SECTION 2 : R EVUE DE LITTERATURE
3. RESULTATS ET DISCUSSIONS
3.1. C ARACTERISTIQUES PHYSIQUES DES NODULES ET DU SABLE LATERITIQUES
3.1.7. Masse volumique absolue et du coefficient d’absorption d’eau
O conceito do novo circo aparece provavelmente na década de 1980. Com o desejo de inspirar, estarrecer e levar novos padrões ao mundo, aparece um circo onde não possuem animais, e sim artistas que combinam a dança moderna representação, humor, números acrobáticos, vestimentas e indumentárias exóticas, cenários incomuns, coreografias brilhantes, fortes, dinâmicas e ininterruptas, com música produzida para o espetáculo, e efeitos de luz aliados aos aparatos tecnológicos.
De acordo com Gallo (2007, p. 24) o movimento do circo novo tem sua origem no teatro de vanguarda russo, com suas experiências nas escolas de Circo de Moscou na década de vinte do século passado. Logo depois, as montagens teatrais do Theatre du Soleil, em Paris, sob direção de Ariane Mnouchkine, também tiveram grande influência sobre a corrente circense, todavia, tal movimento só começou a ter uma importância e difusão em nível internacional, devido aos diversos grupos de várias partes do mundo que, na segunda metade do século, começaram a pesquisar no âmbito do teatro de rua e chegaram até ao picadeiro.
No Canadá, ginastas começaram a dar aulas para artistas performáticos e saltimbancos, além de dar início a programas especiais para televisão e também em ginásios, onde não se exigia, nos saltos, o rigor das competições, mas a criatividade, sentimento e “espetacularidade”. Em 1982, surgiu em Quebec, o Club des Talons
Hauts, um grupo de artistas de perna de pau, malabaristas e pirofagistas.
Foi esse grupo que, em 1984, realizou o primeiro espetáculo do Cirque du
Soleil que hoje é, sem dúvida, a maior companhia do movimento circo novo do
mundo.
O novo circo se caracteriza por ser um espetáculo ou um número com um enredo. E um espetáculo que fala também com os adultos, não só com crianças. Sofisticado. Um espetáculo de circo que utiliza ingredientes de teatro, dança, esporte etc. Ao contrário de um espetáculo de teatro utilizando elementos de circo. (FRANCIULLI, 2000, p. 94)
“Novo Circo”, surgiu na França, no final dos anos 70, para designar um tipo de espetáculo de artes circenses, feito por artistas que não nasceram na tradição circense, mas realizavam espetáculos, em que a música e a dança tinham papéis mais destacados e a linguagem era mais ligada à estética contemporânea. A autora evidencia que, atualmente, se utiliza mais o termo “circo contemporâneo”, pois “novo” pressupõe a existência de um “velho” circo, o que é um pouco pejorativo para o circo clássico.
Gallo ainda ressalta (2007, p. 24-25) que, no Brasil, há vários grupos desse gênero. Ele julga importante evidenciar as experiências de Breno Moroni que, em 1982, já realizava suas apresentações e logo ministrou cursos de formação para
doublés que incluíam técnicas de pirofagia e queda. Dentre outros, destacam-se os
grupos de Graciela Figueiroa e o grupo Coringa, Manhas e Manias e outros grupos de teatro e dança que tiveram, inclusive, decisiva influência sobre o trabalho da Intrépida Trupe, grupo carioca pioneiro na exploração desse campo, a partir de 1986. "Pletora de alegria é um show de Jorge Benjor ou as pernas da acrobata mulata, uma homenagem ao grupo Intrépida Trupe, que tem ali coisas afirmativas, coisas de um Brasil mais luminoso", revela Caetano Veloso (site INTRÉPIDA TRUPE).
A Intrépida Trupe mesclou diversas artes e fez uma verdadeira revolução na linguagem do circo no Brasil. Desde 1986 seus espetáculos interagem a magia do circo, teatro e dança numa estética ousada, que congrega luz, música e efeitos especiais com uma linguagem multimídia arrojada e pop. Foi o primeiro grupo brasileiro a participar de importantes festivais internacionais: “Festival Mondial du
Cirque de Demain” em 89, 93 e 97, Paris, “Festival d’Avignon” em 92 e “Festival Parade” em 93 e 97 em Nanterre, na França, “Festival Internationaler Varietée Preis”
em 91 e “Festival de Freiburg” em 98 e 99, na Alemanha; “China Wuqiao
International Acrobatic Festival” em 97. Na home page do grupo, vale a pena aqui
registrar o que o poeta Chacal escreve como homenagem aos intrépidos sob o título:
Depois de ser por muito tempo massacrado pela palavra, o teatro descobriu o gesto, o salto, o pulo. Então deu a mão à dança. O par achando que ainda podia ser mais espetacular, botou o circo na roda. Os três se olharam e disseram ao mesmo tempo: Intrépida Trupe somos! Isso faz dezessete anos. O lugar: algum ponto entre a baia de Guanabara e uma parada em Guadalajara." [...]"Talvez tenha sido preciso o Circo mudar o conceito de circo, envenená-lo gentilmente, enfuturecê-lo, para que pudesse aparecer uma trupe tão volátil. Talvez tenha sido preciso o Asdrubal no teatro, o Coringa na dança, o Abracadabra no circo, ousarem uma nova linguagem, onde mágicos dançarinos e atores atuassem com o corpo, com o sangue, com cada fibra do mais profundo prazer, para que tal trupe nos entretivesse [..]. (site INTRÉPIDA TRUPE)
Gallo ressalta que, logo em seguida, surgiram os acrobáticos Fratelli, Teatro de Anônimos e Nau de Ícaros, os Parlapatões, Patifes e Paspalhões. Hoje, existem cerca de 60 grupos do novo circo em todo o Brasil, entre os quais está a Companhia da Escola Picolino que trabalha este conceito do circo novo.
No Brasil, antes de existir o “novo circo” e quando o mundo ainda não conhecia o Cirque du Soleil, existia um grupo chamado Abracadabra, em São Paulo, que abriu caminho para um grupo denominado Tapete Mágico e para muitos outros grupos que conquistaram espaços pelo país afora.
Esse grupo de circo-teatro Tapete Mágico surgiu em 1981. Fez do picadeiro diversos espaços como: ruas, praças, clubes e, não podia faltar, também debaixo da lona. O Tapete Mágico foi fundado por Anselmo Serrat e Verônica Tamaoki, ex- integrantes da academia Piolin. Em 1984 eles chegaram à Bahia, já com um conceito inovador, divertido e revolucionário e começaram os trabalhos circenses dentro do conceito do Novo Circo. Com a experiência adquirida na Academia Piolin, no Abracadabra e no Tapete Mágico, Anselmo e Verônica fundam a escola Picolino de Artes do Circo.