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2.6 Evaluation

2.6.3 Latency

da indústria mineira (indústria de transformação mais extrativa mineral), para o período 1970-1994, tomaram as microrregiões como unidades de análise. Em virtude da falta de disponibilidade de dados municipais desagregados por ramo de atividade, os autores utilizaram o Censo Industrial para informações até 1985, para os anos de 1990 e 1994 foram utilizados dados da Rais; como proxy do VTI utilizou- se o PIB industrial. Em virtude da dificuldade de utilização de dados monetários, utilizou-se os dados de trabalho como proxy do crescimento industrial. Os autores classificaram as microrregiões de Minas Gerais em cinco grupos: microrregiões em depressão, aquelas que tiveram crescimento negativo do emprego; microrregiões estagnadas ou com lento crescimento, aquelas que tiveram crescimento percentual abaixo de 100%; crescimento moderado, aquelas que tiveram crescimento entre 100% e 148,71% (média mineira); microrregiões com rápido crescimento, aquelas que tiveram crescimento entre 145,71% e 223,07% (50% acima da média mineira); microrregiões em crescimento acelerado, aquelas que tiveram crescimento superior a 50% da média mineira (Figueiredo e Diniz, 2000, p. 43).

Naquele trabalho, as microrregiões que compõem o TMAP foram classificadas da seguinte forma: Frutal, Ituiutaba e Araxá, com crescimento percentual, respectivamente, de 101,68%, 131,59% e 134,41%, foram classificadas com crescimento moderado. Patos de Minas, com crescimento de 180,44%, foi considerada com crescimento rápido. Uberaba, Patrocínio e Uberlândia foram classificadas com crescimento acelerado, 223,73%, 273,38 e 310,07.

No período abordado por Figueiredo e Diniz, a economia brasileira apresentou uma dinâmica bem distinta da observada para os anos mais recentes. De 1970 a 1994, a economia brasileira passou por um processo, na década 1970, de intensificação do crescimento industrial em

simultâneo com um processo de desconcentração da atividade produtiva. Esse processo foi seguido de uma década de crise, hiperinflação, com anos de recessão econômica.

O período analisado por Figueiredo e Diniz (2000) não compreende a realidade da economia brasileira pós-1994, que é de estabilidade de preços, maior abertura comercial e predominância de valorização da moeda nacional. Essa combinação, como mostram vários estudos sobre a economia brasileira, levará a um processo de regressividade da estrutura produtiva do país, com perda de participação relativa da indústria de transformação no valor agregado e no emprego formal, sendo que alguns autores consideram a existência de um processo de desindustrialização ( Carneiro, 2008; Rocha, 2012).

Nesse sentido, o comportamento do crescimento percentual do emprego formal na indústria de transformação para o período analisado é bastante distinto daquele apresentado por Figueiredo e Diniz (2000). Nosso período de análise é muito pequeno, analisa-se apenas seis anos, que coincidem com um momento em que a economia brasileira apresenta um ciclo de crescimento do PIB com taxa de crescimento média superior à das duas últimas décadas (a economia brasileira cresceu 4,3% entre 2004 e 2011). Outra particularidade do período 2006-2011 é que ele está inserido em um momento em que o crescimento do PIB brasileiro foi puxado mais pelo crescimento do setor de serviços que pelo da indústria. Além disso, a indústria de transformação passou por significativas mudanças em seu padrão tecnológico, com mudanças no nível de produtividade, influenciando diretamente na capacidade de geração de emprego.

Dessa forma, utilizou-se parâmetros distintos para classificação do ritmo de crescimento da indústria de transformação. Nenhuma microrregião apresentou crescimento percentual negativo do emprego formal na indústria de transformação, não havendo, portanto, nenhuma microrregião em depressão. Baseando-nos na metodologia de Diniz e levando em consideração as diferenças entre o período analisado por eles e o período analisado neste capítulo, assim como o curto espaço de tempo que forma nosso recorte temporal, chegamos à seguinte classificação:

1) Microrregiões em depressão: crescimento percentual negativo. 2) Microrregiões com crescimento lento: aquelas que apresentarem

crescimento equivalente a 50% da média mineira.

3) Microrregiões com crescimento moderado: aquelas que apre- sentarem crescimento entre 50% da média mineira e a média mineira.

4) Microrregiões com crescimento rápido: aquelas que apresen- tarem crescimento entre a média mineira e 50% acima da média mineira.

5) Microrregiões de crescimento acelerado: aquelas que apresen- tarem crescimento acima de 50% da média mineira.

Para complementar essa análise avaliaremos também a taxa de crescimento média15 do emprego da indústria de transformação para o período estudado.

A Tabela 5 apresenta o crescimento percentual do emprego formal da indústria de transformação e a taxa média de crescimento. Seguindo a metodologia destacada acima, verifica-se que não há ne- nhuma microrregião classificada como em depressão. Araxá, que no período de 1970 a 1994 pode ser considerada uma microrregião de crescimento moderado, pode ser considerada, com base na metodologia aqui adotada para o período de 2006 a 2011 como de crescimento rápido. Frutal e Ituiutaba, que também apresentaram crescimento moderado, podem ser classificados no período mais recente como de crescimento acelerado. Patos de Minas, que havia apresentado rápido crescimento, pôde ser classificada no período mais recente como de crescimento acelerado.

15 A verificação empreendida para captar a existência ou não de tendência estatística na evolução do emprego formal no período 2006-2011 baseou-se em um modelo de regressão log-linear contra o tempo. O modelo de regressão log-linear é utilizado para a determinação de taxas de crescimento ao longo do tempo e não apenas entre dois pontos extremos de uma série temporal – de modo que se evitam possíveis efeitos devidos a valores atípicos nas extremidades de uma série de tempo, que podem levar à subestimação ou superestimação da taxa de crescimento. Para maiores detalhes e exemplos empíricos da aplicação do modelo log-linear ( Gujarati, 2006). O teste t também foi utilizado para verificar se, ao nível de significância adotado, deve-se concluir se os dados permitem ou não aceitar a hipótese de existência de tendência de crescimento ou decrescimento ao longo da série de tempo observada.

Ao contrário das microrregiões acima, que melhoraram a classificação de seus crescimentos, Uberaba, Patrocínio e Uberlândia perderam dinamismo no que se refere à geração de emprego na indústria em comparação ao período anterior. Essas três microrregiões foram classificadas anteriormente como de crescimento acelerado, mas para o período mais recente Patrocínio teve crescimento lento, Uberaba crescimento moderado e Uberlândia teve crescimento rápido.

Parte da explicação para essas modificações nas classificações dessas microrregiões em comparação ao trabalho de Figueiredo e Diniz (2000) deve-se ao fato de que essas microrregiões apresentaram um crescimento muito intenso na década de 1970, sendo que o crescimento percentual apresentado no período de 1970 a 1994 foi extremamente influenciado pelo crescimento apresentado de 1970 a 1980. Foi nesse momento que essas economias apresentaram bastante crescimento da indústria, impulsionado pela dinâmica mais geral da economia brasileira de intensificação de um processo de industrialização mais desconcentrado, intensificando também sua integração econômica regional, com fortes ligações de parte dessa região ao estado de São Paulo e outra parte ao estado de Goiás, além de certa articulação dentro do estado de Minas Gerais também.

Destaca-se o comportamento da microrregião de Uberlândia, que contém o município que polariza principalmente o Triângulo Mineiro. Uberlândia tem um setor de serviços muito forte, principalmente ligado a logística e ao setor atacadista. Além disso, passou nos anos recentes por uma expansão importante do comércio varejista, do setor educacional, dentre outras atividades que compõe o setor terciário, que chegou a ser responsável por 70% do emprego gerado no município.

Os dados da Tabela 5 mostram claramente que a região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, apesar das mudanças destacadas para as microrregiões de Patrocínio, Uberaba e Uberlândia, apresentou uma situação de expansão do emprego industrial, podendo ser consi- derada uma região industrialmente dinâmica. Entretanto, essa análise agregada e de taxas de crescimento escondem algumas particularidades da região.

Tabela 5. Emprego Formal na Indústria de Transformação, Crescimento Percentual e Taxa Média de Crescimento Anual – microrregiões do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, 2006-2011.

Minas Gerais e Microrregiões do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba 2006 2007 2008 2009 2010 2011 Crescimento Percentual 1970/1994 Taxa de crescimento anual média (a) Minas Gerais 544.096 586.012 603.323 604.090 663.964 686.463 26,2 4,5 *** Araxá 6.319 7.425 7.809 6.945 7.240 8.556 35,4 3,9 * Frutal 5.669 6.990 6.159 6.562 7.753 8.656 52,7 7,4 *** Ituiutaba 5.469 6.502 7.998 6.863 8.315 8.172 49,4 7,7 *** Patos de Minas 3.524 3.514 3.735 4.101 4.843 5.431 54,1 9,6 *** Patrocínio 5.387 5.830 5.669 5.656 6.031 6.122 13,6 2,1 *** Uberaba 15.938 15.786 14.592 14.949 17.167 19.710 23,7 3,9 * Uberlândia 24.178 27.496 29.512 29.669 30.179 33.050 36,7 5,4 *** (a) estimativa do coefi ciente de uma regressão log-linear contra o tempo, indicando uma taxa média anual.

Neste caso, o teste t indica a existência ou não de uma tendência nos dados. ***, **, * signifi cam respectivamente 5%, 10% e 20%.

Fonte: Rais/MTE (2014).

A Tabela 5 apresenta também, para complementar a análise, as taxas médias de crescimento para evitar apenas uma análise dos anos inicial e final do período. Com base nessas informações, Araxá, Uberaba e Patrocínio tiveram crescimento médio anual do emprego formal na indústria de transformação inferior ao crescimento médio do estado. Frutal, Ituiutaba, Patos de Minas e Uberlândia, cresceram acima da média mineira.

Primeiramente deve-se enfatizar que apenas as microrregiões de Uberlândia e Uberaba apresentam mais de 10.000 empregados formais na indústria de transformação. Uberlândia concentra cerca de 70% do emprego formal da indústria de transformação da microrregião, ao passo que Uberaba concentra um pouco mais de 60% do emprego formal na indústria de transformação da sua microrregião. Portanto, naquelas microrregiões em que há um patamar de emprego formal na indústria de transformação superior a 10.000, verifica-se também uma grande concentração nos seus respectivos polos.

indústria de transformação das microrregiões que compõem o Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, como será possível verificar nas tabelas 6 a 12.

Como mostra a Tabela 6, na microrregião de Araxá, cerca de oito ramos industriais correspondem a mais de 95% do total de emprego formal na indústria de transformação. A indústria de transformação da microrregião de Araxá corresponde a cerca de 10% da indústria de transformação do TMAP. Os ramos de atividade mais importantes são alimentos e bebidas, biocombustível (com ampliação de participação a partir de 2009) e metalurgia. Há uma grande concentração dessas atividades do município de Araxá, que é o município polo dentro da microrregião.

Tabela 6. Distribuição percentual do emprego formal na indústria de transformação por ramos de atividade – microrregião de Araxá, 2006 a 2013.

Anos Alimentos Produtos de Madeira

Petróleo e

Biocombustíveis QuímicosProdutos Minerais

Não-

Metálicos Metalurgia Produtos de Metal

Máquinas e Equipamentos Total 2006 23,0 29,0 7,5 7,9 8,3 11,2 4,6 3,2 94,8 2007 17,7 27,9 17,1 7,8 3,7 12,8 5,0 3,2 95,2 2008 16,9 25,8 18,0 7,4 3,7 13,6 6,3 3,7 95,3 2009 19,2 19,4 26,2 1,6 4,9 13,8 7,8 2,2 95,1 2010 22,7 15,7 24,2 1,0 5,4 16,2 6,9 3,1 95,2 2011 22,3 9,9 26,1 8,6 5,2 16,0 5,8 2,1 96,0 2012 24,1 10,6 24,7 1,6 5,7 19,1 7,8 2,6 96,3 2013 27,1 11,0 22,7 1,4 7,3 18,4 6,4 2,6 97,0 Fonte: Rais/MTE (2014).

A Tabela 7 ilustra que a microrregião de Frutal ampliou sua participação no total de emprego formal da indústria de transformação do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, passando de uma participação de 8,5% em 2006 para 10,6% em 2013. Entretanto, há uma baixa diversificação da sua atividade industrial, com quatro ramos industriais correspondendo a mais de 97% do emprego formal na indústria de transformação, sendo que apenas o ramo de Alimentos, que ampliou sua participação, correspondia a 90% do emprego formal da indústria de transformação na microrregião. Houve uma queda da participação do

emprego formal na produção de biocombustível, e também uma queda de participação no total e uma reconfiguração dento da microrregião, com perda de participação do município de Fronteira e uma ampliação da participação do município de Frutal.

Tabela 7. Distribuição percentual do emprego formal na indústria de transformação por ramos de atividade – microrregião de Frutal, 2006 a 2013.

Anos Alimentos Bebidas Têxteis BiocombustíveisPetróleo e Não-MetálicosMinerais Total

2006 78,7 0,2 5,2 10,8 1,1 96,0 2007 90,5 1,3 3,9 0,2 1,4 97,3 2008 83,4 1,9 4,8 3,7 2,0 95,8 2009 78,0 1,8 5,1 9,6 1,7 96,2 2010 86,8 1,1 4,0 3,4 1,6 96,9 2011 87,7 1,4 3,8 2,4 1,9 97,2 2012 90,2 1,2 2,9 1,4 1,9 97,6 2013 90,4 1,4 1,6 1,5 2,3 97,2 Fonte: Rais/MTE (2014).

Tabela 8. Distribuição percentual do emprego formal na indústria de transformação por ramos de atividade – microrregião de Ituiutaba, 2006 a 2013.

Anos Alimentos Biocombus-tíveisPetróleo e Produtos Plástico Minerais Não-Metálicos Produtos de Metal Total

2006 78,0 0,0 1,5 15,3 1,4 96,3 2007 80,2 0,0 1,4 13,5 1,2 96,3 2008 82,7 0,0 1,1 11,4 1,6 96,8 2009 73,2 6,9 1,4 13,4 1,6 96,5 2010 73,0 5,8 1,1 11,5 1,4 92,9 2011 77,4 6,3 1,2 11,3 1,3 97,5 2012 76,5 8,4 1,0 10,4 1,7 97,9 2013 74,8 9,6 1,1 10,1 2,1 97,6 Fonte: Rais/MTE (2014).

A microrregião de Ituiutaba, de acordo com a Tabela 8, também apresenta a característica de concentração do emprego formal da

indústria de transformação em poucas atividades, com ênfase nos ramos de Alimentos, Biocombustíveis e Minerais Não-Metálicos. A ampliação da participação de biocombustíveis está relacionada à expansão da cana- de-açúcar na região.

A microrregião de Patos de Minas praticamente dobrou sua participação no total de emprego formal da indústria de transformação da região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Mais de 50% do emprego formal da industrial é proveniente do ramo de alimentos. Há, por outro lado, uma expressiva participação de produtos químicos, minerais não- metálicos, produtos de metal e móveis (Tabela 9).

Tabela 9. Distribuição percentual do emprego formal na indústria de transformação por ramos de atividade – microrregião de Patos de Minas, 2006 a 2013.

Anos Alimentos Químicos Não-MetálicosMinerais Produtos de Metal Móveis Total

2006 51,5 6,2 8,3 9,4 7,5 82,9 2007 49,9 4,6 10,0 12,3 7,1 83,9 2008 49,4 4,7 10,9 12,2 5,8 82,9 2009 52,0 5,5 10,8 9,2 5,8 83,2 2010 55,0 5,0 8,8 9,8 4,7 83,4 2011 54,2 5,3 8,4 9,5 5,8 83,1 2012 54,8 7,1 8,5 8,8 5,3 84,4 2013 56,7 6,4 8,4 9,4 4,7 85,6 Fonte: Rais/MTE (2014).

A microrregião de Patos de Minas destoa das demais por sua baixa participação da indústria produtora de alimentos em comparação com as demais microrregiões. Essa microrregião, como mostra a Tabela 10., tem participação expressiva de minerais não-metálicos. Apresenta uma grande concentração em poucos ramos industriais à medida que apenas cinco ramos correspondem a mais de 90% do emprego formal na indústria de transformação.

Tabela 10. Distribuição percentual do emprego formal na indústria de transformação por ramos de atividade – microrregião de Patos de Minas, 2006 a 2013.

Anos Alimentos Produtos de Madeira Não-MetálicosMinerais Produtos de Metal Móveis Total

2006 35,1 10,5 44,6 2,0 1,9 94,1 2007 38,1 9,0 40,3 2,4 2,2 92,1 2008 36,2 10,8 40,6 2,3 2,4 92,4 2009 36,8 7,6 42,3 2,2 2,7 91,6 2010 34,8 9,8 39,3 2,7 2,6 89,1 2011 36,0 8,5 40,7 3,2 2,9 91,2 2012 36,9 7,9 39,6 3,6 2,6 90,6 2013 37,5 8,7 38,1 4,4 2,9 91,7 Fonte: Rais/MTE (2014).

Na microrregião de Uberaba, o ramo de atividade industrial que mais se destaca consiste em Alimentos, seguido de biocombustíveis e produtos químicos como mostra a Tabela 11. O crescimento de biocombustíveis deve-se à expansão da cana-de-açúcar na região. A importância de produtos químicos relaciona-se à presença de fábricas de produtos de perfumaria. Percebe-se, também, uma grande concentração da estrutura produtiva da microrregião em poucos ramos de atividade. Tabela 11. Distribuição percentual do emprego formal na indústria de transformação por ramos de atividade – microrregião de Uberaba, 2006 a 2013.

Anos Alimentos Produtos de Madeira Petróleo e Biocom- bustíveis Produtos Químicos Produtos de Plástico Minerais Não- Metálicos Produtos

de Metal Equipamentos Móveis TotalMáquinas e 2006 53,3 2,9 0,1 13,3 3,4 4,2 4,5 1,8 3,9 87,4 2007 50,9 3,3 0,1 12,8 3,4 4,0 5,1 3,3 4,1 86,9 2008 47,7 3,0 0,7 13,8 3,5 4,1 4,9 3,4 5,2 86,3 2009 51,7 2,9 3,4 14,8 4,1 3,4 3,9 3,3 5,0 92,6 2010 47,6 2,9 5,4 15,0 4,6 3,0 3,7 3,7 4,8 90,5 2011 45,8 2,6 7,3 14,2 2,6 2,6 3,6 2,8 4,5 86,1 2012 46,3 2,4 9,5 15,9 3,0 2,7 3,7 3,5 4,1 91,1 2013 45,6 2,4 9,8 16,5 2,7 3,0 3,4 3,7 3,7 90,9 Fonte: Rais/MTE (2014).

A microrregião que concentra maior parte do emprego da indústria de transformação consiste na microrregião de Uberlândia que, por sua vez, é também a microrregião que apresenta maior diversificação, embora o grande peso também seja da indústria de alimentos. Esse ramo industrial perdeu participação relativa para outros tais como bebidas, produtos químicos, biocombustível e minerais não metálicos, como mostra a Tabela 12. Essa microrregião compreende mais de um terço do emprego formal da indústria de transformação da região.

Tabela 12. Distribuição percentual do emprego formal na indústria de transformação por ramos de atividade – microrregião de Uberlândia, 2006 a 2013.

Anos

Alimentos Bebidas Fumo Madeira

Produtos de Plástico Produtos Químicos Produtos de Plástico Minerais Não

-

Metálicos

Produtos de Metal Máquinas e Equipamentos

Móveis

Produtos Diversos Manutenção e R eparação Total 2006 57,1 5,2 4,3 - 0,0 3,5 2,3 3,3 6,8 2,1 2,1 1,6 0,9 92,8 2007 59,3 4,5 4,3 3,4 0,0 3,2 2,3 3,3 6,5 2,1 1,9 2,3 1,0 94,1 2008 59,9 4,3 4,0 3,2 0,1 2,8 2,4 3,2 6,7 2,0 1,9 1,5 2,1 94,2 2009 55,9 4,5 4,1 3,0 0,1 5,0 3,1 3,7 6,4 2,7 1,9 1,9 1,3 93,5 2010 54,4 4,8 4,1 3,4 0,4 4,0 3,0 4,0 6,5 3,3 1,9 2,2 1,3 93,2 2011 52,2 4,2 4,2 3,2 1,4 6,8 3,1 3,9 6,6 2,7 2,0 2,1 1,1 93,4 2012 36,7 6,0 4,9 4,3 1,6 9,0 4,2 4,9 8,5 3,5 2,8 2,8 1,7 90,9 2013 38,6 7,8 4,6 4,2 2,3 6,2 4,1 5,0 8,2 3,6 2,4 2,6 2,2 91,8 Fonte: Rais/MTE (2014).

A região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba tem uma estrutura produtiva muito ligada a atividades agrícolas e ao setor de serviços, e sua indústria de transformação apresenta grande peso dos ramos produtores de alimentos e bebidas e de biocombustível, o que, em grande medida, está bastante relacionado ao seu processo de formação econômica. Ademais, a forte presença da agropecuária na região influencia o perfil da indústria de transformação à medida que há grande presença de laticínios, frigoríficos, empresas de sementes, usinas de cana-de-açúcar e álcool.