5. CALCULATIONAL METHODS
5.7. Capture gamma and neutron doses at the maze entrance
5.7.2. Neutron dose
Atletas master são indivíduos que sistematicamente treinam e competem em formas organizadas de desporto, algumas delas especialmente elaboradas para adultos mais velhos. Cada organização desportiva, nacional ou internacional, determina a idade que defi ne um atleta master. Em geral, a idade que se inicia uma categoria master é determinada pela idade em que o recorde mundial para a elite do desporto atingiu o limite máximo. Enquanto atletas master tem geralmente 35 anos de idade ou mais, a com- petição para atletas master na natação começa aos 25 anos de idade, no atletismo aos 35 anos e no golf aos 50 anos (HECHT, 2001; REABURN; DASCOMBE, 2008).
Capítulo 5 – Imunossenescência em atletas master
Os atletas master participam no desporto organizado e competitivo por um número alargado de razões. Principalmente os atletas master parti- cipam por divertimento, benefícios para a saúde e aptidão física, socializa- ção e competição (REABURN; DASCOMBE, 2008; SHAW; OSTROW; BECKSTEAD, 2005). A preparação e participação em competições de atletas master aparentemente foi associada com perspectivas favoráveis em termos de qualidade de vida e a incidência de novos casos de doença is- quêmica do coração, hipertensão e diabetes, pelo menos em 750 atletas entrevistados sobre um período de 7 anos (SHEPHARD et al., 1995). Os níveis de atividade adotadas pelos competidores foram substancialmente elevados, e os autores deste estudo realizado há mais de 20 anos, já levan- taram a questão do quão longe a manutenção da saúde pode ser atribuída aos altos níveis de condicionamento físico. Sugeriu-se que os indivíduos mais velhos podem sustentar tais níveis de atividade sem uma infl uência negativa sobre a sua resistência à doenças infecciosas (SHEPHARD et al., 1995) 44.4% response rate.
A resistência de um organismo à doença e à infeção é comprometida com a idade devido ao aparecimento de declínios inevitáveis no funciona- mento normal do sistema imune (SIMPSON et al., 2012). O sistema imu- nológico é o mais importante sistema fi siológico de proteção do organismo. A maioria dos dados experimentais sobre alterações imunológicas com o envelhecimento mostra um declínio em muitos parâmetros imunológicos quando comparados com indivíduos saudáveis jovens. A maior parte dessas mudanças é denominada imunossenescência. A imunossenescência tem sido considerada por algum tempo como prejudicial, porque muitas vezes leva ao acúmulo subclínico de fatores pró-infl amatórios e envelhecimento. No entanto, essas mudanças também podem ser vistas como adaptativas ou de remodelação, em vez de apenas prejudiciais. Considerando que é concebí- vel que mudanças imunes globais possam levar a várias doenças, também é evidente que essas mudanças podem ser necessárias para a sobrevivência/ longevidade prolongada (FULOP et al., 2018; PAWELEC, 2017).
Em conjunto, sugere-se que a imunossenescência e o “infl ammaging” estão na origem da maioria das doenças dos idosos, como infecções, cân- cer, distúrbios autoimunes e doenças infl amatórias crônicas (ACCARDI; CARUSO, 2018; DE ARAÚJO et al., 2013; SPIELMANN et al., 2011).
A defi ciência nas funções de macrófagos em idosos pode prolongar o processo de infeção, levando ao aumento da vida útil do agente patogénico e maior potencial de danos ao hospedeiro. Além disso, é possível que idosos que tenham predisposição para câncer ou doenças autoimunes / infl amató- rias, apresentem níveis basais de infl amação mais elevados, os quais podem
difi cultar a resolução de respostas imunes a agentes infeciosos. O decrés- cimo no número, na função das células B (a produção de anticorpos) e na proliferação poderia traduzir numa resposta imune adaptativa mais fraca ao agente patogénico, conduzindo ao aumento da gravidade e do tempo de infeção. Características de imunossenescência obtidas no pool de células T, incluem baixos números de células T naïve (em especial nas células T CD8+) e um elevado número de células T de memória (células T CD8+
especialmente no estágio fi nal de diferenciação) (APPAY; SAUCE, 2014; FÜLÖP; LARBI; PAWELEC, 2013; PAWELEC, 2012, 2014), respostas diminuídas à vacinação (MORO-GARCÍA et al., 2012; TURNER et al., 2014) e uma razão CD4:CD8 menor que 1.0 (LUZ CORREA et al., 2014). Estas alterações são também potencializadas pela infecção por citomegaloví- rus (WILLS et al., 2011). A depleção do pool de células T naïve associada ao envelhecimento pode resultar em menos células naïve capazes de responder a novos antígenos; na verdade, o pool alargado de células de memória pode realmente impedir que as populações de células naïve sejam capazes de proliferar e expandir em número sufi ciente (SENCHINA; KOHUT, 2007).
Foi sugerido que o exercício pode atrasar o início do envelhecimento imunológico ou mesmo melhorar a resposta do sistema imune em pessoas mais velhas (MÜLLER; PAWELEC, 2013; SIMPSON, 2011; SIMPSON et al., 2012; SIMPSON; GUY, 2010; TURNER, 2016)
O treinamento moderado ou intenso ao longo da vida leva a respostas imunes mais fortes e por um maior tempo, por exemplo, nos anticorpos de vacinas contra a gripe, resultando em indivíduos mais protegidos (DE ARAÚ JO et al., 2015) . Além disso, a imunovigilância exercida pelos linfó- citos, onde estas células tem a capacidade de reconhecer antígenos associados a vírus, bactérias ou tumores e de desenvolver respostas específi cas a estes, pode ser facilitada pela linfocitose transitória e subsequente linfopenia in- duzida por sessões de exercício (GLEESON; BISHOP, 2005; TURNER, 2016). Além disso, alguns tipos de exercício são anti-infl amatórios, e se repetidos regularmente ao longo da vida, há uma menor morbidade e mor- talidade por doenças com etiologia imunológica e infl amatória (GLEESON et al., 2011). Assim, muitos aspectos da função imune mudam com o en- velhecimento, e algumas alterações podem ser restauradas transitoriamente pelo exercício.
Neste contexto, atletas master com uma prática regular de treinamen- to ao longo da vida são um grupo interessante que pode ser utilizado como um modelo para estudar o envelhecimento no contexto do comportamento otimizado em relação a um envelhecimento saudável e ativo (MIKKELSEN et al., 2013; TANAKA; SEALS, 2008). As consequências do treinamento
Capítulo 5 – Imunossenescência em atletas master
ao longo da vida sobre o envelhecimento não são claras, em grande par- te devido à difi culdade de dissociar os efeitos do envelhecimento normal daqueles provocados por uma prática exercício físico regular ao longo da vida (DE GONZALO-CALVO et al., 2012; FAULKNER et al., 2008; MIKKELSEN et al., 2013; POLLOCK et al., 2015; SILVA et al., 2016).
Os atletas master mantém sua capacidade aeróbica e apresentam mar- cadores anti-infl amatórios favoráveis, semelhante ao observado em adul- tos-jovens saudáveis. Assim, o treinamento ao longo da vida parece não ter efeitos deletérios no equilíbrio das citocinas pró e anti-infl amatórias. Pelo contrário, é capaz de reverter parcialmente os efeitos pró-infl amatórios do envelhecimento. Portanto, a resposta das citocinas ao exercício regular pode ser um dos mecanismos anti-infl amatórios que podem ajudar os atletas a “neutralizar” o processo do envelhecimento (MINUZZI et al., 2019).
O exercício extenuante é usualmente associado com um aumento dos sintomas de infecções do trato respiratório superior (ITRS) em atletas (GLEESON et al., 2012; NIEMAN; JOHANSSEN; LEE, 1989) e o exercício de elevado volume pode ter um efeito imunossupressor (GLEESON, 2007). Sabe-se que os mecanismos imunológicos que fundamentam este aparente au- mento da suscetibilidade a infecção em atletas são, provavelmente, multifatoriais e incluem perturbações do compartimento de células T (COSGROVE et al., 2012; SIMPSON et al., 2015; TOSSIGE-GOMES et al., 2014).
As células T reguladoras (Tregs) são cruciais na manutenção da tole- rância imunológica e no controle negativo de respostas imunes patológicas (DE MOURA BRAZ et al., 2014; FEHÉRVARI; SAKAGUCHI, 2004). As Tregs tem a capacidade de suprimir a ativação, proliferação e as funções efetoras de uma vasta gama de células imunitárias, incluindo as células T CD4+ e CD8+, as células NK, as células B e células apresentadoras de antí-
genos (APCs) (LITTWITZ-SALOMON et al., 2015; SAKAGUCHI et al., 2010). Estas células podem suprimir as células T efetoras por mecanismos que incluem a competição direta com moléculas coestimulatórias expres- sas nas APCs ou através da redução dos níveis de fatores de crescimento essenciais, tais como a IL-2 (SCHMIDT; OBERLE; KRAMMER, 2012). Além disso, as Tregs secretam IL-10 e TGF-β como mecanismos adicionais para suprimir a atividade das células-alvo (CORTHAY, 2009; MINUZZI et al., 2017). Tregs possuem um papel central na homeostasia do sistema imune, por isso, qualquer perda da função das Tregs, em função da idade, contribuiria para uma atividade imune exacerbada e distúrbios autoimunes, já observados em seres humanos idosos com síndrome infl amatória crônica. Por outro lado, o aumento relacionado com a idade no número de Tregs poderia estar relacionado com o risco aumentado de infecções e doenças
malignas entre os idosos (FESSLER et al., 2013). É necessário dizer que, esta expansão da população de Tregs só pode ser considerada fi siologica- mente relevante se a função supressora das Tregs permanecer intacta. Com efeito, a produção de IL-10 e a expressão de FoxP3 pelas Tregs mostrou-se preservada com o envelhecimento (JAGGER et al., 2014). Além disso, o treinamento tem profundo impacto sobre a manutenção de níveis elevados de IL-10 e consequentemente na manutenção do número das células T reguladoras (MINUZZI et al., 2017). Esses resultados apoiam os efeitos anti-infl amatórios do exercício no modelo proposto por Gleeson e colegas (GLEESON et al., 2011).
O exercício pode provocar efeitos preventivos e/ou reparadores na imunossenescência das cé lulas T (SIMPSON, 2011; SIMPSON; GUY, 2010). Resumidamente, propõe-se que três processos resultem neste efeito. Em primeiro lugar, as células de um fenótipo diferenciado de fase fi nal são mobilizadas para o sangue periférico durante o exercício (CAMPBELL et al., 2009; MINUZZI et al., 2018; SIMPSON et al., 2007, 2010). Em segundo lugar, essas células extravasam a partir de sangue (homing) para os tecidos periféricos e / ou infl amados 1-2 h após o exercício (DHABHAR, 2014; WALSH et al., 2011a, 2011b). Nestes locais as células seriam expostas a uma série de estímulos pró-apoptóticos (por exemplo, espécies reativas de oxigénio, glucocorticoides, citocinas) podendo causar a apoptose destas células (KRÜGER et al., 2009). A terceira fase e hipótese fi nal, propõe que o repertório de células T naïve é capaz de expandir em resposta ao “espaço imune” que foi criado, iniciado por um loop de feedback negativo hipotético que governa o número de células T naïve e de memória (HAUGEN et al., 2010; SIMPSON, 2011). A hipótese do aumento da frequência das células T terminalmente diferenciadas no sangue após o exercício agudo sugere que a mobilização seletiva e morte destas células pelo exercício agudo e regular poderia eventualmente permitir que as células T naïve ocupassem o espaço imune vago e aumentassem o repertório de células T (MINUZZI et al., 2018; SIMPSON et al., 2010).
Este assunto assume grande relevância quando se considera o acú- mulo de células T senescentes com o envelhecimento e o possível papel do exercício na remoção destas células altamente citotóxicas. O treinamento a longo-prazo (49 8 anos) foi associado com baixos níveis de contagem de células sanguíneas brancas, contagem de neutrófi los, IL-6, IL-10, IL- 1ra e TNFR1, associados a melhora do perfi l de saúde em idosos (DE GONZALO-CALVO et al., 2012). O exercício de resistência realizado ao longo da vida (28 2 anos) foi relacionado com abrandamento da redução do volume muscular e diminuição de alguns marcadores infl amatórios (CRP
Capítulo 5 – Imunossenescência em atletas master
e IL-6), características que geralmente estão aumentadas com o envelhe- cimento. Isto sugere que o exercício físico regular pode ser importante na redução da infl amação sistémica e manutenção da massa muscular com a idade (MIKKELSEN et al., 2013).
Atletas master (65-85 anos) que tinham hábitos regulares de trei- namento intenso e moderado apresentaram menor proporção decé lulas T CD4+ e CD8+ terminalmente diferenciadas (CD45RA+CCR7-) e compri-
mento maior dos telômeros treinados em comparação ao grupo controle. Esta pesquisa mostrou também que o grupo envolvido em treinamento intenso apresentou redução na apoptose de células T, avaliada pela expressão de Bcl-2 e caspase-3 (SILVA et al., 2016). Isto sugere e, em conformidade com outros estudos (SIMPSON et al., 2007; SPIELMANN et al., 2011), que intensidades mais altas de treinamento são necessárias para que as res- postas imunes sejam mais pronunciadas. Ainda, atletas master com mais de 20 anos de treinamento ao longo da vida tinham valores mais baixos para as porcentagens de linfó citos T senescentes (CD4+ e CD4+ naï ve e memó -
ria-efetoras; CD8+, CD8+ naï ve, memó ria-central e memó ria-efetoras) do
que os controles sedentários (MINUZZI et al., 2018).
Em geral os resultados destes estudos sugerem que a manutenção de altos níveis de aptidão aeróbica durante o curso natural do envelhecimento pode ajudar a prevenir o acúmulo de células T senescentes e, ao mesmo tempo, manter um número sufi ciente de células T naïve capazes de reco- nhecer e responder a novos antígenos.
Referências
ABBAS, A. K. Imunologia celular e molecular. 4. ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2003. ABBAS, A. K.; LICHTMAN, A.H.; PILLAI, S. Imunologia celular e molecular. 8. ed. Editora Elsevier, 2015.
ACCARDI, G.; CARUSO, C. Immune-infl ammatory responses in the elderly: an update. Immunity &Ageing: I & A, v. 15, p. 11, 2018.
AHLBORG B, AHLBORG G. Exercise leukocytosis with and without beta-adrenergic blockade. Acta Med Scand. 187(4):241-6, 1970.
APPAY, V.; SAUCE, D. Naive T cells: Th e crux of cellular immune aging? Experimental
Gerontology, v. 54, p. 90-3, jun. 2014.
BERMON S. Airway infl ammation and upper respiratory tract infection in athletes: is there a link? Exerc Immunol Rev. 13:6-14, 2007.
BISHOP NC, WALKER GJ, SCANLON GA, RICHARDS S AND ROGERS E. Salivary IgA responses to prolonged intensive exercise following caff eine ingestion.
BRENNER IK, SHEK PN, SHEPHARD RJ. Infection in athletes. Sports Med. 17(2):86-107, 1994.
CAMPBELL, J. P. et al. Acute exercise mobilises CD8+ T lymphocytes exhibiting an eff ector-memory phenotype. Brain, behavior, and immunity, v. 23, n. 6, p. 767–75, ago. 2009.
CHIN, A.P.M.J.; et al. Immunity in frail elderly: a randomized controlled trial of exercise and enriched foods. Med Sci Sports Exerc, v. 32, p. 2005-2011, 2000. CORTHAY, A. How do regulatory T cells work? Scandinavian Journal of Immunology, v. 70, n. 4, p. 326-336, out. 2009.
CAPRI, M.; et al. Complexity of anti-immunosenescence strategies in humans. Artif
Organs, v.30, p.730-742, 2006.
CRUVINEL W DE M, MESQUITA D JR, ARAÚJO JA, CATELAN TT, DE SOUZA AW, DA SILVA NP, ANDRADE LE. Sistema Imunitário – Parte I. Fundamentos da imunidade inata com ênfase nos mecanismos moleculares e celulares da resposta infl a- matória. Rev Bras Reumatol. 50(4):434-61, 2010.
COSGROVE, C. et al. Th e impact of 6-month training preparation for an Ironman triathlon on the proportions of naïve, memory and senescent T cells in resting blood.
European Journal of Applied Physiology, v. 112, n. 8, p. 2989-98, 15 ago. 2012.
COX AJ, GLEESON M, PYNE DB, CALLISTER R, HOPKINS WG, FRICKER PA. Clinical and laboratory evaluation of upper respiratory symptoms in elite athletes.
Clin J Sport Med. 18(5):438-45, 2008.
DE ARAÚJO, A. L. et al. Preventing or reversing immunosenescence: can exercise be an immunotherapy? Immunotherapy, v. 5, n. 8, p. 879-93, ago. 2013.
DE ARAÚJO, A. L. et al. Elderly men with moderate and intense training lifestyle present sustained higher antibody responses to infl uenza vaccine. Age (Dordrecht,
Netherlands), v. 37, n. 6, p. 105, dez. 2015.
DE GONZALO-CALVO, D. et al. Long-term training induces a healthy infl ammatory and endocrine emergent biomarker profi le in elderly men. Age (Dordrecht, Netherlands), v. 34, n. 3, p. 761-71, jun. 2012.
DE MOURA BRAZ, S. C. et al. Increase in the Expression of CD4 + CD25+ Lymphocytic T Cells in the Indeterminate Clinical Form of Human Chagas Disease After Stimulation With Recombinant Antigens of Trypanosoma cruzi. Journal of
Clinical Immunology, v. 34, n. 8, p. 991-998, 2014.
DHABHAR, F. S. Eff ects of stress on immune function: the good, the bad, and the beautiful. Immunologic Research, v. 58, n. 2-3, p. 193-210, 6 maio 2014.
DINH, H.C.; et al. Eff ects of physical exercise on markers of cellular immunosenes- cence: A systematic review. Calcif. Tissue Int., v. 100, p. 195-215, 2017.
FAULKNER, J. A. et al. Th e aging of elite male athletes: age-related changes in perfor- mance and skeletal muscle structure and function. Clinical Journal of Sport Medicine: offi cial journal of the Canadian Academy of Sport Medicine, v. 18, n. 6, p. 501-7, nov. 2008.
Capítulo 5 – Imunossenescência em atletas master
FEHÉRVARI, Z.; SAKAGUCHI, S. CD4+ Tregs and immune control. Th e Journal of Clinical Investigation, v. 114, n. 9, p. 1209-17, nov. 2004.
FESSLER, J. et al. Th e impact of aging on regulatory T-cells. Frontiers in Immunology, v. 4, n. AUG, p. 1-6, 2013.
FUENTE, M.D.; et al. Strategies to improve the functions and redox state of the immune system in aged subjects. Curr. Pharm. Des., v. 17, p. 3966-3993, 2011. FULOP, T. et al. Immunosenescence and infl amm-aging as two sides of the same coin: friends or foes? Frontiers in Immunology, 2018.
FÜLÖP, T.; LARBI, A.; PAWELEC, G. Human T cell aging and the impact of per- sistent viral infections. Frontiers in Immunology, v. 4, n. September, p. 271, jan. 2013. GRANT, R.W.; et al. Cardiovascular exercise intervention improves the primary an- tibody response to keyhole limpet hemocyanin (KLH) in previously sedentary older adults. Brain Behav Immun, v. 22, p. 923-932, 2008.
GLEESON, M. Immune function in sport and exercise. Journal of Applied Physiology (Bethesda, Md.: 1985), v. 103, n. 2, p. 693-9, 24 ago. 2007.
GLEESON, M. et al. Th e anti-infl ammatory eff ects of exercise: mechanisms and im- plications for the prevention and treatment of disease. Nature reviews. Immunology, v. 11, n. 9, p. 607-15, 5 ago. 2011.
GLEESON, M. et al. Respiratory infection risk in athletes: association with anti- gen-stimulated IL-10 production and salivary IgA secretion. Scand J Med Sci Sports, v. 22, n. 3, p. 410-417, 2012.
GLEESON, M.; BISHOP, N. C. Th e T cell and NK cell immune response to exercise.
Annals of transplantation, v. 10, n. 4, p. 43-8, 2005.
GRUVER, A.L.; HUDSON, L.L.; SEMPOWSKI, G.D. Immunosenescence of ageing.
J. Pathol., v. 211, p. 144-156, 2007.
HAUGEN, F. et al. IL-7 is expressed and secreted by human skeletal muscle cells.
American Journal of Physiology. Cell physiology, v. 298, n. 4, p. C807-C816, abr. 2010.
HECHT, H. S. Recommendations for preparticipation screening and the assessment of cardiovascular disease in masters athletes. Circulation, v. 104, n. 11, p. E58, 11 set. 2001.
HUNSCHE, C.; HERNANDEZ, O.; De LA FUENTE, M. Impaired Immune Response in Old Mice Suff ering from Obesity and Premature Immunosenescence in Adulthood. J Gerontol A Biol Sci Med Sci, v. 71, n. 8, 983–991, 2016.
JAGGER, A. et al. Regulatory T cells and the immune aging process: A mini-review.
Gerontology, v. 60, n. 2, p. 130–137, 2014.
KOHUT, M.L.; et al. Exercise and psychosocial factors modulate immunity to in- fl uenza vaccine in elderly individuals. J Gerontol Ser A Biol Sci Med Sci, v. 57, p. M557–M562, 2002.
KRÜGER, K. et al. Exercise aff ects tissue lymphocyte apoptosis via redox-sensitive and Fas-dependent signaling pathways. American journal of physiology. Regulatory, integrative
and comparative physiology, v. 296, n. 5, p. R1518-27, 1 maio 2009.
LITTWITZ-SALOMON, E. et al. Activated regulatory T cells suppress eff ector NK cell responses by an IL-2-mediated mechanism during an acute retroviral infection.
Retrovirology, v. 12, p. 66, 2015.
LUZ CORREA, B. et al. Th e inverted CD4:CD8 ratio is associated with cytomegalo- virus, poor cognitive and functional states in older adults. NeuroImmunoModulation, v. 21, n. 4, p. 206-212, 2014.
MALM C. Susceptibility to infections in elite athletes: the S-curve. Scand J Med Sci
Sports. 16: 4-6, 2006.
MESQUITA JÚNIOR D, ARAÚJO JA, CATELAN TT, SOUZA AW, CRUVINEL WDE M, ANDRADE LE, SILVA NP. Sistema Imunitário – Parte II. Fundamentos da resposta imunológica mediada por linfócitos T e B. Revista Brasileira de Reumatologia, v. 50, n. 6, p. 665-79, 2010.
MIKKELSEN, U. R. et al. Life-long endurance exercise in humans: circulating levels of infl ammatory markers and leg muscle size. Mechanisms of ageing and development, v. 134, n. 11-12, p. 531-40, jan. 2013.
MINUZZI, L. G. et al. Lifelong training improves anti-infl ammatory environment and maintains the number of regulatory T cells in masters athletes. European Journal
of Applied Physiology, v. 117, n. 6, p. 1131-1140, 8 jun. 2017.
MINUZZI, L. G. et al. Eff ects of lifelong training on senescence and mobilization of T lymphocytes in response to acute exercise. Exercise immunology review, v. 24, p. 72-84, 2018.
MINUZZI, L. G. et al. Lifelong exercise practice and immunosenescence: Master athletes cytokine response to acute exercise. Cytokine, v. 115, p. 1-7, mar. 2019. MORO-GARCÍA, M. A. et al. Relationship between functional ability in older people, immune system status, and intensity of response to CMV. Age (Dordrecht, Netherlands), v. 34, n. 2, p. 479-95, abr. 2012.
MÜLLER, L.; PAWELEC, G. Aging and immunity - Impact of behavioral interven- tion. Brain, behavior, and immunity, v. 39, p. 8-22, dez. 2013.
NIEMAN, D. C.; JOHANSSEN, L. M.; LEE, J. W. Infectious episodes in runners before and after a roadrace. Th e Journal of sports medicine and physical fi tness, v. 29, n.
3, p. 289-96, set. 1989.
NIEMAN DC, JOHANSSEN LM, LEE JW AND ARABATZIS K. Infectious epi- sodes in runners before and after the Los Angeles Marathon. J Sports Med Phys Fitness
30: 316-328, 1990.
NIEMAN DC. Exercise, upper respiratory tract infection, and the immune system.
Med Sci Sports Exerc. 26(2):128-39, 1994.
PAWELEC, G. Hallmarks of human {“}immunosenescence{“}: adaptation or dysreg- ulation? Immunity & ageing: I & A, v. 9, n. 1, p. 15, jan. 2012.
Capítulo 5 – Imunossenescência em atletas master
PAWELEC, G. Immunosenenescence: role of cytomegalovirus. Experimental geronto-
logy, v. 54, p. 1-5, jun. 2014.
PAWELEC, G. Does the human immune system ever really become “senescent”?
F1000Research, v. 6, p. 1323, 4 ago. 2017.
PEAKE J, NOSAKA K AND SUZUKI K. Characterization of infl ammatory responses to eccentric exercise in humans. Exercise Immunology Review, v. 11, p. 64-85, 2005. PETERS EM, GOETZSCHE JM, GROBBELAAR B, NOAKES TD. Vitamin C sup- plementation reduces the incidence of post race symptoms of upper-respiratory-tract infection in ultramarathon runners. Am. J. Clin. Nutr. 57:170-174, 1993.
PETERSEN, A.M., PEDERSEN, B.K. Th e anti-infl ammatory eff ect of exercise.
Journal of Applied Physiology, v. 98, n. 4, p.1154-62, 2005.
POLLOCK, R. D. et al. An investigation into the relationship between age and phys- iological function in highly active older adults. Th e Journal of Physiology, v. 593, n. 3,