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PARTIE 3 : DOCUMENT DU DEUXIÈME COMITÉ DE PILOTAGE

2.2. Moyens/méthodologie

A grande maioria das lojas não tem um departamento específico para o Marketing e a maioria dos materiais são feitos nos escritórios centrais e enviados para as lojas.

No entanto, no caso do Hiper, por ser uma loja de grande dimensão e já ter um volume de trabalho considerável nessa área, existe um departamento constituído por uma responsável a tempo inteiro e um outro funcionário encarregue por alguma tarefa mais específica, ou que ajuda sempre que necessário e em dias em que exista mais trabalho, como por exemplo na véspera de entrada de um novo folheto em loja.

Colaborei com o Departamento de Marketing em duas fases diferentes, com Diretores de Loja diferentes e, também, funcionários diferentes. Numa primeira fase, a responsável pelo Marketing era, efetivamente, responsável por todas as tarefas do departamento e o outro funcionário ia ajudando nas tarefas que ela ia fazendo ou em tarefas que ela lhe ia delegando, não sendo responsável por nenhuma tarefa específica. Numa segunda fase, em que também alteraram o funcionário afeto a este setor, este era responsável maioritariamente pelo cross merchandising, para que esse aspeto estivesse sempre impecável na loja, e ajudava a responsável na elaboração dos materiais aquando da entrada de um novo folheto semanal ou outros folhetos específicos. Essas eram as suas prioridades e outro tipo de tarefas seriam exceções e só para alturas em que o trabalho principal estivesse orientado.

I. Cross merchandising

O cross merchandising foi uma das tarefas em que pude colaborar. Basicamente, esta técnica pretende cruzar (cross) produtos com uma relação direta de consumo no ponto de venda, destacando-os dos restantes. Serve para gerar interesse de compra no consumidor, quando estiver a comprar o outro produto relacionado (por exemplo, vinho e copos ou saca-rolhas; sumos e batatas fritas, entre outras combinações).

II. Material promocional

Ajudei várias vezes na separação, por setores, de material promocional que vinha já elaborado dos escritórios centrais, como bandeiras, cartazes, preços de folheto, stoppers de prateleiras,

55 entre outros. Depois de separados, eram distribuídos pelos respetivos chefes dos setores. Esta tarefa ajudou-me bastante a perceber melhor a que setores pertenciam determinados produtos.

Apesar de algumas das bandeiras base para colocar nos lineares já virem feitas e impressas para a loja, muitas outras têm que ser impressas ou, inclusivamente, ser feitas na loja. A loja dispõe de uma impressora plotter e de uma guilhotina de papel, para que seja possível realizar todo o tipo de material necessário. Tratando-se de um hipermercado, o material enviado dos escritórios centrais não é suficiente para deixar a loja composta e, portanto, é necessário produzir algum material em loja para complementar.

Neste caso, o primeiro passo é pegar num folheto e ver corredor a corredor que produtos entrarão em promoção. Depois vão-se escolhendo alguns desses produtos para os quais faremos bandeiras, tendo sempre em atenção as bandeiras que já foram enviadas para a loja, para que cada corredor tenha o número ideal de bandeiras. Foi-me dito que o aceitável é, num corredor, ter três bandeiras de cada um dos lados, mais ou menos intercaladas.

Já no escritório são feitas as bandeiras. Existem algumas já em formato digital, disponíveis numa pasta partilhada a que é possível ter acesso. Esses materiais já feitos são chamados de artes finais. Basicamente, já foram produzidos nos escritórios centrais e estão disponíveis em formato digital, bastando imprimir. Quando fazemos a análise aos corredores tentamos ter em atenção, também, as artes finais que existem, para aproveitar o facto de já estarem feitas e não termos que fazer de raiz. No entanto, mesmo estas artes finais não são suficientes ou a organização dos produtos por corredores não permite que sejam todas utilizadas. Assim, temos sempre que desenvolver algumas bandeiras de raiz, utilizando o Prestige21. Nessas bandeiras tem que ter a

descrição do produto, o preço anterior e o preço promocional, a unidade de venda do produto (à unidade, à caixa, à embalagem, e por aí em diante) e a data final da promoção. Essas informações são facilmente conseguidas através do folheto.

Depois de impressos os materiais, basta cortá-los na medida correta com a guilhotina de papel, dobrar, agrafar e fazer dois furos para que depois sejam pendurados nos lineares.

Em todo este processo tive a oportunidade de realizar todas as fases, tendo aprendido a usar a plotter para imprimir os materiais, produzir diferentes tipos de material, fazer a análise do folheto, cortar, dobrar ou agrafar e colocá-los em loja nos respetivos sítios.

56 Para além dos materiais necessários para preparar a entrada de um novo folheto, aprendi, também, a realizar outro tipo de materiais excecionais, como por exemplo avisos com o estacionário próprio do Pingo Doce.

Estando a decorrer a campanha de fidelização dos selos e animais de peluche do Bando do Bosque22, muitas das vezes era eu a responsável por ir ao armazém buscar as diferentes caixas de

peluches para repor em loja, visto que a responsável de Marketing tinha, também, que desenvolver essa tarefa.

Durante a minha passagem por este departamento, percebi que são muitas as tarefas a desenvolver por apenas uma pessoa, na maior parte dos casos, tendo em conta que o funcionário que ajuda neste setor acaba por ir ajudar, também, outros quando o volume de trabalho assim o exige. Assim, senti que consegui ajudar e fazer a diferença, o que também acabou por permitir que fizesse um pouco de tudo, e me motivou bastante por ser uma área da qual gosto muito. Tive a oportunidade de aprofundar diversos conhecimentos de Marketing do Retalho, nomeadamente no que diz respeito ao Marketing no Ponto de Venda.