3. Neurotransmission GABAergique
3.5 Modulation de la respiration par le GABA au cours du développement
A dinâmica da sociocomunicação que passa pelo Ciberespaço depende cada vez mais da criat ividade causada por mensagens que se cruzam, combinam, rej eit am, produzindo novas conexões de sent ido (novas "int erpret ações"), dent ro de um limiar de rit mo e velocidade apropriado. Est e "limiar de erro"19 não deve ser ult rapassado. Caso o desvio do sent ido original - suas int erpret ações - não crie sent ido próprio, a comunicação acaba, se rompe.
Pert o dest e limiar, inf ormação, ruído e comunicação convergem para um opt i mum de criat ividade. Acima do limiar, as mudanças são rápidas demais e o sist ema se desint egra no caos. Abaixo do limiar, ele se "pet rif ica" e se perde em redundância, est ando incapaz de reagir apropriadament e a mudanças.
No ent ant o, nem t oda int erpret ação ("erro de leit ura", desvio do sent ido original e int encionado), mesmo que não ult rapasse o limiar de erro, leva imediat ament e a uma mudança de comport ament o. A nova variant e pode se most rar inapt a para assumir uma f unção nas condições dadas. Mas, no decorrer do t empo (e o t empo é aqui import ant e, senão det erminant e), o apareciment o de uma (re)int erpret ação que produza algum ef eit o (ação), é inevit ável. Assim, as escolhas
19Pont o crít ico da t axa de mut ação, acima da qual acumulam erros e levam logo à perda t ot al de
inf ormação (erro cat ast róf ico). Seleção est ável requer uma t axa de mudança abaixo do limiar de erro (EIGEN; WINLER, 1989).
ant eriorment e f eit as são const ant ement e post as em causa e declaradas inválidas, logo que apareça uma variant e mais apt a provocada por uma f lut uação (EIGEN; WINLER, 1989).
Isso quer dizer, port ant o, que nem t oda mensagem, nem t odo at o comunicat ivo cria um sent ido novo. Pois a comunicação aparece aqui t ambém com seu aspect o repet it ivo, redundant e e muit as vezes prolixo, dando est abilidade ao sist ema. Mas, em sequenciament os repet it ivos, desvios se t ornam inevit áveis, j á que a comunicação ocorre num ambient e incert o, complexo, suj eit o a f lut uações das mais variadas.
A sociocomunicação mult iplica e aument a os desvios - as int erpret ações - de t al f orma que se dist anciam do signif icado original e criam áreas de sent ido com seus signif icados próprios. Int eiros subsist emas cult urais emergem. A inf ormação ganha vida própria, dando lugar a um imaginário social dif erent e do “ t radicional” , “ habit ual” , “ normal” . Ela represent a a energia primária do sist ema, e aparece aqui como um t erceiro est ado dos f enômenos, ao lado de mat éria e energia (STONIER, 1990).
In summa: à variedade da inf ormação correspondem alt erações na reprodução do seu código: é isso que represent a a criat ividade em sist emas cibernét icos. A criat ividade da rede não exist e, apenas, porque há pessoas criat ivas sent adas on-line na t ela. Ela exist e t ambém por si própria. O Ciberespaço represent a um sist ema "vivo" no sent ido sociológico. Event os que modif icam o código de comport ament o de sist emas aut o-ref erenciais - e a rede é t al sist ema - são nada mais nada menos (do pont o de vist a "t écnico") - do que "erros" de leit ura, ou sej a, int erpret ações que podem levar - caso f orem selecionadas - a mudanças no comport ament o do sist ema social que co-evolui com o sist ema "rede".
A criat ividade do Ciberespaço se baseia, assim, na incert eza da reprodução do código de inf ormação, devido a int erf erências de f lut uações (int erpret ações).20 Há, aqui, analogias com a sist emas biológicos.21
20 Reprodução não signif ica simplesment e repet ição igual, mas sim reprodução ref lexiva, produção a
part ir de produt os (LUHMANN, 1996).
21 Evolução signif ica ot imização e est á vinculado à seleção. Est a por sua vez é a conseqüência
Da maneira como se processa a replicação do código de inf ormação depende, port ant o, o verdadeiro avanço evolut ivo: na rede, o usuário não ent ra duas vezes no mesmo f luxo de inf ormações, por assim dizer. E, de cert a f orma, t ambém vice-versa: a rede nunca encont ra duas vezes o mesmo f luxo de usuários conect ado a ela. A combinação da reprodução de duas est rut uras de inf ormação - a social e a virt ual - mult iplica sua f orça sócio-genét ica.
É por isso que a velocidade da mudança social aument a na medida em que o ciberespaço int erage com o processo de comunicação social. O int ercâmbio ("met abolismo") ent re sist ema social e virt ual, onde novas int erpret ações são f uncionalizadas, cria, no decorrer do t empo, uma linguagem e (sub)cult ura próprias. Assim, a aut o-organização est á volt ada para a reprodução dent ro de um conj unt o de signif icados dist int os. No processo de comunicação na rede os int ervenient es f uncionam como sist emas pouco det erminados (por expect at ivas, preconceit os, conheciment o mút uo do passado, et c.), quer dizer que eles são especif icament e sensíveis para reagir a inf ormações para compreendê-las do "seu modo". Tal sensibilidade expandida produz moment os de criat ividade adicionais, j á que a comunicação na rede surge e se ref orça at ravés de uma variedade de problemas e obst áculos de compreensão que precisam ser superados para ela acont ecer.
Na comunicação diret a, In Real Li f e, est es obst áculos aparecem como f ront eiras de int eração de ordem t emporal, espacial e cult ural. Na comunicação via rede, além dos f at ores espaciais e t emporais, o f at or "compreensão" (at ribuição de sent ido) se revela o principal obst áculo a ser superado. Mesmo quando a met acomunicação (comunicar sobre a comunicação) ent ra em j ogo acasos e coincidências int erf erem.