D. LA GENERATION ET LA RECONSTRUCTION DES EVENEMENTS
D.5 Reconstruction de l’énergie
D.5.4 Comparaison des performances
Leontief (1936) definiu a ilusão monetária como uma violação do postulado de homogeneidade. Este postulado estipula que as funções de demanda e oferta são homogêneas de grau zero em todos os preços nominais, o que significa que eles dependem apenas de preços relativos e não de preços absolutos (FEHR e TYRAN, 2001).
Para Fehr e Tyran (2001), a intuição por trás da definição de Leontief (1936), diz que, se a situação objetiva individual permanece inalterada, as decisões reais de um indivíduo livre de ilusão também não mudam. Duas suposições cruciais subjacentes a essa intuição: primeiro, a função objetiva do indivíduo não depende de valores nominais, mas apenas de magnitudes reais. Em segundo lugar, as pessoas percebem que as mudanças puramente nominais não afetam sua oportunidade definida. Por exemplo, as pessoas entendem que uma mudança equiparada em todas as magnitudes nominais, não afeta as restrições reais.
Segundo Engsted e Pedersen (2016), a possibilidade de racionalidade limitada dos agentes econômicos em relação a "ilusão monetária" tem intrigado os economistas há mais de um século, desde a discussão sobre o fenômeno no livro de Fisher (1928), o efeito da ilusão do dinheiro permeou grande parte da modelagem econômica. Pessoas que sofrem de ilusão monetária confundem valores nominais com valores reais, neste sentido, por exemplo, eles consideram equivocadamente um aumento no valor nominal devido a um aumento genérico no nível de preços como sendo um aumento no poder de compra real. Assim, eles ignoram esta questão no processamento de informações e na tomada de decisões (ENGSTED e PEDERSEN, 2016).
Modigliani e Cohn (1979) conjecturam que os investidores do mercado de ações, em contraste com os investidores do mercado de títulos, sofrem de ilusão de monetária porque eles descartam taxas de desconto nominais como sendo dinheiro real. Assim, em tempos de alta expectativa esperada, o mercado de títulos define corretamente uma alta da taxa de juros nominal, mas o mercado de ações não consegue ajustar o valor nominal das expectativas de pagamento, mantendo inalterada a relação positiva entre o rendimento de dividendos e inflação esperada (ENGSTED e PEDERSEN, 2016).
Conforme Shafir, Diamond e Tversky (1997), há uma tendência das pessoas em adotarem uma estruturação das informações na forma que estas informações lhes são apresentadas e avaliam a partir daí as opções conforme elas são contidas nessa estruturação. Desta forma os resultados da decisão não advêm de um cálculo estratégico, mas sim de aspectos relacionados com a simplicidade, naturalidade e saliência, pois quando na forma da apresentação determinados aspectos de uma opção são mais ressaltados do que outros, apresentações alternativas desta mesma opção podem resultar em escolhas diferentes.
Entretanto, em outras situações quando as pessoas consideram múltiplas representações simultaneamente ao invés de avaliar as opções em termos de representações simples, baseiam- se na combinação de diferentes representações induzidas para a tomada de decisão, sendo que cada uma das representações é ponderada por sua relevância relativa, este é o mecanismo subjacente à ilusão monetária (SHAFIR et. al., 1997).
Para Fehr e Tyran (2001), a ausência de ilusão monetária significa que as preferências de um indivíduo, as percepções e, portanto, as escolhas de magnitudes reais não são afetadas por mudanças puramente nominais, é natural ver a ilusão monetária como um efeito de enquadramento ou representação. A partir deste ponto de vista, um indivíduo exibe ilusão monetária se suas decisões dependerem de que o mesmo ambiente seja representado em termos nominais ou reais. Tversky e Kahneman (1985), demostraram em pesquisas experimentais que representações alternativas da mesma situação podem conduzir de forma sistemática respostas diferentes.
Os efeitos de representação parecem surgir porque as pessoas tendem a adotar o quadro específico que é apresentado e avaliar as opções dentro desse quadro. Como algumas opções são maiores em uma representação do que em outra, os desfechos alternativos das mesmas opções podem provocar escolhas diferentes (FEHR e TYRAN, 2001).
Ainda segundo Fehr e Tyran (2001) e Shafir et. al., (1997), uma forma básica de ilusão monetária ocorre quando as pessoas tomam valores nominais ou mudanças nos valores nominais como proxy para valores reais ou mudanças nos valores reais, respectivamente. Para
Shafir et. al., (1997), normalmente as pessoas estão cientes de que há uma diferença entre valores reais e nominais, mas porque em um único ponto no tempo, ou em um curto período, o dinheiro é uma unidade saliente e natural, as pessoas muitas vezes pensam em transações em termos predominantemente nominais. Consequentemente, a avaliação das transações representa frequentemente uma mistura de avaliações nominais e reais, o que dá origem a ilusão monetária. Shafir et. al., (1997, p. 347-348), apresentam dois exemplos de ilusão monetária, no primeiro uma pessoa que recebe um aumento de 2 por cento em salário em tempos de inflação de 4 por cento. (É assumido que a pessoa está ciente da inflação e, momentaneamente, ignora outros fatores, como o possível significado social de um aumento de salário). Naturalmente, essa pessoa ficaria mais feliz com o mesmo aumento em tempos de ausência de inflação. No entanto, como a avaliação nominal é positiva (ou seja, a pessoa está ganhando mais dinheiro), espera-se que a pessoa ache a mudança menos avessa do que uma redução de 2% em tempos de ausência de inflação, em que as avaliações nominal e real são negativas. Assim, mantendo- se a mudança real constante, as reações das pessoas são determinadas pela mudança nominal.
No segundo exemplo, a ilusão de dinheiro se origina em situações em que há uma mudança relativa nos preços, mesmo que não acompanhada por uma mudança no preço do dinheiro. Imagine uma pessoa tentando vender sua casa (digamos, com a intenção de comprar outra) durante períodos não inflacionários, quando os preços da habitação caíram 5% em relação a outros preços. Esta pessoa, mesmo que consciente do verdadeiro valor das casas, pode ancorar o preço (histórico) que pagou pela casa e pode ser relutante em vende-la por menos do que a âncora nominal. Assim, mesmo mantendo o valor real constante, as reações das pessoas são determinadas pela mudança entre o preço atual de um item e sua âncora histórica e nominal. Neste caso a aversão à perda ocorre em relação a um ponto de referência, e este ponto de referência muitas vezes pode ser nominal, dando mais manifestação de ilusão de monetária.
Shafir et. al., (1997), interpretam a ilusão monetária como um viés na avaliação do valor real das transações econômicas, induzida por uma avaliação nominal. A dependência de uma avaliação nominal não é estratégica ou de natureza motivacional. Pelo contrário, é devido a facilidade, universalidade e proeminência da representação nominal. A força e a persistência desse viés provavelmente dependem de vários fatores, notadamente a relativa saliência das representações nominais e reais e a sofisticação e experiência do tomador de decisões.