• Aucun résultat trouvé

Les cellules présentatrices d’antigènes (CPA)

PREMIERE PARTIE : GENERALITES

LE CANCER ET LE SYSTÈME IMMUNITAIRE

A) La réponse anti tumorale du système immunitaire

3) Les cellules présentatrices d’antigènes (CPA)

• Caixa com 20 e 30 comprimidos de 15 mg.

MIDAZOLAM (Lab. Eurofarma)

• Caixas com 5 ampolas de 5 mg/5 mL; • caixas com 5 ampolas de 15 mg/3 mL; • caixas com 5 ampolas de 50 mg/10 mL.

MIDAZOLAM (Lab. União Química)

• Caixas com 5 ampolas de 15 mg/3 mL.

MIDAZOLAM (Lab. Rambaxy)

• Caixas com 20 comprimidos de 7,5 mg; • caixas com 20 e 30 comprimidos de 25 mg.

FARMACOCINÉTICA

E MODO DE USAR

O midazolam é um derivado 1,4-benzodiazepíni- co, com uma estrutura química única. Dependen- do do pH ambiental (pH menor que 4), a droga pode produzir um sal altamente hidrossolúvel. Nessa situação, o nitrogênio básico na posição 2

do anel proporciona a formação de sais hidros- solúveis com os ácidos, o que possibilita seu uso como solução injetável. Pode ainda existir sob a forma de um anel benzodiazepínico fechado li- pofílico quando o PH é maior que 4. Quando inge- rido por via oral, induz o sono em poucos minutos (15 a 20 minutos).1

Após a administração oral ou intramuscular, a ab- sorção é muito rápida, sendo também rapidamente excretado. A meia-vida está entre 90 e 150 minu- tos – 2 horas em média. Sua biodisponibilidade é de mais de 90%, sendo metabolizado no fígado, já na primeira passagem. Cerca de 60 a 70% da dose é eliminada por via renal. Existe uma boa cor- relação entre os níveis séricos e os efeitos clínicos, indicando uma resposta rápida, porém breve.1

A eficácia do midazolam como hipnótico está bem-estabelecida, sendo utilizado tanto na insô- nia primária como secundária. É preferido princi- palmente para o tratamento de pacientes com insônia que tenham dificuldade para adormecer, ou administrado no meio da noite para os que têm dificuldades com o sono na segunda metade da noite. Não provoca nenhum efeito como res- saca no dia seguinte. Aparentemente não desen- volve tolerância, e o sono em princípio melhora de qualidade mesmo após a retirada do medica- mento, razão pela qual recomenda-se usá-lo em pacientes com insônia crônica pelo prazo máximo de 30 a 90 dias.2-4

É utilizado rotineiramente em procedimentos mé- dicos como ventilação mecânica, endoscopias e outras pequenas cirurgias, em cirurgias odonto- lógicas, tanto em adultos como em crianças, per- mitindo o uso de menores quantidades de anes- tésicos. Em indivíduos jovens, entretanto, o início e a duração de ação são menos previsíveis, razão que inibe seu uso, pelo menos em parte, como agente indutor nessa faixa etária. Em cirurgias maiores, o midazolam é uma alternativa para a indução da anestesia. Entre as suas vantagens es- tão: a não-interferência nas funções cardiocircu- latórias ou em depressão respiratória transitória leve e transitória, por produzir raramente irritação nas veias, e o fato de possuir uma ação de curta duração. O midazolam administrado oralmente até 10 minutos antes de um procedimento cirúrgi- co produz significativa amnésia anterograda.5-7

É uma boa escolha para o tratamento de estado de mal epiléptico convulsivo, utilizado em infusão contínua, no estado de mal-epiléptico.8 No con-

trole do estado de mal epiléptico refratário em crianças, uma metanálise verificou eficácia seme-

M

ID

AZ

OLA

M

ED

IC

AM

ENT

OS

: I

NF

OR

M

ÕE

S B

ÁS

IC

AS

lhante á de drogas como tiopental, pentobarbital ou isoflurano e eficácia superior à do diazepam.9

Como indutor do sono, a dose oral usual para adultos é de meio ou 1 comprimido de 15 mg. Ingerido na segunda metade da noite, nos qua- dros de insônia terminal, pode garantir ao redor de 4 horas adicionais de sono sem comprometi- mento maior do desempenho no dia seguinte.4

Na pré-medicação, deve ser administrado 1 com- primido de 15 mg, 30 a 60 minutos antes do pro- cedimento. Na via parenteral, é usado como pré- medicação em procedimentos diagnósticos, cirúr- gicos, em ventilação mecânica e na manutenção da anestesia. Na administração intravenosa, a do- se inicial é de 2,5 mg, 5 a 10 minutos antes do início do procedimento. Doses adicionais de 1 mg podem ser administradas quando necessário. Para administração IM, usa-se a droga isoladamente ou com anticolinérgicos e analgésicos em pacien- tes que apresentem dor antes da cirurgia. As crian- ças necessitam de doses proporcionalmente mais altas que os adultos em relação ao seu peso cor- poral (0,15 a 0,20 mg/kg de peso). Nessa faixa etária, deve ser administrado 20 a 30 minutos antes da indução anestésica.

Em um estudo randomizado duplo-cego, o mida- zolam na dose de 0,1 mg/kg I.M. foi comparado com diazepam 0,2 mg/kg e placebo como pré- medicação em pacientes que iriam se submeter a uma cirurgia urológica sob anestesia raquidiana. Os efeitos sedativos e ansiolíticos do midazolam foram evidentes 5 a 10 minutos depois da admi- nistração, atingindo o máximo depois de 30 a 90 minutos. Depois disso, foi observada uma rápida recuperação. Mais de 90% dos pacientes que rece- beram midazolam não se lembravam total ou par- cialmente dos procedimentos na sala de indução da anestesia e dos que ocorreram na sala de cirur- gia Em poucos pacientes a profundidade do sono obtido com midazolam 0,1 mg/kg impediu a co- laboração.5

Na retirada abrupta, em pessoas que estavam uti- lizando o midazolam de forma crônica, é possível que ocorram sintomas de abstinência que podem durar de poucas horas a 1 semana. Caracterizam- se por tremores, agitação, insônia, ansiedade, ce- faléia, dificuldade de concentração e, mais rara- mente, sudorese, espasmos musculares e abdomi- nais, alterações da sensopercepção, delirium e con- vulsões.

FARMACODINÂMICA

E MECANISMOS DE AÇÃO

O ácido γ-amino-butírico (GABA) é o principal neu- rotransmissor inibitório do SNC. O midazolam po- tencializa o efeito inibitório desse neurotransmis- sor, modulando a atividade dos receptores GABA A por meio da sua ligação com seu sítio específico (receptores benzodiazepínicos). Essa ligação alte- ra a conformação desses receptores, aumentando a afinidade do GABA com seus próprios receptores e a freqüência da abertura dos canais de cloro, cuja entrada no neurônio é regulada por esse neu- rotransmissor, provocando hiperpolarização da célula. O resultado dessa hiperpolarização é um aumento da ação gabaérgica inibitória do SNC. Supunha-se que o sítio de ligação do receptor BZD fosse uma molécula inteiramente diferente da molécula do receptor GABA A, mas atualmente considera-se que seja a mesma molécula, apenas em local diferente.10

Trata-se de um derivado benzodiazepínico com potente ação hipnótica de curta duração. Tem ain- da ação ansiolítica e miorrelaxante. Produz depen- dência. Não interfere na qualidade do sono REM.

REAÇÕES ADVERSAS

E EFEITOS COLATERAIS

Mais comuns: abstinência, amnésia anterógrada,

ataxia, confusão, déficit de atenção, déficit de me- mória, disartria, insônia de rebote, relaxamento muscular, sedação, sonolência, tonturas, vertigens.

Menos comuns: dependência, depressão e parada

respiratória (uso endovenoso), relaxamento mus- cular, inquietude, irritabilidade, sonambulismo.

INDICAÇÕES

Evidências consistentes de eficácia: • insônia;1-4

• sedação antes de procedimentos cirúrgicos ou diagnósticos;5

• indução e manutenção da anestesia; • sedação prolongada em CTI;

• no controle do estado de mal epiléptico.8,9

M

ID

AZ

OLA

M

ED

IC

AM

ENT

OS

: I

NF

OR

M

ÕE

S B

ÁS

IC

AS

CONTRA-INDICAÇÕES

• Hipersensibilidade aos benzodiazepínicos; • miastenia gravis.

INTOXICAÇÃO

Adotar medidas gerais de apoio, como manter as vias respiratórias desobstruídas e monitorar a função cardíaca. Fazer a lavagem gástrica se o atendimento ocorrer imediatamente após a in- gestão. Em intoxicações graves, usar o antagonista específico dos benzodiazepínicos, flumazenil (La- nexat), na dose inicial de 0,3 mg EV, com incremen- tos de 0,3 mg a cada 60 segundos até a reversão do coma.

SITUAÇÕES ESPECIAIS

Gravidez

O midazolam não deve ser usado no primeiro tri- mestre da gravidez.

Lactação

Um estudo verificou a concentração de midazo- lam no leite materno em mães que, à noite, havi- am ingerido 15 mg da droga na enfermaria durante 5 dias após o parto. Praticamente não foi possível detectar a droga no plasma, concluin- do os autores que praticamente nenhum mida- zolam é transferido para o leite materno se a ama- mentação ocorrer após 4 horas da ingestão. A relação entre os níveis séricos e os níveis no leite foi de 0,15 em seis pares analizados.11

Crianças

O midazolam é utilizado em crianças que vão se submeter a uma anestesia geral, podendo ser ad- ministrado oralmente. Existem relatos de admi- nistração por via retal em crianças de 2 a 7 anos, uma via sugerida para crianças que não colabo- ram ou muito ansiosas.12 É importante levar em

conta o fato de que o midazolam produz uma amnésia retrógrada.7

Idosos

O midazolam foi utilizado em procedimentos de endoscopia digestiva, na dose de 30 microgramas/ kg/EV, em 60 pacientes idosos com média de idade de 84 anos. O tempo de duração da sedação foi de aproximadamente uma hora e meia. A sedação

foi bem-tolerada. Como efeito colateral, foi obser- vada amnésia circunstancial na maioria dos paci- entes que receberam midazolam.13

As doses do midazolam devem ser diminuídas no caso dos idosos, devendo-se monitorar as funções vitais.

LABORATÓRIO

A dosagem laboratorial não é utilizada rotineira- mente. Os BZDs interferem na captação do Iodo 123 e do Iodo 131.

PRECAUÇÕES

1. Alertar o paciente para que tenha cuidado ao dirigir veículos ou operar máquinas peri- gosas, pois seus reflexos ficam diminuídos por pelo menos 12 horas.

2. Recomenda-se cuidado ao administrar mida- zolam por via parenteral a pacientes idosos e/ou com insuficiência circulatória, respirató- ria e renal. Nessas situações, as doses devem ser diminuídas e individualizadas, devendo- se monitorar as funções vitais devido ao maior risco de depressão respiratória. 3. Após a administração parenteral de midazo-

lam, o paciente não deve ser liberado do hos- pital antes de, pelo menos, 3 horas, sempre acompanhado por um responsável. 4. O uso endovenoso, particularmente em ido-

sos, pode provocar depressão e parada respi- ratória. Com tais pacientes, é importante ad- ministrar lentamente a droga, tendo recursos para reanimação ao alcance.

5. Administrar de forma lenta e individualizada em pacientes com insuficiência circulatória, respiratória e renal.

6. O uso prolongado e em altas doses provoca dependência. São particularmente sensíveis pacientes alcoolistas, usuários de drogas ou com transtornos graves de personalidade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Kanto JH.Midazolam: the first water-soluble benzodiazepine. Pharmacology, pharmacokinetics and efficacy in insomnia and anesthesia. Pharmacotherapy 1985; 5 (3): 138-55.

2. Allen RP, Mendels J, Nevins DB, Chernik DA, Hoddes E.Efficacy without tolerance or rebound insomnia for midazolam and temazepam after use for one to three months. J Clin Pharmacol 1987; 27 (10): 768-75.

M

ID

AZ

OLA

M

ED

IC

AM

ENT

OS

: I

NF

OR

M

ÕE

S B

ÁS

IC

AS

3. Kripke DF, Hauri P, Ancoli-Israel S, Roth T.Sleep evaluation in chronic insomniacs during 14-day use of flurazepam and midazolam. Clin Psychopharmacol 1990; 10 (4 Suppl): 32S- 43S

4. Roth T, Hauri P, Zorick F, Sateia M, Roehrs T, Kipp J.The effects of midazolam and temazepam on sleep and performance when administered in the middle of the night. J Clin Psychopharmacol 1985; 5 (2): 66-9.

5. Reinhart K, Dallinger-Stiller G, Dennhardt R, Heinemeyer G, Eyrich K. Comparison of midazolam, diazepam and placebo i.m. as premedication for regional anaesthesia. A randomized double-blind study. Br J Anaesth 1985; 57 (3): 294-9.

6. Kress JP, Pohlman AS, O’Connor MF, Hall JB. Daily interruption of sedative infusions in critically ill patients undergoing mechanical ventilation. N Engl J Med 2000; 342 (20): 1471-7.

7. Kain ZN, Hofstadter MB, Mayes LC, Krivutza DM, Alexander G, Wang SM, Reznick JS. Midazolam: effects on amnesia and anxiety in children. Anesthesiology 2000; 93 (3): 676-84. 8. Singhi S, Murthy A, Singhi P, Jayashree M.Continuous midazolam versus diazepam infusion for refractory convulsive status epilepticus. J Child Neurol 2002; 17 (2): 106-10. 9. Gilbert DL, Gartside PS, Glauser TA. Efficacy and mortality in treatment of refractory generalized convulsive status epilepticus in children: a meta-analysis. J Child Neurol 1999; 14 (9): 602-9.

10. Stahl MS. Anxiolytics and sedative-hypnotics. In: Essential psychopharmacology. 1. ed. Cambridge University Press, 1997.

11. Matheson I, Lunde PK, Bredesen JE. Midazolam and nitrazepam in the maternity ward: milk concentrations and clinical effects.Br J Clin Pharmacol. 1990; 30 (6): 787-93. 12. Jensen B, Matsson L.Oral versus rectal midazolam as a pre-anaesthetic sedative in children receiving dental treatment under general anaesthesia. Acta Paediatr 2002; 91 (8): 920-5.

13. Christe C, Janssens JP, Armenian B, Herrmann F, Vogt N. Midazolam sedation for upper gastrointestinal endoscopy in older persons: a randomized, double-blind, placebo- controlled study. J Am Geriatr Soc 2000; 48 (11): 1398-403.

MILNACIPRANO