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L’environnement physique et le transport maritime

3. LE TRANSPORT MARITIME DURABLE

3.4. L’environnement physique et le transport maritime

Compreendemos como Fullan e Hargreaves (2001), que a escola é por natureza uma unidade de mudança. No entanto, devemos ter clareza de que, para se mudar a escola, necessário se faz mudar a cultura escolar em toda sua complexidade com o apoio das políticas educacionais em níveis nacional, estadual e municipal.

As discussões sobre as mudanças da escola pública perpassam também a defesa da valorização e formação do(a) professor(a), além da melhoria das condições de trabalho. A escolha da referida escola deu-se pelo fato de acreditarmos que poderíamos contribuir com a formação emancipatória dos professores da EJA, no sentido de melhorar a qualidade das práticas de leitura vivenciadas.

A EMFF44 foi construída em terreno próprio, ocupa uma área de 2.469,43m. Na fundação da escola, a área construída resumia-se a 04 salas de aula, 02 salas pequenas, onde funcionavam secretaria e direção, 01 cômodo pequeno (almoxarifado), 02 sanitários, 01 cozinha e 01 cômodo da merenda. A área não construída servia de pátio para a recreação das crianças. Posteriormente, a escola foi reformada. Na ocasião, foram construídas mais duas salas de aula e 01 pequeno pátio coberto.

Em 1970, a escola funcionava nos turnos matutino e vespertino com o pré- escolar e ensino fundamental de 1ª a 4ª série, atualmente ensino fundamental 1º ao 5º ano. Em 1995, começou o funcionamento do turno noturno com o curso de Alfabetização de Jovens e Adultos. A necessidade de oferta de Educação de Adultos, hoje EJA, deu-se pelo interesse em atender aos sujeitos que trabalhavam na indústria da construção civil que, à época, procuravam uma escola para aprender a ler e a escrever, por exigência da comunidade, a escola abriu suas portas para atender essa modalidade.

Em 2001, a escola implantou o ensino fundamental da 5ª a 8ª séries, atualmente 6º ao 9º ano, possibilitando que os alunos da EJA, ao concluírem a terceira fase45, pudessem dar continuidade ao Ensino Fundamental dito “regular”. No entanto, nos diálogos com as professoras na escola, percebemos que os alunos da EJA não são bem aceitos quando são encaminhados a essa organização do ensino. Há inclusive, segundo a coordenadora Quíone, a proposta de separarem os alunos da EJA dos demais alunos da escola na ocasião da socialização dos projetos didáticos desenvolvidos. Segundo as professoras, os alunos da EJA eram tímidos e não tinham um bom desempenho nas socializações dos trabalhos.

Observamos que essa realidade provocava conflitos ideológicos entre os professores, pois tínhamos a impressão de que a escola vivia em função da complexidade da oferta do Ensino Fundamental, em detrimento do acompanhamento do desempenho dos alunos da EJA – tratados não como alunos desta modalidade, mas como potenciais alunos do Ensino Fundamental. Tínhamos clareza de que era

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A escola teve o seu 1º registro oficial com o Decreto Lei nº 1687 de 17 de novembro de 1969.

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No regime federativo do Brasil, os Estados e Municípios de acordo com as competências estabelecidas na Constituição Federal, gozam de autonomia por meio das Constituições Estaduais e das leis Orgânicas dos Municípios, para estabelecerem normatividade harmônica e diferenciada que lhes permitem definir a organização, a estrutura e o funcionamento da EJA (PARECER CEB/CNE Nº 11, 2000). Assim, em

Alagoas o estado denominou de etapas e o município de Maceió, de fases, referirem-se ao sequenciamento na de Educação de Jovens e Adultos da alfabetização, do ensino fundamental ao ensino médio.

necessário fomentar um diálogo, na escola, reforçando a perspectiva de que “a educação de adultos é uma educação para a compreensão mútua contra a discriminação” (GADOTTI, 2005, p. 33-34).

A referida escola localiza-se na Ponta Verde, bairro nobre da cidade de Maceió- AL. A população do bairro é constituída por classes sociais média e alta, com padrão socioeconômico elevado. O bairro, por ter uma comunidade de poder aquisitivo alto, não dispõe de serviços públicos mantidos pelo poder municipal: posto de saúde e hospital. A oferta de serviços é diversificada: academias de ginástica, salões de beleza, clínicas odontológicas, clínicas médicas e escolas particulares.

A referida escola tem sua edificação de porte médio, dotada de uma infraestrutura com disponibilidade arquitetônica, instalações hidrossanitárias, elétricas, telefônicas e TV que atendiam às necessidades básicas. Com as reformas, a escola adquiriu condições satisfatórias de funcionamento, melhorou a ventilação com a colocação de janelas e ventiladores; recebeu mobiliários novos para alunos e professores, quadros brancos e iluminação. Quanto aos novos mobiliários destinados aos alunos (bancas e cadeiras) não são adequados a sujeitos da EJA, o que dificultava uma boa postura para a realização das tarefas escolares. A escola não possui refeitório, e a merenda é servida no pátio.

Os alunos do turno diurno, em maioria, são provenientes de outros bairros, como: Jatiúca, Ponta da Terra, Pajuçara, Poço, Jacintinho. Nesse turno, tem-se outra realidade de alunos na EJA. São oriundos do interior do estado, em sua maioria, e desenvolviam atividades remuneradas no próprio bairro, tais como: babás, caseiros, empregadas domésticas e vigilantes, que residiam temporariamente na casa de seus “patrões”, segundo narrativas nos GF. Mesmo localizando-se em uma área nobre da cidade, as ações da escola eram centradas no atendimento aos alunos das camadas populares.

Atualmente, o prédio escolar é composto de nove salas de aula, uma quadra de esportes, 1 pátio coberto, 1 sala de direção, 1 sala de professor, 1 sala de coordenador pedagógico, 1 secretaria, 1 cozinha, 1 sala para depósito de alimentos, 1 dispensa, 1 sala para almoxarifado, 2 banheiros para funcionários e 6 banheiros para alunos (3 masculinos e 3 femininos), 1 laboratório de informática, 1 sala de vídeo, 1

biblioteca/sala de leitura. Essa estrutura física atendia à demanda do público noturno, considerando que nesse horário o número de alunos era reduzido.

Todos os professores possuíam vínculo empregatício com a Prefeitura Municipal de Maceió, por meio de sua Secretaria de Educação e Desporto de Maceió (SEMED). Uma pequena parte desses profissionais tinha outro vínculo empregatício em escolas estaduais ou da rede particular e/ou em outros setores.

Na EJA, são lotadas na escola três profissionais com carga horária de 25 horas. Essas profissionais, com relação à formação inicial, possuem graduação plena. A escola possuía um alto índice de evasão nessa modalidade. Esse fato provocou muitos conflitos entre professores e o grupo gestor da escola, no sentido de buscarem soluções para esse problema. Para diminuir os índices, algumas ações foram realizadas para identificar os fatores que provocavam essa evasão. Durante a semana pedagógica, em 2013, o grupo colaborativo de professore(a)s da universidade foi convidado a dialogar com o(a)s professore(a)s da EJA sobre o perfil dos alunos desta modalidade e a relevância das práticas de leitura na escola.