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Etat de l’art

1.1 Les drones

1.1.3 Missions des hélicoptères drones

Frente aos resultados, apresentamos algumas considerações.

Quando perguntados se já reciclaram, 63, 3% dos participantes responderam afirmativamente, e 36,7% disseram que não (Tabela 5).

Tabela 5. Distribuição das respostas dos analisados quanto à prática de reciclagem no passado.

Respostas Índices (%)

Já reciclaram 63,3

Não reciclaram 36,7

Total 100,0

Em relação à questão da avaliação da reciclagem como uma coisa boa (questão 1), usou-se uma escala Likert de nove pontos, com referência positiva à esquerda da escala, com grau máximo de concordância equivalente a 1. Tendo-se em conta que o ponto médio da escala de 9 pontos é igual a 4,5 obteve-se uma média igual a 2,6 (Figura 1), indicando adesão à idéia da reciclagem que, segundo a abordagem teórica do capítulo três constitui uma prática produtiva e alternativa ecossocial viável e pertinente ao planeta.

Você acha que reciclar é uma boa coisa? ▼(2,6)

Totalmente de acordo|1—2—3—4—5—6—7—8—9—|Discordo totalmente ▲ (4,5 = média da escala de 9 pontos) Figura 1. Escala Likert da pergunta “Você acha que reciclar é uma boa coisa?”.

Da mesma forma, no tocante à opinião dos colegas a respeito da reciclagem, usando também uma escala Likert de nove pontos, com referência positiva a direita da escala, desta vez com o grau máximo de concordância

equivalente a 9. Tendo-se em conta que o ponto médio da escala de 9 pontos é igual a 4,5 obteve-se uma média igual a 7,6 (Figura 2). Comparando os resultados da Figura 1 com a Figura 2, percebe-se uma equivalência da média 2,6 tanto para a esquerda da média (4,5) da escala total (Figura 1), quanto para a direita da média (4,5) da escala toatal, nesta questão, coincidindo com a pontuação 7,6 (Figura 2), significando que, segundo os participantes, seus colegas também consideram a reciclagem uma prática positiva.

Qual é a opinião de seus colegas de curso com relação à reciclagem? ▼(7,6)

Muito negativa |1—2—3—4—5—6—7—8—9—| Muito positiva

▲ (4,5 = média da escala de 9 pontos)

Figura 2. Escala Likert da pergunta “Qual é a opinião de seus colegas de curso com relação à reciclagem”?

Considerando os resultados da Tabela 5, e das Figuras 1 e 2, levanta-se a hipótese que a valorização da reciclagem pelos jovens universitários pesquisados possa estar vinculada à conciência ambiental juvenil que também sutentou o grito de ordem “A juventude daqui pra frente é pelo meio ambiente”, que marcou a presença dos quinze mil jovens, no Fórum Social Mundial de 2009.

Quanto à influência do estudo acadêmico nas atitudes e comportamentos a respeito da reciclagem (Figura 3), 46,8% das respostas válidas assinalou a alternativa “muito”, a direita da escala e equivalente a 1(valor de maior índice de influência na escala). Apenas 9,9% das respostas válidas escolheram a alternativa “pouco”, equivalente a 9 (valor de menor índice de influência na escala). As demais respostas (43,3%) apontam graus diferenciados de maior ou menor influência. Por tais índices pode-se afirmar que é inegável a infuência do

estudo acadêmico nas atitudes e comportamentos dos universitários pesquisados quanto à reciclagem e, ao mesmo tempo, eles nos remetem à consideração de Quintas (2000), que atribui à educação um caráter interventivo e transformador da realidade.

“O quanto o estudo acadêmico tem influenciado suas atitudes e comportamentosa respeito da reciclagem”?

Muito |1—2—3—4—5—6—7—8—9—| Pouco

Figura 3. Escala Likert da pergunta “O quanto o estudo acadêmico tem influenciado suas atitudes e comportamentos a respeito da reciclagem”?

Por se tratar de comparação entre três grupos (áreas humanas, exatas e biológicas) utilizou-se o método de análise de variância ANOVA. Comparando esses resultados com o tipo de curso dos participantes, percebe-se que não existe diferença de comportamentos, ligados à reciclagem, no tocante as áreas de estudo dos universitários investigados, pois o resultado da Anova encontrado foi estatisticamente não significativo, pois se adotou o nível de significäncia aceitável (p) com o valor de p < 0,05 e o valor encontrado foi p > 0,05 (Tabela 6).

Tabela 6. Análise de Variância comparando as médias de acordo com o curso do analisado à pergunta: “Você acha que reciclar é uma coisa boa”?

ANOVA

Pergunta Grupos Médias Grau Liberd. Méd. dos Quadrados Distribuição F Nível de significância aceitável (valores significativos de P < 0,05) Você acha que reciclar é uma boa coisa? Humanas Exatas Biológicas 1,42 2,92 3,08 2 303 305 73,455 96,578 , 76 ,468

Por se tratar da comparação entre as médias da variável sexo dos participantes, utilizou-se o Teste t. Comparando os resultados tendo o sexo com variável de fator (Tabela 7) mais uma vez nenhum resultado foi significativo, tendo em vista que o valor tomado como siginificativo para “p” (nível de significânciaaceitável), foi p < 0,05. Sendo os valores encontrados para “p” maiores que o valor tomado como referência, conclui-se que tanto os homens como as mulheres pesquisadas e seus colegas de curso pensam de modo semelhante quanto à reciclagem. A leitura desses resultados não coincide com a postulação de Olli et al., (2001), que afirma que, geralmente, a mulher demonstra maior preocupação com o meio ambiente que o homem e menor atividade ambiental. Outro possível fator que poderá explicar a referida não coincidência pode ser o fato das mulheres, cada vez mais, estarem ampliando sua presença, envolvimento e atuação nos vários setores profissionais, políticos e sociais.

Tabela 7. Médias, desvios padrão, grau de liberdade, distribuição t e nível de significância (p, abaixo da tabela e em negrito) das questões: “Você acha que reciclar é uma boa coisa” e “Qual a opinião de seus colegas de curso com relação à reciclagem”?

Teste t

Questões N Média Desvio

Padrão gl t 1. Você acha que reciclar é uma boa

coisa? 185 (Masculino) 126 (Feminino) 2,9189 2,1825 10, 32878 8, 85022 309 0,653

2. Qual a opinião de seus colegas de curso com relação à reciclagem?

184 (Masculino) 124 (Feminino) 7,6793 7,4355 9, 97540 8, 67221 309 0,803 ¹:t(309)=0,653, p.< 0,514 e ²:t(309)=0,803, p.< 0,825.

Na Tabela 8 chama a atenção os índices associados ao compromisso com a vida do e no planeta (42,2%) e à consciência ecológica (30,1%,), elencados pelos pesquisados como atitudes e sentimentos que os impulsionam à reciclagem. Tais atitudes e sentimentos podem estar associados aos 95,3% dos analisados que responderam afirmativamente à questão: “Você pretende reciclar no futuro”? Esses dados também podem estar associados aos 36,7% que, embora não tenham reciclado (Tabela 5) apontaram que o estudo acadêmico tem exercido influência positiva (46,8%) sobre suas atitudes e comportamentos, a respeito da reciclagem.

Considerando que diacordo com Hunecke et al. (2001), as crenças habituais podem se traduzir em comportamentos pró-ambientais e que, segundo Stern (2000), é possível se prever comportamentos ambientais e, associando essas considerações aos resultados acima, levanta-se a hipótese de que os

universitários investigados possuam um considerável potencial para ações pró- ambientais, em prol do futuro dos ecossistemas, do planeta e das gerações vindouras. Sugere-se, portanto, que outros estudos sejam realizados em torno da questão, para que o potencial humano-ambiental seja mais efetivo.

Tabela 8. Distribuição das respostas quanto às atitudes e os sentimentos que impulsionam os pesquisados à reciclagem.

Atitudes e Sentimentos Índices (%)

Compromisso com a vida do e no planeta 42,2

Consciência ecológica 30,1

Responsabilidade 14,95

Outros (solidariedade /aprendizagem

agradável) 12,75

Total 100,0

Analisando o tipo de material que os participantes mais reciclam (Tabela 9), constata-se que o papel é o mais citado (35,5%). Esse índice pode estar relacionado ao fato de que o papel é um material de manuseio cotidiano dos estudantes, contudo merece maiores investigações. Outros materiais citados são: alumínio (11,7%), plástico (10,1%), garrafas PET (7,1%). Nesses resultados, chama-nos atenção o fato que as garrafas PET foram citadas apenas por 7,1% dos participantes, mesmo com as campanhas publicitárias e as práticas de sua reutilização. Recomenda-se a realização de investigações aprofundadas a respeito.

Tabela 9. Objetos e materiais mais reciclados pelos participantes.

Objetos e materiais Índices (%)

Papel Alumínio Plástico Garrafas PET Baterias e pilhas Lixo orgânico

Outros (óleo, vidro etc.)

35,5 11,7 10,1 7,1 4,1% 1,0% 30,5% Total 100,0

No que se refere aos materiais e objetos que os participantes não reciclam (Tabela 10), o lixo orgânico (26,4%) foi o mais citado. No questionário não se perguntou aos participantes deste estudo se moravam em casa ou apartamento. Diante da frequência (26,4%) de não reciclagem do lixo orgânico, levanta-se a hipótese desse aspecto estar associado a pouca durabilidade do lixo orgânico e/ou à possibilidade dos pesquisados residirem em apartamentos. Essa questão, portanto, merece também uma investigação mais detalhada.

Tabela 10. Objetos e materiais não reciclados pelos participantes.

Objetos e materiais Índices (%)

Lixo orgânico 26,4

Baterias e pilhas 10,2

Vidro 5,6

Outros (curativos, lâmpadas, isopor, etc.) 23,3

Nenhum 36,5

Total 100,0

Voltando a atenção para a minoria dos participantes que não reciclaram (Tabela 5), analisam-se as justificativas apresentadas pelos participantes (Tabela 11).

Como se pode observar na Tabela 11, a “falta de informação” foi a justificativa que apresentou maior frequência (25,9%), seguida da “falta de oportunidade” (22,2%), somando 48,1% das razões alegadas. Esse índice pode indicar que mesmo que a formação acadêmica tenha contribuído para a predisposição à reciclagem (46,8%) e os pesquisados e seus colegas valorizem a reciclagem (Figuras 1 e 2) as informações não são, realmente, suficientes e as oportunidades são escassas.

Tabela 11. Justificativas apresentadas pelos participantes para não reciclar. Justificativas Índices (%) Falta de informação 25,9 Falta de oportunidade 22,2 Falta de interesse 12,6 Falta de Tempo 8,9

Inexistência de postos de coleta 8,1

Outros (falta de governo; não sabe; falta de

equipamento; falta de hábito/cultura etc.) 22,3

Total 100,0

Considerando os objetos e materiais não reciclados (Tabela 10) e as justificativas elencadas para não reciclar (Tabela 11), torna-se pertinente relembrar as considerações de Silva (2006), referente ao grande desconhecimento quanto às múltiplas possibilidades de reciclagem oferecidas pelos resíduos ou entulhos e quanto ao reaproveitamento de materiais recicláveis, em geral, pois, segundo o autor, falta a cultura da reutilização e da prática da reciclagem.