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Local Area Networks

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DECnet Configurations

3.1 DEenet Environments

3.1.2 Local Area Networks

8.6.3.1 Ação 4: Intercâmbio com departamentos de administração, planejamento e de patrimônio

Para a criação do espaço maker será necessária a disponibilização de um espaço físico, na Instituição, assim como a aquisição de equipamentos e recurso materiais. Assim, o grupo de trabalho acompanhará todo o processo, de forma a buscar a adequação ao que é proposto para um espaço dessa natureza. Como isso envolve uma série de outros profissionais, o cronograma de atividades com esse fim específico deverá ser construído juntamente com essas pessoas. Isso interessa, inclusive, naquilo que se refere à arquitetura do espaço maker, que deverá ser discutida constantemente como os responsáveis pela construção ou realocação de salas, equipamentos e outros recursos materiais.

Em artigo publicado no VI Congresso Brasileiro de Informática na Educação, Gomeset al. (2017) destacam que há “poucas referências sobre como adotar atividades makers em escolas no Brasil” e que “as dúvidas sobre o investimento, espaço, faixa etária atendida, riscos envolvidos, planejamento pedagógico, avaliação e relação com o currículo estão apenas começando a ser respondidas”.

No entanto, no mesmo artigo, apresentam a experiência de implantação de uma disciplina maker no Colégio de Aplicação da Universidade do Vale do Itajaí, a partir de uma proposta de alguns autores26. A experiência relatada oferece suporte para que possamos ilustrar o modelo de um espaço maker já existente e que foi criado, inclusive, a partir de um ambiente que já existia com características de um espaço maker, ou seja, o LITE27.Esse

26

O espaço foi organizado baseado na experiência relatada em Blikstein (2013) e Santana ET al. (2016) e usando o conceito de estações como sendo um espaço que concentra os equipamentos e materiais para o trabalho com determinada tecnologia inspirado em Doorley (2016). Na planta é possível observar as sete estações numeradas sendo elas: (1) Artesanato em papel (papercraft), (2) Costura, (3) Eletrônica, (4) Marcenaria, (5) Registros, (6) Corte a Laser e (7) Impressão 3D. Além das estações o laboratório conta com uma pia e um sofá. A área do espaço maker compreende 60 m². O local foi organizado tendo como referência espaços visitados pelos pesquisadores do LITE, em especial no Media Lab do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e na Universidade de Stanford (GOMES

et al., 2017). 27

O LITE é o Laboratório de Inovação Tecnológica na Educação, um espaço que integra a pesquisa, o desenvolvimento de produtos e processos tecnológicos voltados às atividades educacionais. Inclui pesquisa de graduação, mestrado e doutorado, realizados no escopo do Grupo de Informática na Educação da Univali. Ele promove, também, atividades de extensão destas pesquisas para a sociedade,

modeloserá, no presente Projeto de Intervenção, também como um ponto de partida para que seja pensado o espaço maker para o Campus Petrolina.

A planta baixa do LITE oferece a possibilidade de serem pensadas as alternativas viáveis para a criação de um espaço maker no Campus Petrolina, como se pode observar na Figura 1, a seguir.

Assim, com a participação efetiva das instâncias responsáveis, o espaço maker do

Campus Petrolina será organizado de forma a atender aos propósitos desse tipo de ambiente,

dentro das especificidades do próprio Campus.

Figura 1 – Planta Baixa do Laboratório LITE

Fonte: GOMES et al. (2017).

No lado esquerdo interior da planta baixa apresentada pode se observar a presença de uma parede separando um dos ambientes e, na descrição das estações, algumas finalidades distintas. Como o Campus Petrolina possui uma variedade de formações, o presente Projeto tem como sugestão incluir, já no desenho do espaço pretendido para o Campus, as estações relacionadas aos cursos ofertados, sem, no entanto, que isso se configure como áreas exclusivas de utilização por esses cursos.

em especial para o público escolar. Além disso, busca incorporar o estilo de trabalho do movimento maker, oferecendo oportunidades para seus integrantes desenvolverem o seu potencial criativo, aliado ao aprimoramento científico (GOMES et al., 2017).

A intenção é que todos tenham acesso a todas as estações, dando sentido às trocas entre as áreas e ao compartilhamento de ideias. Já com relação à parede, a sugestão para esse ambiente é que possua divisórias do tipo corrediças, para que seja oportunizada a utilização do espaço em outras configurações mais abertas, além da inclusão de armários, que também podem ser equipados com rodas, para facilitar tanto a utilização dentro do espaço maker quanto em atividades externas, como oficinas, demonstrações, feiras e demais eventos. Da mesma forma, poderão ser incorporados pufs, redes, balanços, prateleiras com jogos, tanto na área interna como na externa.

No que se refere à aquisição de materiais e equipamentos, alguns sites disponibilizam listas referentes aos recursos que são necessários à organização de um espaço maker. Estas listas contemplam desde simples fitas adesivas até equipamentos mais sofisticados como as impressoras 3D e os estúdios de rádio e televisão. O site Porvir, por exemplo, disponibiliza aos interessados um simulador pormenorizado de componentes, ferramentas e máquinas para se desenvolver atividades maker, estimado para atividades que possam ser desenvolvidas porum grupo de 30 (trinta) integrantes por um período de 06 (seis) meses.

Além disso, há também a cotação de preços aproximados dos itens, o que pode facilitar o planejamento das ações financeiras relativas à implantação do espaço para uma quantidade maior de usuários. Disponibilizada nos formatos Pdf e Xls, a lista pode ser acessada no endereço do site (SIMULADOR..., [2006]) e consta como apêndice desse trabalho. Nela, há referências a espaços makers para o Ensino Fundamental e para o Ensino Médio. No entanto, as especificidades dos cursos superiores, suas demandas e singularidades referentes às demandas de seus estudantes e professores, podem exigir adequações necessárias para atender, também, a essa realidade.

Por isso, ao logo desse trabalho, procurou-se deixar evidências de que como o Campus Petrolina atende a áreas, modalidades e níveis de ensino que são bastante diversificados, o planejamento da aquisição de materiais e equipamentos para o espaço maker constitui-se numa tarefa que precisa envolver, para atender a sua singularidade e heterogeneidade, outros sujeitos que não apenas aqueles que foram participantes da pesquisa, e que representam os diversos segmentos e instâncias constitutivas do Campus tais como coordenações de cursos e de áreas, diretorias e coordenações sistêmicas, além, claro, dos próprios docentes, servidores administrativos e estudantes.

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