PARTIE IV - APPROCHE NUMERIQUE
5.3. Lien entre débits et pertes de pression totale
O comércio electrónico é a capacidade de fazer transações comerciais eletronicamente através da Internet entre pares ou entre organizações que podem ser empresas e indivíduos (Gonçalves, 2012).
É um tipo de transação comercial feita especialmente através de um equipamento eletrónico, como por exemplo, um computador, telemóvel, etc., mas não se limita apenas à transação comercial.
As transações proporcionadas digitalmente incluem todas as transações mediadas pela tecnologia digital, significando tal transações que ocorrem na Internet e na Web. As transações comerciais aqui descritas, implicam a troca de valor (e.g. dinheiro) através da fronteira organizacional ou individual em troca de produtos e/ou serviços. A troca de valor é importante para compreender os limites do CE: sem uma troca de valor, não ocorre comércio (Gonçalves, 2009).
O conceito de CE, surge de dois pontos de vista diferentes, por um lado, que se trata de um fenómeno antigo e por outro lado, de que é um acontecimento recente (Gonçalves, 2009).
A primeira interpretação surge das definições de Scherckenbach (1997) & Ernest e Young (1999), onde afirmam que o CE é a realização de negócios eletronicamente, com o objetivo de apoiar os processos de negócio, o que permitem concluir que o CE está entre nós, há mais de um século, podendo ser realizado a partir de diferentes infra-estruturas como o telégrafo, telefone, rádio, televisão, fax, pager, ou qualquer outro meio electrónico.
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Na segunda vertente o autor fundamenta por meio da definição dada pelo Instituto de Ciências de Telecomunicações dos Estados Unidos da América (ITS, 1996), onde tal exclui explicitamente o serviço convencional de telefone da definição de CE.
Para O'brien (O'Brien, 2010), o conceito de CE abrange todo o processo on-line de desenvolvimento, marketing, venda, entrega, atendimento e pagamento de produtos e serviços. Envolve, por exemplo, os sistemas de CRM (Gestão de Relacionamento com o Cliente), ambientes de colaboração com o cliente, marketing interativo, consulta, negociação e pagamentos, suporte ao consumidor, acesso e gestão logística. A Internet e todas suas tecnologias associadas, como o e-mail, a web, os websites de Comércio Eletrónico, intranet e extranets corporativas servem de plataforma para a gestão e os negócios on-line. Envolve, portanto, todos os processos empresariais que apoiam a compra e venda electrónica de bens e serviços.
Segundo Choi, Stahl & Whinston (1997), o CE envolve mais do que apenas comprar e vender, dado que inclui todos os tipos de esforços de pré-vendas e pós- vendas. Inclui também novos enfoques para pesquisa de mercado, gestão de lideranças qualificadas de vendas, anúncios, compras e distribuição de produtos e suporte a cliente, recrutamento, relações públicas, operações de negócio, administração da produção, distribuição de conhecimento e transações financeiras.
O CE segundo Turban (2004), é considerado um campo de estudo muito diversificado e de natureza interdisciplinar, pois relaciona-o com diferentes disciplinas: “as principais são marketing, ciência da computação, comportamento do consumidor, finanças, economia, administração de sistemas de informação, contabilidade, administração, legislação empresarial, robótica, administração pública e engenharia”.
O CE envolve diversas atividades, unidades organizacionais e tecnologias. Para melhor entender a abrangência do CE, baseamo-nos na Figura 2 - A Estrutura do
Comércio Eletrónico, que representa a sua estrutura e o relacionamento entre os seus
componentes.
As aplicações de CE contam com cinco áreas de suporte (Turban, 2004):
- Pessoas: compradores, vendedores, intermediários, funcionários e outros;
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- Protocolos e padrões técnicos: protocolos de pagamento e de segurança, como o SSL (secure socket layer);
- Parceiros de negócios: Joint ventures, permutas e parcerias comerciais de diversos tipos;
- Serviços de apoio: pesquisa de mercado, propaganda, pagamentos logística e segurança.
Todos os componentes desta estrutura exigem um bom desempenho na sua gestão, o que implica planeamento, organização, motivação e desenvolvimento de estratégias, de acordo com as necessidades de cada organização.
FIGURA 2 - A ESTRUTURA DO COMÉRCIO ELETRÓNICO
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A presente investigação incide sobre o papel potencial do comércio eletrónico como uma vantagem competitiva em Micro e Pequenas Empresas, com o objetivo de identificar as estratégias adotadas pelas PME´s no que se refere à inserção no CE.
Visto como “pote do ouro potencial para crescimento e expansão dos negócios” (Mcgregor & Vrazalic, 2006), o Comércio Eletrónico, em função do seu crescimento explosivo, está a tornar-se fonte de vantagem competitiva para as empresas, tal como previsto ainda nos anos 90.
Em Portugal, a compra de bens e serviços através da Internet cresceu 4,2 pontos percentuais em 2012, ligeiramente acima do verificado no ano anterior. Mais de 22% dos portugueses são agora adeptos do Comércio Eletrónico, ou 35% da população online.
Os dados são do Digital Agenda Scoreboard (Europe, 2012), e mostram que apesar da evolução positiva a um ritmo crescente, Portugal está longe da média da UE27, respectivamente de 45% e 59,4%.
Os indicadores para o comércio electrónico revelam também que, tal como na maioria dos países da União Europeia, a maioria dos cidadãos compra aos retalhistas nacionais (18%), enquanto 10% compra em lojas online de outros países.
Os valores para as trocas comerciais entre empresas são equivalentes à média europeia, com 14% dos negócios, no geral, a recorrerem à grande rede. A mesma percentagem se verifica entre as PMEs.
2.1.1.1. COMPRAS ONLINE EM PORTUGAL
Os gráficos do Digital Agenda Scoreboard mostram que em 2012, 17% das empresas portuguesas compraram online, seguindo uma tendência descendente face a 2011, tal como se verifica, em média, na restante UE27 (ACEPI, 2013). Esta tendência não será exclusiva do CE, mas sim dos negócios em geral, o que importa ressalvar é sim a percentagem que o CE representa em termos de volume de negócios (Figura 3).
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FIGURA 3 – COMPRAS ONLINE EM PORTUGAL FACE À EU
eCommerce: SMEs selling online
(% of all SMEs, 2012)
Fonte: Europe (2012)
Também não poderíamos deixar de nos referir às tendências dos cidadãos em comprar on-line, pelo que, na Figura 4, podemos verificar a percentagem de cidadãos portugueses que compram online dentro e fora do país, comparativamente aos restantes países e à média da EU.
Conforme se pode verificar, pelos dados apresentados, as compras online efetuadas em Portugal pelos cidadãos portugueses estão acima dos 20%, contra 10% das compras feitas além-fronteiras, o que poderá ser um bom indicador para as PME´s, cuja área de negócio o permita, investir nesta forma de comércio.
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Destacam-se neste gráfico os cidadãos do Luxemburgo que apresentam índices de 60% e acima, nas compras fora e dentro do país respectivamente.
FIGURA 4 – COMPRAS ON-LINE DE CIDADÃOS PORTUGUESES EM PORTUGAL E FORA
DO PAÍS
Citizens engaging in e-Commerce (domestic & cross border)
(% of all citizens, 2012)
Fonte: Europe (2012)
Tenenbaum, Chowdhry e Hughes (1997) argumentam que a Internet está a revolucionar o comércio, estabelecendo a primeira forma possível e segura de ligar espontaneamente pessoas e computadores através das fronteiras organizacionais.