CHAPTER 2 INSTALLA TION
2.3 INSTALLATION OF BASIC ASSEMBLIES Drawing D- UA-DV 11-0-0 shows the physical
Conforme demonstrado em Zanin e Silva (2015) os trabalhos relacionados a empreendedorismo apresentam certa fragmentação sendo preponderante o enfoque na Teoria Econômica, nas Análises Estratégicas baseadas na RBV e mais recentemente na Teoria Institucional.
Feuerschutte e Alperstedt (2008) demonstram que o fenômeno ou o processo do empreendedorismo, em particular, evidencia-se como um campo aberto e rico no âmbito dos estudos organizacionais, podendo ser explorado sob a orientação de métodos interpretativos de análise da realidade, pois é produto de construção histórica, de percepções, valores e significados que os indivíduos, grupos e organizações vão estabelecendo ao longo do tempo e em resposta às pressões ambientais.
Nassif, Silva, Ono e Bontempo (2009) reforçam a ideia de Feuerschutte e Alperstedt (2008) e demonstram que a área responsável pelos estudos em empreendedor e empreendedorismo está se consolidando num movimento de busca concreta por respostas e alternativas aos problemas vinculados a esse ator social, seus comportamentos e atitudes, seu fazer e ações, bem como o impacto que propicia no contexto social e organizacional.
A competência empreendedora, área que foi desenvolvida pelo contexto da Teoria Econômica, pode ser considerada a força mais importante para as mudanças sociais e econômicas. É possível através dela desenvolver novas oportunidades de negócios, proporcionar desenvolvimento e rede de contatos. O indivíduo que possui competências empreendedoras é inovador e tem capacidade criativa de gerenciar negócios e outras atividades (SCHUMPETER, 1982).
Competência empreendedora pode ser definida como o corpo de conhecimento, qualidades pessoais ou características, atitudes ou visões, motivações ou direcionamento, que podem contribuir para o pensamento ou ação efetiva do negócio e seu gerenciamento de diversas formas (HONMA; TEIXEIRA, 2007).
As competências empreendedoras consistem na união de competências e ações empreendedoras, por se tratarem de conhecimentos, motivações, atitudes ou visões que de diferentes formas contribuem para o desenvolvimento de um negócio (SNELL; LAU, 1994).
Foram identificadas oito competências referentes às competências empreendedoras: (i) estar preparado para aproveitar as oportunidades; (ii) orientado para uma perspectiva global; (iii) abordagem analítica de mercado; (iv) gestão financeira sistemática; (v) visão / propósito / missão / sonho para a empresa; (vi) capacidade de formular a estratégia da empresa; (vii) abordagem estratégica para o desenvolvimento de recursos humanos; e (viii) promover uma cultura de aprendizagem (SNELL; LAU, 1994).
Outra perspectiva propõe observar as competências empreendedoras sob três tipos: (i) conceitual, que é a capacidade de compreender, julgar, analisar e tomar decisões; (ii) interpessoal, que é a capacidade de se relacionar e de lidar com assuntos públicos; e (iii) gestão, que é a capacidade de planejar, organizar, dirigir, coordenar e controlar os recursos (JIAO; OGILVIE; CUI, 2010).
Uma vez que se pressupõe que as competências são comportamentos observáveis e refletem a capacidade pessoal de realizar atividades que aprimoram o desenvolvimento das organizações, Man e Lau (2000) apresentam que as experiências precisam ser levadas em consideração, bem como os aspectos demográficos, a educação e a história vivenciada pelo empreendedor. Esta análise foi realizada por Soares (2014) ao analisar as características comportamentais refletidas nas competências empreendedoras no setor do comércio informal.
Dentro do contexto do empreendedorismo, as competências são particularmente relacionadas com o surgimento, sobrevivência e/ou crescimento de um empreendimento (MITCHELMORE; ROWLEY, 2008). As habilidades de um empreendedor contribuem para o desempenho de risco e crescimento (BIRD, 1995; MOREIRA, 2009). Contudo, Schmidt e Bohnenberge (2009) relacionaram o desempenho organizacional ao perfil empreendedor.
Além disso, há evidências de que o desenvolvimento de competências entre os empreendedores contribui para a rentabilidade e crescimento da organização (CHANDLER; JANSEN, 1992), e que aprimorar essas características influência no processo inovativo (SCHMIDT; BOHNENBERGE, 2009).
a taxa de sucesso de empreendimento estão relacionadas à perseverança, resiliência, comprometimento, exigência de qualidade e de eficiência, planejamento e organização e liderança e relacionamento (EMPREENDEDOR 1; YOKOMIZO, 2016).
Rasmussen, Mosey e Wright (2015) corroboram com esta ideia ao mostrar a importância das redes para o crescimento de novos empreendimentos apresentando as competências de reconhecimento de oportunidade, gestão dos recursos para explorar as oportunidades e necessidade de liderança.
O posicionamento de Rasmussen et al. (2015) reforçado por Oliveira (2013) em seu trabalho buscou analisar o contexto inovativo a partir de uma perspectiva de análise da construção das competências empreendedoras, em que demonstra este desenvolvimento de forma mais vivencial do que pela utilização de capacitações demonstrando assim a importância das redes demonstrada (RASMUSSEN et al., 2015; VALE, 2015; CAMPOS, 2014) se alinha a esta proposta ao analisar os impactos do coaching ao desenvolvimento das competências empreendedores demonstrando assim uma correlação positiva na intervenção externa e vivencial nesta construção das competências.
Gonçalves Filho, Monteiro, Veit e Verwaal (2012) contradiz em a ideia de Rasmussen et al. (2015) e Oliveira (2013) ao demonstrar que treinamento, ensino, bem como programas de incentivo à pequenas empresas, como empréstimos, incubadoras e programas especiais ajudam no desempenho de pequenas empresas.
Características demográficas, psicológicas e comportamentais, bem como suas habilidades, técnicas e conhecimento são colocados como fatores que influenciam o desempenho das organizações. Existem diferentes mecanismos dos quais as competências podem afetar o desempenho: os empreendedores mais competentes optam por avaliar e explorar as oportunidades, encaram estratégias de risco, ou seja, formulam estratégias superiores para serem desenvolvidas no seu negócio (MITCHELMORE; ROWLEY, 2008; RIBEIRO, 2009; VICENZI; BULGACOV, 2013).
Bamiatzi et al. (2015) investigou as ligações entre as competências pessoais e estilo de liderança entre empreendedoras femininas. O estudo identificou que o estilo de liderança presente entre as empreendedoras é o transformacional. Assim como percebe-se as competências empreendedoras e pessoais (habilidade de tomar decisões, habilidade interpessoal, perseverança, autoconfiança, comunicação e auto-gestão) mais evidentes do que as habilidades gerenciais.
O estudo desenvolvido por Lerner e Almor (2002) reforça o posicionamento de Bamiatzi et al. (2015) buscando compreender as relações entre competências e o desempenho de mulheres proprietárias de pequenos negócios. A partir de uma amostra de 220 empresárias israelenses, os autores aplicaram um questionário de habilidades utilizando escala Likert de cinco pontos e encontraram as competências apresentadas no quadro 02.
Vasconcelos (2014), Vale et al. (2011) e Ferreira e Nogueira (2013) corroboram com os resultados de Lerner e Almor (2002) ao analisar o contexto de empreendedoras a partir de sua trajetória de vida e profissional como forma de captar o desenvolvimento destas competências empreendedoras.
O quadro 02 sintetiza as competências empreendedoras encontradas no estudo de Lerner e Almor (2002).
Quadro 02 - Resumo das competências
COMPETÊNCIAS DESCRIÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS
Competências empreendedoras Identificação e definição de um nicho de mercado viável Desenvolvimento de produtos de serviços adequado Nicho de mercado / inovação de produtos
Geração de ideias Pesquisa ambiental Reconhecer oportunidades Formulação de estratégias Competências de Gestão e Negócio
Desenvolvimento do sistema de gestão necessário para o funcionamento da organização
Aquisição de recursos necessários para operar a empresa Habilidades operacionais de negócios
Envolvimento prévio com startups Experiência gerencial
Familiaridade com a indústria
Habilidades financeiras e orçamentárias Experiência anterior
Estilo de gestão
Habilidades de marketing Habilidades técnicas
Capacidade de implementar a estratégia (desenvolver
programas, orçamentos, procedimentos, avaliar o desempenho) Familiaridade com o mercado
Preparação do plano de negócios Habilidades de definição de metas Habilidades gerenciais
Competências de relações humanas
Desenvolvimento da cultura organizacional Habilidades de delegação
Capacidade de motivar os outros Habilidades de relações humanas Habilidades de liderança Competências conceituais e de relacionamento Competências conceituais Habilidades organizacionais Habilidades interpessoais Capacidade de gerenciar clientes
Capacidade mental para coordenar as atividades Capacidade de comunicação escrita
Habilidades de comunicação oral Habilidades de tomada de decisão Habilidades analíticas
Habilidades de pensamento lógico Habilidades de tomada de decisão Competências de comprometimento Fonte: Lerner; Almor (2002).
Spencer e Spencer (1983) desenvolvem uma pesquisa com financiamento dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) com o objetivo de identificar as competências empreendedoras pessoais em três países subdesenvolvidos (Equador, Malawi e Índia), resultando em um conjunto de competências, apresentadas no quadro 03.
Quadro 03 - Competências empreendedoras
COMPETÊNCIA CARACTERÍSTICAS
Realização Iniciativa
Vê e aproveita oportunidades Persistência
Busca de informações
Interesse pela alta qualidade do trabalho Comprometimento com contratos de trabalho Orientação para a eficiência
Pensamento e resolução de problemas Planejamento sistemático Soluções de problemas
Maturidade pessoal Autoconfiança
Perícia
Reconhece suas próprias limitações
Influência Persuasão
Uso de estratégias de influência
Direção e controle Assertividade
Monitoramento
Orientação para os outros Credibilidade, integridade e sinceridade Preocupação com o bem-estar dos empregados Reconhecimento da importância de relacionamentos comerciais
Providencia treinamento para os empregados Competências adicionais Formação de capital (apenas em Malawi)
Preocupa-se com a imagem dos produtos e serviços (apenas no Equador)
Fonte: Spencer; Spencer (1983).
Cooley (1990) apontou para o fato de que, a partir da análise de vários estudiosos do empreendedorismo, em que constatou a presença de um conjunto de características comuns nos empreendedores, entre elas estão a: confiança, perseverança, assumir riscos, necessidade de realização, criatividade, habilidade para influenciar, iniciativa, flexibilidade, inteligência, eficiência, habilidade para tomar decisões,
honestidade, independência, responsabilidade, comprometimento, coragem, entre outros. Filardi et al. (2014) traz esta construção de características dentro de uma evolução histórica de artigos publicados relacionados a temática desde 1848 a 2014.
Zampier (2010), Coelho (2011) e Zampier e Wunsch (2011) reforçam esta ideia dentro do contexto da educação empreendedora e de como desenvolver estas competências a partir do contexto educacional. Behling (2015) demonstra, a partir de Cooley, que microempreendedores individuais possuem ao menos sete destas competências reforçando assim a aderência da escala.
Os conceitos de competências empreendedoras são diversificados, em virtude disso, outras competências foram identificadas nos empreendedores que lideraram empreendimentos de sucesso. As competências centrais que foram identificadas refletem importante domínios de competência para empreendedores, que são: "empresarial", "social" e "funcional" (BRINCKMANN, 2006). França (2011) mostra esta ideia em seu trabalho ao analisar o trabalho no contexto gastronômico e as capacidades empreendedoras necessárias para a diferenciação neste contexto.
Na pesquisa desenvolvida por Chandler e Hanks (1993) foram encontradas três funções que os empreendedores devem desempenhar para serem bem-sucedidos: a empresarial, gerencial e técnica. Um desempenho eficaz requer do empreendedor a capacidade de reconhecer oportunidades de negócio e saber como aproveitá-las. No gerenciamento, requer competências conceituais que se referem à capacidade de coordenar os esforços organizacionais, sendo expressas na competência interpessoal na capacidade de interagir com outras pessoas e na competência política, que é a capacidade de estabelecer conexões de poder dentro e fora da organização. Os conhecimentos técnicos são a capacidade de usar ferramentas, procedimentos e técnicas na organização.
Giarola (2013) reforça esta ideia em sua dissertação ao tentar encontrar competências empreendedoras no contexto inovativo universitário, mas ter sua hipótese refutada. Esta rejeição pode ser trazida pela ausência de uma destas três funções levantadas por Chandler e Hanks (1993), mas não foi investigada pela autora.
Um exemplo desta complexidade é retratado por Reis, Fernandes e Cheng (2006). Eles perceberam que pesquisadores desenvolvem conhecimentos em suas pesquisas, muitas vezes, desvinculados do setor produtivo, o que requer, muitas vezes, a presença de agentes externos aos laboratórios para ajudar na aproximação da tecnologia desenvolvida por eles e com o mercado. O desafio, então, é conseguir que
esse resultado de laboratório seja incorporado em novas tecnologias, que possam orientar o surgimento de novos empreendimentos acadêmicos de base tecnológica e que os laboratórios sirvam ao setor produtivo para promover o desenvolvimento industrial obtendo tanto os ganhos científicos, quanto os econômicos.
Os trabalhos de Souza (2014), Belli (2014) e Silva (2015) trouxeram resultados similares ao de Giarola (2013) ao analisarem o mesmo contexto universitário. Isto reforça a dificuldade de desenvolvimento destas competências em ambientes educacionais convencionais. Seguindo o contexto universitário, Lizote (2013) e Lizote e Verdinelli (2013) trouxeram a ideia de relacionamento entre intraempreendedorismo e desempenho, mas não conseguiram mostrar a relação entre competência empreendedora e comportamento afetivo.
Contudo, Lenzi (2008) e Lenzi e Santos (2011) a partir de uma análise psicológica baseada em Jung encontra uma relação entre perfis psicológicos inovativos e competências empreendedoras. Reforçando esta ideia, Schmitz e Lapolli (2012) mostraram a relação entre as competências empreendedoras e a alavancagem no desenvolvimento da Universidade Técnica de Lisboa
O quadro 04 exibe uma compilação das competências trabalhadas pelos principais autores e suas áreas de observação.
Quadro 04 - Compilação das competências pelos autores
COMPETÊNCIAS EMPREENDEDORAS COMPETÊNCIAS FUNCIONAIS COMPETÊNCIAS SOCIAIS C h an d ler ; Jan sen ( 1 9 9 2
) oportunidades de negócios e Capacidade de identificar
para aproveitar essas oportunidades Unidade para fazer o empreendimento ter sucesso
Capacidade de aplicar instrumentos, procedimentos e técnicas
de uma tarefa.
Competência conceitual, para coordenar interesses e atividades dentro de uma
organização Competência humana de entender, motivar e cooperar
com outras pessoas Competência política para melhorar a própria posicionar e
para criar uma base de poder e redes. Her ro n , L ., ( 1 9 9 4 ) Habilidades empresariais Identificação de oportunidades Planejamento e administração de negócios Detalhar a concepção de produtos e serviços Organizacional - Avaliação das funções
dentro de uma organização Compreensão do
mercado
Networking Habilidade para influenciar pessoas fora da organização Habilidade de liderança
Sn ell, R ., L au , A. , (1 9 9 4 ) Perspectiva global
Prontidão para aprender oportunidades relevantes Visão, missão e objetivos
organizacionais Capacidade para conceituar/
formular estratégias Abordagem analítica do mercado Gestão financeira sistemática Gestão RH Aprendizagem cultura Ma n ; L au ( 2 0 0 0 ) Competência de Oportunidade Competência conceitual Competência estratégica Competência de comprometimento Competência organizacional Competência de relacionamento Jiao , Or g ilv ie e C u i ( 2 0 1 0 ) Capacidade de compreender,
julgar, analisar e tomar decisão.
Capacidade de planejar, organizar, dirigir, coordenar e controlar recursos.
Capacidade de se relacionar e lidar com assuntos públicos.
L er n er ; A lm o r (2 0 0 2 ) Identificação e definição de um nicho de mercado viável Desenvolvimento de produtos
de serviços adequado Nicho de mercado / inovação
de produtos Aquisição de recursos, gerenciamento, habilidades operacionais, experiência gerencial, habilidades financeiras e orçamentárias, habilidades técnicas e definição de metas. Desenvolvimento da cultura organizacional, Habilidades de delegação, Capacidade de motivar os outros, Habilidades
de relações humanas e Habilidades de liderança. Sp en ce r; Sp en ce r (1 9 8 3 ) Iniciativa Vê e aproveita oportunidades Persistência Busca de informações Interesse pela alta qualidade
do trabalho Comprometimento com
contratos de trabalho Orientação para a eficiência
Assertividade Monitoramento Persuasão Uso de estratégias de influência Credibilidade, integridade e sinceridade
Preocupação com o bem-estar dos empregados Reconhecimento da
importância de relacionamentos comerciais Providencia treinamento para
os empregados Fonte: Elaboração própria (2016).
Nos estudos sobre competências, foram identificadas as competências empreendedoras e funcional como sendo as mais evidentes. O domínio empreendedor abrange atividades como a identificação e a seleção de oportunidades de negócios rentáveis, a formulação de metas e estratégias, bem como atitudes de inovação, proatividade e comprometimento. As competências funcionais podem ser subdivididas
de acordo com a área de conhecimento, que podem ser internos e externos. Conhecimento funcional externo se refere ao conhecimento sobre o mercado e a indústria em que o novo empreendimento pretende operar. Conhecimento funcional interno é relativo à tarefa de organizar e administrar os diversos recursos que são controlados pela empresa, bem como a capacidade de desenvolver produtos e serviços (BRINCKMANN, 2006).
Para o bom desempenho da organização é necessário que diferentes atividades sejam desenvolvidas dentro da empresa. Essas atividades em grandes empresas são desenvolvidas pelos empreendedores e pelos gestores, que por sua vez possuem papeis bem definidos. Isso não costuma acontecer em empresas nascentes, pois em grande parte os empreendedores não possuem recursos para contratação de gerentes, o que faz com que os empreendedores acumulem várias funções dentro da empresa.
Do ponto de vista do processo, esse acúmulo de funções/atividades que o empreendedor acaba assumindo nos estágios iniciais da empresa requer dele diferentes competências para lidar com essa situação, caso contrário, ele estará limitando o desenvolvimento de sua empresa (BRINCKMANN, 2006).
Para Rubenson e Gupta (1997), existem três níveis de desenvolvimento de empresa que possuem implicações no processo de conduzir as atividades de um empreendimento: em primeiro lugar, a orientação das atividades para a reconhecimento das oportunidades; segundo lugar, direcionamento das competências para uma abordagem mais gerencial (objetividade); e em terceiro lugar o controle que deve ser via sistemas organizacionais.
O campo de estudos das competências empreendedoras é bastante amplo, envolvendo aspectos relacionados à tomada de decisão, a capacidade de se relacionar com outras pessoas e da capacidade de gerenciamento da organização. Compreender como as competências empreendedoras dos gestores se direcionam as ações de reconhecimento e busca por oportunidade, bem como os aspectos de gerenciamento da organização ajudam a identificar pontos de melhoria na busca por um desempenho organizacional, temática central desta tese.
Esta complexidade pode ser demonstrada no trabalho de Morris et al. (2013), Sanchez (2011) e Rasmussen, Mosey e Wright (2011) que integraram a ideia da educação empreendedora e do contexto acadêmico à noção de desenvolvimento das competências empreendedoras. Estes trabalhos reforçam e corroboram com a ideia de
incubação de empresas no contexto universitário como forma de alavancagem do empreendedorismo em alunos deste segmento educacional.
Na seção seguinte serão apresentadas duas escalas de competências empreendedoras. A primeira desenvolvida por Spencer e Spencer (1993) e a segunda proposta por Cooley (1990).