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Intracellular fate of PS in cells - Confocal Microscopy

PEPTIDIC SCAFFOLDS FOR TARGETED DELIVERY OF PROTEASE-SENSITIVE

3. Results and Discussion

3.3. Intracellular fate of PS in cells - Confocal Microscopy

Uma vez testados os graus de força manipulativa como condicionantes do uso de uma ou de outra variante do nosso objeto em estudo, sentimos a necessidade de também testarmos de modo escalar a variável simetria/assimetria das relações sociopessoais. Nossa expectativa em relação a esta escalaridade é a de que ela vai privilegiar a hierarquia social dos manipuladores e manipulados, segundo seus papéis sociopessoais, e isso vai determinar a natureza da simetria/assimetria de cada relação: em relações de superior para inferior, o predomínio do uso da variante indicativa; e, nas relações de inferior para superior, o da subjuntiva. Vamos aos resultados alcançados na Tabela 14.

Tabela 14 – Tratamento escalar da variável simples rede de relações sociopessoais sobre a variante indicativa

Relação sociopessoal A T % P. R. (1). Vô(R1) > T(R1) Gu(R4) = Gu(R4) P(R2) = J(R2) 28 28 100 - (2). M(R1) > P/A/Ru(R1) 64 68 94 0, 78 (3). T(R1) = P/W/Ru(R1) 15 16 94 0, 76 (4). T(R1) > A(R1) 106 114 93 0, 74 (5). M(R1) > T/Ro(R1) 133 148 90 0, 66 (6). T(R1) = Ro(R1) 8 9 89 0, 63 (7). P(R1) > T/A(R1) 16 19 84 0, 54 (8). R(R6) > A(R3) 5 6 83 0, 52 (9). J(R2) = M(R2) 8 10 80 0, 46 (10). A(R1) < T/P(R1) 20 26 77 0, 42 (11). Me/Ra/Ho/Gu(R4) = T/A(R4) 66 98 67 0, 31 (12). Ro(R1) < M(R1) 4 6 67 0, 30 (13). R(R6) >T(R2) 14 24 58 0, 23 (14). T(R1) < M(R1) 15 36 50 0, 18 (15). J(R2) = T/P/(R2) 2 5 40 0, 13 (16). T(R2) < R(R6) 10 34 29 0, 08 (17). M(R4) = As(R4) 4 20 20 0, 05 (18). Vó(R3) < R(R6) e As(R1) = Wi(R1) 0 21 0 -

Legenda dos códigos

M (mãe), P (pai), T (Tom), A (Al), R (reverendo), Ro (Rosasharm), Ru (Ruthie), W (Winn), J (John), Wi (Wilson, marido de Sara), Sa (Sarai), Em (empreiteiro), Gu (guarda), Po (policial), Fl (Floyd), Ho (homem), Me (mecânico), Ra (rapaz).

Para fins didáticos, vamos dividir a Tabela 14 em 4 escalas de pontuação numérica, obedecendo à ordem de distribuição dos resultados dos pesos relativos de cada fator da variável rede de relações sociopessoais, para podermos fazer a correlação entre pesos relativos e níveis simétricos/assimétricos de relação sociopessoal: (a) PM > Pm; (b) PM < Pm e (c) PM = Pm. Vamos à divisão dos 4 subgrupos:

• subgrupo 1: pesos relativos acima de (0, 63): 4 relações de superioridade e 3 relações de igualdade;

• subgrupo 2: pesos relativos de (0, 54) a (0, 42): 2 relações de superioridade, 1 relação de igualdade e 1 relação de inferioridade;

• subgrupo 3: pesos relativos de (0, 31) a (0, 23): 1 relação de superioridade , 1 relação de inferioridade e 1 relação de igualdade ;

• subgrupo 4: pesos relativos abaixo de (0, 20): 3 relações de inferioridade e 3 relações de igualdade.

Tomada a Tabela 14 como referência para a formação dos subgrupos acima na matriz 2, a seguir representamos os resultados segundo a hierarquia social estabelecida entre os interlocutores, que são: primeiro subgrupo, relações sociopessoais só entre superior para inferior e entre iguais; segundo e terceiro subgrupos, relações entre iguais, superior e inferior e inferior para superior; quarto subgrupo, relações entre inferior com superior e entre iguais. Dada esta subdivisão, constatamos que no primeiro subgrupo não houve comandos proferidos de inferior para superior; no quarto subgrupo, não houve comandos de superior para inferior; nos subgrupos intermediários (2 e 3), obtivemos os três tipos de relações. Vamos à Matriz 2.

Escala/Hierarquia PM > Pm PM = Pm PM < Pm

Subgrupo 1 (acima de 0, 63) + + + + + + + - - - Subgrupo 2 (0, 54 e 0, 42) + + - - + - - - - + Subgrupo 3 (0, 31 a 0, 23) + - - - + - - - - + Subgrupo 4 (abaixo de 0, 20) - - - - + + + + + +

Matriz 2: Disposição das relações sociopessoais, segundo a hierarquia social dos PMs e os Pms

A Matriz 2 ilustra o modo como os subgrupos se acomodam, segundo a aproximação do peso relativo de cada fator da Tabela 14.

• Nas relações sociopessoais de superior para inferior: dos 7 grupos, 3 ocuparam o subgrupo de grau mais alto de manipulação (1), 2 grupos ocuparam o subgrupo (2), e 1 grupo ocupou o subgrupo (3). O subgrupo de menor grau de força manipulativa (4) não foi ocupado.

• Nas relações entre iguais a distribuição se mostrou bem equilibrada: dos 8 grupos, 3 ocuparam o subgrupo (1); 2 ocuparam os subgrupos intermediários (1) e (2); e 3 ocuparam o subgrupo de grau mais baixo de manipulação (4). Ou seja: todos os subgrupos foram ocupados.

• Nas relações sociopessoais de inferior para superior: dos 5 grupos, 3 ocuparam o subgrupo (4); 1 ocupou o subgrupo (2); e 1 grupo ocupou o subgrupo (3). O subgrupo (1), de grau mais alto de manipulação, não foi ocupado.

9 Em resumo:

Diante do que foi apresentado acima, consideramos que a reacomodação dos dados se mostrou lingüística e estatisticamente pertinente, porque a variável complexa graus de força manipulativa foi considerada como estatisticamente relevante. Como vimos, a Tabela 14 comporta 4 graus de manipulação que se distribuem escalarmente, evidenciando o que temos tentado demonstrar neste capítulo, e que tem corroborado três grandes hipóteses que permeiam o estudo.

• A de que na emissão de um ato de fala não-declarativo de comando a escolha de uma variante é condicionada por uma série de fatores abordados na pesquisa (cf. Quadros 10 e 17), o que demonstra que essa escolha não se dá aleatoriamente. Neste sentido, acreditamos que um PM, ao dirigir um comando a um Pm, leva em consideração, entre outros aspectos, quem são esses interlocutores (papel sociopessoal de cada um) e em que situação ambos estão inseridos (cf. Tabelas 8, 14 e 15), uma vez que a construção do sentido, mediante qualquer ato de linguagem, procede de um sujeito que se dirige a outro sujeito, dentro de uma situação de intercâmbio específica, que determina a eleição dos recursos de linguagem que se possa usar.

• A de que quanto mais alto o grau de manipulação de um comando, maior a tendência para o uso do da variante indicativa; quanto mais baixo o grau de manipulação do comando, maior a tendência para o uso da variante subjuntiva (cf. Givón, 1993;1995).

Em relação à variável simetria/assimetria das relações sociopessoais, reafirmamos aqui que cada vez a olhamos de uma forma diferenciada: os resultados, independentemente de cada olhar, mostraram-se sempre significativos. Daí a justificativa para a terceira e última análise dessas relações sob uma perspectiva intra-individual, no próximo capítulo.

6 REDES SOCIAIS E VARIEDADE INTRA-

INDIVIDUAL: A DIFERENÇA

“Em toda parte onde tenha briga pra que a gente com fome possa comer, eu estarei presente. Em toda parte onde a polícia ‘teja maltratando camarada, eu estarei presente. Estarei onde a nossa gente ‘teja berrando de raiva ... e estarei onde as crianças ‘tejam rindo porque sentem fome e sabem que vão logo ter comida. E quando a nossa gente for comer o que plantou e for morar nas casa que construiu ... aí eu também estarei presente”. (John Steinbeck (Tom Joad) - 1939)

APRESENTAÇÃO

Dada a importância da variável simetria/assimetria das relações sociopessoais, não só pelo perfil quantitativo dos dados, mas por ser a que mais diretamente espelha a dimensão estilística da variação no uso das variantes em estudo, abrimos este capítulo de análise para tratarmos especificamente das performances intra-individuais de cada um desses personagens/fatores constituintes desta variável. Por que a necessidade de abrirmos um outro capítulo de análise e discussão? Tomemos a figura da mãe, por exemplo: é insuficiente uma análise que tome apenas a totalidade de comandos proferidos por ela, dadas as competências situacional, discursiva e pragmática empreendidas em cada um de seus comandos, que, a

partir desses níveis, assumem comportamento diferenciado quando dirigidos a cada personagem manipulador com quem ela interage, segundo a simetria/assimetria das relações sociopessoais que neles se estabelecem: se simétricas (entre iguais), ou assimétricas, com PM > Pm e com PM < Pm, respectivamente.