SQL avancé
6.3 EXTENSION DE LA STRUCTURE DES REQUÊTES SFW
6.3.1 Extension de la clause select
Primeiramente, é necessário definir o que é infotainment, para uma melhor compreensão sobre o tema.
Este é o neologismo que quebra toda e qualquer barreira entre informação e entretenimento, ou seja, é o termo resultante da junção destes dois conceitos, tendo assim o dever não só de informar, como também de entreter o espetador.
Segundo Dejavite:
“O jornalismo de INFOtenimento é o espaço destinado às matérias que visam informar e entreter, como, por exemplo, os assuntos sobre estilo de vida, as fofocas e as notícias de interesse humano – os quais atraem, sim, o público. Esse termo sintetiza, de maneira clara e objetiva, a intenção editorial do papel de entreter no jornalismo, pois segue seus princípios básicos que atende às necessidades de informação do recetor de hoje. Enfim, manifesta aquele conteúdo que informa com diversão” (Dejavite, 2007: 2).
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Gomes afirma que o infotainment é um “neologismo que traduz o embaralhamento de fronteiras entre informação e entretenimento” (2009: 1), Aguiar vai um pouco mais aprofundado e declara que o infotainment é “composto a partir da fusão dos termos informação e entretenimento, é utilizado para designar a hibridização do ideal moderno do jornalismo – informar aos cidadãos – com uma das principais características da cultura de massa: a competência para entreter, distrair, divertir” (Aguiar 2008: 15). Para Gutman, Santos e Gomes, “o neologismo infotainment, formado, na língua inglesa, a partir da junção/superposição de duas expressões que caracterizam duas áreas até então distintas da produção cultural, a informação e o entretenimento” (Gutmann et al. 2008: 1).
O conceito de infotainment surgiu durante a década de 1980, mas foi no final dos anos de 1990 que começou a ganhar poder “quando passou a ser empregado por profissionais e académicos da área da comunicação” (Dejavite 2007: 2).
Itania Gomes refere que o infotainment surgiu num contexto duplo:
“Nas engenharias da computação e na indústria automobilística ele se refere a uma gama de aplicações multimídia digitais em tempo real, que permitem aos motoristas e seus passageiros acessarem serviços de informação e entretenimento, tais como informações meteorológicas, condições das estradas, mapas e estatísticas em tempo real, mas também filmes, músicas, fotos, e-mails e sites de relacionamento. Nas Ciências Sociais, em especial na Comunicação, ele se refere ao embaralhamento de fronteiras de áreas presumivelmente distintas da cultura midiática, informação e entretenimento. O que a expressão denota, nos usos que adquire nos dois contextos, é a articulação entre as tecnologias da informação e da comunicação e a globalização da cultura midiática.” (Gomes 2009: 2)
Deste modo, a articulação entre o entretenimento e a informação visa aumentar o número de leitores/espetadores para obter assim audiências mais vastas e, apesar de não ter sido bem aceite por muitos jornalistas ao longo dos anos, ele tem cada vez mais a tendência de se impor, dominando assim o universo jornalístico. De facto, e embora o
infotainment ainda seja um desafio para muitos jornalistas e para os média, parece ser
certo considerar que alguns telejornais, em Portugal, facilmente cedem à tentação de tornar o produto jornalístico com contornos de maior espetacularidade, através de
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especiais de informação prolongados, com a introdução de diversos comentadores e opinidores, ou até à presença do direto como elemento redundante no relato jornalístico. Contudo, torna-se importante referir as suas caraterísticas singulares, pois o
infotainment é distinguível de todos os outros géneros por defender alguns pontos
essenciais.
Em primeiro lugar é necessário destacar a componente humana, sendo que este é um trunfo importante para este tipo de conteúdos. É necessário criar ligação imediata com o telespetador, e nada melhor que abordar temas onde o ator principal é um ser humano comum, verificando-se assim uma identificação mais rápida por parte do telespetador. O que torna mais forte ainda uma reportagem/notícia é a presença de um testemunho real, ou seja, a história contada em primeira mão. Com isto, é importante referir que a história normalmente já é um fator que por si só chama a atenção do público, mas colocá-la na primeira pessoa, apresentando o ator principal para relatar o acontecimento, traz muito mais impacto, chamando muito mais a atenção do público.
Como podemos constatar através das nossas televisões, atualmente é bastante visível a presença humana, seja em programas de entretenimento ou em programas de informação, o que acontece em qualquer tema, seja animais, saúde, ou até mesmo uma história pessoal, como foi o caso da mudança da Cristina Ferreira para a SIC e o caso da gravidez da Rita Pereira destacado na TVI, nomeadamente nos jornais da noite.
A segunda caraterística importante de referir são os testemunhos, tal como já foi referenciado anteriormente. Segundo Florbela Lourenço, “são um dos elementos mais importantes, pois aparentam dar a conhecer a história sem intermediários, colocando o telespetador quase num “cara-a-cara” com a pessoa que está a relatar os factos. Tal fenómeno causa mais impacto e reforça a ideia de veracidade” (Lourenço 2017: 19). Efetivamente, e fazendo referência um pouco à opinião pessoal, quando a história é contada na primeira pessoa sem qualquer tipo de intermediários, é muito mais chamativa, capta muito mais a nossa atenção, pois torna-se algo mais pessoal ao percebermos que aquela história podia, sem dúvida, ser a nossa história, a história de qualquer indivíduo comum. Isto acontece de forma propositada, pois segundo O’Connor, citado por Florbela Lourenço, “os espetadores devem sentir-se parte da história e desempenhar o papel de testemunha numa conversa desdobrada, não num ditado” (Lourenço 20017: 19).
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A terceira caraterística é o formato episódico que, segundo O’Connor, citado por Florbela, “os espetadores assistem ao infotainment porque as histórias são apresentadas num formato episódico, o que ajuda a simplificar a informação complexa de outra forma” (Lourenço 2017: 20), isto é, os conteúdos transmitidos são apenas pequenos momentos das vidas das pessoas, não sendo necessário outro tipo de conhecimentos, pois a única informação a reter é apenas aquela que está a ser transmitida e nada mais. E se olharmos um pouco para a informação, averiguamos que o formato episódico já não existe, pois seja em temas de política ou até mesmo em temas de desporto, é sempre preciso ter alguns conhecimentos anteriores da notícia para uma melhor compreensão.
A quarta caraterística do infotainment é a utilização de um novo vocabulário. De facto, e ao visualizarmos programas deste formato, apercebemo-nos da existência de um vocabulário simples e universal, para que seja possível chegar ao maior número de pessoas, ao maior número de espetadores.
O infotainment é sem dúvida uma grande aposta por parte dos meios de comunicação social, para não perder público e ganhar audiências.