3.4 Interaction du mode A 0 avec les bords de la plaque
3.4.4 Influence des bords de la plaque sur la résolution spatiale de la tache focale
Outro aspecto importante a ser considerado como FCS é a predisposição de escolha do potencial turista por um determinado segmento. Segundo a pesquisa de demanda, no que diz respeito ao segmento de mercado em que a Região da Uva e do Vinho está inserida, observa-se que a cultura aparece como forte fomentadora do turismo, mas não consegue ser maior que o segmento Sol e Praia, que se manifesta com 77,6% na procura de viagens de lazer.
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Este resultado é positivo para a Região Uva e Vinho porque corrobora com sua condição de destino, com características próprias que manifestam interesse de um determinado grupo de interessados. Unindo este resultado com os resultados aferidos sobre o público-alvo, pode-se concluir que, enquanto Destino em desenvolvimento, a região tem mais um condicionante na representação de seu segmento, ou seja, recebe número determinado de turistas, com perfil específico e interesse específico, é um destino premium.
Figura 21: procura por segmentos entre as operadoras
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Fonte: Gryphon Consultoria, 2007
Quando perguntado sobre o nível de relevância do segmento cultural para a região, o emissivo (agências entrevistadas) foi contundente em defini-lo com grande vantagem (3,9 pontos) sobre os demais pesquisados, um significativo peso para a região.
Este resultado é positivo porque fornece subsídios para se consolidar a característica cultural do produto turístico Região Uva e Vinho e do turismo cultural como um todo.
Figura 22: relevância do segmento cultural para Região Uva e Vinho ?" ; "> 1 " ( " ' ( + " !" # $ '6 0 !" # $ '6 , - !" # $ ' @ & !" # $ '6
Fonte: Gryphon Consultoria, 2007
Em termos estratégicos, apesar de uma aparente desvantagem, o fato da região não competir dentro do segmento de Sol e Praia e ter como segmento Cultural sua principal força, pode ser interpretado como uma característica que cria certas predisposições na seleção deste Destino em relação ao público alvo, constituindo portanto uma barreira natural a um cliente que não é interessante para a localidade e atrai aquele que está de acordo com posicionamento voltado para público-alvo de médio-alto poder aquisitivo com interesse específico no tipo de experiência provido.
Para chancelar o Turismo Cultural enquanto FCS para a Região Uva e Vinho, buscou-se ainda entender se na opinião dos entrevistados, o cliente final também tinha interesse neste segmento. Como resultado, observou-se que, em relação ao aspecto da motivação específica do turista para visitar a Região Uva e Vinho, o conhecimento da cultura da região ou a produção de vinhos são responsáveis por aproximadamente 65% (57,6% + 7,3%, considerando o processo de produção de vinhos como uma evidência de segmento cultural) da motivação dos clientes das agências entrevistadas, conforme se pode visualizar na tabela representada na Figura a seguir.
Figura 23: motivação para visitar
Fonte: Gryphon Consultoria, 2007
Tais aspectos, mais uma vez, reforçam o caráter cultural da Região Uva e Vinho e consolidam os fatores básicos de composição da imagem do destino, que deverão ser utilizados posteriormente no trabalho de sua imagem no mercado.
6.2.4 Concorrência
Para o caso de um Destino turístico, a concorrência pode ser um importante indicativo de FCS. Saber quem são seus concorrentes e qual sua posição em relação aos mesmos são dados que certamente interferem no posicionamento de um negócio, ou, como no caso estudado, de um Destino.
No levantamento de concorrentes (ver Figura 24), os destinos apontados apresentam pouca correlação com as características da Região de Uva e Vinho em
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concorrência em destinos do nordeste, principalmente com apelo de segmentação de Sol e Praia.
Segundo dados da Braztoa, os cinco pacotes mais vendidos pelas operadoras incluem Fortaleza, Recife, Natal, Serra Gaúcha e Salvador. Este resultado não desvirtua as informações anteriormente definidas, ao contrário, corrobora com o fato de a Região Uva e Vinho ser competitiva no seu segmento de atuação. Os demais destinos aglutinam os segmentos de Sol e Praia e Cultura, com forte apelo para o primeiro. O destino estudado não se caracteriza pelo segmento de praias e portanto, manifesta-se em posição significativa entre os que trabalham somente com turismo cultural.
O resultado comprova a existência de forte relação entre os produtos mais vendidos pelas operadoras entrevistadas e os produtos mais vendidos em nível nacional. Este resultado é relevante para Região Uva e Vinho porque, por um lado consolida a necessidade de constante diálogo entre os gestores regionais, empresários e operadores mas, por outro, consolida a Serra Gaúcha como “destino estrela” entre os mais vendidos por operadores no Brasil, com forte característica cultural.
Figura 24: principais destinos concorrentes
(Desconsiderando destinos com menos de 1% de relevância) Fonte: Gryphon Consultoria, 2007
Por fim, no que diz respeito à concorrência internacional, os destinos argentinos aparecem em número significativo, porém não há indícios de que sejam concorrentes por terem produtos semelhantes, mas também por serem estrategicamente formatados pelas operadoras ou por serem consolidados não só como produtos formatados, mas por seu apelo de imagem para os turistas potenciais. Além disso, a oportunidade de uma viagem internacional tende a estabelecer uma melhor relação custo-benefício do que um
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Alguns dos concorrentes anteriormente apresentados como produtos estratégicos das operadoras, se comparados à relevância de seus aspectos culturais, permanecem entre os principais destinos de escolha dos turistas. Tal fato é relevante para a Região Uva e Vinho porque enfatiza a necessidade de formatação e exposição de seu produto para que possa estabelecer uma melhor inserção na arena competitiva na qual está inserida. Por outro lado, considerando que o nordeste atende a uma gama maior de perfis de turistas, desde mochileiros com baixo gasto per capita até famílias de classe A, a região de referência neste estudo se caracteriza competitivamente como um destino exclusivo de um determinado perfil de clientes, revalidando a existência de uma “barreira invisível” ao turismo de massa ou qualquer segmento que não se enquadre nos padrões já estabelecidos.
Para concluir este capítulo de análise, atenta-se para o fato de que os FCS possíveis para a Região Uva e Vinho não se encerram nesta leitura. Porém, os resultados encontrados têm como objetivo o direcionamento de futuras políticas de desenvolvimento estratégico do destino enquanto um produto turístico competitivo. São guias para os tomadores de decisão e visam estabelecer um direcionamento para as situações recorrentes do mercado.
Estas definições têm importância nuclear para o estabelecimento de um posicionamento estratégico para o destino em questão porque eqüalizam as expectativas dos gestores públicos e privados com as realidades do mercado e auxiliam na manutenção do equilíbrio deste binômio como forma de organização de resultados desejáveis. Segundo Fontes Filho (2006), a capacidade de entender tais expectativas e transformá-las em objetivos, metas e avaliações de FCS, permitem ao gestor acompanhar o rumo do mercado e assegurar o sucesso da estratégia.