• Aucun résultat trouvé

MODIFICATION ET CONTRAINTES D’INTÉGRITÉ

Dans le document BASES DE DONNÉES ET MODÈLES DE CALCUL (Page 43-48)

des bases de données

3.8 MODIFICATION ET CONTRAINTES D’INTÉGRITÉ

O questionário foi elaborado a partir da análise da literatura acerca do assunto a in- vestigar e da listagem de questões às quais queríamos responder. Para que a informa- ção obtida fosse a mais fiável e a mais válida possível, quando preparamos e organiza- mos o questionário, tivemos o cuidado: de abordar temas do conhecimento dos inqui- ridos; de criar um documento que não fosse muito extenso; de não incluir termos ou expressões complexas; de produzir um escrito visivelmente estruturado, quer no ta- manho da letra quer nos espaços deixados para registo das respostas; e de colocar fra- ses introdutórias com informação acerca da forma de resposta a cada questão.

O questionário possui dezassete questões distribuídas em duas partes. As questões são maioritariamente fechadas, havendo em algumas a possibilidade de assinalar mais do que uma resposta, e noutras a eventualidade do inquirido acrescentar opções de resposta. A questão relacionada com o conhecimento sobre a temática da sobredotação apresenta-se através de uma escala de resposta psicométrica, tipo Likert, com o obje- tivo de quantificar as respostas dos sujeitos sobre determinada variável. A pergunta relacionada com a inclusão dos alunos sobredotados na Educação Especial mostra-se aberta, pois com ela pretendemos recolher os motivos que levam os professores a in- cluir ou não os alunos sobredotados na Educação Especial.

As questões da primeira parte pretendem apurar as caraterísticas pessoais e profissio- nais dos inquiridos (sexo, idade, formação académica, tempo de serviço, ensino em que exerce funções, se possui formação na Educação Especial), e por último, se tem ou teve nas suas turmas alunos com Necessidades Educativas Especiais. A segunda parte é constituída por nove itens que se destinam à obtenção de informação acerca do co- nhecimento dos professores sobre a sobredotação e se estes se consideram preparados para identificar, eleger e educar os alunos sobredotados.

Os itens que constituem a segunda parte deste questionário foram adaptados do livro “Crianças Sobredotadas. Que sucesso escolar?”, de Ilídio Falcão (1992), do livro “O aluno sobredotado – Compreender para Apoiar – Um guia para educadores e professores”, de Helena Serra (2004), e da dissertação de mestrado de Anabela Bastos (2009) - “A percep- ção dos professores sobre os alunos sobredotados versus o alheamento da escola”. Para determinar a preparação dos professores para identificar os alunos sobredotados, os inquiridos responderam a duas questões, onde, para além de indicarem qual das

afirmações carateriza melhor um aluno sobredotado, numa escala de cinco pontos de tipo Likert (1- discordo totalmente a 5- concordo totalmente), opinaram sobre as cara- terísticas de um aluno sobredotado no domínio das aprendizagens, da motivação, da criatividade e da liderança.

Para determinar o grau de disposição dos professores para a elegibilidade dos alunos sobredotados, os inquiridos responderam a duas perguntas, em que manifestam o co- nhecimento que têm acerca da legislação sobre a educação dos alunos sobredotados e se consideram pertinente a inclusão destes alunos na Educação Especial, sendo que nesta última questão, têm de justificar a sua resposta apontando os motivos que os levam a incluir ou não estes alunos na Educação Especial.

De forma a avaliar a habilidade dos professores para acompanhar, em termos educati- vos, os alunos sobredotados e os métodos que consideram ser os mais eficazes para o processo de ensino-aprendizagem destes alunos, os inquiridos responderam a quatro questões em que se prenunciaram sobre a sua aptidão para acompanhar estes alunos a nível educativo; sobre a necessidade de ajuda de um outro profissional, mencionando qual ou quais aqueles a que recorreria; sobre as dificuldades com que se poderia debater ao ter presente na sala de aula um aluno sobredotado, e ainda, sobre a modalidade de atendimento que considerava ser a mais eficaz para o ensino dos sobredotados.

Para a validação do questionário, produzimos uma primeira versão – pré-teste – com a finalidade de garantir que este se encontrava de facto em condições de ser aplicado e que se adequava às questões e aos objetivos definidos (Ghiglione & Matalon, 1997). Deste modo, o questionário – pré-teste - foi aplicado a seis professores dos 2.º e 3.º Ci- clos do Ensino Básico, que não pertencem à nossa amostra principal. Os inquiridos acederam ao preenchimento individual do questionário, sendo-lhes pedido que assi- nalassem casuais dúvidas, incorreções e/ou lacunas detetadas. Da análise das opini- ões proferidas, que registámos em forma de anotações, fomos levados a considerar que o questionário não apresentava dificuldades e dúvidas, sobretudo no que diz respeito à clareza e a apresentação das questões.

Para determinar a fiabilidade do questionário construído aplicamos o índice de α de Cronbach. Este mede a correlação entre respostas através da análise do perfil das res- postas dadas pelos inquiridos. No entanto, para que se possa fazer a aplicação correta do α de Cronbach é necessário que alguns pressupostos estejam fixados, tais como: a divisão e agrupamento das questões em dimensões, ou seja, que as questões que tra- tam do mesmo assunto estejam próximas; que o questionário seja aplicado a uma amostra significativa e heterogénea; e que as escalas já tenham sido validadas (Hora, Monteiro, & Arica, 2010).

Contudo, considera-se que um instrumento é classificado como tendo fiabilidade con- veniente quando o α de Cronbach é pelo menos de 0,7. Porém, em alguns panoramas de investigação nas ciências sociais, α de Cronbach de 0,6 é considerado concebível desde que os resultados conseguidos através desse instrumento sejam interpretados com prudência (Maroco & Marques, 2006). Obteve-se um valor de 0,911 para a escala neste estudo, que nos indica estarmos na presença de uma escala com uma muito boa

consistência interna. Por outro lado, verificou-se ainda que o valor de α não melhora retirando-se qualquer uma das catorze afirmações.

Dans le document BASES DE DONNÉES ET MODÈLES DE CALCUL (Page 43-48)