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Les sources d’informations : primaires et secondaires

Dans le document Création d Entreprises (Page 41-0)

CHAPITRE 2. ETUDE DE FAISABILITE DE LA CREATION D’ENTREPRISES

1.3 Autres aspects : Etude et Recherche Marketing

1.3.2 Les sources d’informations : primaires et secondaires

Após a realização das pesquisas, os dados foram compilados e obtidas as pontuações em cada dimensão de sustentabilidade. Para a Social, este valor alcançou 83 pontos, o que a caracteriza como “sustentável”, conforme demonstrado no quadro a seguir.

Quadro 12: Pontuação Obtida para Dimensão de Sustentabilidade Social. DIMENSÃO DE SUSTENTABILIDADE INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE Pontuação máxima Critérios Pontuação obtida E I V SUSTENTABILIDADE SOCIAL

Geração de emprego e renda 9 3 3 3 9

Ética organizacional 9 3 3 3 9

Participação em entidades de classe e de

desenvolvimento regional 9 3 3 3 9

Programas de prevenção de acidentes e

doenças para os envolvidos 9 3 2 3 8

Capacitação e desenvolvimento de

Pessoas 9 3 1 3 7

Programas para a melhoria da qualidade

de vida 9 3 1 3 7

Projetos sociais 9 3 1 3 7

Sistema de trabalho socialmente aceitos 9 3 3 3 9

Interação com a sociedade 9 3 3 3 9

Políticas de Responsabilidade social e

saúde e segurança 9 3 3 3 9

Pontuação total → 83

Fonte: Elaborado pelo autor.

Embora o indicador “geração de emprego e renda” não esteja explicitamente no projeto estruturante, ele existe devido à própria finalidade dos investimentos, que é manter a atividade econômica dos participantes. Destaca-se também os empregos e rendas gerados indiretamente. Metalúrgicas e outros comércios da região se beneficiaram, por disponibilizar produtos e serviços necessários à execução. De acordo com as entrevistas, tais investimentos geraram renda para as famílias beneficiadas. Para P1 “o apoio do SC Rural evitou que a produção dos engenhos fosse paralisada por motivos ambientais e sanitários, proporcionado a continuidade da atividade econômica dessas famílias”. P2 respondeu que ele era o último de 7 irmãos a continuar a atividade de produtor e processador de mandioca. “Antes desses investimentos, eu,

o último de sete irmãos, já estava pensando em desistir da propriedade e procurar outro ramo. Agora estou animado e pretendo repassar a propriedade para os meus filhos” (P2).

Os critérios “implantação do planejado” e “controle adotado para busca de oportunidades de melhorias” obtiveram nota máxima. Isso se deve ao trabalho contínuo que está sendo realizado pelos beneficiados, órgãos governamentais e AIMSC. Estudos recentes para o aproveitamento comercial da manipueira1 estão sendo efetuados. Um projeto liderado pelo Eng. Agrônomo Marco Antônio Remor, Secretaria de Agricultura de Sangão, busca utilizá-la como matéria prima na fabricação de cervejas artesanais. A produção de energia elétrica, a partir da sua fermentação, já realidade em algumas agroindústrias da região (REMOR, 2019).

Os indicadores “ética organizacional e “participação em entidades de classe e de desenvolvimento regional” obtiveram nota máxima. Há uma participação intensa dos envolvidos neste sentido. De acordo com o entrevistado P4, “as organizações envolvidas no projeto estão em contato frequente com os produtores”. Participações em cursos, palestras e reuniões realizados pela Vigilância Sanitária, Secretarias Municipais de Agricultura, EPAGRI e AIMSC, são exemplos dessa interação. P3 afirmou que “estes eventos são muito importantes para o melhoramento contínuo dos produtores”. Tais ações promovem a busca pelo melhoramento contínuo do processo produtivo, preservação do meio ambiente, qualidade de vida dos beneficiados e produtos de excelência à população.

No caso da AIMSC, é uma entidade que atua diretamente em prol dos interesses dos processadores de mandioca catarinenses. Possui acento fixo na Câmaras Estadual e Nacional da Mandioca. Essas estruturas são essenciais para a busca de políticas públicas necessárias para o setor (REMOR, 2019).

Os indicadores “programas de prevenção de acidentes e doenças para os envolvidos”, “capacitação e desenvolvimento de pessoas” e “programas para melhoria da qualidade de vida” vem sendo aplicados junto aos participantes. Os indicadores existem formalmente, há verificação e controle, porém é algo que precisa ser continuado e, portanto, não é possível avalia-los como executados plenamente. Um exemplo de trabalho desenvolvido foi a confecção das carteiras de saúde para todos que trabalham diretamente nos empreendimentos beneficiados. O entrevistado P2 afirmou que “antes dos investimentos não existiam muitos cuidados com prevenção de acidentes e doenças. Agora, a partir das palestras e cursos, há este cuidado”.

1 Efluente gerado pelas unidades processadoras de mandioca, no momento da prensagem da matéria prima. Rica em cianeto, pode causar danos ao meio ambiente, se não tratada da forma correta.

Quanto à “projetos sociais”, pode se considerar que existe o indicador formalmente, está sendo implantado em 30% e sua verificação é feita, servindo de base para o melhoramento contínuo. Isto ocorre devido a própria natureza do setor produtivo da mandioca. Até pouco tempo, careciam de investimentos governamentais para continuarem existindo. Portanto, o próprio Projeto Estruturante pode ser considerado um projeto social, que de forma indireta é a “existência ou elaboração formal do indicador”.

Sobre a pontuação da “Verificação ou controle adotado para a busca de oportunidade e melhorias” foi 3, devido o projeto exigir que os participantes estejam sempre engajados com as causas sociais. Ressalta-se que, mesmo diante das dificuldades, estes produtores participam de projetos sociais, por meio de participações comunitárias e parcerias com outras organizações semelhantes. Como exemplo, o auxílio da AIMSC à AGRISAN. Esta, que também recebeu recursos do SC Rural, contou com o apoio administrativo da AIMSC para a sua fundação e busca de novas oportunidades de negócio. A possibilidade de expor seus produtos na Feira Agroponte em Criciúma, surgiu dessa interação. Sobre a sua implantação estar em 30%, indica que é preciso ampliar ações sociais no setor, para minimizar os problemas ainda enfrentados pelos produtores.

Com relação aos indicadores “sistema de trabalho totalmente aceitos”, “interação com a sociedade” e “políticas de responsabilidade social e saúde e segurança” obtiveram nota máxima. Todas as ações tomadas pelo projeto são neste sentido, como a solução dos problemas ambientais e sanitários das unidades produtoras, aprimoramento do processo produtivo e melhorias nas condições de trabalho. De acordo com o entrevistado P5, os trabalhos diários da agroindústria tornaram-se mais fáceis. “A troca das estruturas de madeira por aço inoxidável, facilitou os serviços de limpeza e conservação dos equipamentos” (P5).

Já a pontuação alcançada para a Dimensão de Sustentabilidade Ambiental foi de 79 pontos. Conforme quadro a seguir, tal dimensão é considerada “sustentável”, embora haja alguns pontos que necessitam de ajustes e melhorias contínuas.

Quadro 13: Pontuação Obtida para Dimensão de Sustentabilidade Ambiental. DIMENSÃO DE SUSTENTABILIDADE INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE Pontuação máxima Critérios Pontuação obtida E I V SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL

Política de gestão ambiental 9 3 3 3 9

Avaliação de aspectos e impactos

ambientais do negócio 9 3 3 3 9

Preparação para emergências 9 3 1 3 7

Ações corretivas e preventivas 9 3 2 3 8

SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL

Avaliação de riscos 9 3 3 3 9

Avaliação de oportunidades 9 3 2 3 8

Estratégias para desenvolvimento de

tecnologias ecologicamente equilibradas 9 3 2 3 8

Análise do ciclo de vida de produtos e

Serviços 9 1 1 1 3

Controle operacional 9 3 3 3 9

Pontuação total → 79

Fonte: Elaborado pelo autor.

Os indicadores “controle operacional”, “política de gestão ambiental” e “avaliação de aspectos e impactos ambientais” alcançaram nota máxima. Isso se deve a muitas ações que foram tomadas, como a preocupação em dar o destino correto aos resíduos produtivos, fertilidade do solo e cuidados com o lençol freático. Segundo P8,

[...] os técnicos responsáveis pelo monitoramento ambiental visitam constantemente as propriedades, realizando coletas de materiais que depois são enviadas para o laboratório. Os resultados são repassados aos produtores, bem como os procedimentos de adequação, caso necessário (P8).

Todas as agroindústrias que participaram do projeto receberam um reservatório especial para evitar que os efluentes produzidos entrassem diretamente em contato com o solo. De acordo com Remor (2019), este processo é necessário em virtude dos resíduos (“água da mandioca”) possuírem uma grande concentração de cianeto. Se armazenado da forma correta, após algum tempo, esses efluentes podem ser utilizados como fertilizantes às lavouras e em outras aplicações. Remor (2019) destaca que o cianeto passa por um processo de evaporação, o que elimina os possíveis danos ambientais. A figura a seguir mostra uma destas estruturas implantadas.

Figura 4: Reservatório para efluentes, de uma agroindústria localizada em Sangão.

Com respeito à “preparação para a emergência” e “ações corretivas e preventivas”, esses indicadores atingiram sete e oito pontos respectivamente. Tal fato ocorreu devido à implantação dessas ações ainda não estarem totalmente concluídas. Um exemplo é a falta de instalação de extintores contra incêndios em algumas partes das agroindústrias. Os oito entrevistados reconhecem que é necessário melhorar suas agroindústrias e estão trabalhando para isso. P1 entende que o governo deveria oferecer mais recursos semelhantes ao SC Rural para a agricultura. Segundo ele, “fica difícil buscar crédito fornecido pelos bancos, uma vez que não há uma garantia no preço da farinha de mandioca, o que torna um risco pegar dinheiro emprestado”.

Seria necessário também a realização de cursos e treinamentos relacionados às emergências ambientais. Para Remor (2019), apesar do processo de controle ambiental existente ser plenamente confiável, é sempre benéfico o aprimoramento técnico dos profissionais envolvidos, como forma de elevar ainda mais a segurança ambiental nos engenhos de farinha de mandioca (REMOR, 2019).

No que se refere à “avaliação de desempenho global” e “avaliação de riscos”, estas alcançaram nota máxima. Os cuidados com o lençol freático, por meio de análises laboratoriais contínuas nos poços piezométricos instalados pela a AIMSC, evidenciam claramente a preocupação que os envolvidos possuem com relação às questões ambientais. Já os indicadores “avaliação de oportunidades” e “estratégias para desenvolvimento de tecnologias ecologicamente equilibradas”, em que pese terem alcançados 8 pontos, é possível melhorá-los. Alguns projetos já estão caminhando neste sentido. A produção de turfa fértil, a partir da casca extraída da mandioca, e o uso da manipueira como bactericida, herbicida e fungicida nas lavouras, já é realidade em algumas agroindústrias. Outros estudos, já citados anteriormente, vêm sendo aprimorados (REMOR, 2019).

Com relação ao indicador “análise do ciclo de vida de produtos e Serviços”, este alcançou apenas três pontos e carece de uma atenção maior. Dá-se o nome de ciclo de vida a “Qualquer produto ou serviço que quando inserido no mercado, passa por diversas fases ao longo do tempo” (SANTOS, 2011). Diante de tal informação é necessário considerar o histórico produtivo da farinha de mandioca em Santa Catarina, que por muito tempo se alicerçou em tradições e costumes, onde a visão empreendedora e mercadológica não fazia parte da rotina da maioria desses produtores (REMOR, 2019).

No caso específico dos participantes deste projeto, a própria continuidade de seus empreendimentos estava em risco. Mais por questões ambientais e sanitárias do que por problemas de gestão administrativa. Outro fator importante é a própria natureza do produto

“farinha de mandioca grossa”. Toda a produção desses agricultores familiares segue para empresas beneficiadoras e empacotadoras de cereais, que por sua vez distribuem o produto em redes de supermercados e outros pontos de venda.

Todavia, afirmar que não existe tal indicador estaria incorreto. Algumas situações encontradas nas agroindústrias demonstram que ele existe informalmente. O controle de estoque por lotes, como forma de evitar o envelhecimento do produto; a busca de novos processos produtivos e o plantio de novas variedades de mandioca, com maior produtividade, são exemplos de ações exercidas por estes produtores. Todos os entrevistados asseguram que as melhorias feitas nas agroindústrias surtiram tal efeito.

Ao analisar a dimensão de sustentabilidade ambiental, conclui-se que há necessidade de promovê-la. Embora tais produtores não comercializam seus produtos diretamente ao consumidor final, o engajamento em causas ambientais torna-se necessário. Novas ferramentas, como a rastreabilidade de produtos, obrigam os produtores a tratar essas questões como forma de tornar seus empreendimentos economicamente viáveis. Diante de um mercado em constante concorrência, cumprir apenas as imposições legais não é o suficiente. Outro ponto a se destacar é a descoberta de um novo horizonte de negócios a partir dos investimentos. P2 afirmou que “futuramente pretende empacotar a sua produção”, o que evidencia tal necessidade.

Se a sustentabilidade ambiental precisa de ajustes, a econômica possui situação semelhante. O somatório dos indicadores desta Dimensão alcançou 83 pontos, o que a caracteriza como “sustentável”, apesar de existir alguns fatores que necessitem de melhorias. O quadro a seguir mostra a pontuação obtida em cada indicador.

Quadro 14: Pontuação Obtida para Dimensão de Sustentabilidade Econômica. DIMENSÃO DE SUSTENTABILIDADE INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE Pontuação máxima Critérios Pontuação obtida E I V SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA Política de qualidade 9 3 2 3 8

Definição de metas e objetivos 9 3 2 3 8

Gestão de processos, produtos e serviços 9 3 2 3 8

Controle de não conformidades 9 3 2 3 8

Medição e monitoramento de processos,

produtos e serviços 9 3 2 3 8

Auditorias e análise crítica 9 3 3 3 9

Gerenciamento de riscos e crises 9 3 2 3 8

Infraestrutura adequada 9 3 3 3 9

Registros e documentação 9 3 2 3 8

Avaliação dos resultados da organização 9 3 3 3 9

Pontuação total → 83

Como demonstrado no quadro acima, os indicadores “infraestrutura adequada” e “avaliação dos resultados da organização” obtiveram nota máxima. Estes valores se justificam devido aos investimentos realizados nas agroindústrias, no sentido de estruturá-las fisicamente. Segundo P4, “é lógico que os investimentos feitos até o momento não foram suficientes para resolver todos os problemas do setor. Porém, as instalações ficaram de acordo com as exigências legais e muito eficientes do ponto de vista produtivo”. Para P6, “a aquisição dos equipamentos em inox proporcionou mais qualidade à farinha de mandioca e facilitou a limpeza dos mesmos”.

Sobre a “avaliação dos resultados da organização”, P8 respondeu que “durante toda a execução do projeto SC Rural, muitas auditorias foram realizadas”. Segundo ele, desses encontros surgiam “soluções e reivindicações de melhoria para as agroindústrias”. De acordo com Remor (2019), é nítida a evolução das estruturas físicas desses engenhos, pois saíram de uma condição precária para um ambiente moderno e condizente com as normas sanitárias em vigor. As figuras abaixo mostram a melhora significativa na infraestrutura destes empreendimentos.

Figura 5: Área do rapador, antes e depois dos investimentos.

Figura 6: Área do forno, antes e depois dos investimentos.

Fonte: Elaborado pelo autor.

Figura 7: Caixa da massa, antes e depois dos investimentos.

Fonte: Elaborado pelo autor.

Estas figuras retratam o quão importante foram os investimentos nessas agroindústrias, que saíram de um sistema produtivo arcaico para um mais moderno e eficiente. Quanto aos demais indicadores, ainda faltam ações para alcançarem a plenitude.

Os indicadores “política de qualidade”, “definição de metas e objetivos”, “gestão de processos, produtos e serviços”, “controle de não conformidades” e “medição e monitoramento de processos, produtos e serviços”, embora existam e servem de base para o melhoramento contínuo, precisam ter continuidade. A implantação do Manual de Boas Práticas é um exemplo de tais necessidades. A CIDASC está realizando um trabalho neste sentido, junto aos produtores de polvilho azedo associados à AIMSC. Muitas ações estão sendo desenvolvidas, desde os cuidados na fabricação até às formas de comercialização dos produtos (CIDASC, 2019). Práticas semelhantes podem e devem ser implantadas nos engenhos de farinha de mandioca.

Quanto à “auditorias e análises críticas”, “gerenciamento de riscos e crises” e “registros e documentação” são indicadores que estão implantados, mas necessitam de aprimoramento contínuo. Um grande problema do setor produtivo da mandioca é a instabilidade dos preços praticados no mercado. Muitos fatores contribuem para o surgimento desta anormalidade, como a variação na cotação do dólar e eventos climáticos extremos. Sobre este tema, P2 argumenta que os grandes problemas enfrentados atualmente são a incerteza nos preços praticados pelo mercado e a falta de mão de obra para a colheita da mandioca. Segundo ele, “não existe um preço mínimo da farinha de mandioca nem oferta de trabalhadores para colher a lavoura. Seria bom o governo cuidar disso”.

Portanto, é fundamental que estes produtores realizem estudos e projetos coletivos a fim de sanar tais dificuldades. Remor (2019) salienta que uma solução seria os produtores criar uma cooperativa para comercializar seus produtos, elevando a margem de lucro e diminuindo a dependência com os cerealistas e empacotadores. Quanto à oferta de mão de obra, a solução adequada seria a produção de mandioca em dois ciclos2 ao invés de um. Os custos de produção diminuiriam e a produtividade seria maior (REMOR, 2019).

Com relação à dimensão de sustentabilidade cultural, sua pontuação ficou abaixo das demais, 68 pontos. Contudo, esta dimensão também se caracteriza como “sustentável”. O quadro a seguir mostra a pontuação obtida em cada indicador.

Quadro 15: Pontuação Obtida para Dimensão de Sustentabilidade Cultural. DIMENSÃO DE SUSTENTABILIDADE INDICADORES DE SUSTENTABILIDADE Pontuação máxima Critérios Pontuação obtida E I V SUSTENTABILIDADE CULTURAL

Incentivo a criatividade e a liderança 9 3 1 3 7

Geração de cultura organizacional 9 3 1 3 7

Adequação das comunicações internas e

externas 9 0 0 0 0

2 Ocorre quando a colheita da mandioca é feita dois anos após o plantio. Segundo Remor (2019), apesar da possibilidade de colher a mandioca um ano após o seu plantio, o correto é deixá-la crescer por dois anos.

SUSTENTABILIDADE CULTURAL

Comprometimento da organização 9 3 3 3 9

Avaliação de fornecedores e do mercado 9 1 2 1 4

Melhoria continua 9 3 2 3 8

Prática do exercício da cidadania

organizacional 9 3 2 3 8

Existência de código de conduta

organizacional 9 3 3 3 9

Aprendizagem organizacional 9 3 2 3 8

Imagem da organização 9 3 2 3 8

Pontuação total → 68

Fonte: Elaborado pelo autor.

Estes números denotam o histórico de baixos investimentos aplicados no setor. Evidenciam também a falta de perspectiva por parte dos envolvidos. Antes dos investimentos implantados pelo SC Rural, muito desses produtores se quer planejavam o futuro de suas agroindústrias, por vários motivos já citados a cima.

Como consequência, fatores relacionados a cultura organizacional eram deixados de lado, em virtude das incertezas existentes. A baixa pontuação nos indicadores “adequação das comunicações internas e externas” e “avaliação de fornecedores e do mercado” mostram tal dificuldade. As reformas estruturais das unidades foi o início de uma nova era para todos os beneficiados. Um trecho da entrevista de P7 deixa clara esta situação:

Antes do apoio do governo vivíamos com medo da fiscalização. Sem saber até quando poderíamos trabalhar, ficava difícil projetar o futuro. Agora há esta segurança. Já conseguimos as licenças ambiental e sanitária. Daqui pra frente é trabalhar para resolver os outros problemas existentes no engenho. Estamos caminhando e com fé em um futuro melhor (P2).

Apesar desses problemas, é necessário destacar as várias ações relacionadas à sustentabilidade cultural que estão sendo realizadas por estes agricultores. As palestras, cursos e reuniões feitas pela a AIMSC e órgãos do governo são exemplos. Essas discussões promovem a criatividade e a liderança, evidenciando o alto nível de comprometimento por parte de todos os envolvidos. Além destes benefícios, a busca por soluções ambientais e sanitárias, de forma coletiva, fortalecem a imagem das agroindústrias, bem como da própria Associação que as representa.

Após a análise de cada dimensão, conclui-se que o Projeto Estruturante objeto deste estudo alcançou 313 (trezentos e treze) pontos, de acordo com o Método M.A.I.S proposto por Oliveira (2002). Esta pontuação caracteriza os investimentos realizados por meio de recursos do Programa SC Rural como “sustentáveis”. Destaca-se também que todas as quatro dimensões analisadas obtiveram pontuação suficiente para classificá-las como sustentáveis, embora existam indicadores que carecem de novos investimentos e melhorias.

Este estudo evidencia a importância dos investimentos estatais na agricultura familiar. Essas ações não estão restritas aos aspectos puramente econômicos. Questões sociais, ambientais e culturais podem e devem ser tratadas por meio de tais recursos. Demonstra também a importância do Programa SC Rural para o desenvolvimento socioeconômico da agricultura familiar catarinense. Esta política pública contribui para a diminuição do êxodo rural e, consequentemente, para o aumento significativo da renda e qualidade de vida dos agricultores beneficiados.

5 ANÁLISE DOS DADOS

Nesta parte serão analisados os dados coletados à luz do referencial teórico apresentado primeiramente. Os resultados gerados pelo Programa SC Rural nos engenhos de farinha de mandioca do sul catarinense, bem como as impressões e perspectivas dos agricultores beneficiados com relação aos investimentos, também serão tratados.

As informações citadas na seção anterior enfatizam a importância da atuação do Estado na economia, principalmente na elaboração e implantação de políticas públicas distributivas e estabilizadoras. Conforme Pinheiro (2012, políticas distributivas estão relacionadas à doutrina do bem-estar, ou seja, buscam promover a eficiência econômica de todos os agentes econômicos, de modo que a melhora de um não promova prejuízos a outros. Quanto às estabilizadoras, auxiliam o crescimento sustentável e o gerenciamento de crises financeiras (PINHEIRO, 2012). Os problemas enfrentados pelos processadores de mandioca do sul catarinense se encaixam perfeitamente nestes preceitos.

A inexistência das licenças ambiental e sanitária e o estado precário das infraestruturas dos referidos produtores e suas agroindústrias tornavam difíceis a continuação da própria atividade. Conforme relatado pelos próprios produtores, estes viviam com medo da fiscalização e não tinham perspectivas de um futuro melhor para as suas propriedades. Além dos problemas relacionados à falta de mão de obra qualificada e estabilidade dos preços no mercado, os

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