• Aucun résultat trouvé

Les lymphocytes T au cœur de la réponse immunitaire adaptative. Le système immunitaire adaptatif permet de renforcer la réponse immunitaire innée,

PREMIERE PARTIE : GENERALITES

LE CANCER ET LE SYSTÈME IMMUNITAIRE

A) La réponse anti tumorale du système immunitaire

4) Les lymphocytes T au cœur de la réponse immunitaire adaptative. Le système immunitaire adaptatif permet de renforcer la réponse immunitaire innée,

IXEL

®

(Lab. Roche)

CLORIDRATO DE MILNACIPRANO

• Frascos com 14 e 28 cápsulas gelatinosas de 25 mg;

• frascos com 14 e 28 cápsulas gelatinosas de 50 mg.

FARMACOCINÉTICA

E MODO DE USAR

O milnaciprano é um inibidor não-seletivo de re- captação de serotonina e noradrenalina (IRSN ou inibidor duplo).

O milnaciprano é bem absorvido após administra- ção por via oral, com biodisponibilidade de 85%, sem influência da alimentação. A concentração plasmática máxima é alcançada por volta de 2 horas após a ingestão oral, atingindo um nível de 120 μg/mL após uma ingestão única de 50 mg. O aumento do nível plasmático é proporcio- nal à dose até a concentração de 200 mg por dose. Após ingestões repetidas, o nível plasmático do estado de equilíbrio é atingido em 2 a 3 dias. A variação individual é mínima.

A taxa de ligação a proteínas plasmáticas do mil- naciprano é baixa (13%) e insaturável. O volume de distribuição atinge aproximadamente 5 L/kg. A biotransformação é simples, limitando-se essen- cialmente à conjugação com ácido glicurônico. Não há produção de metabólito ativo. Sua meia- vida de eliminação plasmática tem cerca de 8 ho- ras. A eliminação ocorre essencialmente por via urinária (90% da dose ingerida), com secreção tubular na forma inalterada. O clearance total é da ordem de 40 L/h. Após ingestões repetidas, é totalmente eliminado em 2 a 3 dias após a inter- rupção da ingestão.

A eficácia do milnaciprano está bem-estabelecida no tratamento da depressão maior, tanto na fase aguda como na prevenção de recorrências. Exis- tem evidências, mas incompletas, de que possa ser eficaz no tratamento da bulimia nervosa e da depressão pós-AVC.

A dose recomendada é de 100 mg por dia, fra- cionada em duas administrações de 50 mg (1 cáp- sula), pela manhã e à noite, de preferência às re- feições. 1,2

FARMACODINÂMICA

E MECANISMOS DE AÇÃO

Ao contrário dos antidepressivos tricíclicos, o mil- naciprano não tem afinidade por receptores coli- nérgicos (muscarínicos), a1-adrenérgicos ou his- taminérgicos H1. Também não tem afinidade por receptores dopaminérgicos D1 e D2 nem por receptores benzodiazepínicos e opióides.

M

ILNA

CI

PR

ANO

(

CL

OR

ID

RA

TO

D

E)

M

ED

IC

AM

ENT

OS

: I

NF

OR

M

ÕE

S B

ÁS

IC

AS

Em ingestão repetida, dados pré-clínicos de se- gurança indicam o fígado como órgão-alvo em todas as espécies animais estudadas. Os primeiros efeitos tóxicos observados aparecem em doses elevadas, quando seus valores atingem cerca de 10 vezes o valor da dose terapêutica, sendo rever- síveis.

Em humanos, a dose terapêutica e as concentra- ções plasmáticas do milnaciprano produzem, con- sistentemente, um nível de inibição de 50 a 90% da recaptação de noradrenalina e serotonina. 3,4

REAÇÕES ADVERSAS

E EFEITOS COLATERAIS

Mais comuns: vertigem, diaforese, ansiedade, ca-

lorões, disúria, insônia ou ansiedade no início do tratamento, vertigem, transpiração excessiva, on- das de calor e problemas urinários.

Menos comuns: náusea, vômitos, xerostomia,

constipação, tremores e palpitações, síndrome se- rotonérgica (em associação com outros medica- mentos), elevação moderada de transaminases, eliminação da inibição psicomotora com risco de suicídio, ciclagem do humor, reativação de delíri- os, sintomas de ansiedade paroxística.

INDICAÇÕES

Evidências consistentes de eficácia: • depressão maior;5-7

• prevenção de recorrência da depressão.8

Evidências incompletas: • bulimia nervosa;9 • depressão pós-AVC.10

CONTRA-INDICAÇÕES

Absolutas

Absolutas

Absolutas

Absolutas

Absolutas

• Hipersensibilidade à droga; • lactação; • menores de 15 anos;

• associação com inibidores não-seletivos da MAO (IMAOs), inibidores seletivos da MAO B, digitálicos e agonistas 5HT1D (sumatriptano). Obs.: É conveniente aguardar um intervalo de pelo menos 15 dias entre a interrupção do tratamen-

to com um inibidor da MAO e a introdução de milnaciprano.

Relativas

• associação com adrenalina e noradrenalina por via parenteral, ou clonidina e compostos simi- lares, digoxina e inibidores seletivos da MAO A;

• hipertrofia prostática;

• outros distúrbios gênito-urinários; • gravidez;

• insuficiência renal;

• adenoma de próstata ou dificuldade para uri- nar;

• glaucoma;

• hipertensão arterial ou doença cardíaca.

INTOXICAÇÃO

Alguns casos de superdose foram observados com milnaciprano, sem nunca resultar em morte do paciente. Em doses elevadas, o efeito emético po- de limitar consideravelmente o risco de superdose. Com a dose de 200 mg, os seguintes efeitos inde- sejáveis são freqüentemente observados (> 10%): náusea, diaforese e constipação. Com doses de 800 mg a 1 g, em monoterapia, os principais sin- tomas são: vômitos, distúrbios respiratórios (crises de apnéia) e taquicardia. Após doses maciças (1,9 a 2,8 g), em associação com outros fármacos (principalmente benzodiazepínicos), os seguintes sintomas adicionais ocorrem: sonolência, hiper- capnia e alterações da consciência. Toxicidade car- díaca não foi relatada.

Manejo

Não existe antídoto específico para o milnacipra- no. O tratamento deve ser sintomático, com la- vagem gástrica o mais rapidamente possível após sua ingestão. Monitoração médica deve ser man- tida por no mínimo 24 horas.

SITUAÇÕES ESPECIAIS

Gravidez e lactação

Deve ser evitado durante a gravidez e a lactação, pois trata-se de um medicamento de lançamento recente; logo, a segurança do seu uso durante a gestação ainda não foi comprovada. Estudos em animais evidenciaram a passagem de pequena quantidade de milnaciprano pela placenta. Atual- mente, não há dados relevantes que demonstrem

M

ILNA

CI

PR

ANO

(

CL

OR

ID

RA

TO

D

E)

M

ED

IC

AM

ENT

OS

: I

NF

OR

M

ÕE

S B

ÁS

IC

AS

efeitos teratogênicos ou tóxicos para o feto quan- do este é administrado durante a gravidez. Como pequenas quantidades do milnaciprano são excretadas no leite materno, a amamentação é contra-indicada.

Idosos

Para pacientes com mais de 65 anos, os parâme- tros farmacocinéticos do milnaciprano não são significativamente alterados. Convém, no entan- to, levar em conta a alteração fisiológica, decor- rente da idade e da função renal. As concentra- ções plasmáticas podem alcançar níveis mais ele- vados que no adulto jovem, com doses equivalen- tes, em razão da redução do clearance renal.

LABORATÓRIO

Não há informações sobre possíveis influências do milnaciprano em exames de laboratório nem sobre a utilidade de realizar a dosagem de seus níveis séricos.

PRECAUÇÕES

1. Evitar o uso concomitante de álcool. 2. Com o retardo da eliminação do milnacipra-

no (que é essencialmente renal), ocorre au- mento das concentrações plasmáticas, pro- porcional ao grau de alteração da função re- nal. Em pacientes com insuficiência renal, a posologia deve ser reduzida em razão do pro- longamento da meia-vida de eliminação. Re- comenda-se reduzir a dose diária para 50 ou 25 mg de acordo com o grau de alteração da função renal. Nesse caso, utilizar cápsulas de 25 mg. Recomenda-se a seguinte adapta- ção posológica:

Clearance de creatinina (Clcr) (min/min) e

posologia/24h

Clcr ³ > 60 50 mg × 2 60 > Clcr ³ > 30 25 mg × 2 30 > Clcr ³ 10 25 mg

3. Em pacientes hipertensos ou cardiopatas, re- comenda-se reforçar a vigilância clínica, uma vez que o milnaciprano pode aumentar dis- cretamente a freqüência cardíaca.

4. Não se recomenda o uso do milnaciprano em pacientes com hipertrofia prostática ou ou- tros distúrbios gênito-urinários.

5. Recomenda-se prudência ao se prescrever o milnaciprano para pacientes com glaucoma de ângulo aberto.

6. Pode reduzir a atenção necessária à execução de certas tarefas, como dirigir veículos ou operar máquinas, particularmente no início do tratamento.

7. Não há modificação significativa dos parâ- metros farmacocinéticos do milnaciprano em pacientes com insuficiência hepática.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Puozzo C, Leonard BE. Pharmacokinetics of milnacipran in comparison with other antidepressants. Int Clin Psychopharmacol 1996; 11 Suppl 4: 15-27

2. Puozzo C, Panconi E, Deprez D. Pharmacology and pharmacokinetics of milnacipran. Int Clin Psychopharmacol 2002; 17 Suppl 1: S25-35.

3. Puech A, Montgomery SA, Prost JF, Solles A, Briley M. Mil- nacipran, a new serotonin and noradrenaline reuptake inhibitor: an overview of its antidepressant activity and clini- cal tolerability. Int Clin Psychopharmacol 1997; 12 (2): 99- 108.

4. Higuchi H, Yoshida K, Takahashi H, Naito S, Kamata M, Ito K, Sato K, Tsukamoto K, Shimizu T, Nakanishi M, Hishikawa Y. Milnacipran plasma levels and antidepressant response in Japanese major depressive patients. Hum Psychopharmacol 2003; 18 (4): 255-9.

5. Tran PV, Bymaster FP, McNamara RK, Potter WZ. Dual mo- noamine modulation for improved treatment of major de- pressive disorder. J Clin Psychopharmacol 2003; 23 (1): 78- 86.

6. Bisserbe JC. Clinical utility of milnacipran in comparison with other antidepressants. Int Clin Psychopharmacol 2002; 17 Suppl 1: S43-50.

7. Morishita S, Arita S. The clinical use of milnacipran for depression. Eur Psychiatry 2003; 18 (1): 34-5.

8. Rouillon F, Warner B, Pezous N, Bisserbe JC.Milnacipran efficacy in the prevention of recurrent depression: a 12- month placebo-controlled study. Milnacipran recurrence prevention study group. Int Clin Psychopharmacol 2000; 15 (3): 133-40.

9. El-Giamal N, de Zwaan M, Bailer U, Strnad A, Schussler P, Kasper S. Milnacipran in the treatment of bulimia nervosa: a report of 16 cases. Eur Neuropsychopharmacol 2003; 13 (2): 73-9.

10. Kimura M; Kanetani K; Imai R; Suzuki H; Isayama K; Endo S. Therapeutic effects of milnacipran, a serotonin and noradrenaline reuptake inhibitor, on post-stroke depression. Int Clin Psychopharmacol 2002; 17 (3): 121-5.

M

ILNA

CI

PR

ANO

(

CL

OR

ID

RA

TO

D

E)

M

ED

IC

AM

ENT

OS

: I

NF

OR

M

ÕE

S B

ÁS

IC

AS