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2.7 EFT interpretations of the charge asymmetry measurements

3.1.1 The LHC accelerator complex

Atitudes e crenças fazem parte do estado mental de uma pessoa, sendo que a atitude se origina de uma crença ou de uma série de crenças. Pelo fato de serem conceitos muito relacionados, a crença é um componente integral da definição formal de atitude.

Atitudes são disposições avaliativas de caráter essencialmente afetivo em relação a um dado objeto. “Atitude é o estado mental capaz de influenciar a escolha de ações de uma pessoa e mantê-la de forma consistente com essas ações.” (DILLMAN, 1991, p. 85). Em geral, expressam-se no dizer, mas nem sempre o dizer guarda relação linear com o fazer (NERI & JORGE, 2006). Na visão de Gade (1980), são "a predisposição interna afundamentada em processos perceptivos, motivacionais e de aprendizado, organizados de uma forma relativamente estável" (p. 99). Uma definição clássica a descreve como um estado mental e neurofisiológico de disponibilidade, organizado pela

experiência, que exerce uma influência direcionadora sobre as reações do indivíduo perante os objetos e todas as situações que a ela se relacionam (ALLPORT, 1935 apud ELEJABARRIETA & IÑIGUEZ, 1984).

Sendo um domínio de grande complexidade, faz-se necessário distinguir entre o senso comum e o conceito científico de atitude – recorrente em Psicologia Social. No senso comum, atitude significa um ato, uma postura do corpo ou o sentido de um propósito. Como conceito, a atitude representa um esquema mental que procede à mediação entre o pensamento e o comportamento. Embora não se deva confundir atitudes com opiniões, traços de personalidade, crenças, valores ou ideologias, elas se prestam tanto a mediar e influenciar ações quanto a escamotear, mascarar ou subverter o curso da ação mais funcional para assegurar o bem-estar e o desenvolvimento de outra pessoa, apesar de o indivíduo poder continuar reafirmando suas avaliações positivas ou ideologicamente corretas (PAVARINI & NERI, 2000).

Pesquisas reformularam as concepções do construto. Eagly e Chaiken (2007) insistem em uma definição mais inclusiva, em que a atitude seja considerada como uma tendência psicológica expressa pela avaliação de uma entidade particular com um certo grau de favorabilidade ou desfavorabilidade. Os atributos e as variáveis comportamentais são menos ambíguos e mais visivelmente mensuráveis que as crenças e atitudes.

A atitude designa a disposição ligada ao juízo de determinados objetos da percepção ou da imaginação, ou seja, a tendência de uma pessoa de julgar tais objetos como bons ou ruins, desejáveis ou indesejáveis. Além da Psicologia Social, ela também foi objeto de estudo de suas subdisciplinas mais aplicadas: Psicologia Política (atitudes em relação a determinados programas e partidos políticos), Psicologia da Propaganda (atitudes quanto a produtos), Psicologia da Saúde (atitudes relativas a comportamentos ligados à saúde, como fumar ou beber) e Psicologia Experimental (pesquisas de um tipo especial de atitude ligada a grupos de pessoas, como o preconceito). Do ponto de vista da Psicologia da Personalidade, em sua busca por tendências estáveis de comportamento, seria interessante investigar mais profundamente qual relação existe entre atitude e comportamento real. Quanto à Psicanálise, pode-se estabelecer uma conexão entre fatores inconscientes e atitudes, depreendendo-se seus conteúdos latentes e manifestos.

Segundo Dillman (1991), “todas as variáveis encontradas na pesquisa de levantamento podem ser classificadas em quatro categorias: atributos, variáveis comportamentais, crença e atitudes” (p. 85). Para ele, atributos são características pessoais ou demográficas dos respondentes de um estudo; variáveis comportamentais estão relacionadas a atividades envolvidas no estudo; crença, um estado de conhecimento que os respondentes consideram verdadeiro, independente de sê-lo; e atitude, o estado mental capaz de influenciar a escolha de ações de uma pessoa e mantê- la consistente com essas ações.

Para Abelson (1986), atitudes e crenças são tratadas como se fossem valorizadas possessões que atuam como marcadores sociais importantes de quem se é e o que se valoriza. Como tal, atitudes e crenças têm sido consideradas como representações relativamente estáveis que se pode facilmente acessar através do pensamento consciente (SMITH & DECOSTER, 1998). Contudo, o ponto de vista de que atitudes são estáveis nem sempre é suportado pelas evidências (GROSS & ELLSWORTH, 2003). De fato, o contexto do qual uma preferência ou atitude é extraída pode moldar sua manifestação, às vezes de maneiras dramáticas (SCHWARZ & CLORE, 1983). Parece que mesmo as atitudes relativamente automáticas em direção a grupos sociais revelam mudanças na força e até na valência, dependendo das circunstâncias sob as quais elas são avaliadas (BLAIR, 2002; BLAIR, MA & LENTON, 2001; DASGUPTA & GREENWALD, 2001; LOWERY, HARDIN & SINCLAIR, 2001; MITCHELL, NOSEK & BANAJI, 2003).

Walton e Banaji (2004), em uma pesquisa quanto aos efeitos de rótulos linguísticos, retratam as atitudes não como representações estáveis lembradas, mas como construções temporárias, cujas manifestações são influenciadas por uma grande variedade de fatores cognitivos e sociais (MITCHELL et al., 2003; SCHWARZ, 2000).

Os primeiros estudos sobre atitudes foram marcados pela ideia de que atitudes são formadas por juízos quase-conscientes de determinadas características dos objetos, e partiam do pressuposto de que elas previam os comportamentos, como o estudo de La Pierre (1934), que visava a investigar o preconceito dos norte-americanos em relação à minoria chinesa, cujos resultados apontaram para o efeito contextual das atitudes, isto é, o modo de agir do indivíduo dependia do contexto em que esse se encontrava, levando a crer que não se deve partir do princípio de que a atitude tem o poder de prever o

comportamento. Wicker ([1969] 2011) analisou a pesquisa empírica sobre a relação atitude-comportamento e sua principal conclusão foi: "É consideravelmente mais provável que atitudes estejam alheias ou apenas levemente relacionadas a comportamentos ostensivos do que que as atitudes se relacionem estreitamente a ações" (p. 220).

Wicker ([1969] 2011; 1971) procurou ainda explicar este fenômeno afirmando que as características individuais de comportamento seriam específicas de determinadas situações e não poderiam ser previstas por meio de atitudes genéricas. Então, se não há evidências comprovadas da existência de um relacionamento direto entre atitudes e comportamentos, é preciso se ter cautela ao assumir que esse relacionamento existe. Apesar de o comportamento humano, variado e complexo, ser motivado por inúmeras causas, muitas das quais difíceis de identificar, o meio acadêmico, devido a suas especificidades, demonstra interesse em conhecer as atitudes das pessoas, já que elas são consideradas fatores determinantes de seu comportamento, pois um maior conhecimento acerca de atitudes fornece bases para tomadas de decisão. Sua compreensão, embora limitada pela impossibilidade de se associar precisamente atitudes a comportamentos, pode indicar aspectos de valor em estudos específicos.