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Le marché immobilier

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5. Tendances inquiétantes

5.1. Le marché immobilier

Foram identificadas quatro situações em que os jogos e as brincadeiras iniciadas, seja pela criança, seja pela participante, não eram desenvolvidas quando: 1) a criança não colaborava com a atividade proposta; 2) não era possível associar o procedimento fisioterapêutico com o lúdico; 3) a criança interrompia a atividade para brincar; e 4) a criança recusava a atividade proposta (Quadro 6).

Quadro 6 – Situações em que os jogos e as brincadeiras não são desenvolvidos nos atendimentos fisioterapêuticos de crianças, realizados pelos estagiários durante a primeira e a penúltima semana do estágio curricular.

Situações que não levaram a ocorrência de jogos e brincadeiras

Primeira semana Penúltima semana

Quando a criança não colaborava com

a atividade proposta 02 -

Não era possível associar o procedimento fisioterapêutico com o

lúdico

05 -

Quando a criança interrompia a

atividade para brincar 01 01

Quando a criança recusava a atividade

proposta 02 04

Total 10 05

Em alguns procedimentos fisioterapêuticos é necessário que a criança colabore com a sua execução e/ou permaneça estática, como, por exemplo, durante o alongamento muscular e a avaliação postural. Em tais situações, a presença ou a associação com o jogo e a brincadeira pode ser indesejada.

Comportamento de C8 Comportamento de P4 Comportamento de C8

Criança sentada, não colabora com a realização do alongamento muscular em membros superiores, querendo brincar com o relógio.

Diz: “Agora é hora de fazer exercício!”

Comportamento de C8 Comportamento de P4 Comportamento de C8 Criança sentada, pega um

carrinho e desliza sobre o tablado.

Diz: “Agora não! Depois a gente brinca”.

Inicia a avaliação postural.

Deixa o carrinho de lado, passa para a posição de pé.

Vale destacar que alguns procedimentos requerem a manutenção de um determinado posicionamento da criança por um período, enquanto o fisioterapeuta observa, alonga ou manuseia, fato que dificulta a associação com o lúdico. Nesse sentido, observa-se que prevalece o caráter terapêutico do atendimento, ou seja, a participante busca o alcance dos objetivos fisioterapêuticos propostos. O jogo e a brincadeira são utilizados como meio ou recurso que devem facilitar o alcance dos objetivos do atendimento, diferentemente da concepção do brinquedo ou brincar terapêutico.

Quando a criança interrompe a realização de algum exercício, os brinquedos são retirados com a finalidade de dar continuidade à atividade fisioterapêutica proposta. Tal fato parece ocorrer principalmente com crianças de mais idade e com capacidade de compreensão sobre a necessidade dos procedimentos fisioterapêuticos.

Comportamento de C11 Comportamento de P6 Comportamento de C11 Criança sentada recusa-se a

deitar em supino, mas depois cede. Segura com as mãos peças de Lego.

Posiciona membros inferiores em flexão bilateral de quadril e joelho, retira as peças de Lego das mãos de C11 e segura C11 nas mãos fazendo-a ficar sentada e exigindo o trabalho dos abdominais.

Não deixa pegar as peças de Lego, diz: ”Primeiro vamos fazer!”

Quando chega a ficar novamente sentada, quer pegar as peças de Lego.

O exemplo anterior demonstra a interrupção de um exercício, devido ao interesse da criança pelo brinquedo, podendo nesse caso específico, modificar a atividade, solicitando-se que a criança pegue as peças de Lego toda vez que se posiciona sentada. Cunha (2000) ressalta que em situações de aprendizagem, a preservação do prazer na criança pode depender da habilidade da pessoa que com ela interage.

Nas três situações apresentadas anteriormente, os jogos e as brincadeiras iniciados pelas crianças foram recusados pelas participantes, pois dificultavam a realização dos procedimentos fisioterapêuticos necessários. A recusa da atividade lúdica parece também estar relacionada com as características das crianças, C8 e C11, que tinham sete anos e boa compreensão, portanto, já eram capazes de diferenciar a situação de atendimento, colaborando com a realização dos procedimentos. Outro fato que merece destaque é que as participantes, ao perceberem as situações em que a manifestação do lúdico inviabilizaria ou dificultaria

o alcance dos objetivos estabelecidos, não davam continuidade aos jogos e brincadeiras. Assim, corroboram o proposto por Friedman (1996) segundo o qual o lúdico é um importante recurso metodológico, porém não é o único caminho existente.

A atividade lúdica proposta pela participante pode não ser interessante à criança, na ocasião, por algum motivo. No exemplo a seguir, a criança recusa o brinquedo oferecido, já que está mais interessada na continuidade da conversa com a participante sobre as situações do cotidiano.

Comportamento de C10 Comportamento de P6 Comportamento de C10

Criança deitada em supino, com cabeça e tronco apoiados no tablado, e os membros inferiores apoiados em P6

Sentada em um banco de frente para C10, segura um membro inferior e realiza alongamento do músculo adutor. Interrompe o procedimento e abre a maleta com lego e aproxima de C10.

Diz: “Não quero”.

A recusa do brinquedo, oferecido por P6, devido ao interesse de C10 em conversar, corresponde à observação realizada por Wajskop (1996), de acordo com qual as meninas têm preferência por brincadeiras mais verbais e menos corporais.

Outro exemplo de recusa da atividade proposta tem como motivo a gravidade do comprometimento motor, pelo fato de a criança reconhecer suas limitações funcionais, além do que, a participante não fez as adaptações necessárias às condições da criança.

Comportamento de C6 Comportamento de P3 Comportamento de C6 Criança sentada no banco,

de frente para P3.

Segura a bola e pede para que C6 fique em pé e pegue a bola no alto.

Não aceita a atividade proposta. Tenta ficar de pé sozinha, mas não consegue.

A recusa da atividade proposta por P3, no exemplo anterior, está relacionada com a limitação funcional apresentada pela criança, causa da dificuldade, ou até mesmo causa obstruente da realização do que se propunha à C6. Segundo Cunha (1998b), a criança com deficiência pode recusar a atividade proposta pelo temor de fracassar. Dessa forma, a recusa de C6 está, provavelmente, relacionada ao reconhecimento de suas incapacidades e, portanto, é uma tentativa de evitar frustrações.

Por outro lado, observa-se que P3, ao propor uma atividade que a criança não é capaz de executar, na penúltima semana de estágio, ainda desconhece as capacidades e deficiências de C6. Shepherd (1995) destaca que o fisioterapeuta que trabalha com pacientes com distrofia muscular deve avaliar e reavaliar a criança, com freqüência, e propor atividades que sejam passíveis de realização, evitando assim, o fracasso.

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