Chapitre II : Méthodes numériques de modélisation des propriétés optiques et
2. Modélisation des effets thermiques issus de l’interaction laser-NPs
2.1. Modélisation des mécanismes de fragmentation/remodelage en régime
2.1.1. Modèle thermique de Takami modifié (MTM)
O projeto ExpressArte resulta de um trabalho realizado na unidade curricular de Didática das Expressões. Assim, e atendendo ao tema do PEE “Educar pela Arte”, procedeu-se à realização de um trabalho em cooperação com a colega a estagiar no mesmo estabelecimento da implementação deste projeto.
Para tal, cada uma de nós atendendo às necessidades e interesses das crianças de cada grupo, partimos para uma planificação geral, com objetivos comuns que seria posteriormente ajustada às especificidades de cada grupo. Assim, procurámos uma articulação entre as Expressões Plástica, Dramática, Musical e Físico-Motora.
Para a implementação deste trabalho, foi necessário iniciar com um diálogo no qual se explicassem às crianças o que seria realizado. Desta forma, nos dias que antecederam à atividade, as crianças foram sendo feitos diálogos com educadora cooperante sobre o que iriam realizar. No dia da atividade, foram então relembrados por mim acerca do que seria realizado, em conjunto com as crianças da sala dos 3 anos. Assim, dividimos as crianças em grupos, nos quais constavam sempre crianças de ambas as salas para que, além dos objetivos nas áreas expressivas, se desenvolvessem a nível social. Além do mais o guião foi igualmente dividido para que fosse realizado o guião, sendo a área transversal em todas as componentes do guião a música. Toda esta dinâmica foi desenvolvida no polivalente, espaço de eleição para atividades que envolvem muitas crianças, por ser amplo e permitir, assim, uma maior exploração do espaço e do corpo.
O guião adaptado às crianças foi, então, desenvolvido seguido da caracterização das crianças. As crianças foram questionadas sobre como se vestiam os índios e
caracterizaram-se de índios, recorrendo ao material de base, que eram os jornais. A atividade procurou que fosse desempenhada num ambiente propício à livre expressão das crianças, com sons e caracterização para que se envolvessem de modo ativo na atividade. As crianças realizaram assim as pinturas nas caras uns dos outros com tintas específicas para pinturas faciais com a supervisão do adulto. Tiraram os sapatos e realizaram os figurinos com recurso a jornal. Foram questionados como poderiam representar a roupa dos índios, e então com o jornal fizeram uma espécie de saia (ver figura 78).
Com estes adereços, exploraram o espaço como se fossem índios, vagueando pelo local, imitando gestos característicos dos índios.
Posteriormente, iniciámos o conto da história “A Festa da Primavera na Cidade da Dança”, estando estes atentos para representar o que era dito no guião (ver apêndice). Assim, ao longo da história iam circulando e mimando as emoções, as ações ouvidas e criando adereços com jornal (ver figura 79).
Figura 78. Caracterização das crianças.
No que concerne à parte da dramatização, senti que foi a parte mais interessante, visto que as crianças escutaram atentamente a história e através do material utilizado (jornais), representavam elementos inerentes à mesma (DB, 26 - 28 de maio de 2014).
Nesta atividade, uma das crianças, inicialmente, não queria realizar a atividade, atitude que geralmente tem, todavia, passado um momento a observar acabou por se envolver na atividade e quis continuar.
Num momento seguinte, foi preparado uma atividade na qual as crianças podiam explorar os instrumentos de percussão. Os instrumentos tinham um som semelhante pelo que era importante que conseguissem discriminá-los para a realização da atividade. A atividade consistia na discriminação dos sons, tentando adivinhar a que instrumento pertencia o som produzido. Assim, deitados no chão, e de olhos fechados, evitando também desta forma copiar os gestos dos amigos, escutavam atentamente o som e faziam um determinado gesto previamente estabelecido. Caso fosse a coroa de guizos, tinham de levantar a mão, se fosse a pandeireta tinham de levantar a perna (ver figura 80).
Além do mais, realizaram a atividade em pé, com no mesmo sítio, na qual se exploram os níveis corporais (baixo, cima), no qual com o som da coroa de guizos levantam e abanam os braços e com a pandeireta baixam-se.
Após a atividade, pondero que poderiam ter sido efetuadas variantes desta atividade, procurando complicar, com a integração de mais instrumentos estimulando a acuidade auditiva da criança. Variar que em vez de parados poderiam estar a deslocar-se no
espaço e irem efetuando movimentos, numa exploração maior do corpo, aliada à música (DB, 26 – 28 de maio de 2014).
Outro momento, com uma música que permitia a exploração do corpo, com o nível baixo, cima (ver figura 81).
No âmbito da Investigação-ação e dos problemas linguísticos, registou-se que a “B.V. desempenhou a atividade com grande entusiasmo. Relativamente à socialização, teve um certo receio em interagir com as crianças da outra sala, obstáculo que à medida que decorreu a atividade se foi dissipando, comunicando com os pares” (DB, 26 - 28 de maio de 2014).
Noutro momento da atividade, foi colocada uma música clássica inicialmente, e pintados os pés e tinham de se mover ao som da música. Posteriormente foi colocada uma música mais mexida. Desta forma, para as crianças o facto de estarem a dançar ao mesmo tempo que pintavam fez-lhes despertar o interesse (ver figura 82).
Figura 81. Exercícios de exploração corporal.
A atividade desenrolou-se como planeamos, embora não tivéssemos tintas suficientes, o que produziria um efeito mais interessante para as crianças no qual até pudessem evidenciar mudanças de cor, entre outras, explorando mais a parte plástica. Outro aspeto a refletir reside que poderíamos ter investido numa maior disponibilização de espaço. Por outras palavras, a atividade seria mais coesa se tivéssemos considerado uma maior amplitude de papel de cenário, de forma a permitir uma maior liberdade de movimentos por parte das crianças. (DB, 26-28 de maio de 2014).
Por fim, num momento de diversão e brincadeira, acompanhado de uma música alegre, com balões, pintaram livremente ao som da música com um balão. Em termos plásticos, o balão apesar de não ser um elemento que possa enriquecer as atividades das crianças, é um elemento que as crianças adoram e que por si só as motiva. Neste momento, seria um momento de libertação de energia. Para culminar a atividade foi realizado um diálogo de modo a refletirem sobre os aspetos da atividade.
No final da atividade, considero, é certo, que esta seria uma atividade para ser realizada num espaço maior de tempo, contudo, foi pensada já um pouco tarde. Ainda assim considero que foi uma atividade rica em aprendizagens sociais e expressivas, que articulou as diversas componentes expressivas numa dinâmica com outras crianças.