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Cada uma das quatro primeiras fases iniciou-se com o Pré-Teste de emparelhamento entre palavras ou frases faladas e figuras (Pré-Teste AB), o qual ocorreu de modo similar nestas fases. A experimentadora verbalizava uma palavra ou uma frase e solicitava que o(a) participante selecionasse uma figura correspondente. A finalidade da Etapa 1 foi identificar quais são as relações AB que o(a) participante já tinha aprendido a fim de que não se aplicasse um treino desnecessário para estabelecer estas relações.

Houve um bloco misto de discriminação condicional no qual cada uma das tentativas foi referente a uma das palavras ou a uma das frases de treino. Bloco é a designação que foi tomada para um conjunto de tentativas. Cada apresentação de uma cartela, até que o(a) participante emitisse a resposta requerida, era uma tentativa. As tentativas poderiam ser formadas por: estímulos modelos e estímulos de comparação impressos, apenas estímulos de escolha se o estímulo modelo fosse verbalizado pela experimentadora e, em algumas cartelas, apresentava-se um estímulo, que deveria ser nomeado pelo(a) participante. Denomina-se de bloco misto a variação, ao longo das tentativas, na tarefa solicitada ao(à) participante; nesse bloco, as tentativas de todos os tipos programadas foram misturadas de modo que todos os estímulos modelos eram apresentados. Caso contrário, isso caracterizava simplesmente um bloco. Um exemplo de variação na tarefa era solicitar que o(a) participante tocasse na figura referente à

palavra falada GATO e, na tentativa, seguinte solicitar que a figura correspondente à palavra falada RATO fosse escolhida.

Os estímulos do Conjunto A correspondiam às palavras/frases faladas pela experimentadora, os estímulos do Conjunto B, às figuras apresentadas como estímulos de comparação. Em cada tentativa, eram apresentados três estímulos de comparação.

A instrução específica era: “Falarei uma palavra (ou frase) que corresponde a uma destas figuras. Depois que eu fizer isto, você deverá tocar na figura que tem a ver com a palavra (ou frase) que eu falei. Entendeu? O que você fará?”.

Se o(a) participante selecionasse corretamente ou não o estímulo de comparação, apresentar-se-ia outra tentativa e assim sucessivamente até o término do teste, não havendo conseqüências diferenciais para as respostas. Se o(a) participante errasse alguma das tentativas, ele (ela) era exposto à Etapa 2, ao término do Pré-Teste. Se acertasse todas as tentativas, passaria à Etapa 3.

Se em alguma das tentativas o(a) participante selecionasse incorretamente o estímulo de comparação, mas fizesse uma autocorreção, tocando no estímulo correto, sem que fosse necessária qualquer dica por parte da experimentadora, então, a resposta era registrada como correta. Este critério de registro das respostas foi válido para todas as Etapas do experimento.

Ao final da Etapa 1 (caso o(a) participante não errasse em qualquer tentativa) ou Etapa 2 (se houvesse o treino), deveria responder qual era a diferença entre as figuras que representavam as palavras faladas GATO e GATA. Pretendeu-se que a solicitação de resposta de observação e descrição das diferenças entre as figuras contribuísse para minimizar a probabilidade de erros ao longo dos testes em que apareceriam novas palavras ou frases que tinham referentes com sutis diferenças. A diferença entre as figuras em questão estava em um detalhe como a presença do desenho de um laço ou de

ma gravata.

Figura 12. Seqüência de etapas do estudo nas Fases I, II, III e IV.

Etapa 2 – Treino AB

Na Etapa 2, o Treino de emparelhamento entre palavras ou frases faladas e figuras (Treino AB) realizou-se de modo similar às Fases I, II, III e IV. O objetivo deste treino foi estabelecer as relações de linha de base AB, as quais eram pré- requisitos, juntamente com as relações AC, para a emergência das relações equivalentes

Os números entre parênteses indicam que se aplicaram procedimentos adicionais em caso de emissão de respostas incorretas. (1)Aplicação do Procedimento Especial de Discriminação Condicional de Sílabas, em caso de duas respostas incorretas. No bloco de treino misto ACs, houve apenas correção aplicada pela experimentadora em caso de emissão de resposta incorreta. (2) Aplicação dos blocos de Treino AC para cada uma das palavras ou frases que não foram selecionadas corretamente. (3) Se fossem emitidas duas respostas incorretas durante o Treino AC, apresentava-se o Procedimento Especial de Encadeamento de Respostas. (4) Aplicação do PEER por até cinco vezes. (5) Preparação para a novidade na Fase I. Treino em leitura fluente na Fase I e Testes e Treinos em leitura fluente nas Fases II, III e IV. (6) Aplicação do

1- Pré-Teste AB 9 – Treino AC 2- Treino AB 10 – Teste BC 3- Pré-Teste CDs 11 – Teste CB 4- Treino e Testes CDs 12 – Teste BD 5- Treino ACs(1) 13 – Treino BD

6- Pós-Teste CDs 14 – Teste CD 7 – Treinos e Testes CDs 15 – Treino CD (4)

BC e CB. As últimas relações indicam a leitura compreensiva, uma vez que o leitor relaciona a palavra impressa ao seu referente e vice-versa.

O número de blocos foi correspondente às palavras ou frases de Treino da Fase. Apresentaram-se 12 tentativas por bloco. O treino consistiu na oralização da palavra pela experimentadora, antecedida pela seguinte instrução específica: “Vou falar uma palavra (frase) e você deverá tocar na figura que tem a ver com ela. Entendeu? O que você fará?”.

Se o(a) participante acertasse, eram apresentadas conseqüências diferenciais como “Muito bem! Você acertou!”. A conseqüência para respostas incorretas era: “Não era esta a figura (a experimentadora falava novamente a palavra correspondente à figura, tocava no estímulo correto e solicitava que o(a) participante fizesse o mesmo)”.

Ao término do Treino, era reaplicado o bloco de Pré-Teste. Se o(a) participante emitisse uma resposta incorreta em alguma das tentativas, reaplicava-se o Treino, o qual era seguido pelo teste até que o(a) participante não emitisse respostas incorretas durante o Teste.