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L’ EXISTENCE D ’ INITIATIVES LEGISLATIVES EXEMPTEES D ’ ETUDE D ’ IMPACT

CHAPITRE PREMIER L’ÉMERGENCE D’UN DROIT GOUVERNEMENTAL

SECTION 2. LA RATIONALISATION LIMITÉE DE L’INITIATIVE LÉGISLATIVE DU GOUVERNEMENT

B. L A SOUMISSION DE L ’ INITIATIVE LEGISLATIVE A DES REGLES DE PRESENTATION A GEOMETRIE VARIABLE

1. L’ EXISTENCE D ’ INITIATIVES LEGISLATIVES EXEMPTEES D ’ ETUDE D ’ IMPACT

A Figura 5.16 apresenta um cromatograma representativo dos resultados da análise da solução sintética de condensado de álcool (eletrólito) antes do ensaio de polarização. Estão apresentados no apêndice C os certificados com os cromatogramas das demais condições após o ensaio de polarização utilizando como eletrodo de referência:

 Eletrodo Saturado de Calomelano (ESC),

 Eletrodo Saturado de Calomelano com capilar de Luggin acoplado  Eletrodo de Quase-referência de Prata (EQRP).

Figura 5.16 – Cromatograma da concentração dos ânions presentes no condensado de

álcool sintético antes do ensaio de polarização potenciodinâmica anódica.

Para realização dos ensaios de polarização potenciodinâmica anódica, utilizou-se, inicialmente o eletrodo saturado de calomelano (ESC) como referência. Como a concentração de íons cloreto na solução sintética de condensado de álcool é baixa, a utilização do eletrodo ESC, pelo fato do mesmo estar imerso em solução saturada de KCl, provocou a contaminação do eletrólito por cloreto o que resultou no aumento expressivo do teor de cloreto na solução sintética de condensado de álcool. Uma forma de tentar resolver esse problema foi a utilização de um capilar de Luggin preenchido com solução de KNO3 acoplado ao eletrodo saturado de calomelano. No entanto, apesar da contaminação ter decrescido razoavelmente, a utilização do capilar de Luggin não foi suficiente para eliminar a contaminação de cloreto da solução de condensado sintético de álcool. Com base em informações da literatura (Brett, 1993) foi então utilizado como eletrodo de referência um fio de prata diretamente imerso na solução do condensado de álcool, eliminando-se desta maneira o problema da contaminação da solução de condensado de álcool. Assim, foi extinta por completo a contaminação do eletrólito, evitando-se, portanto, interpretações errôneas dos resultados como pode ser visto na tabela V.3.

Tabela V.3 – Concentração (em mg/L) dos ânions presentes na solução sintética de

condensado de álcool antes e após ensaio de polarização anódica utilizando-se como eletrodos de referência: eletrodo saturado de calomelano (ESC), eletrodo saturado de calomelano com capilar de Luggin acoplado e eletrodo de quase-referência de prata (EQRP).

Ânion* Antes do Ensaio ESC ESC/Capilar Luggin EQRP

Cloreto 24,894 44,499 35,723 22,116

Nitrito 5,768 5,795 5,753 5,921

Nitrato 0,019 5,617 * *

Sulfato 16,009 16,286 15,962 15,994

* elemento não determinado

O gráfico apresentado na figura 5.17 foi construído para uma melhor visualização dos resultados da contaminação em relação ao íon cloreto utilizando diferentes eletrodos de referência. 0 10 20 30 40 50 1 T eo r de C lor et o (m g/L )

Antes do Ensaio ESC ESC/Capilar Luggin EQRP

Figura 5.17 – Níveis de contaminação da solução sintética de condensado de álcool pelos

A partir da análise das concentrações dos ânions presentes nos eletrólitos (tabela V.3), pode-se perceber que os valores das concentrações dos ânions se mantiveram os mesmos apenas quando se utilizou o eletrodo de quase-referência de prata. O pior desempenho frente à contaminação da solução com cloreto foi ao se utilizar o eletrodo saturado de calomelano sem capilar de Luggin.

Correção do potencial do eletrodo de referência

O eletrodo de calomelano saturado comumente utilizado como eletrodo de referência foi substituído por um eletrodo de quase-referência de prata (EQRP), o qual consiste basicamente num fio de prata imerso no eletrólito. O potencial do EQRP medido nesse trabalho, com relação a um eletrodo saturado de calomelano (ESC), usando uma ponte salina de solução de KCl saturado é cerca de 90mV. Esse valor se manteve estável durante o tempo necessário para a realização de um experimento completo. Logo, um potencial de 0,0V (vs EQRP) é equivalente a 0,90V (vs ESC). O gráfico da figura 5.18 apresenta os resultados do eletrodo saturado de calomelano versus eletrodo de quase-referência de prata utilizando praticamente o mesmo tempo de trabalho que aquele necessário para completa formação de uma curva de polarização. Trabalhos anteriores (Maranhão, 1998, Suarez et al, 1996, Lin et al, 2003) também fizeram uso de eletrodo de quase-referência (ou com um fio de prata ou com um fio de platina) como eletrodo de referência em seus estudos.

-0,1 -0,097 -0,094 -0,091 -0,088 -0,085 -0,082 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 1800 2000 Tempo (s) EC S v s EQ R P

Figura 5.18 – Gráfico de potenciais do eletrodo saturado de calomelano versus fio de prata.

Através da análise desses potenciais é possível verificar que não há necessidade de correção dos valores de potenciais do EQRP em relação ao eletrodo de calomelano saturado, uma vez que essa diferença de potencial entre os eletrodos é constante durante todo o tempo do ensaio, assim, pode-se dizer que também durante os ensaios de polarização potenciodinâmica anódica não haverá variação do potencial devido à utilização do EQRP, não comprometendo, portanto os resultados.

5.3 Imersão em cloreto férrico

Após ensaios de imersão em cloreto férrico foi possível determinar a massa perdida após 72 horas de imersão dos aços estudados. A variação da massa perdida obtida para os aços inoxidáveis durante a imersão em 6% FeCl3.6H2O é mostrada na figura 5.19.

0

1

2

3

4

5

6

7

1

M

ass

a P

er

dida

(

%

)

304

439

409H

409A

Figura 5.19 – Perda de massa dos aços 304, 439, 409H e 409A após teste de imersão em

cloreto férrico.

O aço inoxidável 304 foi o que apresentou menor perda de massa (figura 5.19). O aço 439 apresentou perda de massa intermediária (cerca de 3,5%) entre os aços e os aços 409A e 409H apresentaram piores desempenhos dentre todos, 4,7 e 5% respectivamente. Esse resultado está de acordo com Cunto, (2005) que avaliou a perda de massa através do teste de imersão em cloreto férrico de aços inoxidáveis e dentre outros aços, ele também estudou os aços 304, 439 e 409H encontrando a mesma relação de perda de massa. Os resultados desse trabalho estão coerentes com os apresentados na figura 5.17 para a capacidade de proteção (Epite - Ecorr) que diferenciam apenas para o aço 304

A maior resistência à corrosão encontrada para o aço 304 pode estar associada ao fato deste aço apresentar baixo teor de carbono o qual previne a formação de precipitados de carboneto de cromo e por possuir nada ou baixa quantidade de elementos extra como o Mn e S, que modificam significativamente o comportamento do aço frente à corrosão (Martin e colaboradores, 2008). Outro motivo a ser considerado no aço 304 é a presença de níquel na sua composição que aumenta a resistência à corrosão. Dando seqüência, o aço 439 teve a segunda menor corrosão, pois apesar de ser um aço ferrítico apresenta elementos estabilizadores como o titânio e o nióbio (Carbó, 2001). Os resultados encontrados (figura 5.16) também estão de acordo com estudos de Santandrea, 1999 que utilizou o ensaio de

imersão em cloreto férrico em aços com diferentes porcentagens de molibdênio e verificou que aqueles com o teor de Mo próximos de 2% tiveram uma melhor resistência à corrosão.

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