interactions non spécifique pénétratine
B. Matériel & méthode
No que respeita ao número de empresas no sector das tecnologias de informação e comunicação, a evolução anual é mais significativa nos serviços de telecomunicações. O boom provocado pela liberalização do sector fez-se sentir com uma taxa de crescimento médio anual (TCMA) de aproximadamente 8.5%. No entanto, refira-se que a percentagem de crescimento entre 1997 e 1998 de 21.2%, difere bastante da de 2%, entre 1998 e 1999. Este facto deveu-se à estabilização do mercado para este tipo de serviços, que depois de
um boom inicial, voltou a valores mais sustentados.
-9.8 -11.4 17.8 1.7 21.2 2.0 -5.7 1.4 5.4 -15 -10 -5 0 5 10 15 20 25 1996-97 1997-98 1998-99 Manufactura TIC Serviços de Telecomunicações Outros Serviços TIC
Fonte estatística: INE, IEH, 1996-99. %
Figura 22. - Evolução anual do número de empresas no sector TIC.
No que respeita à evolução de ‘outros serviços TIC’, a sua evolução, apesar de mais equilibrada foi, neste período de 3 anos, de apenas 0.36%.
Em relação à evolução anual do volume de negócios no sector das TIC, verifica-se que a sua taxa de crescimento é sempre superior à média do volume total de negócios.
5.7 11.6 -3.2 11.2 18.1 1.5 -5 0 5 10 15 20 1996-97 1997-98 1998-99
Volume Total de Negócios Volume de Negócios TIC
Fonte estatística: INE, IEH, 1996-99. %
Figura 23. - Evolução anual do volume de negócios das empresas no sector das TIC.
Em relação ao emprego, a percentagem de pessoal ao serviço no sector das TIC em relação ao emprego total, cresceu entre 1996 e 1999, atingindo neste último ano 3.23% do emprego total, com uma ligeira quebra em relação a 1998 (3.24%).
Figura 24. - Evolução do número de pessoal ao serviço no sector TIC em relação ao total de pessoal ao serviço nas empresas.
No entanto, os valores apresentam-se estáveis, não reflectindo os estados de optimismo e pessimismo que se viveram no sector. Em termos da evolução anual das
remunerações salariais per
capita no sector das TIC face ao total das remunerações, não se verifica uma diferença muito significativa. 3.1 3.1 3.2 3.2 3.0 3.1 3.1 3.2 3.2 3.3 3.3 1996 1997 1998 1999
Fonte estatística: INE, IEH 1996-1999. %
De registar apenas um crescimento mais acentuado no sector em análise, entre 1998 e 1999. Baseada no conhecimento e geralmente associada a elevados níveis de qualificação, a profissão beneficiou de uma estabilidade, o que não se verificou nas remunerações de outras profissões.
Figura 25. - Evolução anual das remunerações per capita no sector das TIC em relação ao total das remunerações per capita.
6.5 6.4 4.8 6.2 6.2 6.0 0.0 1.0 2.0 3.0 4.0 5.0 6.0 7.0 1996-97 1997-98 1998-99 Total de Remunerações per Capita Remunerações per Capita TIC
Fonte estatística: INE IEH 1996-99 %
Como último indicador pode analisar-se o Valor Acrescentado Bruto a preços de mercado per capita, face ao VAB total. Com excepção do valor nos anos 96 e 97, verifica-se que o
crescimento do VAB per capita, no sector das TIC é sempre superior ao do VAB total,
registando-se entre os anos de 1998 e 1999, uma diferença de quase 7 pontos percentuais. 9.7 8.2 1.6 5.3 10.0 8.4 0 2 4 6 8 10 12 1996-97 1997-98 1998-99
VABpm per Capita Total VABpm per Capita TIC
Fonte estatística: INE, IEH, 1996-99. %
Figura 26. - Evolução anual do VABpm per capita no sector TIC e do VABpm per capita total.
A evolução do número de empresas com computador tem sido assinalável: em 2001, 89% das empresas já possuíam computador. No entanto, e segundo as mesmas fontes, apenas 37% do pessoal ao serviço nessas empresas o utilizava. O valor da taxa de crescimento anual (TCA) de computadores nas empresas entre 2000 e 2001 é acompanhado pela sua
utilização por parte dos empregados (9%). No que respeita à percentagem de empresas
com Internet, o seu valor alcançava em 2001, 75% do total. Os trabalhadores que
utilizavam a Internet para as suas tarefas era, para a mesma data, 18% do total. Neste
caso, o valor de crescimento anual é diferente já que a percentagem de utilizadores cresceu muito mais do que o número de novas ligações para as empresas: 64% e 36% respectivamente.
Figura 27. – Evolução percentual do número computadores e Internet nas empresas.
Analisando ainda as mesmas variáveis e recorrendo a dados mais recentes, de 2002, são as empresas de maior dimensão, nomeadamente as com mais de 50 trabalhadores ao serviço, que apresentam também os valores mais elevados, já perto dos 100%. 37 18 34 11 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100 2000 2001
Empresas com Computador Empresas com Acesso à Internet
Trabalhadores que Utilizam Computador Trabalhadores que Utilizam a Internet
Fonte estatística: OCT/ICP, IUTIC Empresas 2000; INE, IUTIC 2001.
%
De acordo com a sua actividade económica, são as empresas ligadas a ‘actividades financeiras’, e de ‘alojamento e restauração’, as que apresentam os valores mais elevados e as ‘empresas transformadoras’, os valores mais baixos.
0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
Indústrias Transformadoras Comércio a Grosso e a Retalho
Alojamento e Restauração Transportes, Armazenagem e Comunicações
Actividades Financeiras Actividades Imobiliárias, Alugueres e Serviços prestados às Empresas
Empresas com Computador Empresas com Acesso à Internet
Fonte estatística: INE, OCT/UMIC, 2002. %
Figura 28. – Percentagem de computadores e Internet nas empresas por sector de actividade.
Em termos de utilização da Internet por parte das empresas, verificou-se que estas
começaram a marcar presença na rede e, no ano de 2001, 30% das empresas tinham já página própria. Começaram também a explorar as suas potencialidades, nomeadamente o
comércio electrónico. No entanto, apesar da TCA entre 2000 e 2001 ser de 125%, em 2001
apenas 18% das empresas praticavam alguma forma de comércio on-line.
Figura 29. – Evolução percentual do comércio electrónico nas empresas.
Em relação à compra e venda
de produtos on-line os valores
são muito baixos e reflectem a fraca adesão das empresas a este tipo de transações. Neste sector, Portugal acompanha a tendência dos países Euro- peus na fraca adesão ao comércio electrónico, quando comparada com os Estados Unidos. 14 8 8 2 0 2 4 6 8 10 12 14 16 18 20 2000 2001 Comércio Electrónico Compra de Produtos ou Serviços on-line Venda de Produtos ou Serviços on-line
Fonte estatística: OCT/ICP, IUTIC Empresas 2000; INE, IUTIC 2001.
%
No entanto, a Administração Pública e nomeadamente o sector dos transportes e das obras públicas (Metro, Carris e consórcios públicos e privados associados para grandes
obras na construção civil) têm evoluído para o uso de plataformas de B2B, criando
poupanças consideráveis na aquisição de produtos e serviços. Esses ganhos são completamente irrisórios quando comparados, por exemplo, com as perdas resultantes do (habitual) atraso das empreitadas públicas.