E. LES FLUX DIFFUS DE NEUTRINOS
E.4 Liens entre les différents messagers dans le cadre d’un modèle hadronique
Estudos que examinam empresas que relatam prejuízos, e seu valor de mercado ganharam relevância em meados da década de 1990. No entanto, há poucos estudos que relatam sobre o patrimônio líquido negativo.
A partir de estudos sobre a relação entre retorno e valor, Jan e Ou (1995) descobriram que ao contrário das empresas que relatam lucros, a correlação entre estas duas medidas é negativa. Eles também mostram que o patrimônio líquido é uma variável explicativa poderosa para o valor de mercado quando as empresas relatam prejuízos.
A elaboração de balanços patrimoniais sob os Princípios Contábeis Geralmente Aceitos (GAAP) tem sofrido inúmeras críticas por não refletirem o verdadeiro valor dos ativos líquidos, especialmente para empresas que tem investido fortemente em ativos intangíveis não registrados, tais como marcas, capital humano, publicidade e propaganda, e pesquisa e desenvolvimento (P&D). Com o rápido crescimento da ciência e da tecnologia das indústrias de base, a importância das atividades de P&D tem crescido substancialmente (JAN e OU, 2012).
Darrough e Ye (2007) confrontaram o aumento dos gastos em P&D ao longo do tempo, seu impacto sobre os resultados e a avaliação de empresas com prejuízo. Eles sugerem que a P&D representa um valor importante escondido sob o GAAP (Generally Accepted Accounting
Principles). Na medida em que muitas empresas com prejuízos desenvolvem atividades de P&D, a contabilização obrigatória de P&D, como despesa, provoca uma distorção para baixo nos prejuízos de empresas com patrimônio líquido negativo. Seus resultados mostram que a P&D é um fator significativo na valorização do mercado para as empresas com prejuízos.
Ao avaliar empresas de serviços e empresas de base tecnológica que investem em ativos intangíveis, Lev e Zarowin (1999) argumentam que a informação contábil financeira tem um valor limitado para os investidores. Enquanto os intangíveis podem contribuir para os valores
dessas entidades no mercado, as regras contábeis em vigor apenas registram ativos intangíveis em circunstâncias limitadas, ou seja, intangíveis adquiridos. Consequentemente, as informações da contabilidade financeira podem reduzir a utilidade na avaliação dos valores de empresas com grandes quantidades de ativos intangíveis não registrados como tal (COLLINS et al.,1997).
Hayn (1995) discorre que as empresas que relatam prejuízos têm coeficientes de resposta menores de ganhos do que as empresas que relatam lucros. Ela levanta a hipótese de que isso acontece porque os acionistas têm sempre uma opção de liquidar a empresa e, como resultado, prejuízos não podem persistir indefinidamente. Ela também apresenta evidências de que a frequência com que as empresas relatam prejuízos tem aumentado ao longo do tempo. Há ainda o papel do conservadorismo na contabilidade, sobre o qual Basu (1997), explica que em sistemas conservadores de contabilidade as empresas integram mais facilmente uma má notícia para os ganhos do que uma boa notícia.
Collins et al., (1997) relatam que para as empresas norte-americanas, o patrimônio líquido é mais relevante do que o retorno quando os prejuízos são relatados. As pesquisas também documentam que, quando o efeito das observações de prejuízos é removido da amostra, o poder explicativo relativo de aumentos de ganhos e do patrimônio líquido diminui. Assim, a inclusão das empresas com prejuízos na amostra de um estudo, comparando a relevância do valor relativo de lucros e do patrimônio líquido entre países, pode afetar a relevância do valor relativo observado de lucros e do patrimônio líquido entre estes mesmos países e as conclusões relacionadas.
A literatura indica que o índice book-to-market tem capacidade de previsão para o retorno das ações (Fama e French, 1992, Strong e Xu, 1997), mas segundo Donnelly, (2014) não há nenhum consenso a respeito de porque a relação book-to-market está positivamente relacionada com retorno futuro de ações. Os estudos em finanças comportamentais sustentam que os baixos preços de ações no mercado têm expectativas otimistas embutidos em seus preços, e os preços altos das ações no mercado são menos otimistas.
Para Bond, Edmans e Goldstein (2012), os potenciais efeitos reais dos mercados financeiros, provém do papel da informação dos preços de mercado e o efeito dos retornos destes para a economia real altera significativamente a compreensão do processo de formação dos preços, a informatividade do preço, e o comportamento dos especuladores de negociação.
Segundo Donnelly (2014), uma empresa que tem uma alta taxa de book-to-market é relativamente vulnerável e suas baixas perspectivas são refletidas em um baixo valor de mercado em relação ao seu valor contábil. Uma empresa cujo valor de mercado cai, também
terá de risco adicional pertencente à alavancagem não planejada que se reflete também na sua relação book-to-market (FAMA e FRENCH, 1992).
Para Donnelly (2014), no entanto, o poder preditivo de book-to-market para o retorno não é dependente de um ativo de preços ou do risco de uma interpretação racional para book-
to-market. Para Fama e French (1993), a classificação das empresas em várias características de retorno geram fatores empíricos que podem explicar as diferenças transversais nos retornos das ações previstas.
La Porta et al., (1997), fornecem evidências de que o efeito book-to-market é associado aos anúncios de lucros. No entanto, Doukas; Kim e Pantzalis (2002), demonstram que as previsões de lucros de ações em alta são menos otimistas do que as ações em baixa. A evidência empírica apresentada no trabalho de Donnelly (2014), confirma os resultados de Doukas et al., (2002).
Modelos de avaliação baseados em Ohlson (1995), como os operacionalizados por Collins et al., (1999), confirmam que o preço das ações em alta é mais sensível aos ganhos do que o de ações com valor em baixa. Isso significa que há uma maior penalidade de preço para o excesso de otimismo sobre ações em alta. O valor das ações não é de todo sensível a notícia de baixos retornos, e sua valorização tende a se basear principalmente em seu patrimônio líquido quando os retornos decepcionam. A avaliação de ambas as unidades populacionais de crescimento e de valor são sensíveis aos ganhos nos casos em que a surpresa do lucro é positiva. A maior parte da valorização de ações em alta é dependente da expectativa de rentabilidade presente e futura, ao invés de otimismo diferencial, isto as torna mais sensíveis a perdas. As evidências de modelos de avaliação que valorizem as ações são insensíveis às perdas, o que é corroborado pelo fracasso em encontrar uma relação entre a razão e a revisão de previsão do book-to-market após um relato de perdas, embora o valor das ações seja susceptível a perdas, que em média são muito maiores em termos relativos do que os de ações em alta. Sem dúvida, a sensibilidade do preço de ações em alta a uma decepção de retorno é uma forte motivação para analistas e investidores, não serem muito otimistas em suas previsões para tais populações (DONNELLY, 2014).
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
Neste capítulo são apresentadas, a caracterização geral e as etapas da pesquisa as quais envolvem a definição da amostra, a caracterização dos respondentes, a estruturação e validação do instrumento de pesquisa, a coleta, codificação e análise dos dados.