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DE LA METHODOLOGIE UTILISEE

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C- REALISATION DES EQUATIONS PREDICTIVES

1- DE LA METHODOLOGIE UTILISEE

O grande compromisso da escola, identificado na Lei de Bases do Sistema Educativo (1986, artigo 7º), é desenvolver, em todos os alunos, os seus interesses, aptidões, competências, espírito crítico, sentido estético e moral, ao mesmo tempo que os forma enquanto cidadãos autónomos, civicamente responsáveis e democraticamente intervenientes na vida comunitária. Para tal, é fundamental “aproximar a Escola do meio familiar e social em que a criança se insere e vive, cabendo a toda comunidade um papel decisivo nesse desenvolvimento” (Ferreira & Costa, 2012, p. 5), tal como defendem Epstein et al. (1997) com o seu modelo das esferas de influência. Além disso, exige-se uma oferta educativa que se coadune com as necessidades da sociedade de informação e conhecimento em que vivemos, pelo que a escola deverá assumir um papel de abertura e partilha, estabelecendo relações de parceria com a comunidade envolvente (Martins, 2009). Neste sentido, a educação é reconhecida por Diez (1994) enquanto um fenómeno complexo, que necessita do esforço concertado de diferentes agentes educativos, partilhando poderes e responsabilidades e redefinindo papéis sociais (Canário, 1995.). Assim, é inegável a necessidade do desenvolvimento de relações de trabalho envolvendo a escola e os demais agentes educativos, promovendo parcerias que confluam para a melhoria da educação dos alunos.

Nas últimas décadas, o conceito de parceria tem sido cada vez mais utilizado nos discursos sobre a educação e a escola, acabando por confirmar uma tendência mais geral da sociedade, ou seja, a revalorização do local enquanto contexto de decisão e iniciativa (Ferreira, 1999). A este nível, as autarquias e outros agentes sociais têm vindo a assumir uma posição mais interventiva, acompanhando o papel que as parcerias desempenham na evolução educativa e cultural (Martins, 2009).

Os apelos à iniciativa local e ao estabelecimento de parcerias têm feito parte dos discursos dos mais diversos representantes do poder político central e da administração educativa, em intervenções públicas, em documentos de política educativa ou mesmo em orientações de carácter normativo-legal. A esta tendência não fogem os professores, quando se referem aos projetos, contextos e situações em que estão envolvidos na sua atividade profissional, relativamente a parcerias com outras escolas e instituições educativas, com autarquias, associações, famílias, empresas, etc. (Ferreira, 1999).

A colaboração entre parceiros educativos, visando o alcançar de objetivos educativos comuns, conduz-nos ao conceito de parceria em educação, definida como “uma forma organizativa de participação dos actores sociais na realização de projectos educativos no campo das relações entre o sistema educativo e o sistema económico e

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social” (Martins, 2009, p. 66). Além disso, qualquer parceria em contexto educativo implica uma

atitude partilhada pelos defensores dos valores da participação e da transposição para o interior das escolas da essência do verdadeiro ideal democrático, sendo, também, a via para melhorar a qualidade das decisões, a eficácia e a qualidade dos serviços prestados. (Diogo, 1998, p. 72)

Estas parcerias entendem-se, então, como “uma ação coletiva, uma nova forma de solidariedade e cooperação, uma ponte para articular relações sociais diversificadas à luz da organização corporativa das sociedades” (Ferreira & Costa, 2012, p. 6). Devem funcionar como facilitadoras e estruturadoras “das articulações e contributos de uma orientação educativa integrada, multidimensional e socialmente coerente” (Rodrigues & Stoer, 2000, p. 1).

As parcerias educativas apresentam-se como uma questão decisiva em termos de desenvolvimento educativo, dado que a colaboração entre as escolas, as universidades, as famílias e outras instituições da comunidade pode trazer respostas adequadas a problemas educativos específicos. Além disso, parte-se do princípio de que, apesar dos parceiros partilharem de alguns dos objetivos da escola, têm também objetivos próprios, retirando, também eles, vantagens deste trabalho em conjunto (Canário, 1998). Assim, as parcerias educativas devem ser consideradas um ponto fulcral em qualquer política de desenvolvimento sustentado e sustentável, constituindo- se como parte integrante de qualquer programa de intervenção no campo educativo (Campos, 2004).

As parcerias em educação implicam acordos com diversos parceiros sociais na procura de respostas positivas às necessidades educativas e formativas dos educandos do sistema educativo, desde as famílias em particular até às empresas, autarquias e comunidade (Martins, 2009). As autarquias, a quem é concedido o direito de intervenção na educação, devem assumir-se como um dos principais parceiros socioeducativos, assumindo responsabilidades de desenvolvimento das diversas áreas sociais, nomeadamente de serem mentoras e agentes indutores e atores do desenvolvimento local (Canário, 1999; Martins, 2009).

Uma abordagem que envolva parcerias entre a escola, a família e a comunidade pode concretizar-se sob formas tão diversas quanto festas, convívios, pedidos de material, afetação de recursos, organização e execução de atividades e projetos ou mesmo participação, consulta e gestão na administração escolar (Matos, 2003). Deste modo, as escolas deixam de solicitar auxílio sem oferecer contrapartidas e passam a estabelecer uma relação na qual se verifica uma convergência de interesses entre as

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diferentes partes envolvidas, o que permitirá a edificação de projetos comuns (Baixinho, 2011; Canário, 1998).

A literatura aponta inúmeras razões específicas que podem conduzir à necessidade de constituição de parcerias educativas (Epstein, 2009; Sanders, 2006). Entre elas contam-se a procura da melhoria dos programas escolares e do ambiente que se vive nas escolas, a prestação de auxílio e suporte às famílias, o desenvolvimento de competências dos pais, a necessidade de colocar as famílias em contacto dentro da escola e na comunidade e auxiliar os professores nas suas funções. Contudo, a principal razão que motiva o aparecimento destas parcerias é a necessidade de auxiliar os alunos no seu percurso escolar e na sua futura vida profissional (Epstein, 2009). Em função das necessidades identificadas, as escolas poderão tomar a iniciativa de contactar diferentes parceiros educativos no sentido de dar resposta a esses problemas (Sanders, 2006, Villas-Boas, 2001), promovendo nessas parcerias um sentido de responsabilidade, compromisso e confiança (Alves & Neto, 2008).

Passamos, em seguida, a analisar os tipos de parceria educativa mais frequentemente indicados na literatura, em função das suas características, objetivos e atividades que desenvolvem.

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