L’INVENTION D’UNE LANGUE
L’ EMPRISE DE L ’ ORAL
• Fruir e usufruir das atividades aquáticas como fonte de aprendizagem motivadora
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• Desenvolvimento de capacidades de autonomia pessoal (como, por exemplo, equipar-se e cuidar da sua higiene com autonomia);
• Desenvolvimento de capacidades de adaptabilidade sócio comportamental (como, por exemplo, ser capaz de ir/estar num espaço público com à-vontade);
• Desenvolvimento de capacidades de interação, comunicação (como, por exemplo, conviver na piscina com os pares).
2.4- Procedimentos Metodológicos e de Avaliação
O Clube de Natação surgiu de uma proposta da escola, procurando ir ao encontro das necessidades, limitações e interesses de um conjunto de alunos portadores de necessidades educativas especiais de carácter permanente da EB2,3.
Entre as diligências realizadas para o efeito, destacam-se os contactos com as Câmaras Municipais envolvidas, quer para a frequência da piscina municipal, quer a fim de solicitar apoio para o transporte dos alunos até à mesma.
Foram, também, formalmente contactados os pais/Encarregados de Educação, através de uma reunião para se discutir o projeto e pedir autorização para o mesmo tendo, na altura, sido assinados os respetivos documentos de autorização (cujo formulário se encontra em Anexo 2).
A iniciativa foi, igualmente, apresentada aos alunos tendo a sua recetividade sido imediata.
Os Diretores de Turma das cinco turmas em que os alunos estavam integrados foram, também, abordados quanto à estruturação dos horários, de forma a incluírem a frequência, com os seus pares, de todas as áreas curriculares a desenvolver durante o ano letivo, mas também a disponibilizar um horário comum, na componente letiva, destinado ao Clube de Natação, integrado no Desporto Escolar.
A atividade/projeto foi planificada de acordo com as orientações do Conselho Pedagógico, tendo como referência o Projeto Educativo e Plano
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Anual de Atividades e sempre em articulação com o Conselho de Turma e, particularmente, com o grupo disciplinar de Educação Física.
Nos Conselhos de Turma, com a colaboração de todos os docentes, o professor responsável delineou as estratégias globais (metodologias e procedimentos que visassem desenvolver as áreas fortes e minimizar as áreas fracas) a ter em conta no desenvolvimento dos respetivos PEI’s.
Ao longo do ano letivo, partilharam-se opiniões relativamente à planificação que o docente elaborou, à preparação prévia, à realização e, bem assim, à monitorização e avaliação de todo o processo.
Para a sua concretização, foi, também, importante a colaboração de uma funcionária da EB2,3, para acompanhar o professor na deslocação à piscina bem como para ajudar as alunas no balneário antes e após a atividade – esta colaboração foi solicitada ao órgão da tutela nessa época: o Conselho Executivo.
O projeto concretizou-se com uma sessão semanal de 90 minutos, dos quais 50 minutos eram de prática aquática – sempre organizados e estruturados em diversas fases e incluindo práticas diversificadas, motivadoras, como, por exemplo, jogos com diversos materiais. Assim, cada sessão iniciava com exercícios de aquecimento; seguiam-se técnicas de natação e por fim, práticas de respiração e relaxamento para retorno à calma.
Numa primeira fase, as sessões incluíram atividades f o c a l i za d a s n a adaptação ao meio aquático, com vários tipos de exercícios, desde jogos a pequenas competições lúdicas. Progressivamente foram sendo introduzidas técnicas de natação básicas, respeitando a evolução de cada aluno.
No início de cada aula existiu sempre um diálogo em que o professor explicava quais os exercícios a realizar, bem como os seus objetivos. Esta apresentação era acompanhada de exemplificação. As sugestões, em pequenos passos separados, procuravam ser claras, apresentadas com frases curtas, repetida e pausadamente para ajudar a memorização. Contudo, o lançamento das propostas de trabalho era feito sob a forma de propostas que procuravam ser interessantes e cativantes, mas que eram sempre, flexíveis e abertas a alterações e sugestões dos próprios alunos.
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Ao longo das sessões o docente apoiava os alunos que apresentavam maiores dificuldades nos exercícios e retificava os vários gestos técnicos trabalhados na aula, sempre como sugestões para melhorar, valorizando as realizações e os esforços dos alunos e acompanhando-as de reforço positivo sob a forma de palavras de aplauso e de incentivo.
Assim, as interações entre o docente e os alunos assentavam num clima de diálogo e de abertura; de camaradagem e alegria.
Procurava-se, sobretudo, que os alunos se sentissem felizes, participantes, motivados a prosseguir, confiantes e conscientes dos seus progressos e das suas conquistas.
Foi utilizado diverso material, como bolas coloridas de distintos tamanhos, pesos e texturas; arcos, placas, rolos, colchões, entre outros. Recorreu-se, também, a material de apoio, como braçadeiras, placas e pull-
buoy’s, uma vez que os alunos tinham limitações físicas, intelectuais e
emocionais que lhes poderiam causar pânico e recusa, em caso de insegurança.
Relativamente aos procedimentos de avaliação, que foi sempre individualizada, incluíram, num primeiro momento, a avaliação inicial (avaliação diagnóstico), a qual possibilitou a identificação de caraterísticas motoras e handicaps de cada um dos alunos, permitindo, desta maneira, construir as planificações individualizadas e ajustadas à sua diversidade.
Ao longo do ano, procedeu-se a avaliação contínua, monitorizando progressos e dificuldades bem como a sua evolução, quanto às capacidades e dificuldades individuais e ritmos de aprendizagem.
A avaliação (autoavaliação e heteroavaliação) das sessões do Clube de Natação era realizada mensalmente com registos no caderno dos alunos com indicações de adquirido e em aquisição, em relação aos diversos parâmetros.
Na avaliação foram tidos em conta os progressos quanto aos objetivos estratégicos traçados e, mais especificamente, progressos e dificuldades concretos das atividades aquáticas (AMA e Técnicas básicas de nado).
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e pontualidade; atitudes e comportamento; autonomia; responsabilidade; relação com os professores, colegas e auxiliares de ação educativa; empenho, interesse e dinamismo demonstrado.
A avaliação sumativa nestas componentes realizou-se no final de cada período, onde cada aluno foi avaliado qualitativamente quanto ao Clube de Natação como, aliás, quanto a várias outras disciplinas. A avaliação era registada no PEI de cada um dos alunos (em Anexo 3). Contudo, estando o Clube de Natação integrado no Desporto Escolar, não havia lugar a atribuição de qualquer menção/nível.
No final do ano letivo foi elaborada pelo professor uma avaliação qualitativa da situação de cada aluno no que se refere à evolução na aprendizagem da natação respeitando as diferentes fases.
2.5- Planificação e organização das atividades do Clube de Natação
A atividade física e desportiva, como foi referido, carece de ser devidamente orientada e estimulada para que possa contribuir, efetivamente, para a melhoria da qualidade de vida dos indivíduos, em geral e, particularmente, nos portadores de necessidades especiais.
O envolvimento da pessoa com deficiência na prática da natação, segundo ficou claro na revisão de literatura, traz benefícios não apenas no plano físico, mas, igualmente, no plano emocional e no bem estar geral.
Neste contexto, para o desenvolvimento da aprendizagem da natação com os alunos portadores de DI, seguiram-se as orientações teóricas reconhecidas pelos especialistas. Assim, teve-se em conta uma primeira fase, de adaptação ao meio aquático (AMA), para, só depois, incentivar a aprendizagem de técnicas de nado.
Os exercícios de AMA, sendo fundamentais, enquanto base da aprendizagem da natação, compreendem a superação de níveis de complexidade ascendente. A sequência dos níveis, recomendada por envolver aspetos técnicos fundamentais para a aquisição do patamar subsequente, pode, no entanto, ser ajustada em função das especificidades apresentadas por cada aluno.
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Quanto à fase de ensaio das técnicas de nado, atendeu-se à seguinte sequência: crawl, costas, bruços e mariposa, por se considerar ser a mais adequada às caraterísticas e limitações dos alunos.
2.5.1- Plano Global
As sessões do Clube de Natação seguiram o seguinte plano:
I- Adaptação ao meio aquático (AMA), que tem como principal objetivo, fazer com que o aluno não tenha medo da água, ganhar confiança. Esta encontra-se dividida em 3 fases com várias etapas a atingir. O aluno só se encontra apto a transitar para a fase seguinte se as etapas foram atingidas.
II- Técnicas básicas de nado nos estilos crawl, bruços, costas e mariposa, cada uma das quais, também, com sucessivas fases de prossecução.
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• PRIMEIRA FASE:
NÍVEL I
• Entrada na água – O aluno entra na água e aceita o contacto com a mesma, sem qualquer tipo de receio;
• Equilíbrio Vertical – O aluno desloca-se na posição vertical sem perder o equilíbrio;
• Respiração – O aluno reage bem ao contacto da água com o rosto, emerge o rosto e expira ativamente pela boca ou nariz;
• Deslocamento Ventrais e Dorsais – O aluno desloca-se pela piscina na posição ventral e dorsal, sem perder o equilíbrio com ou sem ajuda do professor.
• SEGUNDA FASE:
• Propulsão dos Membros Inferiores (MI) – O aluno é capaz de realizar o batimento dos MI na posição ventral e dorsal, sem perder o equilíbrio ou o alinhamento corporal horizontal (posição hidrodinâmica fundamental).
• Imersão – O aluno realiza imersão total do rosto e do corpo sem qualquer tipo de receio ou resistência.
• Alteração de Equilíbrio – O aluno consegue passar da posição vertical para a posição horizontal (posição hidrodinâmica fundamental), autonomamente, para além de conseguir realizar rotações (rodar em imersão).
• TERCEIRA FASE:
• Equilíbrio Dinâmico – O aluno deve deslizar em posição ventral e dorsal mantendo a posição fundamental hidrodinâmica.
• Deslocamentos Autónomos – O aluno desloca-se autonomamente pela piscina com segurança e à vontade.
No final da fase de AMA, os alunos dão início à aprendizagem às técnicas de nado propriamente ditas, entre elas, Crawl, Costas, Bruços e Mariposa.
Como na fase de adaptação, a aprendizagem das técnicas também estão sujeitas a níveis de aprendizagem, níveis esses que os alunos terão que atingir para executem a técnica de forma exemplar. Cada técnica
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NÍVEL II
• TÉCNICA DE CRAWL:
• O aluno realiza a pernada coordenada com a respiração lateral, braçada unilateral. A pernada coordenada com a braçada e respiração lateral e técnica completa. Realiza uma piscina de crawl.
• Nível 1 – O aluno não nada a técnica de Crawl
• Nível 2 – O aluno nada a técnica de Crawl mas com limitações (não faz a pernada correta com a respiração lateral e/ou não coordena a pernada com a braçada unilateral).
• Nível 3 – O aluno nada a técnica de Crawl com limitações (não coordena a pernada com a braçada e a respiração lateral).
• Nível 4 – O aluno nada a técnica de Crawl sem as referidas limitações.
• TÉCNICA DE COSTAS:
• O aluno realiza a braçada de Costas, coordena a pernada com a braçada unilateral e a técnica completa. Realiza uma piscina na técnica de Costas.
• Nível 1 – O aluno não nada a técnica de Costas.
• Nível 2 – O aluno nada a técnica de Costas mas com limitações (não realiza a extensão completa dos Membros Superiores (MS) e/ou a extensão dos Membros Inferiores (MI).
• Nível 3 – O aluno nada a técnica de Costas com limitações (não coordena a pernada com a braçada unilateral e/ou não executa corretamente a entrada e saída da mão na água).
• Nível 4 – O aluno nada a técnica de Costas sem as referidas limitações.
• TÉCNICA DE BRUÇOS:
• O aluno realiza a pernada correta de Bruços, a pernada coordenada com a braçada e respiração, técnica completa de bruços. Realiza uma piscina de Bruços.
• Nível 1 – O aluno não nada a técnica de Bruços.
• Nível 2 – O aluno nada a técnica de Bruços mas com limitações (não faz a pernada correta e/ou a coordenação pernada braçada).
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• Nível 3 – O aluno nada a técnica de Bruços mas com algumas limitações (não faz a pernada coordenada com a braçada respiração).
• Nível 4 – O aluno nada a técnica de Bruços sem as referidas limitações.
• TÉCNICA DE MARIPOSA:
• Nível 1 – O aluno não nada a técnica de Mariposa.
• Nível 2 – O aluno nada a técnica de Mariposa mas com limitações, (não realiza a ondulação do corpo e/ou a coordenação da pernada com a respiração).
• Nível 3 – O aluno nada a técnica de Mariposa mas com limitações, (não realiza a coordenação entre a pernada e a braçada).
• Nível 4 – O aluno nada a técnica de Mariposa sem as referidas limitações.
• O aluno realiza a pernada correta de mariposa, ondulação do corpo junto com a pernada coordenada com a respiração, técnica completa de Mariposa. Realiza uma piscina de mariposa.
2.5.2- Planos das Sessões do Clube de Natação
O programa das sessões, como referido no ponto anterior, foi estruturado para abranger as duas grandes fases da aprendizagem da natação: i) Adaptação ao Meio Aquático; ii) Aquisição de técnicas de nado4.
Cada sessão foi planificada de acordo com o plano traçado, mas sempre ajustada tendo por referência a avaliação da sessão anterior. Assim, não houve uma calendarização estrita de aulas/sessões para cada fase, mas, ao invés, optou-se pela fluidez, apenas passando à fase seguinte do plano quando a avaliação assim o recomendava.
O objetivo central era que os alunos se sentissem bem, progressivamente mais seguros e autónomos e autoconfiantes nas suas capacidades e nunca preocupados com as suas dificuldades face a uma meta hipotética preestabelecida.
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2.6- Avaliação dos progressos dos alunos
Apresenta-se, de seguida, uma síntese do resultado do trabalho desenvolvido ao longo das sessões.
Relembrando que, embora fosse objetivo primordial que os alunos ultrapassassem algumas dificuldades pessoais, associadas à sua DI, os objetivos estratégicos eram de dois tipos: i) Desporto Escolar: desenvolvimento de capacidades específicas decorrentes da atividade física na piscina, ao nível da adaptação ao meio aquático e ao nível das técnicas básicas de nado; ii) Diminuição das limitações emocionais, comportamentais e sociais dos alunos: desenvolvimento de capacidades/
ultrapassagem de dificuldades ao nível emocional, comportamental e social. Quanto ao primeiro grupo de objetivos estratégicos, de referir que as planificações foram sendo cumpridas, o que, por si só, permite aferir da consecução das tarefas pelos alunos. Assinala-se, nomeadamente, a dificuldade de execução de muitos movimentos na água, que envolviam destreza, agilidade e coordenação motora.
Apenas a aprendizagem da técnica de mariposa não foi possível, mas muitos dos exercícios preliminares para a aquisição desta técnica foram realizados com sucesso pelos alunos.
Verificou-se, desta maneira, o desenvolvimento de capacidades ao nível físico e psicomotor, com a evolução dos alunos quanto à sua coordenação motora e quanto à aquisição de saberes práticos no meio aquático.
Como se percebe da leitura do Quadro 4 e do Quadro 5, embora os resultados tenham sido muito diferentes entre os cinco alunos, todos desenvolveram algumas técnicas que lhes permitem a frequência da piscina em outros contextos, com alguma, ou com muita autonomia. Quase todos adquiriram autonomia quanto a técnicas de nado, em maior, ou menor grau. Apenas o aluno cinco não conseguiu fazer a passagem para essa fase.
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Quadro 3- Registo da avaliação da AMA, por aluno
Adaptação ao Meio Aquático A1- 6ºANO AA2 – 6ºANO AA3- 8º ANO A4-8º ANO A5 – 9ºANO
1ª FA
S
E
Entrada na água – O aluno entra na água
e aceita o contacto com a mesma, sem
qualquer tipo de receio;
X
X
X
X
X
Equilíbrio Vertical – O aluno desloca-se
na posição vertical sem perder o equilíbrio;
X
X
X
X
X
Respiração – O aluno reage bem ao
contacto da água com o rosto, emerge o rosto e expira ativamente pela boca ou nariz;
X
X
X
Deslocamento Ventrais e Dorsais – O
aluno desloca-se pela piscina na posição ventral e dorsal, sem perder o equilíbrio com ou sem ajuda do professor.