IV.2 D EVELOPPEMENT DU SYSTEME DE DLDPV
IV.2.2 Algorithme DLDPV et ses interfaces
IV.2.2.4 Localisation de défauts
O que faz um bom líder? Trata-se de uma questão difícil.
(Sergiovanni,2004a:172)
Consideremos, desde já, que “o conceito de liderança é inerentemente subjectivo e variável espacial e temporalmente”. (Correia, 2009:137)
A temática da(s) liderança(s) convida-nos, então, a recuar aos anos 20 e 30, onde podemos situar as primeiras concetualizações sobre liderança organizacional, data em que surgem as escolas das relações humanas "como reacção e crítica aos pressupostos das concepções extremamente racionalizadoras do taylorismo7 e fayolismo8”. (Rocha,2000:109)
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“A Rede de Política Europeia sobre Liderança Escola é um consórcio de parceiros criado em 2011, em resposta à crescente atenção dada, na Europa, ao desenvolvimento profissional dos líderes escolares. O Projeto EPNoSL tem como objetivo melhorar as políticas e as práticas relacionadas com a liderança nas escolas europeias”.
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Informação retirada de um relatório descritivo da Área de intervenção e atividades da EPNoSL, disponível em http://epnosl.iacm.forth.gr/docs/brochures/Portuguese.pdf, consultado em outubro 10, 2013.
7 O Taylorismo ou Administração Científica é o modelo de administração desenvolvido pelo engenheiro norte-americano Frederick
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Embora a temática da(s) liderança(s) tenha sido sustentada pelas teorias organizacionais vigentes no início do século XX, foi, principalmente, a década de 70 que marcou o início das investigações mais enraizadas ao conceito, “pelo movimento da Nova Liderança, que inclui um conjunto de teorizações” (Correia,2009:137)“sobre a liderança, assente em pressupostos comuns (embora nem sempre completamente sintonizados)”. (Costa,2000:22)
No entanto, importa salientar que foi dos meandros do taylorismo e do fayolismo que poderemos considerar ter emergido o conceito de liderança(s).
[A questão da liderança passou], assim, a fazer parte integrante dos estudos sobre a cultura organizacional tendo vindo, concomitantemente, a dar-se uma deslocação significativa das concepções tradicionais da liderança (ligada aos modelos racionais e burocráticos) para um novo entendimento do papel do líder mais ligado às questões culturais e simbólicas e aos processos de influência. (Costa, 1996:133)
Nas últimas décadas, conceitos como autonomia(s), administração, gestão e liderança(s), passaram a ser conjugados conjuntamente aquando da interpretação da Escola (instituição de ensino), enquanto organização escolar.
Depreende-se, então, que a escola enquanto espaço de cruzamento de conceitos, políticas e saberes, experiências e discursos variados, tem sido objeto de paulatinas investigações, que têm contribuído para uma melhor compreensão da escola que se entende como unidade organizacional dotada de uma estrutura própria e notáveis características.
A(s) liderança(s) organizacional tem sido uma das temáticas alvo de diversas (re)concetualizações, predominando “uma espécie de crença ingénua que assenta no
reforço das tarefas, com o objetivo de aumentar a eficiência ao nível operacional. Este modelo de administração laboral começou a ser divulgado no século XX. (Informação recolhida da wikipédia, em http://pt.wikipedia.org/wiki/Taylorismo)
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O Fayolismo ou Teoria Clássica da Administração é uma escola de pensamento administrativo idealizada pelo engenheiro francês Henri Fayol, a partir de 1910. Caracteriza-se pela ênfase na estrutura organizacional, pela visão do homem económico e pela busca da máxima eficiência. Também é caracterizada pelo olhar sobre todas as esferas da organização (operacionais e gerenciais). (Informação recolhida em http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_cl%C3%A1ssica_da_administra%C3%A7%C3%A3o)
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princípio de que os factores de sucesso ou de fracasso das organizações estão intimamente associados à acção eficaz ou não eficaz dos seus líderes”. (Rocha, 2009:109)
No relatório da EPNoSL (s/d: 2-3) declara-se que “a liderança escolar desempenha um papel central” aos mais variados níveis, desde a qualidade dos resultados educacionais, à motivação que transmite ao corpo docente, ao clima e ambiente escolar, “bem como na gestão e administração das escolas”. (ibidem)
Consideramos, por isso, que “ a liderança é uma actividade complexa do ponto de vista do comportamento humano, uma vez que se baseia nas relações entre os indivíduos e grupos, tornando-se, por este facto, de difícil definição”. (Morgado e Pinheiro,2011:11)
Verificamos anteriormente que o conceito de liderança(s) emergiu em contexto internacional, por isso, consideramos relevante perceber o lugar da Europa neste processo de desenvolvimento e forma como a(s) liderança(s) se apresentam nas escolas.
Destacamos, aqui, o Relatório Eurydice, de 2007, sobre Autonomia das Escolas na Europa - Políticas e Medidas, documento que nos permitiu tomar conhecimento que “na vasta maioria dos países europeus, a autonomia das escolas foi acompanhada pelo estabelecimento de novos órgãos de gestão no seio das mesmas, detentores de um papel decisório ou consultivo”. (ibid:37)
Estas alterações ao nível da legislação e que se refletiram nas modificações orgânicas das instituições de ensino, assumiram um carácter obrigatório e promoveram a transferência de responsabilidades para as escolas. (ibidem)
Numa minoria dos países europeus, “a criação de órgãos de gestão” foi “ deixada ao critério das próprias escolas”, e que a composição dos mesmos se caracterizava por três referenciais tipo. O primeiro referencial considerava a constituição do órgão de gestão da escola apenas por membros internos; um segundo que considerava - segundo decisão da própria escola - a inclusão, ou não, de elementos externos; e um outro referencial que objetivava uma representação mais abrangente no órgão de gestão, tal
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como membros da autarquia e / ou da comunidade em geral; contudo, aparentavam “ não ter qualquer correlação com o grau de importância das suas funções”. (ibidem)
O que se pretende, essencialmente, é que haja uma reapresentação harmoniosa de todos os membros que integram o órgão de gestão, garantindo, desta forma, a igualdade entre todos.
De acordo com a Eurydice, em alguns países europeus os diretores e os órgãos de gestão das escolas costumam intervir no processo de decisão em todos os assuntos relativos ao financiamento; noutros, “o órgão directivo estabelece o quadro estratégico global relativo à gestão financeira da escola e determina em que aspectos dessa matéria pretende delegar os seus poderes no director”. (Eurydice,2007:28)
Na Europa, na maior parte dos países, a escola não é responsável pela seleção do Diretor. Apenas em países como a Bélgica, a Irlanda e o Reino Unido - que conferem vastas responsabilidades à direção das escolas - é que se confirma o oposto. (Eurydice, 2007)
Verifica-se que, na maior parte dos países da Europa, estas alterações que têm sido realizadas ao nível da administração e gestão das escolas, que atribuem uma responsabilidade crescente às instituições de ensino público, têm limitado a “liberdade dos professores em termos educativos, conferindo um novo papel na liderança aos directores das escolas”. ( Eurydice, 2008:72)
É neste contexto de liderança que torneia os órgãos de gestão das escolas, designadamente aqueles que ocupam o cargo de diretores, que importa compreender a europeização das políticas educativas; a forma como elas foram implementadas no nosso sistema e os reflexos que têm no quotidiano das organizações escolares.
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