CHAPITRE V. LES OBJECTIFS PROPOSÉS EN TERMES DE CAUSE ET D’IMPACT
ANNEXE 9 – LISTE DE PARTICIPANTS
As análises dos indicadores financeiros foram elaboradas utilizando-se dos Balanços Patrimoniais e as Demonstrações do Resultado do Exercício (DRE), dos anos de 2014, 2015 e 2016. Foram analisados os indicadores de liquidez imediata, liquidez seca, liquidez corrente e liquidez total, analisando também o capital circulante líquido e o capital de giro próprio. Os indicadores de estrutura, pela rotação dos estoques, contas a pagar e a receber e finalizando com o ciclo operacional.
4.1.3.1 Indicadores de Liquidez
Os indicadores de liquidez analisados nos anos de 2014, 2015 e 2016 foram os indicadores de liquidez imediata, seca, corrente e total, são estes que permitem que seja realizada uma análise financeira da empresa, relacionando os bens e direitos, com as obrigações, quanto maior o seu índice melhor é a situação da empresa.
Quadro 08 - Indicadores de Liquidez
Fontes: Dados da empresa (2017).
Figura 04 - Gráfico Indicadores de Liquidez
Fonte: Quadro nº 08 (2017).
O indicador de liquidez imediata identifica a capacidade de pagamento das obrigações de curto prazo da empresa de forma imediata, onde se entende que valores acima de 0,05 já são suficientes, os valores apresentados no quadro nº 08 e na figura nº 04, possibilitam uma melhor visão, no ano de 2016 registrou seu melhor coeficiente chegando a 0,173, em segundo lugar o ano de 2015 registrando um coeficiente no valor de 0,169 chegando bem próximo do ano de 2016, e o ano que registrou o pior momento foi no ano de 2014 chegando ao valor de 0,076,
Liquidez Formula 2014 2015 2016
Imediata Disponivel / Passivo Circulante 0,076 0,169 0,173
Seca (Ativo Circulante - Estoque) / Passivo Circulante 0,90 1,04 1,15
Corrente Ativo Circulante / Passivo Circulante 4,51 5,15 4,68
(Ativo Circulante + Ativo Realizável a Longo Prazo) / (Passivo Circulante + Passivo Exigivel a Longo Prazo)
embora no ano de 2014 tenha registrado um índice menor, nos anos seguintes a empresa obteve sua recuperação.
O indicador de liquidez seca também busca-se saber a capacidade que a entidade tem de liquidar suas obrigações de curto prazo, eliminando os estoques dos valores do ativo. Este índice não pode ser inferior a 1,00, caso isso ocorra significa que a empresa não tem condições de liquidar suas dívidas sem vender o seu estoque ou se desfazer de elementos que contam no ativo não circulante. Sendo assim, na comparação dos três anos, somente no ano de 2015 o resultado é satisfatório chegando a 1,04, o ano de 2014 chegando a 0,90, sendo que no ano de 2016 chegou apenas em 0,17, sendo insatisfatórios nos dois anos.
O indicador de liquidez corrente procura evidenciar a proporção que existe entre os valores do Ativo e do Passivo Circulante da empresa, para obter um coeficiente que seja favorável, o índice deve ser sempre superior a 2,00, sendo que o ativo deve ser duas vezes maior que o passivo para que seja favorável para a empresa, porem sabe-se que o coeficiente acima de 4,00 pode ser considerado exagerado, mas não podendo ser considerado ruim para a empresa. No caso da empresa em estudo observa-se que os índices dos dois primeiros anos superam os 4,00 e no último ano fica abaixo desse valor, no ano de 2015 a empresa apresenta o melhor coeficiente de liquidez corrente, com 5,15, em seguida o ano de 2014 com 4,51 e por último o ano de 2016, com 4,68.
O indicador de liquidez total envolve os valores disponíveis, a receber, créditos diversos, estoque e contas a pagar de curto e longo prazo que estão evidenciados no Balanço Patrimonial, para que a empresa trabalhe com mais tranquilidade o índice de liquidez total não deve ser inferior a 1,5. Sendo assim analisando o quadro nº 07 e a figura nº 04 o ano que apresenta o melhor coeficiente é o de 2015, chegando ao valor de 5,15, seguindo no ano de 2014 com 4,51, e por último o ano de 2016 que apresenta o valor de 4,68.
4.1.3.2 Capital Circulante Líquido
O capital circulante liquido expressa a quantidade em valores, ou seja, dinheiro, devedores e créditos diversos a curto prazo e os estoques que sobram para a empresa, com o pagamento de suas dívidas de curto prazo, é demostrado em valores o que sobra ou falta no ativo circulante caso liquidasse todo o passivo circulante, sendo assim no quadro nº 08 identifica-se o capital circulante líquido da empresa em estudo nos anos de 2014, 2015 e 2016.
Quadro 09 - Capital Circulante Líquido
Fonte: Dados da empresa (2017).
Analisando o quadro nº 09, pode-se concluir que o capital circulante liquido é muito bom, pois após liquidar o passivo circulante sobrou para a empresa no ano de 2014 o valor de R$ 170.766,10, no ano de 2015 aumentou um pouco, ficando em R$171.757,69 e no ano de 2016 deve um decréscimo no valor, mas mantendo-se ainda positivo, no valor de R$ 127.511,66.
4.1.3.4 Indicadores de Estrutura
Os indicadores de estrutura demostram a situação financeira da organização, no presente trabalho foi abordado e analisado a estrutura de endividamento total e parcial da empresa em estudo.
4.1.3.4.1 Endividamento
O endividamento pode ser classificado como total ou parcial, onde tem como finalidade demonstrar a situação da empresa e apresentar seus problemas de caixa e capital de giro. Quanto menor seu resultado, melhor é a situação da empresa.
Quadro 10 - Endividamento Total e Parcial
Fonte: Dados da empresa (2017).
No quadro nº 10 pode-se afirmar ao analisar que no endividamento total o ano que melhor apresenta coeficiente de dívidas totais foi no ano de 2015, quando as dívidas totais
Formula 31/12/2014 31/12/2015 31/12/2016
Capital Circulante Líquido Ativo Circulante - Passivo Circulante R$ 170.766,10 R$ 171.757,69 R$ 173.511,66
Formula 31/12/2014 31/12/2015 31/12/2016
Endividamento Total Passivo Exigivel / Ativo Total 0,19 0,17 0,18
atingiram o valor de 0,17, seguindo-se o ano de 2016 onde o resultado foi de 0,19 e por último o ano de 2014 que chegou ao valor de 0,19, obtendo resultados satisfatórios nos três anos analisados pois o resultado deve ser menor que 1,00 para que a empresa obtenha bons resultados.
No endividamento parcial, a análise é a mesma, onde o resultado para ser satisfatório para a empresa deve ser menor que 1,00, onde pode-se observar que nos três anos analisados a empresa não ultrapassou esse valor, sendo que no ano de 2015 foi onde apresentou seu melhor coeficiente de dívida circulante, chegando a 0,19, seguindo no ano de 2014 apresentou 0,22, e no ano de 2016 chegou em 0,27, podendo-se concluir que as dívidas de curto prazo encontram garantias suficientes nos anos analisados da empresa.
4.1.3.5 Ciclo Operacional e Financeiro
Analisando o ciclo operacional e financeiro da empresa em estudo apresenta-se o quadro 11, apresentando os índices de rotação de estoque, índice de rotação de valores a receber e o índice de rotação de valores a pagar.
Quadro 11 - Ciclo Operacional e Financeira
Fonte: Dados da empresa (2017)
O ciclo operacional resulta da soma do prazo de giro dos estoques, mais o prazo médio de contas a receber. Na análise da empresa o ciclo operacional da rotação de estoque demostrou que no ano de 2014 era de 223 dias, baixando no ano de 2015 para 192 e subindo novamente no ano de 2016 para 217 dias. O recebimento das vendas, no ano de 2014 era de 14 dias, subindo para 22 dias nos dois anos seguintes.
Ciclo Operacional e Financeiro Formula 2014 2015 2016
PMRE = Rotações dos Estoques (dias) (Estoque Médio / CMV) x 360 223 192 217 (Contas a receber de clientes Médio /
Receitas Líquidas) x 360
Compras Estimadas (R$ mil) CMV + Estoque Final - Estoque Inicial R$ 291.274,94 R$ 317.454,25 R$ 276.108,71
PMPC = Pagamento das Compras (dias) (Fornecedores Médios / Compras) x 360 37 33 47
Ciclo Operacional (dias finaciados) (PMRE + PMRV) - PMPC 201 181 192
Em todos os ciclos calculados pode-se observar que houve variação de um ano para o outro, o recebimento das vendas se dá em 14 dias no ano de 2014, sendo que o pagamento das vendas no mesmo ano é realizado em 37 dias, no ano de 2015 o recebimento de vendas é realizado em 22 dias e o pagamento das compras em 33 dias, e no ano de 2016 o recebimento das vendas se dá em 22 dias e o pagamento das compras é realizado em 47 dias.
O ciclo operacional é o resultado da diferença entre o prazo médio de recebimentos, prazo médio dos estoques e o prazo médio de pagamento dos fornecedores, mostrando os dias que a empresa opera com recursos próprios para o capital de giro. Na empresa em estudo pode- se observar que em 2014 a empresa trabalha com 201 dias, baixando no ano de 2015 para 181 e subindo novamente no ano de 2016 para 192 dias.
Destaca-se o elevado número de dias da rotação dos estoques, indicando um grande volume de recursos do capital de giro investidos nesse item, sugere-se para a empresa uma análise para avaliar a possibilidade de giro maior do estoque. Quanto ao recebimento de clientes é favorável pois acontece antes do pagamento aos fornecedores.