Francisco Alves Souza; Maria Laura Puglisi Barbosa Franco.
Este estudo tem por objetivo compreender e analisar as representações sociais que mestrandos elaboram e expressam sobre o que é velhice. Escolheu-se como aporte teórico a Teoria das Representações Sociais, por ser a representação orientadora da ação e capaz de descrever e possivelmente explicar fenômenos específicos de modo adequado e contextualizado, como referência bibliográfica utilizou-se Angela Arruda, Franco e Moscovici. A pesquisa contou com a participação de 21 estudantes de um Centro Universitário, localizado em um município da região metropolitana de São Paulo, Brasil. O instrumento utilizado foi um questionário composto por questões fechadas, a fim de conhecer o perfil dos mestrandos; e, por questões abertas, para captar as representações sociais. Os dados provenientes das questões fechadas foram submetidos a uma análise percentual e os provenientes das questões abertas foram submetidos à Análise de Conteúdo, sendo esta um procedimento que implica fazer inferências a partir dos significados e sentidos implícitos nos conteúdos das mensagens. Os resultados demonstraram que os mestrandos participantes vêem o processo de envelhecimento de maneiras diferentes, alguns assinalam a velhice como uma condição de vida; para outros é condição de reflexão ou de maturidade. Nota-se que a maioria dos participantes possui planos para a velhice, destacando a necessidade de transmitir e adquirir novos conhecimentos, como também possuir algum tipo investimento financeiro, além de se preocuparem com o bem estar e com a saúde.
Palavras-chave: Representações Sociais; Mestrandos; Velhice.
Referências Bibliográficas
MOSCOVICI, Serge. Representações Sociais: Investigações em psicologia social; editado em inglês por Gerard Duveen; traduzido por Pedrinho A. Guareschi. 9. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2012.
FRANCO, M.L.P.B. O que é ser jovem e porque Representações Sociais. In: (org.), Os jovens e suas representações sociais. Curitiba, PR: CRV, 2011, p. 9-18.
SANTOS, V. B.; TURA, L. F. R.; ARRUDA, A. M. S.. As representações sociais de "pessoa velha" construídas por idosos. Saúde Soc. vol.22, no. 1 São Paulo, p. 138-147, Jan./Mar. 2013.
CONHECIMENTO DO IDOSO SOBRE O HIV/Aids Adélia Dalva da Silva Oliveira; Inez Sampaio Nery
Com o aumento da longevidade, o incremento da reposição hormonal e o acesso às medicações para impotência, a população acima de 60 anos vem se mantendo sexualmente ativa¹. No entanto, a maioria dos idosos tem relações sexuais desprotegidas, tornando-os vulneráveis a infectar-se pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV)². A Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (AIDS) é uma doença causada pelo HIV. O HIV é transmitido através da relação sexual, da exposição parenteral ou de mucosas a sangue, hemoderivados ou instrumentos perfurocortantes contaminados pelo vírus e através da Transmissão Vertical³. Esta pesquisa teve como objetivo descrever o conhecimento dos idosos sobre o HIV/Aids. Trata-se de um estudo de campo, de natureza exploratória e descritiva, com abordagem qualitativa. A pesquisa foi realizada em uma unidade de estratégia saúde da família (ESF) no bairro Buenos Aires, em maio de 2013, em Teresina – Piauí. Participaram da pesquisa 20 idosos cadastrados na ESF, de ambos os sexos, com idade a partir de 60 anos. Os dados foram obtidos por meio de uma entrevista semi-estruturada e analisados por meio da análise temática. Após a análise das falas, por meio da leitura e releitura, foram estabelecidas duas categorias: Conhecimento dos idosos em relação ao HIV/Aids e Prevenção do HIV/Aids pelos idosos. Os resultados evidenciaram que a maioria dos entrevistados: tem pouco conhecimento sobre a transmissão e as formas de prevenção do HIV/Aids; tem vida sexual ativa; não se protege mesmo sabendo que o preservativo é o meio mais seguro para evitar a contaminação. Torna-se necessário o desenvolvimento de programas de saúde pública específicos para população em questão, que se dediquem de melhor forma na elucidação das principais dúvidas relacionadas ao HIV/Aids. É importante que as atividades educativas direcionadas a essa população desconstrua o paradigma da assexualização da pessoa idosa, com maior conscientização sobre a prevenção para esse grupo.
Palavras-Chave: Sexualidade. Síndrome da imunodeficiência adquirida. HIV. Idoso.
Referências Bibliográficas 1
Laroque MF, Affeldt AB, Cardoso DH, Souza GL, Santana MG, Lange C. Sexualidade do idoso: comportamento para a prevenção de DST/AIDS.Rev Gaúcha Enferm., Porto Alegre (RS) 2011 dez;32(4):774-80.
2
Barbosa MJG.; Moraes SS de. A vulnerabilidade ao HIV/AIDS de mulheres casadas ou em união estável. Universidade Estadual da Paraíba, 2009.
3
Araújo CLF; Signes AF.; Zampier VSB. de. O cuidado à puérpera com hiv/aids no alojamento conjunto: a visão da equipe de enfermagem. Esc. Anna Nery (Imp.), jan/mar, v.16. n.1, p. 49-56, 2012
ENVELHECIMENTO ATIVO: um estudo realizado com portugueses (as) e brasileiros (as) inseridos (as) em Universidades Seniores.
Josiani Julião Alves de Oliveira; Alcione Leite da Silva Helen Barbosa Raiz Engler; Nanci Soares
O presente estudo teve como objetivo investigar o envelhecimento ativo de portugueses(as) e brasileiros(as) inseridos(as) em universidades seniores de Portugal e Brasil. O referencial teórico- metodológico utilizado para conduzir o trabalho investigativo nesta pesquisa encontra-se nas seguintes categorias explicativas: conceituar envelhecimento ativo e suas interfaces com a sociedade e realidade brasileira e portuguesa, levando-se em consideração os eixos de análise: Participação, Segurança e Saúde. Foi adotada a pesquisa bibliográfica, documental e exploratória na perspectiva histórica de conhecer como está sendo tratada, discutida e aplicada a proposta do envelhecimento ativo de portugueses(as) e brasileiros(as) inseridos(as) em universidades seniores. A ênfase da pesquisa foi a abordagem qualitativa. Compuseram o universo a Universidade Aberta a Terceira Idade- UNESP. Franca, Brasil, a Academia dos Saberes - Aveiro, Portugal e a Universidade Sênior de Cacia, Portugal. Os sujeitos da pesquisa foram 40 alunos que estavam frequentando curso para a terceira idade no ano de 2013 (sendo 10 homens e 10 mulheres de cada país). O tamanho da amostra foi determinado utilizando um dos critérios de rigor denominado de saturação dos dados. Foi realizada entrevista com roteiro. Os dados apontaram que o envelhecimento ativo depende de uma diversidade de fatores determinantes que envolvem indivíduos, famílias e países. Entre os amplos fatores podemos citar: de cultura e de gênero, relacionados aos sistemas de saúde e serviços, comportamentais, aspectos pessoais, relacionados ao ambiente físico, ao ambiente social e econômico. Ele baseia-se no reconhecimento dos direitos humanos dos idosos e nos princípios de independência, participação, dignidade, assistência e auto-realização estabelecidos pela Organização das Nações Unidas. Pode-se verificar que as Universidades Abertas a Terceira Idade surgem como um espaço de participação social e um lócus em busca da ressignificação da vida, onde os alunos são convidados a ocupar esses espaços e buscar alternativas para a sua vida cotidiana.
Palavras-chave: Envelhecimento ativo, universidade senior, estudo internacional.
Referências Bibliográficas
ALBUQUERQUE, Sandra Márcia Lins de. Envelhecimento ativo: desafio do século. São Paulo: Andreoli, 2008. ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE. OMS. Manual de classificação estatística internacional de doenças e problemas relacionados à saúde. São Paulo: Centro da OMS para classificação de doenças em português- USP, 1995.
OPAS. Organização Mundial da Saúde. Envelhecimento ativo: uma política de saúde/World Health Organization. Tradução Suzana Gontijo. Brasília/DF. Organização Pan-Americana da Saúde, 2005.
GRUPOS TEMÁTICOS DE DISCUSSÃO
COMPORTAMENTO DE SAÚDE NO IDOSO QUE FREQUENTA CENTROS DE DIA