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Localisation/reconnaissance de mots dans des textes libres

2.3 Localisation de l’information manuscrite dans les syst`emes de lecture

2.3.4 Localisation/reconnaissance de mots dans des textes libres

Este estudo desenrolou-se numa escola E.B.1/JI do concelho de Vila Nova de Gaia, onde o ambiente citadino se mistura com alguma ruralidade de uma comunidade piscatória próxima. A zona que rodeia a escola é essencialmente residencial, funcionando como dormitório da cidade do Porto e está rodeada com diversas superfícies comerciais. A qualidade de vida das crianças que frequentam a escola é a que predomina em todas as zonas limites de todas as grandes cidades - as famílias vivem com dificuldades económicas mas dão muita importância aos bens materiais e de consumo. O tipo de habitação é diversificado constituído essencialmente por pequenas casas de construção antiga, algumas com casas de banho exteriores e prédios de vários andares de construção económica. As residências são de construção pobre (tipo bairro social) e os seus habitantes beneficiam de um estatuto social que se pode situar na médio-baixo. Os sectores de trabalho dos pais são diversificados: construção civil, indústria, comércio e serviços. A sua formação académica é diversificada mas a grande maioria limita-se ao actual 1º Ciclo do Ensino Básico. As famílias frequentam habitualmente os cafés, vêem muita televisão, passeiam pelos centros comerciais e vão ao futebol ao domingo.

A escola funciona num edifício público de construção recente tipo P3 já adaptado. É dotada de uma arquitectura moderna e reagrupa, nas suas instalações, doze salas de aula, das quais seis são do ensino regular do 1º Ciclo, duas do ensino especial (Unidade de Intervenção educativa – UIE), duas do Jardim de Infância, uma do prolongamento e uma sala Mediateca.

No ano lectivo 07/08, alguns dos alunos da turma-alvo frequentaram o Jardim-de-infância da mesma escola formando, juntamente com os alunos externos, um total de dezassete alunos com idades compreendidas entre os seis e os sete anos. Havia tantos rapazes como raparigas. Uma delas era portadora do síndrome polimalformativo, outro estava matriculado no 2º ano de escolaridade. Uma avaliação informal, feita no Jardim-de-Infância pelas Educadoras e Animadoras Sócio-culturais (referente ao ano lectivo 07/08), revelou que a maioria das crianças não estabeleceu um contacto efectivo com as tecnologias informáticas, nem as usou como recurso nas situações de aprendizagem. O computador foi utilizado apenas em algumas situações lúdicas como o visionamento de vídeos ou exploração de jogos didácticos. Segundo as mesmas, os padrões foram explorados de forma superficial em músicas e continuação de sequências de cores. O único projecto desenvolvido esteve relacionado com a reciclagem de materiais (construção de ―mini-ecopontos‖).

Como foi referido no ponto anterior, aplicou-se um questionário aos dezassete alunos da turma, com o objectivo de conhecer os seus hábitos relativamente à utilização de tecnologias informáticas (ver anexo 1). Destes alunos, nove eram rapazes – sete com seis anos e dois com sete – e oito eram raparigas – seis com seis anos e duas com sete.

Ao analisar o quadro seguinte é possível concluir-se que, apesar de possuírem grande diversidade de tecnologias em casa, eram poucos os alunos que tinham oportunidade de as usar

regularmente. Apenas em computador e ―outros‖ (rádio, televisão, consola de jogos, telemóvel e aparelhagem) se encontra uma pequena diferença entre o número de alunos que possuía e que costumava usar.

O recurso que a maioria dos alunos possuía era o leitor de DVD´s (dezasseis) embora seis não o utilizassem. Um número significativo de alunos tinha computador em casa (quinze) e desses só um não o utilizava. A Internet e a máquina fotográfica digital eram recursos que onze alunos tinham em casa mas apenas cerca de metade as utilizava.

Recursos tecnológicos Computador Internet Impressora Scanner

Máquina fotográfica digital Máquina de filmar Vídeo Leitor de DVD Outros Tenho em casa 15 11 6 5 11 5 8 16 5 Costumo usar 14 5 1 0 5 0 5 10 5

Quadro 4: Recursos tecnológicos existentes em casa e usados habitualmente.

Quanto à utilização do computador, pode-se concluir que a maioria dos alunos (quinze) o fazia para jogar, seguindo-se para desenhar (onze) e para ouvir de música (seis). Salienta-se o facto de apenas um aluno referir a utilização do computador para fazer pesquisas.

Utiliza o computador para: Jogar Ver filmes Ouvir

música Escrever Desenhar

Estudar através de CD- ROM´s

Pesquisar Comunicar

por e-mail Outros

15 11 6 5 11 5 1 0 5

Quadro 5: Utilização do computador por parte dos alunos, em casa.

Quando questionados acerca de como transferir fotografias da máquina fotográfica digital para o computador, três alunos afirmaram que sabiam, enquanto os restantes treze assumiram total desconhecimento.

Quanto aos recursos existentes no Jardim-de-Infância, verifica-se, no quadro 6, que existiam computadores nas salas que quinze alunos frequentaram e apenas um aluno referiu que esse recurso não era frequentemente usado. Existia vídeo/leitor de DVD nas salas que onze alunos frequentaram e oito alunos consideraram que era frequentemente usado.

Recursos tecnológicos que:

Havia na sala Eram frequentemente usados

Computador 15 14

Impressora 3 1

Scanner 1 0

Quadro Interactivo 1 0

Máquina fotográfica digital 4 1

Máquina de filmar 4 2

Vídeo/leitor de DVD 11 8

Projector de dados vídeo 2 1

Outros 0 0

Quadro 6: Recursos tecnológicos existentes na sala do Jardim-de-Infância e usados habitualmente.

Dos quinze alunos que referiram a existência de computador na sala do Jardim-de- Infância que frequentaram, sete afirmaram que a sala tinha apenas um computador, um aluno frequentou uma sala com dois computadores e três alunos frequentaram salas que tinham três computadores. Quatro dos alunos inquiridos não responderam a esta questão.

Quanto à utilização do computador na sala do Jardim-de-Infância, catorze alunos referiam que o usavam para desenhar e onze para jogar. Três alunos responderam que utilizavam o computador para escrever, dois para estudar e ouvir música e um para fazer pesquisas.

No Jardim-de- Infância, o computador era utilizado para: Jogar Ver filmes Ouvir

música Escrever Desenhar

Estudar através de CD- ROM´s Pesquisar Comunicar por e-mail ou chat Outros 11 4 2 3 14 2 1 0 0

Quadro 7: Utilização do computador por parte dos alunos, no Jardim-de-Infância

Todos os alunos questionados responderam afirmativamente à questão: ―Achas importante usar recursos tecnológicos nas aulas?‖. Na justificação da resposta, a maioria (dez) não responde, quatro alunos referem a sua importância na aprendizagem de coisas novas, dois são de opinião que se aprende melhor e um acha que é uma forma de pesquisa mais rápida.

Todos os alunos, quando questionados sobre a possibilidade de aprender mais sobre computadores, máquinas fotográficas digitais e outras tecnologias, responderam afirmativamente. No seguimento da questão anterior, quando questionados sobre o que gostariam de aprender, apenas oito alunos responderam, sendo que dois alunos afirmaram que gostariam de aprender mais sobre computadores, um aluno queria aprender a tirar fotografias, um a passar vídeos, um a saber falar por chat e mandar e-mails e uma aluna gostaria de aprender a usar sozinha as tecnologias.

Todos os alunos da turma viveram a mesma experiência investigativa, no entanto, apenas um pequeno grupo de quatro crianças foi alvo de um estudo mais aprofundado. Esta selecção foi baseada no facto de estes alunos constituírem casos com mais variantes ao nível do sexo, idade, desempenho, competências comunicativas, apetências por tecnologias, comportamento e contexto familiar. Assim, seleccionaram-se duas raparigas e dois rapazes entre os seis e os sete

anos de idade – a Ana, a Vanessa, o Luís e o Vítor19. De uma maneira geral, os sujeitos escolhidos apresentavam disparidades quanto aos parâmetros acima referidos. Uma descrição mais detalhada dos sujeitos do estudo apresenta-se no capítulo seguinte.

A investigadora-professora assumiu uma posição de observadora participante, planeando, dirigindo, testemunhando e reformulando, quando necessário, o trabalho previsto já que toda a investigação incidiu sobre a sua prática lectiva. Teve também um papel mediador no desenrolar de todo o processo, pois a faixa etária do grupo era muito baixa e inicialmente os alunos eram pouco autónomos na realização de determinadas tarefas/actividades.