B. Interactions entre les cellules osseuses et leur substrat : du tissu aux biomatériaux
II. De l'importance de la géométrie : les différentes échelles de la structure osseuse
Os dados coletados foram organizados, armazenados e tratados de forma estatística no programa informático de estatística Statistical Package for Social Science (SPSS) 21.0 for Windows e Excel 2013 for Windows 8.
A organização dos dados foi realizada da seguinte maneira: cada questionário recebeu um código correspondente, foi atribuído letra e número para os itens das sessões e atribuídos nome para as variáveis sócio-profissionais.
Para garantir o controle de qualidade dos dados digitados, utilizou-se o processo da dupla digitação, contando com dois digitadores independentes. Após ter finalizado o preenchimento no programa estatístico foi realizada uma revisão dos dados digitados, em momento distinto, de modo a garantir a confirmação dos dados digitados e evitar possíveis digitações errôneas.
Posterior, foi necessário criar dois arquivos de dados, um original e o outro que foi utilizado durante o processo de análise. Essa medida visa manter o arquivo de dados original, evitando a perda de informação.
A variável contínua “idade” foi analisada por meio das medidas de tendência central e de dispersão, como média, mediana, moda, mínima, máxima e desvio padrão, e não por faixa de distribuição, por apresentar a melhor opção em analisar a informação num conjunto de dados, além de permitir uma análise da variabilidade da idade dos enfermeiros nos dois hospitais. Outra variável contínua “horas trabalhadas semanais” foi analisada a partir dos seus valores absolutos e percentuais.
As variáveis categóricas foram sexo, serviços, unidades/serviços são certificadas/acreditados, faz parte do núcleo de qualidade e segurança do paciente, grau de formação acadêmica, e se possui contato direto com paciente. Essas variáveis foram analisadas de acordo os seus valores absolutos e percentuais.
Foram dicotomizadas variáveis que apresentaram somente dois resultados. Na variável “horas trabalhadas por semana” somente foram marcadas as opções 20h a 39h e 40h ou mais horas semanais. Por esse motivo, optou-se em realizar a dicotomia dessa variável para simplificar a análise dos dados.
Na variável do grau de formação acadêmica, considerando que todos participantes possuem ensino superior, houve a diferenciação em relação a possuir pós-graduação.
Para dicotomizar as variáveis do tempo de experiências na profissão, na instituição e na unidade/serviço foi considerada a mediana, havendo a diferenciação do tempo de experiência em menor ou igual a 7 anos e mais de 8 anos.
Investigadores afirmam que dicotomizar variáveis é comum em pesquisas, pois simplificam as análises estatísticas e facilitam a interpretação e apresentação dos resultados (MEDRONHO, 2009). Por outro lado, reconhece-se que o ato de dicotomizar pode levar a um aumento de probabilidade de resultados falsos positivos. Além do mais, algumas variáveis têm pontos de corte “satisfatórios” largamente reconhecidos (CAMERINI, 2014), porém, no presente estudo, as cinco variáveis dicotomizadas foram baseadas nas explicações anteriores de forma individual.
O questionário possui 42 itens para medir 12 dimensões da cultura de segurança do paciente e 2 indicadores de resultados. Cada uma das 12 dimensões da cultura de segurança do paciente incluiu de 3 a 4 itens. Os dois indicadores de resultados, um sobre avaliação geral da segurança do paciente incluiu cinco opções de respostas desde excelente a ruim; outro sobre o número de eventos notificados também com cinco opções de respostas desde nenhuma a mais de 20 notificações de eventos.
Os dois indicadores de resultados foram ajustados em três categorias, por seguinte foram analisados por meio da distribuição dos seus valores absolutos e percentuais.
Os dados das dimensões da cultura de segurança do paciente foram organizados e apresentados a partir dos itens que compõem cada dimensão e, não por seções como consta no questionário.
O cálculo do valor percentual da dimensão se obtém calculando o valor médio de todos os percentuais de cada item que compõem a dimensão. Os dados são descritos e analisados por dimensão da escala (domínio de funcionalidade) e por itens (indicadores de funcionalidade) por hospital, uma vez que a cultura é considerada uma característica de um grupo ou hospital e não individual.
Quanto às dimensões da cultura de segurança do paciente seguimos a metodologia proposta pela AHRQ (SORRA; NIEVA, 2004), em que procedemos com
a recodificação da escala, sendo o percentual de respostas positivas na dimensão ou item o principal indicador de análise.
A escala utlizada foi de Likert em escala de 5 categorias, procedemos para uma escala de 3, em que as duas categorias (1) e (2) são agregadas em negativo, bem como as duas categorias mais elevadas (4) e (5) em positivo, sendo que o valor central da escala é tratado como neutro (quadro 9). Os valores em percentuais das três categorias são apresentados, excluindo do total todos os valores ausentes (missing values), para se calcular essas percentagens.
Quadro 9 – Recodificação da escala em três categorias e interpretação dos resultados. 1 2 3 4 5 Discordo totalmente (DT) Discordo (D) Não concordo/ nem discordo (NC) Concordo (C) Concordo totalmente (CT)
Nunca Raramente Por vezes Quase
sempre Sempre
Negativo Neutro Positivo
Fonte: SORRA; NIEVA, 2004.
As respostas positivas referem-se às repostas em que foram assinaladas a opção 4 ou 5 (concordo / concordo totalmente) para as sentenças formuladas de forma positiva, ou 1 ou 2 (discordo/ discordo totalmente) nas perguntas formuladas negativamente.
As respostas negativas referem-se às respostas que foram assinaladas as opções 1 ou 2 (discordo / discordo totalmente) para as perguntas formuladas de forma positiva, ou 4 ou 5 (Concordo / concordo totalmente) nas sentenças formuladas negativamente (SORRA; NIEVA, 2004, SORRA et al., 2007).
O percentual de respostas positivas representa uma reação positiva em relação à cultura de segurança do paciente e permite identificar áreas fortes e frágeis na segurança do paciente.
São considerados “áreas fortes da segurança do paciente” aqueles itens com 75% ou mais de respostas positivas (“concordo totalmente” ou “concordo”), ou os itens que quando escritos negativamente, obtiveram 75% das respostas negativas (“discordo totalmente” ou “discordo”). De modo semelhante, “áreas frágeis da
segurança do paciente” e que necessitam de melhoria foram consideradas aquelas cujos itens obtiveram 50% ou menos de respostas positivas (SORRA; NIEVA, 2004). A composição das frequências e percentuais das respostas segue a fórmula recomendada pela AHRQ (SORRA; NIEVA, 2004), que foi:
• Para cada dimensão e item da dimensão:
% de respostas positivas da dimensão
X ou ao item da dimensão X
=
n° de respostas positivas aos itens da dimensão X n° total de respostas válidas aos itens da dimensão X (positivas, neutras e negativas,
excluindo os dados ausentes) x 100
Os dados das dimensões são classificados da seguinte forma:
• Respostas positivas iguais ou maiores de 75% são “áreas fortes da segurança do paciente”.
• Respostas positivas iguais ou menores de 50% são “áreas frágeis da segurança do paciente”.
• Respostas positivas entre 51 a 74% como “áreas neutras ou indefinidas de segurança do paciente”.
Como se observa o questionário apresenta 18 perguntas formuladas de forma negativa e as demais de forma positiva. Os autores da metodologia consideram que sempre que um item é colocado pela negativa (reserve) é assinalado com a letra “R”, o que nos indica que o percentual de respostas negativas em um item formulado de forma negativa indica uma resposta positiva. Esse procedimento foi realizado no programa SPSS antes que os resultados fossem apresentados.
Considerando que o objetivo geral desse estudo é a comparação da cultura de segurança do paciente entre as duas instituições hospitalares, optou-se primeiramente em realizar uma análise dos dados por hospital por meio da média e desvio padrão, posteriormente foi efetuada comparação dos dados de cada hospital frente à média geral. Diante disso, podemos situar as instituições hospitalares frente a uma média adotada como representativa de cada hospital realizando comparações (SORRA et al., 2007).
Para efeito de comparação (relativa) dos resultados, adotou-se a rule of thumb “regra do polegar” (benchmarking) que diz que qualquer dado que seja diferente em 5% é significativo. Assim, sempre que a média de uma instituição
hospitalar for superior ou inferior a 5% da média dos dados do grupo de hospitais, afirma-se que há diferenças significativas (SORRA et al., 2007).
As médias de percentual de valores positivos foram calculadas fazendo a média de todos os itens de percentual positivo, bem como a média ao nível da dimensão em todo grupo. Desse modo o percentual positivo é apresentado como uma média geral de avaliação da cultura de segurança do paciente.
Optou-se nesse estudo não realizar análise dos dados referentes à última pergunta aberta do questionário direcionada para os enfermeiros registrarem comentários livres sobre a seguraça do paciente, erros e notificações.