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6.5 Ready-made Dialogs in Qt
6.5.4 Input Dialogs
Como já mencionado no capítulo anterior, a Dyncorp se originou da fusão de duas empresas fundadas no ano de 1946, a Land-Air, Inc., e a California
Eastern Airways. Em 1951 a Land-Air venceu uma licitação que é considerada,
pela própria empresa, como um importante marco para a história da companhia. O contrato entre a Land-Air e a Air Force Logistics Command, organismo responsável pela logística da aeronáutica norte-americana, formou os primeiros Contract Field Teams (CFT). Os CFT são as primeiras equipes de contratados privados que passaram a atuar junto às forças armadas dos EUA. É a partir dos CFT que o DoD passou a empregar empresas privadas como parte de sua força de trabalho. À princípio as funções terceirizadas foram relacionadas à logística e manutenção. O contrato firmado em 1951 previa que a Land-Air, precursora da DynCorp, seria uma das responsáveis pela manutenção de aeronaves e dos sistemas de armas da Força Aérea dos Estados Unidos no mundo todo. Desde então, a DynCorp e suas predecessoras prestaram continuamente serviços no âmbito dos CFT, o que significa que a DynCorp garantiu ao menos um dos contratos em todas as concorrências abertas pela Força Aérea desde 1951.
O primeiro CFT concedido à Land-Air consistia na operação da base aérea de
White Sands Missile Range, a maior instalação militar dos EUA, localizada no
Novo México. A base foi principalmente utilizada como campo de testes militares, e foi o local da primeira explosão de uma bomba atômica, em 1945. A base aérea foi um campo de testes para tecnologias militares e aeroespaciais. O contrato da DynCorp para operação de White Sands perdurou por mais de 50 anos, até que em meados dos anos 2000, quando outra empresa passou a operar a base (DYNCORP, 2015).
A DynCorp esteve presente, através dos CFT, em todos os grandes palcos de conflito que envolveram as Forças Armadas norte-americanas desde 1951, começando pela Guerra da Coréia. Os contratos se mantiveram ou foram ampliados ao longo da segunda metade do século XX, conforme cresceu a demanda por serviços mais complexos relacionados ao desenvolvimento tecnológico dos arsenais aéreos, e à crescente dependência do apoio de aeronaves, sejam aviões ou helicópteros, para as operações do exército norte- americano. Se a princípio a opção foi por procurar empresas terceirizadas como forma de baratear e flexibilizar a manutenção dos equipamentos militares, logo a relação se tornou de dependência.
Durante a Guerra do Vietnã, a DynCorp implantou oficinas para aeronaves em diversas localidade no país. A partir daquele momento existem relatos de outras empresas aéreas também operando os CFT. Embora a DynCorp tenha sido a única a fornecer técnicos e mecânicos na Guerra do Vietnã no ano de 1966, a partir de 1967, a Lear Siegler também passa a fazer parte do conflito. A partir de 1968 tamém a Lockheed também se torna uma prestadora de serviços no conflito (JLBR, 1970, p.253). É interessante notar que naquele momento as empresas que operavam os CFT não eram propriamente PMSC, mas por empresas de tecnologia aérea e fabricantes de aeronaves. A DynCorp já se destacava como uma empresa diferenciada, pois não era fabricante de aeronaves, embora seu passado estivesse associado ao setor de aviação. O CFT é um dos muitos multiple award contracts dos quais a DynCorp faz parte. Esse tipo de concorrência tem diversos vencedores, que na verdade recebem a possibilidade de concorrer aos serviços. O contrato entre a DynCorp
e o Departamento de Defesa é do tipo Indefinite Delivery Indefinite Quantity, ou seja, a empresa gasta o quanto precisar dentro de um limite estabelecido, e depois recebe como pagamento um reembolso, mais uma taxa de lucro. Embora o contrato não detalhe especificamente qual serviço será prestado, já que dependem do desgaste e falhas específicas de cada equipamento, a
DynCorp em geral se especializou na mecânica de aeronaves e na
manutenção dos armamentos que equipam os aeronaves norte-americanas (AIR FORCE AUDIT AGENCY, 2007).
Em 1997 o contrato CFT foi concedido a quatro empresas, entre elas a
DynCorp. O contrato teria duração de dez anos, e, portanto, seria auditado,
revisto e aberto a uma nova concorrência em 2007. O enorme crescimento dos compromissos militares dos EUA no período fez com que o contrato extrapolasse em muito suas previsões. Da previsão de US$4,2 bilhões feita em 1997 para dez anos, o valor final subiu para US$7,6 bilhões.
In 1997, the OC-ALC awarded four Indefinite Delivery Indefinite Quantity basic CFT contracts, with a cumulative value of $4.2 billion over a 10-year performance period. As of October 2006, over $7 billion had been obligated against the four contracts and the revised cumulative value was $7.65 billion. (AIR
FORCE AUDIT AGENCY, 2007, p.3)
Apesar de o valor do CFT ter excedido os limites em mais de 80%, um novo contrato foi firmado para o período seguinte. O último contrato CFT premiou sete empresas que poderiam concorrer pelos serviços específicos. Além da
DynCorp concorrem as empresas AECOM, CSC, DS2, L-3, URS e Nothropp Gruman. O contrato firmado entre a DynCorp e a Força Aérea dos Estados
Unidos esteve em vigor entre outubro de 2008 e julho de 2015. O valor total do contrato foi de quase US$1,05 bilhões para o período de duração de pouco menos de sete anos. Nos termos do contrato, a DynCorp deveria operar em bases distribuídas por sete estados norte-americanos, além de operar também nas bases da Força Aérea na Alemanha, no Japão e em Guam.
A parte mais vultuosa do contrato, cerca de um bilhão de dólares é destinada à manutenção, reparação e reconstrução de equipamentos, especificamente armas. Uma parte menor do contrato, cerca de US$45 milhões é dedicada à manutenção de mísseis e equipamentos militares. Esse contrato é o último de uma série de contratos firmados entre a empresa e a Força Aérea, que datam originalmente do contrato firmado pela Land-Air para operar a base White
Sands (DYNCORP, 2008a).
Em 2012, além das missões em bases no exterior, principalmente para apoio das tropas no Afeganistão, a DynCorp detinha contratos de operação e manutenção das bases de Patuxent River, de Sheppard Air Force Base e
Andrews Air Force Base. A última é a base de operações das aeronaves
presidenciais, que inclui o serviço de adaptação e manutenção da principal aeronave presidencial, o Air Force One. A empresa foi a principal responsável pelas modificações para adaptar a aeronave ao uso presidencial. Além dos serviços de modificação, os funcionários da empresa cuidam da manutenção e apoio para operação da aeronave (DYNCORP, 2015).
O histórico da DynCorp como provedora de serviços de mecânica e administradora de bases aéreas iria qualificar a empresa para a revolução que aconteceria a partir dos anos 1990. Nesse período, as forças armadas dos EUA vão criar um gigantesco movimento de privatização e terceirização de todas as suas funções de logística. Se até então esse tipo de prestador de serviço era inexistente, algumas empresas que já trabalhavam junto às Forças Armadas sairiam na frente em sua capacidade de integrar contratados privados às tropas oficiais.
3.1.2. A DynCorp como empresa de apoio militar - O contrato LOGCAP e a