Chapitre II: Dimensionnement de l’armoire de la station traitement des eaux
II- 8-3 : Matériels de fixation des appareils
é realizado, principalmente, com as variedades locais, também denominadas localmente de “abóbora-lagarteira”, “abóbora-comum” ou “abóbora-tieta”. Os plantios são realizados, majoritariamente, em monocultivo, com sementes provenientes da seleção realizada pelo próprio agricultor da região (RAMOS, CARVALHO, QUEIROZ, 2007) e com a aplicação de fertilizantes. Contudo, ainda não se tem estabelecidos para estas variedades recomendação de adubação para o Estado de Sergipe, onde os solos nas quais são cultivadas apresentam baixos teores de nitrogênio e fósforo. De acordo com Vidigal et al. (2007), os frutos exportam 51,0 kg/ ha de N e 12,4 kg/ha de P e assim, em solos com baixos teores de matéria orgânica e de fósforo, a abóbora para produzir adequadamente precisa ser adubada, inclusive com outros nutrientes essenciais.O objetivo do presente trabalho foi avaliar os efeitos do nitrogênio (N) e do fósforo (P) na produção e nos teores na folha da abóbora.
Material e Métodos
O trabalho foi conduzido no ano agrícola de 2008, em área de agricultor familiar, localizada no município de Carira, SE. O solo da área classifica-se como Cambisol Háplico. O delineamento experimental foi o de blocos casualizados, no esquema fatorial 2 X 4, com três repetições. Os tratamentos consistiram de quatro níveis de N e P. As doses dos nutrientes foram 0, 30, 60 e 90 kg ha-1 na forma de uréia e 0, 20, 40 e 60 kg P
2O5 ha-1. Trinta por cento do N foi aplicado no plantio, cinquenta por cento na primeira cobertura e vinte por cento na segunda. Todo o P foi aplicado no plantio. Foram utilizadas sementes de variedades tradicionais, proveniente do estoque do agricultor, semeadas no espaçamento de 4 x 3m. A parcela total foi de 15 x 12m com seis plantas úteis e bordadura individual entre as plantas, no sentido da linha. Antes da instalação do experimento foi coletada amostra de solo cujos resultados são mostrados na Tabela 1. Amostras de folha foram coletadas no inicio do florescimento de acordo com Cantarutti et al. (2007). A análise das folhas foi realizada de acordo com metodologia compilada por Silva et al. (2003). A colheita foi realizada em outubro de 2008.
Resultados e Discussão
Na Figura 1, são mostrados os efeitos do N na produção (a) e no teor na folha da abobora (b). O efeito do N na produção foi linear. Entretanto, o teor de N na folha no tratamento que não recebeu o nutriente foi maior que o nível crítico proposto por Cantarutti et al. (2007) que é de 40,2 g/kg, demonstrando que o nível crítico de nitrogênio na abóbora, nas condições onde foi conduzido o experimento, precisa ser redefinido. Como o efeito do N na produção foi linear, não foi possível obter um nível crítico.
Na Figura 2, são mostrados os efeitos do P na produção (a) e no teor na folha da abobora (b). O efeito do P na produção também foi linear. Constatou- se que, o teor de P na folha é próximo do nível critico proposto por Cantarutti et al. (2007) que é de 4,6 g/kg. Como o efeito do P na produção foi linear, não foi possível obter um nível critico. Todas estas considerações devem levar em conta que a produtividade da abóbora foi abaixo do esperado, o que pode ter influenciado nos resultados obtidos.
Tabela 1. Atributos químicos do solo onde foi conduzido o experimento. Embrapa Tabuleiros Costeiros, SE, 2012.
pH H2O M. O. P Ca Mg Al CTC Mg Al CTC
g.dm-3 mg.dm-3 ---cmolc.dm-3 ---
5,3 22,6 <1 1,7 0,7 0,1 4,8 0,7 0,1 4,8
Figura 1. Influência do nitrogênio na produção de frutos de abobora (a) e nos teores de N na folha (b). Embrapa Tabuleiros Costeiros, Sergipe, 2012.
y = 21,715x + 1264,8 R2 = 0,9912** 0 1000 2000 3000 4000 0 20 40 60 80 100 N kg/ ha Frut os kg/ ha y = -0,0016x 2 + 0,0744x + 52,538 R2 = 0,8062 * 45 50 55 60 0 20 40 60 80 100 N kg/ha N fol ha g/ kg
Figura 2. Influência do fósforo na produção de frutos de abobora (a) e nos teores de P na folha (b). Embrapa Tabuleiros Costeiros, Sergipe, 2012.
Conclusões
- O nitrogênio e o fósforo aumentaram linearmente a produção de frutos.
- O teor de N na folha no tratamento que não recebeu o nutriente foi maior que o nível crítico.
Agradecimentos
Ao assistente de pesquisa Robson Oliveira pela sua decisiva colaboração na condução do experimento e aos agricultores do assentamento Edmilson Oliveira, pela cessão da área.
Referências
CANTARUTTI, R.B.; BARROS, N.F. de; PRIETO, H. E.; NOVAIS, R.F. Avaliação da fertilidade do solo e recomendação de fertilizantes. In: NOVAIS, R.F; ALVAREZ,V.; BARROS, N.F.; FONTES, R. L. F.; CANTARUTTI, R.B.; NEVES, J.C.L. Fertilidade do Solo. Viçosa, Sociedade Brasileira de Ciência do Solo, 2007. RAMOS, S.R.R; CARVALHO, H.W.; QUEIROZ, M.A. Abordagem participativa para o desenvolvimento de pesquisa em recursos genéticos e melhoramento de abóbora. Horticultura Brasileira, Brasília, v. 25, n.º 1 (CD Rom)
y = 71,739x + 89,646 R2 = 0,9737 0 1000 2000 3000 4000 5000 0 20 40 60 P2O5 kg ha -1 Fr ut os k g há -1 y = -0,0009x2 + 0,094x + 2,905 R2 = 0,9988 0 1 2 3 4 5 6 0 20 40 60 P2O5 kg há-1 P f ol ha g k g -1
RAMOS, S.R.R.; QUEIRÓZ, M.A de Recursos genéticos de abóbora no Nordeste Brasileiro. In: LIMA, M. da C. Recursos Genéticos de Hortaliças: riquezas naturais. São Luís: Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura, 2005, p. 99-110.
SILVA, F. C. da. Ed. Manual de análises químicas de solos, plantas e fertilizantes. Brasília: Embrapa Comunicação para Transferência de Tecnologia, 1999. 370p. VIDIGAL S. M.; PACHECO D. D.; FACION C. E. Crescimento e acúmulo de nutrientes pela abóbora híbrida tipo Tetsukabuto. Horticultura Brasileira, Brasília, v. 25, n. 3, 2007.
Alinne Oliveira Nunes1, Iris Brito de Oliveira Ribeiro2, Daniela Maria Andrade
Santana3, Rejane do Couto Silva3, Ana Beatriz Costa Czermainski4,Semíramis R.
R. Ramos5
Resumo
O objetivo deste trabalho foi avaliar, de forma preliminar, os acessos de coqueiro- gigante denominados gigante-do-Brasil-da-Terra-do-Rei (GBrTR) e gigante-do- Brasil-Avenida (GBrAv), verificando a praticidade e aplicabilidade dos descritores na diferenciação dos acessos. A unidade experimental foi composta de 90 plantas úteis, com 30 plantas por parcela, em três repetições. A avaliação dos acessos foi realizada por meio dos descritores propostos oficialmente para a espécie: altura da planta; circunferência do coleto; número de folhas vivas e de folhas mortas; largura, circunferência, espessura e comprimento do pecíolo; comprimento da folha; número, comprimento e largura do folíolo. Há diferença entre os acessos com relação aos descritores altura de planta, comprimento do folíolo e largura do pecíolo. Os dados obtidos permitem a descrição preliminar e as informações serão disponibilizadas para base de dados complementares visando à ampla utilização dos acessos.
Palavras-chave: Cocos nucifera L., bancos de germoplasma, descritores, recursos genéticos,
1Graduanda em Ciências Biológicas, bolsista do CNPQ/PIBIC, Aracaju, SE, [email protected]. 2Graduada em Ciências Biológicas, estagiária Embrapa Tabuleiros Costeiros, Aracaju SE, [email protected].
3Graduanda em Ciências Biológicas, estagiária da Embrapa Tabuleiros Costeiros, Aracaju SE, [email protected].
4Engenheira-agrônoma, Doutora em Estatística e Experimentação Agronômica, pesquisadora Embrapa Uva e Vinho, Bento Gonçalves, RS, [email protected].
5Engenheira-agrônoma,Doutora emGenética e Melhoramento de Plantas, pesquisadora Embrapa Tabuleiros Costeiros, Aracaju, SE, [email protected].