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Instruments for investigating fitness to drive – needs and expectations in primary care; a qualitative study

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2.3 Instruments for investigating fitness to drive – needs and expectations in primary care; a qualitative study

A ciência geografia tem o espaço como objeto de estudo primordial para a sua existência enquanto ciência, sendo este um diferencial epistemológico desta com outras ciências, e, por conseguinte é imprescindível o estudo do espaço geográfico. Assim, no âmbito da geografia física procura-se dá enfoque a isso através de metodologias integradas a (des)ordem da organização espacial. E o uso da teoria de sistemas vem contemplar a partir dos aspectos do quadro natural o seu uso pela sociedade, sendo necessária uma dimensão territorial materializada.

Segundo Corrêa (2006), as realizações antrópicas tem interferência direta nas relações sistêmicas devendo ser dado à importância aos elementos da esfera social e econômica para definição das subunidades integrantes, principalmente o urbano. Frisando que as unidades de paisagem da teoria sistêmica propõem uma organização competente aos atributos semelhantes de relevo, solos, clima e vegetação para fins de delimitação, sendo esta unidade de paisagem uma ferramenta essencial para organização do meio urbano.

Para tanto, a delimitação da planície flúvio-marinha do Recife em unidades geomorfológicas é pertinente para um estudo detalhado do conjunto de características morfológicas de um dado espaço com traços comum, proporcionando a possibilidade de desenvolvendo de estudos sobre o seu processo resposta no sistema.

Dessa forma, é possível reconhecer as inter-relações das partes constituintes da unidade de paisagem planície, frisando no entendimento desta por um meio complexo de trocas de energia e matéria, onde os conhecimentos a serem apreendidos devem ocorrer nas diversas escalas. Isso é factível pelo fato das variações das conexões internas e externas no nível de unidades geomorfológicas até classificações maiores em extensão como as de paisagem.

De acordo com Assis (2001), a Região Metropolitana do Recife - RMR seria composta por grandes unidades de relevos, sendo elas: Planície (Flúvio Lagunar, Aluvionares, Maré), Praias Recentes, Terraços Marinhos (Pleistocênicos e Holocênicos), Colinas (Cretáceas, Terciário-Quaternárias), Morros (Cretáceos e Cristalinos).

Dessas unidades as existentes na planície flúvio-marinha do Recife são: Planície (Flúvio Lagunar, Aluvionares, Maré), Praias Recentes, Terraços Marinhos (Pleistocênicos e Holocênicos), sendo os morros e colinas as unidades limítrofes da planície, podendo dessa forma, serem consideradas, ou não, como integrantes da planície, sendo ainda aparente seu aparecimento num aspecto de ilustração, visto uma planície ter características diferentes das de um morro e colina, sendo generalizado ter- se-ia um relevo de acumulação (planície) e outro de denudação (morros e colinas).

Essa divisão do relevo, segundo Assis (2001), leva em consideração a altitude, morfogênese e litoestratigrafia, sendo assim segundo este a Planície Flúvio-Lagunar está representada pelos depósitos quaternários (siltes, argilas, e areias) provindo dos agentes flúvio-marinho sendo o primeiro representado pelos maiores rios da planície (Capibaribe e Beberibe) e com uma baixa declividade e cota topográfica de até oito metros. As Praias Recentes ficam paralelas à linha de costa ao logo do litoral com uma estreita faixa de sedimentos num tamanho areia (media a fina) de composição preponderante de quartzo. Já as Planícies de Maré detém uma dinâmica adaptada as condições de conexão do ambiente continental ao costeiro dando uma vegetação própria as variações das mares e salinidades. E composta de sedimentos finos recentes com alta concentração de matéria orgânica acontecendo nas desembocaduras dos rios principais.

Os Terraços Marinhos (Pleistocênicos e Holocênicos) feições herdadas das transgressões marinhas detém baixas declividades com altitudes aproximadamente em torno de dez metros. E as Colinas Tércio-Quaternárias (Tabuleiros) são regiões topograficamente maiores com altitudes em torno de trinta a quarenta metros, de morfologia plana, composta pelos sedimentos arenosos e argilosos da Formação Barreiras, onde se encontram algumas planícies fluviais constituídas por areias, siltes e argilas, apresentando baixas declividades nas quais a altimetria são inferiores a uma dezena de metros. Estas planícies fluviais acham-se presentes também inseridas em outros tipos de relevo, como os morros.

Os Morros Cretáceos são desenvolvidos através de litologias calcárias presentes nas formações Gramame e Maria Farinha, existentes na bacia Paraíba, tendo esta unidade de relevo baixas altitudes e declividades. E encontram-se distribuídos no trecho entre a cidade de Paulista e a Ilha de Itamaracá. E os Morros Cristalinos possui sua origem nas rochas ígneas e metamórficas com topografia mais íngreme tendo topos planos a côncavo e pelo forte intemperismo detém uma espessura do solo acima de dez metros. A sua localização perpassa na parte oeste da planície do Recife com altitude

acima de trezentos metros e declividade superior as demais unidades de relevo já citadas.

Outra classificação geomorfológica da planície flúvio-marinha do Recife viria baseada em Girão (2007), onde define para a cidade do Recife três unidades geomorfológicas básicas sendo a planície costeira, planície aluvial e os morros. A primeira norteia as subunidades de baixios de maré, terraço flúvio-lagunar, terraço marinho holocênico, terraço marinho pleistocênico e indiferenciado. Já a planície aluvial seria formada por terraços fluviais e os morros constituídos por tabuleiros costeiros (encostas), tabuleiros costeiros (topo plano arredondado), domínio colinoso e modelado cristalino. Esta divisão do espaço leva em consideração certos aspectos da categorização de Assis (2001), isso através da morfologia dos processos atuantes (denudação e acumulação), da altitude do relevo, da morfogênese e litoestratigrafia.

E outra concepção geomorfológica de divisão do espaço viria nas unidades de paisagem elaboradas por Correa (2006), visto estas serem baseadas no relevo, cobertura vegetal, uso do solo, processos superficiais e riscos ambientais, dando a cidade do Recife seis unidades sendo elas: Tabuleiros, Colinas, Estuarina, Planície, Corpos d’agua e Litorânea. Logo essa divisão contempla um espaço com “[...] integridade processual e dinâmica em seu conjunto, altamente condicionadas pelas ações histórico-sociais em íntima sobreposição ao complexo formado pela geomorfologia e estrutura superficial da paisagem [...]” Correa (2006). É refletindo sobre essas idealizações do espaço geográfico que venho delimitar o objeto deste estudo na Unidade Geomorfológica Restinga, visto contemplar os objetivos da pesquisa onde visa apreender a cronologia, gênese e morfologia num fim de verificar a morfodinâmica da restinga do Recife Antigo.

5. DESENVOLVIMENTO NATURAL DA UNIDADE GEOMORFOLÓGICA