L’enquête documentaire
II. L’ANALYSE DES DOCUMENTS
2. L’ANALYSE DU CONTENU
Importa agora fazer uma caraterização sumária da oferta disponibilizada pelo concelho de Chaves e que poderá constituir a base da sua atratividade e competitividade em termos globais. A oferta turística representa o conjunto integrado de todos os bens e serviços produzidos exclusivamente para consumo dos visitantes e ainda todos aqueles destinados aos residentes mas que também são consumidos pelos visitantes, bem como a imagem geral do destino e os atrativos que oferece.
O património histórico e cultural, o comércio tradicional e as Termas de Chaves, são os principais recursos que a cidade de Chaves tem para oferecer ao visitante, e que constituem a base da sua atratividade e diferenciação. A estes três principais elementos acrescentámos as dinâmicas culturais e animação urbana.
Património histórico cultural:
O centro histórico e cultural de Chaves constitui uma unidade de elevado valor patrimonial, que tem sido, e continua a ser, objeto de diversas intervenções no sentido da sua preservação e valorização. São vários os monumentos que testemunham a diversidade de culturas que aqui marcaram presença, dos quais destacamos: o Museu da Região
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Flaviense, o Museu Militar, a Torre de Menagem do Castelo de Chaves, a Igreja Matriz de Santa Maria Maior, Igreja da Misericórdia; Igreja da Madalena, Forte de S. Francisco, Ponte de Trajano, Muralha da cidade.
O comércio:
Chaves é uma cidade que vive essencialmente do comércio. O concelho continua a ser aquele que apresenta maior peso em termos de número de estabelecimentos no Alto Tâmega, seguindo-se por ordem decrescente os concelhos de Valpaços, Vila Pouca de Aguiar, Montalegre, Boticas e Ribeira de Pena.
Segundo dados do INE, Chaves continua a ser o município com maior número de empresas no Alto Trás-os-Montes, apresentando um registo de 3566, seguindo-se Bragança com 3407 e Mirandela que apresenta 2183 empresas registadas. Segundo os dados facultados pela ACISAT – Associação Empresarial do Alto Tâmega, relativamente aos setores de atividade de empresas associadas, que representa:
O setor do comércio (grossista e retalhista) é o que maior expressão numérica representa, predominando as atividades ligadas ao setor alimentar, com 615 empresas inscritas.
O setor da hotelaria e similares é o segundo mais representativo, tendo em conta as 413 empresas inscritas.
O número de empresas prestadoras de serviços (184) tem vindo a ter um acréscimo assinalável, para o que contribuiu a criação de muitas empresas a operar em áreas de contabilidade, gestão e consultadoria.
A Indústria (com exceção da hotelaria e similares) marca, em termos numéricos, a posição imediatamente a seguir, sendo a sua maioria ligada à transformação e à construção civil e obras públicas (72 empresas).
O setor da agricultura e as atividades com esta correlacionadas, continuam a ter, em termos numéricos, pouca expressão, registando-se apenas 10 empresas a operar neste setor.
As Termas de Chaves
As Caldas situam-se em plena cidade, no Largo Tito Vespasiano, entre o rio Tâmega e a zona urbana medieval. Chaves é hoje um dos mais importantes centros termais da Europa. As águas começaram a ser exploradas pelos romanos há dois mil anos e a cidade desenvolveu-se sempre ligada às Caldas. As Termas de Chaves constituem-se como o principal centro dinamizador do turismo desta região, pelo que tem sido uma das principais apostas estratégicas do Município de Chaves. Sob o lema “Tradição e Modernidade no
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Caminho da Excelência”, foram concretizados durante os últimos anos avultados investimentos de requalificação do Balneário Termal, tendo sido modernizado aos mais diversos níveis. Desde 2004, está a ser desenvolvido um programa de rejuvenescimento das atuais instalações, vocacionando as Caldas de Chaves não só para a vertente de saúde, mas também, para a vertente de bem-estar/lazer termal. Este novo produto será, na opinião do Município, capaz de atrair visitantes à cidade durante todo o ano, dinamizando o período de Inverno no qual a vertente de Termalismo de Saúde tem pouca procura.
O balneário vai brevemente entrar numa nova fase de modernização, através do Projeto AQUAE – Centro de Competências em Turismo, Termalismo, Saúde e Bem-estar. Este projeto criará o centro de competências AQUAE, que congrega várias vertentes: entro inovador na área do uso sustentável da água, contemplando a prestação de serviços, principalmente na área da saúde e bem-estar, gestão e controlo de qualidade, do desenvolvimento e inovação tecnológica e de transferência de tecnologia;
Centro de desenvolvimento de projetos de investigação e de experimentação;
Espaço de formação de competências e de divulgação do conhecimento científico e experimental.
O balneário flaviense mantém o 2º lugar no ranking da cura termal a nível nacional, apenas superado por São Pedro do Sul. No entanto, em 2012, as Termas de Chaves registaram uma afluência de 5000 termalistas e uma faturação de cerca de um milhão de euros, tendo sofrido uma quebra de 14% em relação ao ano anterior, devido à recessão económica que afeta atualmente tanto a portugueses, como a espanhóis. Segundo a informação facultada pela Empresa Municipal das Termas, houve uma quebra global de 19% no número de aquistas, repartida por uma diminuição de cerca de 20% na cura e 15% nos programas de bem-estar, o que significa uma queda global de 14% a nível de faturação. Estes dados acompanharam a tendência a nível nacional e são explicados pela redução do rendimento disponível das pessoas e menos comparticipação através do Sistema Nacional de Saúde, que se traduziram numa quebra a nível nacional no mercado da cura termal, que é mais caro, demora mais tempo e é o mais procurado.
Relativamente à oferta turística, torna-se ainda fundamental fazer uma abordagem sucinta sobre o alojamento, a gastronomia e o artesanato.
Alojamento
Os indicadores da oferta turística resultam principalmente dos dados disponíveis sobre a capacidade de alojamento, do número, categoria e lugares oferecidos pelos
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estabelecimentos de restauração, dos meios de transporte existentes e de outros meios de produção turística.
O Alto Tâmega oferece aos seus visitantes, boas condições no setor de alojamento e restauração. Existem vários hotéis, residenciais, casas de turismo rural, parques de campismo e outras modalidades de alojamento muito bem equipadas, que têm um saber receber digno da hospitalidade que carateriza o povo do Alto Tâmega. Segundo os últimos dados do INE (2001), Chaves possui 12 estabelecimentos hoteleiros, sendo que 4 são hotéis. Embora a estada média registada nos estabelecimentos hoteleiros no concelho de Chaves seja de 2 noites, no que se refere aos turistas do termalismo, permanecem em média 10 dias (tempo de duração dos tratamentos terapêuticos). Foi registado em 2010 um total de 14 311 dormidas de estrangeiros, sendo considerado o segundo destino com maior número de dormidas do Alto Trás-os-Montes, o primeiro é Bragança. O concelho conta ainda com 6 estabelecimentos de Turismo no Espaço Rural e alguma oferta privada.
Foi concluído em 2004, o Parque de Campismo do Rebentão, a 3 km da cidade de Chaves, com 3500ha e 300 lugares disponíveis, que veio suprir uma lacuna importante até à data no concelho. Durante o verão, o Parque de Campismo do Rebentão está sempre a completo.
Relativamente à oferta turística de Chaves, há ainda que fazer referência ao “Hotel Casino de Chaves”, pertencente à Solverde, S.A., com um parque de estacionamento com 600 lugares, numa área total de 376 675 m2.
A localização do Hotel Casino de Chaves é a porta de entrada principal da cidade de Chaves. Situado no topo poente do núcleo urbano em expansão e consolidação, é servido por uma via circular distribuidora do aglomerado, e desta ao acesso direto ao nó da A24.
Gastronomia
Como mostra dos pratos típicos do Alto Tâmega podemos referir o presunto de Chaves e Barroso, o salpicão, as linguiças, as alheiras, a posta barrosã, o cabrito assado ou estufado, o cozido à transmontana, a feijoada à transmontana, os milhos à romana, as trutas recheadas com presunto, entre muitos outros. Obviamente não nos podemos esquecer dos famosos Pastéis de Chaves que levam o nome da cidade a muitos recantos do país. Este produto pasteleiro, com base de massa folhada e carne picada foi introduzido na gastronomia de Chaves em meados do Século XIX, tendo sido reconhecido o seu registo como indicação geográfica em novembro de 2012, através de publicação no Diário da República. O Município de Chaves tem vindo a apostar na sua divulgação através da introdução da marca “Sabores de Chaves", já registada pelo Município no Instituto Nacional de Proteção Industrial, o que permitirá a introdução no mercado de uma marca ligada à
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promoção dos produtos regionais, sob a qual serão divulgados os produtos tradicionais de qualidade oriundos da região de Chaves. A marca “Sabores de Chaves” assenta na valorização de uma imagem de marca, capaz de dinamizar as atividades já instaladas e captar novos empreendedores. Para além de promover os produtos tradicionais do concelho, a marca “Sabores de Chaves”, permitirá também promover o concelho, a cidade e a região.
Figura 20 – Marca “Sabores de Chaves”
Fonte: Município de Chaves, (2013)
Outro dos produtos típicos é o folar – produto à base de massa fofa recheado de carne de porco, salpicão e linguiça. Quanto a doces se refere, o Alto Tâmega também possui variados produtos, dignos de referência, o doce de cereja, o doce de abóbora, o pudim de castanhas, o mel e doce de amêndoas, entre muitos outros.
Artesanato
O artesanato merece especial atenção, tanto mais que nos transmite também todo um saber de arte e criatividade, pois utilizando métodos ancestrais na criação e reprodução de peças, ele transporta-nos hoje a um tempo longínquo que deve ser recordado e preservado, mantendo-se através dele parte da identidade de um povo.
No Alto Tâmega como em muitas regiões do país têm-se vindo a recuperar estas tradições ancestrais. Um pouco por todo o lado surgem escolas, oficinas, ateliers e espaços próprios com o objetivo de não só realizar peças artesanais como também para se fazer uma recolha dos métodos de produção, materiais utilizados e formas de artesanato.
O Alto Tâmega é rico em manifestações artesanais, mas aquela que de alguma forma é mais conhecida é o barro preto de Vilar de Nantes. Este artesanato está em processo de certificação, graças ao esforço conjunto da ADRAT, da Associação de Artesãos de Vilar de Nantes, Turismo do Porto e Norte de Portugal e da Câmara Municipal de Chaves. Podemos dizer que atualmente as peças de artesanato, de uma forma geral, não só são úteis, como também são dignas peças decorativas.
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Dinâmicas culturais e animação
Quanto às dinâmicas culturais e animação há a considerar as infraestruturas disponíveis, das quais podemos realçar as seguintes: Museu da Região Flaviense; Biblioteca Municipal; Antigo auditório municipal; Novo auditório municipal; Auditório Forte S. Neutel; Largo das Freiras; Centro Cultural.
Em termos de orientações de política e de animação cultural, a Câmara Municipal de Chaves, inverteu recentemente a sua filosofia de dispersão de apoios pelas diferentes coletividades e associações culturais e recreativas locais, através da criação da Associação Chaves Viva, que passou a ser a entidade responsável pela coordenação e desenvolvimento de todas as iniciativas culturais e de animação na cidade de Chaves. De referir ainda a diversificação de eventos culturais, através da dinamização do Centro Cultural pela Academia de Artes; as constantes exposições de pintura e escultura na Sala Multiusos; semanalmente são realizados eventos culturais diversificados, para além dos eventos marcantes realizados ao longo do ano (em janeiro/fevereio, a Feira dos Sabores de Chaves, na primavera a Bienal de Arte, as feiras do folar de Chaves, do pastel e da castanha, dentro da marca “Sabores de Chaves”, as festas da cidade no verão e a tradicional feira dos Santos no outono).
Existe ainda uma cooperativa de atividade teatral na cidade, o Teatro Experimental Flaviense (TEF), fundada em 1980, que tem desenvolvido um trabalho de teatro amador de qualidade significativa, e a qual a Câmara Municipal apoia com regularidade.
Para os amantes da natureza, os motivos de atração são muitos, pois o Alto Tâmega é dono de uma beleza singular quanto a paisagens se refere, convidativa à prática de atividades de lazer e de deportos: bicicleta; desportos equestres, rappel; canoagem; parapente e paraquedismo; golf, entre outros.
Após este enquadramento genérico da da cidade, vamos agora proceder a uma descrição mais detalhada da área deste estudo, designada de A.I. - Área de Intervenção, a qual foi objeto da intervenção de vários programas e projetos, tal é o caso dos Projetos de Urbanismo Comercial, do Projeto Municipal de Reabilitação e Revitalização do centro histórico de Chaves (de 1999), dos Projetos Mais Chaves e Mais Urbanidade, do Masterplan e de todos os projetos de animação comercial desenvolvidos pela associação de comerciantes e pela unidade de gestão, e que está integrada na sua totalidade no centro histórico da cidade.
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