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4 ANALYSIS OF INTERVIEWS WITH KEY INFORMANTS

4.2.4 Medical transport

Apesar das crises petrolíferas na História da humanidade, desde 1861 que o preço do barril de petróleo tem vindo a marcar um percurso ascendente na tabela de preços,

O consumo e o preço têm vindo a aumentar mas, por outro lado, a produção tem vindo a diminuir, tanto na OPEP, com maior enfoque na Arábia Saudita, como no resto do mundo, com excepção dos países da Ex-União Soviética. [Energy;2008]

No que diz respeito aos derivados do petróleo, as trocas internacionais de crude e de produtos refinados têm vindo a aumentar, apesar dos cortes da produção na OPEP e do aumento do consumo doméstico dos países exportadores de petróleo. A maior parcela deste crescimento tem sido nos produtos refinados, um reflexo do desequilíbrio e das limitações do sistema de refinação mundial. [Energy;2008]

A importância da indústria no consumo do petróleo e seus derivados reflecte-se numa estrutura dominada por algumas grandes indústrias fortemente consumidoras e de baixo valor acrescentado, como é o caso, entre outras, das indústrias cimenteira, cerâmica, vidreira, siderúrgica, química, ou da pasta de papel, predominando nos restantes subsectores a existência de um grande número de pequenas e médias indústrias cuja actividade é fortemente influenciada pelas oscilações conjunturais da economia. [Gaspar;2004]

A volatilidade do mercado da energia obriga as indústrias a responder a cada alteração e a mudarem os seus processos de consumo, o que se traduz numa transformação do contexto socioeconómico19. [Gaspar;2004]

Sendo assim, é fundamental que haja um registo e uma análise constante dos combustíveis consumidos, os seus custos e suas relações com o ambiente. Só assim é que se podem fundamentar decisões com vista a optimizar o rendimento da instalação consumidora, tomar atitudes sustentáveis e ajustar a Empresa à flexibilidade do mercado energético.

De entre a vasta gama de combustíveis usados no sector industrial, aqueles que, a par da situação energética de Portugal, mais se destacam em consumo, são os combustíveis fósseis.

No entanto, as limitações do sistema de refinação mundial, a necessidade de combustíveis, e a preocupação crescente com o ambiente característica da nova era, levaram

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Prova desta transformação é o caso do Japão que, sendo dos países que mais sofreu com as crises energéticas, actualmente é o que apresenta maior índice de eficiência energética, tendo visto o seu desenvolvimento assentar na tecnologia e electrónica, após a crise de 1973 ter limpado do mapa as indústrias petrolíferas japonesas. (ENERGY - BP Statistical Review of World Energy)

Universidade de Aveiro

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João André Estima Santos Paula

à integração das vertentes ambientais nas estratégias Empresariais, sendo esse um imperativo para se alcançar uma competitividade sustentada da indústria, pressupondo em muitos casos a adopção de tecnologias novas e mais limpas que as dependentes de combustíveis fósseis, como são o caso das tecnologias e equipamentos consumidores de biomassa20. [Energia;2010]

Neste sentido, o Relatório Combustíveis deve contemplar a possibilidade da Empresa consumir não só combustíveis fósseis mas também combustíveis de fontes renováveis como é o caso da biomassa.

Para além disso, a análise das facturas de combustível permite, sobretudo, identificar períodos de maiores consumos, oportunidades de substituição de alguns combustíveis por outros menos poluidores, flutuações nos preços dos combustíveis de modo a ajustar as características da Empresa a essas flutuações, e quais os principais responsáveis pelo mix energético da Empresa, entre outros.

O Relatório Combustíveis foi desenvolvido para utilizadores que consumam combustíveis de entre uma vasta gama de combustíveis tipicamente utilizados no sector da indústria, nomeadamente:  Gás Natural;  Fuelóleo;  Gasóleo;  Gás Propano;  Gás Butano;  Petróleo bruto;  Coque de petróleo;  Coque de carvão;  Nafta  Condensados de gasolina;  Biomassa (madeira e derivados);

Tendo, cada um deles, determinadas propriedades específicas, nomeadamente:  Poder Calorífico Inferior (PCI) – Quantidade de energia em forma de calor libertada

por unidade de massa na oxidação de um combustível.

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O termo biomassa abrange os combustíveis derivados de organismos vivos transformados em material orgânico acumulado num ecossistema a curto prazo como é o caso da madeira ou das cascas de várias plantas. Excluem-se os combustíveis fosseis já que estes não se renovam a curto prazo.

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Dissertação de Mestrado na área de Engenharia Mecânica As TIC na promoção da eficiência energética industrial

 Densidade – A densidade é a quantidade de massa presente numa unidade de volume.

 Factor de Emissão (FE) – Quantidade de emissões libertadas para a atmosfera por unidade de energia consumida.

Tendo em vista a opção por combustíveis de elevado teor energético e baixo factor de emissão, o Relatório Combustíveis, através da plataforma Microsoft Excel, com o auxílio da programação em VBA, consegue fornecer ao utilizador várias análises dos seus consumos e custos, tanto a nível particular como a nível do mix de combustíveis, nomeadamente:

 Consumos de energia em Gigajoule (GJ);

 Consumos de energia em toneladas equivalentes de petróleo (tep);  Custos dos consumos;

 Emissões dos consumos;

 Evolução do preço dos combustíveis

 Poder Calorífico Inferior e Factor de Emissão;  Médias de consumo;

 Meses de máximo e mínimo consumos;  Peso de cada combustível no consumo total;  Peso de cada combustível nas emissões totais;  Peso de cada combustível no custo total;  Conclusões anuais do mix de combustíveis;

Deste modo, o Módulo assegura que o utilizador tem acesso a uma compreensão detalhada dos consumos de combustíveis na sua Empresa para que possa tomar decisões fundamentadas para diminuir esse consumo e aumentar a eficiência energética global da instalação.