• Aucun résultat trouvé

Les commissaires aux comptes

Partie I. ATTESTATIONS & COORDONNEES

II. Les commissaires aux comptes

O presente trabalho teve como objetivo discorrer sobre a elucidação da responsabilidade internacional dos Estados quando estes lançam objetos espaciais e tais objetos se tornam lixos geoestacionários e causam danos à população mundial, uma vez que não há tratado específico normatizando tal problemática.

Inicialmente foi abordada a origem do direito espacial, bem como suas fontes e os cinco principais Tratados do Direito Espacial. Deste modo, entendemos o porquê da velocidade em que foram constituídas tais normativas, bem como as principais problemáticas da época, que era a possível militarização do espaço na corrida espacial entre Estados Unidos da América e a Antiga União Soviética. Desta maneira, os legisladores deixaram de lado a questão dos resíduos espaciais, visto que no momento da consolidação dos Tratados e Convenções, não havia este tipo de risco, contudo, hoje se transformou em uma problemática, considerando que vivemos em meio a poluição tanto no âmbito terrestre quanto do espaço extra- atmosférico.

Ainda, no segundo capítulo foram destacados algumas classificações pertinentes, como: 1) a equiparação do lixo geoestacionário em objeto espacial, considerando que é necessária tal equiparação para posterior responsabilização; 2) preceituação de Estado lançador e suas responsabilidades; 3) como é realizada a identificação do Estado Lançador através do registro de objetos e lixos espaciais.

No terceiro e último capítulo foi abordada a responsabilidade dos Estados à Luz do Direito Internacional, que serviu de pilar à constituição da responsabilidade Espacial. Vimos a aplicabilidade da Convenção de 72 para os danos decorrentes de lixos espaciais e, por fim, a aplicação concreta da Convenção de Responsabilidade, que serve como normativa para a imputação de responsabilidade, considerando que se estende esta previsão devido ao alcance do dano e do objeto espacial a lixo geoestacionário.

Em síntese, considerando que lixo geoestacionário é considerado objeto espacial, para fins de responsabilização, o Estado lançador deverá ser responsabilizado por eventuais danos ocorridos a terceiros. Dessa maneira, os Estados prejudicados poderão invocar a Convenção de Responsabilidade para assim poderem ser restituídos de forma justa e gradual conforme o dano sofrido.

A problemática do lixo espacial está muito longe de acabar, ainda há muito de ser discutido e aperfeiçoado. É notória a necessidade de mecanismos específicos para combater não só a responsabilização dos Estados por danos perpetrados, mas sim o crescimento crescente da poluição do espaço extra-atmosférico.

As soluções práticas para combater o crescimento dos lixos geoestacionários estão longe de se concretizar. Necessitamos do aparelhamento existente no espaço, e as modificações advindas são de suma importância para a população global; no entanto, as discussões que englobam o saber do Direito não podem esperar, a comunidade internacional necessita de mecanismos capazes de resguardar seu direito ferido, bem como promover formas de cooperação internacional entre os Estados para assim coibir os mesmos de agirem de forma negligente sobre seus lixos constantes no espaço.

REFERÊNCIAS

AMARAL JÚNIOR, Alberto do. Manual de Direito Internacional. São Paulo: Editora Saraiva. 2013.

BARROSO, Darlan. Direito internacional. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2013.

BELLINI, Nilza. O lixo que está no espaço. São Paulo: Sesc, 2012. Disponível em: <https://www.sescsp.org.br/online/artigo/6276_o+lixo+que+esta+no+espaco>. Acesso em: 30 ago. 2018.

BÍBLIA, Marcos. Bíblia Sagrada: Bíblia online. Marcos, cap.11, vers. 20-26. Disponível em: <https://www.bibliaonline.com.br>. Acesso em: 02 nov. 2018.

BITTENCOURT NETO, Olavo. Direito Espacial Contemporâneo: Responsabilidade Internacional. Curitiba: Juruá, 2011.

BRASIL. Decreto Legislativo nº 41, de 1968. Aprova o Tratado sobre Princípios Reguladores das Atividades dos Estados na Exploração e Uso do Espaço Cósmico [...] Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. Poder Executivo, Brasília, DF, 4 out. 1968.

______. Associação Brasileira e Direito Aeronáutico e Espacial. Tratado sobre Princípios Reguladores das Atividades dos Estados na Exploração e Uso do Espaço Cósmico, Inclusive a Lua e Demais Corpos Celestes. Diário Oficial [da] República

Federativa do Brasil. Poder Executivo, Brasília, DF, 22 abr. 1969. Disponível em:

<www.sbda.org.br/textos/DirEsp/Trat_Esp.rtf>. Acesso em: 12 ago. 2018.

______. Associação Brasileira e Direito Aeronáutico e Espacial. Acordo sobre o Salvamento de Astronautas e Restituição de Astronautas e de Objetos Lançados ao Espaço Cósmico. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil. Poder

Executivo, Brasília, DF, 27 mar. 1973. Disponível em:

<www.sbda.org.br/textos/DirEsp/Acd_Salv.rtf>. Acesso em: 12 ago. 2018.

______. Associação Brasileira e Direito Aeronáutico e Espacial. Convenção sobre Responsabilidade Internacional por Danos Causados por Objetos Espaciais. Diário

Oficial [da] República Federativa do Brasil. Poder Executivo, Brasília, DF, 23 mar.

1973. Disponível em: <www.sbda.org.br/textos/DirEsp/Cvn_Resp.rtf>. Acesso em: 12 ago. 2018.

______. Associação Brasileira e Direito Aeronáutico e Espacial. Acordo que Regula as Atividades dos Estados na Lua e em Outros Corpos Celestes. Assembleia Geral

da ONU: 5 dez. 1979. Entrada em vigor: 11 jul. 1984. Disponível em:

<www.sbda.org.br/textos/DirEsp/Acd_Lua.rtf>. Acesso em: 12 ago. 2018.

______. Associação Brasileira e Direito Aeronáutico e Espacial. Resolução 59/115. Aplicação do Conceito de “Estado Lançador”. 71ª sessão plenária, 10 dez. 2004.

Disponível em: <www.sbda.org.br/textos/DirEsp/Est_Lanc.rtf>. Acesso em: 04 jun. 2018.

______. Associação Brasileira e Direito Aeronáutico e Espacial. Convenção Relativa ao Registro de Objetos Lançados no Espaço Cósmico. Diário Oficial [da]

República Federativa do Brasil. Poder Executivo, Brasília, DF, 20 jun. 2006.

Disponível em: <www.sbda.org.br/textos/DirEsp/Cvn_Reg.rtf>. Acesso em: 12 ago. 2018.

CASELLA, Paulo Borba. Manual de Direito Internacional Público. 19. Ed. São Paulo: Saraiva, 2011.

CASTRO, Elias; CORRÊA, Roberto; GOMES, Paulo. Geografia: Conceitos e Temas. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 2001.

DITTRICH, Alexandre Buhr. Direito Espacial: lições preliminares e avançadas. São Paulo: Conceito Editorial, 2012.

FERRER, Manuel Augusto. Derecho Espacial. Buenos Aires: Plus Ultra, 1976.

JENKS, Wilfred. Space Law. Nova York: Frederick A. Praeger, 1965.

KOLOSOV, Iuri; TITUSHKIN, Vassili. Não será tempo de elaborar uma

Convenção Universal abrangente sobre o Direito Espacial? Disponível em:

<http://www.sbda.org.br/revista/Anterior/1743.htm>. Acesso em: 30 ago. 2018.

LACHS, Manfred. El Derecho del Espacio Ultraterrestre. Madri: Fondo de Cultura Económica, 1977.

MATTE, Nicolas Mateesco. Aerospace Law: from Scientific Exploration to Commercial Utilization. Toronto: Carswell Company Limited, 1977.

MAZZUOLI, Valerio de Oliveira. Direito internacional público: parte geral. 7. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2013.

______. Curso de direito internacional público. 8. ed. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2014.

MELLO, Celso D. de Albuquerque. Responsabilidade Internacional dos Estados. Rio de Janeiro: Editora Renovar, 1995.

______. Curso de Direito Internacional Público. Rio de Janeiro: Renovar, 2004.

MENDELL, Wendell. (Dir.). Orbital Debris Research At JSC. Desenvolvido pela NASA, [199-?]. Disponível em: <https://www.orbitaldebris.jsc.nasa.gov/>. Acesso em: 28 mai. 2018.

MONSERRAT FILHO, José. Aprovada a proposta brasileira de cooperação para

desenvolvimento nacional sustentável. 2006. Disponível em:

<http://www.sbda.org.br/artigos/anterior/30.htm>. Acesso em: 18 ago. 2018.

______. Direito e Política na era espacial: podemos ser mais justos no espaço do que na Terra. Rio de Janeiro: Vieira & Lent, 2007.

______. Introdução ao Direito Espacial. São Paulo: Editora Vieira Lent, 2007.

______. Como tratar o lixão espacial?. 2007. Disponível em: <www.sbda.org.br/artigos/anterior/36.htm>. Acesso em: 3 set. 2018.

______. A Crise do Direito Espacial na ONU. 2011. Disponível em:

<http://www.sbda.org.br/artigos/anterior/06.htm>. Acesso em: 11 ago. 2018.

MONSERRAT FILHO, José; SALIN, Patrício. O Direito Espacial e as hegemonias mundiais. Estud. av., São Paulo, v. 17, n. 47, jan./abr., 2003.

NASA. Konstantin E. Tsiolkovsky. 2010. Disponível em:

<https://www.nasa.gov/audience/foreducators/rocketry/home/konstantin- tsiolkovsky.html>. Acesso em 11 ago. 2018.

PAZ, Silvia Rosane Tavares; COSTA, Lizit Alencar. Análise dos principais instrumentos jurídicos espaciais e dos princípios sobre sensoriamento remoto.

Revista de direito constitucional e internacional, v. 14, n. 55, p. 261-285, abr./jun.

2006. Disponível em: <https://bdjur.tjdft.jus.br/xmlui/handle/tjdft/29203>. Acesso em: 11 ago. 2018.

PEREIRA, Luis Cezar Ramos. Ensaio sobre a responsabilidade internacional do

Estado e suas consequências no direito internacional: a saga da

responsabilidade internacional do Estado. São Paulo: Ltr, 2000.

RAMOS, André de Carvalho. Responsabilidade internacional por violação de

direitos humanos. Rio de Janeiro: Renovar, 2004.

REZEK, José Francisco. Direito Internacional Público: curso elementar. São Paulo: Saraiva, 2014.

SANTOS, Álvaro Fabrício. O Conceito de Estado lançador. E-gov, 2002. Disponível em: <http://www.egov.ufsc.br/portal/conteudo/o-conceito-de-estado- lan%C3%A7ador>. Acesso em: 04 jun. 2018.

SANTOS, Milton. Metamorfoses do Espaço Habitado. São Paulo: Editora Hucitec Ltda, 1997.

______. A Natureza do Espaço. São Paulo: Editora Edusp, 2006.

SILVA, Diego Elison do Nascimento. Danos Decorrentes de Objetos Espaciais.

Revista Brasileira de Direito Aeronáutico e Espacial, ed. 96, p. 34-43, dezembro

SOARES, Guido Fernando Silva. Curso de Direito Internacional Público. São Paulo: Atlas, 2002.

STIGLITZ, Joseph. Globalization and its discontents. Penguin, 2002, p.XX.

STRANGER, Irineu. Responsabilidade Civil do Direito Interno e Internacional. São Paulo: Ltr, 2003.

VALLADÃO, Haroldo. Direito Interplanetário e Direito Inter Gentes Planetárias. São Paulo: RT, 1958.

WARD, Mark. Satellite injured in space wreck. NewScientist, 1996. Disponível em: <https://www.newscientist.com/article/mg15120440-400-satellite-injured-in-space- wreck/>. Acesso em: 30 ago. 2018.

WASSENBERGH, Henri Abraham. Principles of Outer Space in Hindsight. EUA: Springer, 1991.