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2. Propriétés physico-chimiques et pétrographiques des bitumes naturels

2.4. Résultats et interprétations

2.4.3. Analyse pétrographique de bitume insoluble de réservoir

2.4.3.4. MET: visualisation directe de l’ultrastructure

6- hoje nós estamos iniciando a segunda parte do reforço (+) 7- eu vou entregar pra vocês uma folha com dois exercícios que já / 8- bem lá trás vimos exercícios semelhantes’ parecidos no caderno (++) 9- eu quero que vocês façam o esboço do desenho geométrico (+) 10- onde se constitui a equação’ aí sim substitui pelos números (+) 11- a entrega será ao final da aula (+)

12- também vou devolver o trabalho de massa (+) 13- matéria e esse aqui que tiver /

14- o aluno só vem a mim se tiver escrito alguma coisa para resolver (+) 15- senão ele já pode guardar (+)

16- as dúvidas é só aguardar que vou passando pelos grupos que se formarem (++) 17- de preferência montarem grupos (+)

18- se quiserem fazer individual pode (+)

19- não escreva na parte de trás da folha pois a usaremos para outro trabalho (+) 20- o número’ nome e série’ turma à caneta (+)

21- os cálculos’ desenho esboço a lápis (+)

22- não faça aleatório’ LEIA O EXERCÍCIO existe semelhante (+)

No excerto 1, observa-se que o diálogo é assimétrico, pois, P inicia a fala chamando a atenção dos alunos, linhas 4 e 5, e mantem o turno, que vai até a linha 22, assumindo, assim, o papel de iniciador e organizador da aula. Na linha 6, P deixa claro que vai dar continuidade a uma atividade desenvolvida anteriormente, isto é, o reforço. Na linha 7, P estipula os artefatos mediadores (dois exercícios pré-definidos por P), que serão utilizados para o desenvolvimento das tarefas. Isso demonstra que P tem um planejamento temático com um tópico discursivo limitado e definido.

Também, no excerto 1, é possível identificar, que há uma seqüenciação proposta pelo professor que dá as instruções para a realização das tarefas. A seqüenciação indica os procedimentos a serem seguidos pelos alunos: na linha 7: os alunos estarão recebendo uma folha com os exercícios, pré-selecionados pelo professor, eu vou entregar pra vocês uma folha com dois exercícios que já. -Na linha 9: como os alunos deverão fazer o exercício, eu quero que vocês façam o esboço do desenho geométrico. Na linha 11: em que momento da aula a tarefa deverá ser entregue ao professor, a entrega será ao final da aula. Na linha 12: o professor devolverá um trabalho já feito em aulas anteriores, também vou devolver o trabalho de massa.

O modo imperativo é marcado pela determinação de uma ordem, clara e com limites bem definidos, o que parece ser utilizado por P para estabelecer as regras da atividade. Por exemplo, na linha 14, P ao falar que o aluno só vem a mim se tiver escrito alguma coisa

para resolver, indica por meio das suas observações escritas na folha, os alunos que precisam procurá-lo para sanar alguma dúvida. Na linha 16, as dúvidas é só aguardar que vou passando pelos grupos que se formarem, nessa fala P parece organizar os momentos, nos quais vai até o aluno para tirar as dúvidas. Na linha 17, de preferência montarem grupos e linha 18 se quiserem fazer individual pode, P então, deixa livre a escolha para os alunos de formar grupos ou não, o que não pressupõe uma imposição, pois está proporcionando uma oportunidade do aluno se agrupar ou não. Porém, parece não negociar com os alunos a oportunidade da construção colaborativa do conhecimento. Na linha 19, não escreva na parte de trás da folha pois a usaremos para outro trabalho, essa fala aponta para uma delimitação do espaço a ser utilizado na realização do exercício. Na linha 22, não faça aleatório’ LEIA O EXERCÍCIO existe semelhante, mais do que uma determinação, P orienta os alunos que os exercícios feitos anteriormente podem auxiliá-los na resolução dos atuais.

No que se refere à divisão de trabalho, P utiliza o pronome nós, na linha 6, hoje nós estamos iniciando a segunda parte do reforço, indicando para uma tarefa, durante a qual, as regras e divisão de trabalho, serão construídas de forma colaborativa. Porém, nas linhas subseqüentes, a utilização do pronome eu por P, aponta para uma divisão de trabalho, centrada no controlador da atividade e não construída coletivamente. Na linha 7, eu vou entregar pra vocês uma folha com dois exercícios que já, nesse momento, parece não haver uma negociação, pois P escolheu os exercícios que serão revistos e não solicitou aos alunos que indicassem exercícios que eles gostariam de rever. Na linha 9, eu quero que vocês façam o esboço do desenho geométrico, indica que P determina o modo como o exercício deve ser feito. É possível perceber que a divisão de trabalho, nessa atividade, aponta para uma posição de P como controlador da atividade e os alunos como os executores da tarefa.

Através de um levantamento quantitativo de turnos, encontrei nessa atividade um total de 149 turnos, dos quais P toma 74 deles, usando 37 turnos para a chamada, 12 turnos para falar sobre o conteúdo, 20 turnos para falar com a pesquisadora e 05 turnos para outros assuntos. Os demais 75 turnos ficam divididos entre 48 turnos dos alunos, sendo 37 turnos para responder a chamada, 04 turnos de tentativa de assalto e 07 turnos com passagem requerida. Os 27 turnos restantes são da PE respondendo a P. Também é possível perceber que as interações se organizam de quatro maneiras: quando o professor dá as instruções das

tarefas, quando faz a chamada, quando fala com pesquisadora e quando há o trabalho em grupo. Olhando agora para os 04 turnos nos quais os alunos tentam ter algum tipo de participação na aula, embora o professor, no decorrer da atividade, ande pela sala de aula e converse com os alunos sobre as dificuldades, parece não existir um espaço para uma construção colaborativa do conhecimento.

Vejamos os exemplos abaixo: Excerto 2, anexo 1, p. 103:

39- P- a entrega sempre individual (+) ((fala com a classe)) 40- não é obrigado a (incompreensível) ((fala com a classe))

41- A2 - PROFESSOR (+)

42- P - vá ao exercício dezesseis (+) ó são esses aqui (+) ((fala com R)) 43- começa no dezesseis ponto sete (+) ((fala com R))

Excerto 3, anexo 1, p. 111:

169- P- o que que eu quero” (+) ((fala com PE))

170- que ele tenha a idéia (+) pelo menos saiba discutir (+) ((fala com PE)) 171- A2 -PROFESSOR (+) NÃO TEM COMO ESBOÇAR (+)

172- P - vamos lá (++) ((fala com R))

173- e qual é o desenho” observe primeiro (+) ((fala com R))

183- P - pra quando chegar aos vinte e uns saber que existe (+) 184- PE -pra que não vire um bicho (+)

185- A2 -OH PROFESSOR (+) VEM CÁ UM POUQUINHO (+) 186- P - já vou (+)

187- olha só dá uma olhadinha aqui (+) ((fala com R)) você colocou em centímetros (+) ((para R))

188- leia aqui (+) leia o que pede (+) ele pediu em metros (+) 189- você colocou em centímetros (+) ((para R))

190- PESSOAL (+) dá só uma olhadinha aqui (+)

Excerto 5, anexo 1, p. 112:

194- P- embora eles sejam parecidos (+)

195- no caderno ele pede simplesmente o raio (+) 196- a lâmpada acesa (+)

197- A2 -PROFESSOR (+) 198- P - a lâmpada acesa tá? (+) 199- aqui é a lâmpada acesa (+)

No excerto 3, P está explicando para os alunos alguma coisa sobre o exercício e A2 aproveita uma pausa de P e tenta assaltar o turno, porém P, ao reorganizar o tema, retoma a fala se dirigindo a R. No excerto 4, A2 tenta novamente uma participação na aula, aproveitando de nova pausa na fala de P, assaltando o turno, e mais uma vez na organização temática, P reorganiza e planeja internamente o turno, retoma a fala, não mais se dirigindo a PE e sim a R.

Na terceira tentativa de chamar a atenção de P para si, na linha 184, excerto 4, A2 aproveita da pausa de P, para assaltar o turno, dessa vez porém, P responde com um já vou e retoma o turno, e mais uma vez direciona sua fala para o aluno R. Nesse momento, P parece perceber uma dificuldade de R que pode ser a dificuldade de outros alunos também, chama então a atenção dos outros alunos, linha 187, para explicar o exercício. Em um quarto momento, A2 tenta novamente uma participação na aula, linha 196, porém P continua explicando o exercício para toda a sala.

Esses excertos apontam para uma preocupação de P em transmitir o conhecimento, explicando os exercícios para todos os alunos, porém ao não explorar as tentativas de participação dos alunos, permitindo que eles exponham suas dúvidas ou necessidades, não torna possível explicitação de conflitos que propicia uma negociação entre as possíveis formas de desenvolver a atividade, e dessa forma, a construção coletiva e colaborativa do conhecimento.

Os excertos a seguir, demonstram que P, quando se dirige ao aluno R, apesar de utilizar o diminutivo ao falar com R, como por exemplo, olhadinha e desenhozinho, nessa atividade parece não haver marcadores discursivos ou gestuais que apontem para um tratamento diferenciado com o aluno, visto que o professor utiliza o diminutivo olhadinha quando fala com toda a sala. Ver linhas 186, 190, 222 e 224.

Vejamos nos excertos 08/09/10/11 em que o professor fala para R e não com R. Excerto 6, anexo 1, p. 103:

42-P - vá ao exercício dezesseis (+) ó são esses aqui (+) ((fala com R)) 43- começa no dezesseis ponto sete (+) ((fala com R))

Excerto 7, anexo 1, p. 104: