, para que não haja perda de garantia. A contratada é totalmente independente nas suas atividades de manutenção. A Empresa D não acompanha nem controla diretamente as atividades, apenas o prazo de cumprimento.

4.5.4.4. Ferramentas de suporte, relatórios e reuniões

A Empresa D utiliza um quadro onde é atribuída uma cor a cada aerogerador: verde, amarelo ou vermelho. Esse quadro é acompanhado pelo supervisor, que capta informações com as equipes de manutenção sobre as máquinas que estão com cor verde ou amarelo, verifica se é necessário tomar alguma decisão e repassa para a diretoria via

email. Esse repasse é feito diariamente. É realizado por email o reporte de todas as ações

4.5.4.5. Indicadores

Na Empresa D, o uso de indicadores é basicamente voltado ao acompanhamento da Energia Líquida e da Disponibilidade de Tempo, por estarem ligados a questões contratuais. Outros índices de Energia Gerada também são utilizados, a maioria de forma empírica.

 Indicadores Financeiros: o Receita bruta,

 Indicadores de Energia Gerada:

o Capacidade de Geração Instalada, o Capacidade de Geração Efetiva, o Energia Contratada,

o Energia Bruta,

o Perdas até o Ponto de Conexão, o Energia Líquida,

o Fator de Capacidade, o Disponibilidade de Tempo,

 Indicadores de Operação e Manutenção: não utiliza, mas considera todos relevantes,

 Indicadores de Pessoas: não utiliza e considera fora do escopo da gestão de O&M dos parques.

4.5.4.6. Análise e considerações do Caso D

Os parques da Empresa D estão em operação há pouco mais de 1 ano, por isso são considerados novos. Por estarem no início da vida útil, as taxas de falhas e paradas forçadas das máquinas são altas, o gerenciamento do desempenho ainda incipiente, o próprio desenvolvimento de competências internas ainda está em desenvolvimento.

Por não haver um gerente de O&M como nas outras empresas, a análise do desempenho não possui um método definido para tratar melhorias no seu desempenho. Além disso, o supervisor não possui experiência anterior com parques eólicos e, como no início da operação é comum que as falhas sejam mais frequentes, a postura na gestão dos parques da Empresa D é reativa, isto é, há uma quantidade considerável de ações corretivas quando comparadas às ações preventivas.

Em contrapartida, a diretoria da Empresa D entende que no futuro será necessário monitorar o desempenho de forma mais detalhada, utilizando índices diversos, para viabilizar o aumento de confiabilidade dos sistemas e maiores ganhos em geração. Como a empresa ainda não possui expertise na gestão de parques eólicos, estão atualmente considerando a possibilidade de abrir licitação para contratar uma empresa que cuide de todo o controle de O&M dos parques.

Um aspecto relevante deste caso é que, devido à empresa ser pública, há a necessidade de licitação para aquisição de quaisquer produtos ou serviços e isso muitas vezes acarreta morosidade no processo de reparo de falhas, além de priorização de custos em detrimento da qualidade das manutenções.