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KEY DATA 2.7. Balance sheet data

Dans le document Areva half-year report june 30, 2006 (Page 65-68)

Condensed consolidated balance sheet

KEY DATA 2.7. Balance sheet data

A variável altura facial inferior apresentou-se aumentada no grupo de respiração bucal em todas as faixas etária analisadas, independente do tipo de má- oclusão, resultando em um crescimento mais vertical da face (Gráfico 5.3.2.1).

Outro estudo como o de SASSOUNI et al.36 (1985) e TRASK; SHAPIRO; SHAPIRO 44 (1987) concordaram com os nossos achados, onde se pode constatar que a medida da altura facial inferior apresentou-se aumentada nos pacientes respiradores bucais.

Utilizando outras variáveis cefalométricas como a altura facial ântero-superior e a altura facial anterior total, BRESOLIN et al.2 (1983) concluíram com seus resultados que essas variáveis foram maiores nos respiradores bucais resultando a um crescimento mais vertical da face, vindo de encontro aos nossos resultados sobre a tendência a um crescimento mais vertical da face nos respiradores bucais.

No entanto, outros estudos como os de HARTGERINK; VIG16 (1989) e GOUVEIA15 (2005) constataram que não houve nenhuma correlação significativa entre a altura facial inferior e a resistência nasal (respiração bucal) e também nenhuma correlação significativa entre o percentual de respiração nasal e a altura facial inferior foi observada, discordando dos resultados encontrados em nosso estudo.

6.4.2.2.2 Eixo facial

No estudo das relações da variável cefalométrica eixo facial com os padrões respiratórios bucal e nasal, essa variável apresentou-se diminuída no grupo de respiração bucal nas faixas etárias dos 7 aos 12 anos, independentes dos tipos de más-oclusões (Cl I e Cl II-1), com exceção da faixa etária dos 9 a 10 anos com má- oclusão Classe II-1. Havendo, portanto, uma relação do padrão respiratório bucal com a tendência do crescimento mais vertical da mandíbula (Gráfico 5.3 .2.2).

Concordando com os nossos resultados os autores DUNN; GREEN; CUNAT 9 (1973), BRESOLIN et al.3 (1984), TRASK; SHAPIRO; SHAPIRO 44 (1987) e MATTAR et al 24 (2004) concluíram com seus estudos que houve um aumento do ângulo goníaco nos respiradores bucais, resultando também a um crescimento mais vertical da mandíbula.

Embora não verificamos na literatura pesquisada associações desta variável cefalométrica (eixo facial) com os padrões respiratórios, achamos importante que novos estudos utilizem essa variável relacionando aos diferentes padrões respiratórios, por se tratar de uma variável que bem relaciona a mandíbula espacialmente nos sentidos vertical e horizontal.

6.4.2.2.3 Cone facial

A variável cefalométrica cone facial quando comparada com os padrões respiratórios bucal e nasal, apresentou-se com uma diferença estatisticamente significante, estando diminuída no grupo de respiração bucal na faixa etária dos 9 aos 10 anos com má-oclusão Classe I (Tabela 5.2.3). Apresentando-se também diminuída no grupo de respiração bucal nas outras idades analisadas, independentes dos tipos de más-oclusões (Cl I e Cl II-1), com exceção da faixa etária de 11 a 12 anos com má-oclusão Classe I. Relacionando, portanto, a respiração bucal a um padrão dólicofacial e a uma face longa (Gráfico 5.3.2.3).

Concordando com nosso estudo os autores QUICK; GUNDLACH 31 (1978), MCNAMARA JR25 (1981), BRESOLIN et al.3 (1984) e SASSOUNI et al.36 (1985) concluíram com seus estudos que crianças respiradoras bucais apresentaram faces longas e estreitas.

Entretanto outros autores como KLEIN 19 (1986) e LYLE 23(2000) discordaram por meio de seus estudos avaliando as características faciais associada com a síndrome da face longa, onde nenhuma prova conclusiva foi encontrada no sentido de que a obstrução respiratória nasal altera o desenvolvimento do crescimento facial. E se a respiração bucal é fator causal do desenvolvimento da face longa ou se os indivíduos já são geneticamente programados a serem dólicofaciais.

Outro estudo como o de GOUVEIA15 (2005) constatou que não houve nenhuma correlação significativa entre a variável cefalométrica cone facial e os grupos de respiração bucal e nasal analisados.

6.4.2.2.4 Plano palatal

O estudo comparativo entre os grupos de respiração bucal e nasal com a variável cefalométrica plano palatal, encontrou-se um aumento dessa variável no grupo de respiração bucal na faixa etária dos 7 aos 12 anos, independente dos tipos de más-oclusões (Cl I e Cl II-1), com exceções das faixas etárias de 7 a 8 anos com má-oclusão de Classe II-1 e de 9 a 10 anos com má-oclusão de Classe I. Resultando assim em uma inclinação palatal no sentido anti-horário (Gráfico 5.3.2.4).

Nossos resultados estão concordantes com os de TRASK; SHAPIRO; SHAPIRO44 (1987) e de MATTAR et al 24 (2004) que verificaram em seus estudos um aumento do ângulo do plano palatino em crianças respiradoras bucais.

Discordantes dos nossos resultados são os estudos de GOUVEIA 15 (2005) que por meio do estudo comparativo realizado entre os grupos de respiração bucal e nasal, chegou-se a conclusão que com a variável cefalométrica plano palatal analisada não houve diferenças estatisticamente significativas entre os grupos respiratórios.

6.4.2.2.5 Plano mandibular

A variável cefalométrica plano mandibular em nosso estudo encontrou-se aumentada no grupo de respiração bucal na faixa etária dos 7 aos 12 anos, independentes dos tipos de más-oclusões (Cl I e Cl II-1), com exceções das faixas etárias de 9 a 10 anos com má-oclusão Classe II-1 e 11 a 12 anos com má-oclusão

Classe I. Resultando em um giro horário da mandíbula e a um crescimento mais vertical da face (Gráfico 5.3.2.5).

Concordando com nosso estudo QUICK; GUNDLACH 31 (1978), BRESOLIN et al.2 (1983), SOLOW; SIERSBAEK; GREVE40 (1984), TRASK; SHAPIRO; SHAPIRO44 (1987) e MATTAR et al 24 (2004) concluíram com seus estudos que as crianças respiradoras bucais apresentaram um aumento do plano mandibular.

No entanto O’RYAN et al 28(1982) discordaram, pois os autores concluíram por meio de uma revisão na literatura que não se conseguiu confirmar uma relação consistente entre a alteração ocorrida na posição da mandíbula e uma função naso- respiratória obstruída.

6.4.2.2.6 Altura facial posterior

Na comparação entre os grupos respiratórios a variável cefalométrica altura facial posterior apresentou-se diminuída no grupo de respiração bucal nas faixas etárias dos 7 aos 12 anos, independentes dos tipos de más-oclusões (Cl I e Cl II-1), com exceção da faixa etária de 11 a 12 anos com má-oclusão de Classe II-1 (Gráfico 5.3.2.6).

Encontramos concordância com os resultados do estudo de MATTAR et al 24 (2004) que concluíram que as crianças respiradoras bucais analisadas apresentaram uma redução da altura facial posterior. No entanto, estudo como o de DUNN; GREEN; CUNAT 9 (1973) concluíram com seus resultados que em crianças com obstrução nasal a altura do ramo não sofreu mudanças significativas, discordando do nosso resultado.

Outro estudo também discordou com o nosso resultado, como o de GOUVEIA15 (2005) onde constatou que não houve nenhuma correlação significativa entre a variável cefalométrica altura facial posterior e os grupos de respiração bucal e nasal analisados.

6.4.2.2.7 Arco mandibular

Em nosso estudo a variável cefalométrica arco mandibular apresentou-se com uma diferença estatisticamente significante, estando diminuída no grupo de respiração bucal na faixa etária dos 7 aos 8 anos com má-oclusão Classe II-1

(Tabela 5.2.2). Encontrando-se diminuída também no grupo de respiração bucal nas outras idades analisadas, independentes dos tipos de más-oclusões (Cl I e Cl II-1), com exceção da faixa etária de 11 a 12 anos com má-oclusão Classe II-1. Resultando a um crescimento mais vertical da mandíbula associado a um padrão respiratório bucal (Gráfico 5.3.2.7).

Outros estudos como os de DUNN; GREEN; CUNAT 9 (1973), BRESOLIN et al.3 (1984), TRASK; SHAPIRO; SHAPIRO 44 (1987) e MATTAR et al 24 (2004) embora não tenham analisada a variável cefalométrica arco mandibular em seus estudos, concluíram que houve um aumento do ângulo goníaco nos respiradores bucais. Resultando também a um crescimento mais vertical da mandíbula, concordantes com os nossos resultados.

O estudo dessa variável cefalométrica apresentou-se escassa na literatura revisada nas comparações com diferentes padrões respiratórios, sendo que neste estudo ficou comprovada a sua importância, visto ter apresentado significância estatística entre os grupos respiratórios analisados.

6.4.2.3 Variáveis Dentárias

6.4.2.3.1 Protrusão do incisivo inferior e superior

As protrusões dos incisivos inferiores e superiores apresentaram-se aumentadas nas faixas etárias dos 7 aos 12 anos no grupo de respiração bucal, independentes dos tipos de más-oclusões (Cl I e Cl II-1), com exceções das faixas etárias de 9 a 10 anos com má-oclusão de Classe I e 11 a 12 anos com má-oclusão de Classe II-1 na variável protrusão do incisivo inferior, e com exceção da faixa etária de 9 a 10 anos com má-oclusão de Classe I na variável protrusão do incisivo superior. Relacionando a respiração bucal a um mau desenvolvimento dentofacial (Gráficos 5.3.3.1 e 5.3.3.2).

Concordantes com o nosso estudo, FINGEROTH 11 (1991), LYLE 23 (2000) concluíram com seus resultados que a respiração bucal pode causar sérios efeitos nocivos no desenvolvimento dentofacial.

Entretanto, O’RYAN et al 28(1982) discordaram por meio dos resultados obtidos de uma revisão da literatura, que não se conseguiu confirmar uma relação direta entre causa e efeito entre obstruções respiratórias e a alteração dentofacial.

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