• Aucun résultat trouvé

4 Importance  des  récifs

Dans le document A VANT -­‐ PROPOS   (Page 28-36)

Para este estudo, utilizaram-se os dados relativos a 5 explorações, amostradas de entre as presentes no estudo seroepidemiológico. As condições de anonimato foram mantidas neste estudo pelas razões já apresentadas.

As explorações foram alocadas em 2 grupos em função dos resultados (negativo/positivo) da deteção de anticorpos anti-C. burnetii. As explorações com resultado duvidoso foram excluídas deste estudo. Assim, o grupo das explorações seronegativas integra a exploração A e a exploração B, com 100 animais cada; no grupo das explorações seropositivas encontramos a exploração C (200 animais), a exploração D (150 animais) e a exploração E (100 animais).

As explorações selecionadas estão integradas no proGrama Bovicontrol realizado pela Segalab. Este proGrama procura melhorar a situação sanitária das explorações de bovinos através da deteção e caracterização do estatuto sanitário, do controlo e monitorização das

Freguesia Dimensão Frequência absoluta Frequência relativa (%) Até 100 De 100 a 200 De 200 a 300 Alvelos 0 1 0 1 2 Barqueiros 2 3 0 5 10 Carvalhal 0 0 1 1 2 Carvalhas 2 0 0 2 4 Chorente 0 1 0 1 2 Courel 1 1 0 2 4 Cristelo 3 2 1 6 12 Faria 2 0 0 2 4 Gilmonde 0 1 0 1 2 Goios 0 2 0 2 4 Gueral 2 2 0 4 8 Macieira de Rates 4 4 0 8 16 Milhazes 1 1 0 2 4 Negreiros 1 1 1 3 6 Paradela 4 0 0 4 8 Pereira 2 0 0 2 4 Vila Seca 2 1 0 3 6 Vilar de Figos 0 1 0 1 2 Frequência Absoluta 26 21 3 50 100 Frequência relativa (%) 52 42 6 100 --

CAPITULO II – TRABALHO EXPERIMENTAL

22

doenças específicas e da implementação de medidas de biossegurança, para que estas explorações possam obter cada vez mais produtividade e rendimento. As principais doenças inseridas neste proGrama são a diarreia viral bovina (BVD), a rinotraqueíte infeciosa bovina (IBR) e a neosporose. A febre Q ainda não faz parte deste proGrama de controlo, pelo que seu rastreio fica pois dependente da iniciativa do Veterinário Assistente de cada exploração.

Na tabela 5 resume-se a informação respeitante à situação das 5 explorações amostradas no que respeita ao despiste da febre Q, diarreia viral bovina, rinotraqueíte infeciosa bovina, neosporose e vírus respiratórios bovinos.

Tabela 5 – Estado sanitário das explorações

Exploração C. burnetii BVD IBR Neospora

caninum VRSB/PI3

A Negativa Negativa Negativa 4,7% Suspeita

B Negativa Negativa Negativa 5,7% Suspeita

C ++ Negativa Negativa 19,8% Suspeita

D ++ Negativa Negativa 2,3% Suspeita

E +++ Negativa Negativa 4,6% Suspeita

BVD – Diarreia Viral Bovina; IBR – Rinotraqueíte Infeciosa Bovina; VRSB – Vírus Sincicial Respiratório Bovino; PI3 – Parainfluenza 3

Os protocolos vacinais encontram-se adaptados a cada exploração, dependentes dos problemas aí existentes (tabela 6), sendo da responsabilidade do Veterinário Assistente.

Tabela 6 – Protocolos vacinais

Exploração Vacinação

C. burnetii BVD IBR VRSB/PI3

A Não Sim Não Não

B Não Não Não Sim

C Não Sim Não Sim

D Não Sim Sim Sim

E Não Sim Sim Não

BVD – Diarreia Viral Bovina; IBR – Rinotraqueíte Infeciosa Bovina; VRSB – Vírus Sincicial Respiratório Bovino; PI3 – Parainfluenza 3

Nestas explorações, os dados reprodutivos são registados através de proGramas informáticos que, além do registo de dados, possuem diversas ferramentas que auxiliam a gerir os efetivos a vários níveis – reprodução, registo dos medicamentos e registo do gado.

23 3.2 – Recolha de Amostras e dados reprodutivos

3.2.1 – Recolha de amostras biológicas

As amostras de leite do tanque de cada exploração foram recolhidas entre 6 e 12 de Junho de 2014. Os testes serológicos de deteção de anticorpos anti-C. burnetii por ELISA foram realizados na Segalab em Junho de 2014. Estes foram realizados com o kit comercial para ELISA (CHEKIT® Q-Fever, IDEXX, Liebefeld-Bern, Switzerland). Neste kit, os resultados,

expressos em valores percentuais em relação a uma amostra controlo (S/P), podem ser categorizados em 4 classes semi-quantitativas (tabela 7).

Tabela 7 – Classes semi-quantitativas do CHEKIT® Q-Fever

Categoria Resultado (%) Negativo ≤ 30 Positivo: Positivo ligeiro (+) Positivo moderado (++) Positivo alto (+++) ≥40 30 < S/P ≤ 100 100 < S/P ≤ 200 S/P > 200

Para efeitos de análise estatística, no estudo 2, todas as explorações acima do cut-off 40 foram categorizadas como positivas e abaixo de 30 como negativas. Os valores intermédios entre estes dois cut-offs correspondem à designação de suspeito.

3.2.2 – Recolha e análise dos dados reprodutivos

A informação de desempenho reprodutivo foi recolhida a partir do software de gestão da exploração, e permitiu um estudo retrospetivo do seu desempenho reprodutivo entre Janeiro de 2012 e Dezembro de 2014. Os dados recolhidos dos registos incluíam informação relativa à identificação dos animais, inseminações artificiais, dos partos e dos dias em leite de todos os animais presentes. No entanto, a partir dos registos da exploração não foi possível obter informação sobre movimentações dos animais – vendas, refugos ou óbitos – nem determinar quais poderiam estar associadas a problemas reprodutivos.

CAPITULO II – TRABALHO EXPERIMENTAL

24

Os dados obtidos sobre cada animal foram organizados por ciclo reprodutivo (i.e., o intervalo entre dois partos consecutivos). A partir desta informação, foi possível calcular alguns indicadores reprodutivos, nomeadamente o:

 Intervalo entre partos (IEP) – intervalo (em dias) entre dois partos consecutivos;  Intervalo mínimo entre partos projetado (IEPP) – permite-nos avaliar, por

comparação com o IEP num dado período, se o maneio reprodutivo da exploração necessita de ser ou não melhorado; Quando o IEP é superior ao IEPP o nível de eficiência reprodutiva é boa; quando o IEP é menor que o IEPP o nível de eficiência reprodutiva é má. Quando os dois indicadores são semelhantes, a eficiência reprodutiva é adequada.

O IEPP (dias) é estimado pela fórmula:

𝐼𝐸𝑃𝑃 (𝑑𝑖𝑎𝑠) = 𝑑𝑖𝑎𝑠 𝑒𝑚 𝑎𝑏𝑒𝑟𝑡𝑜 + 𝑑𝑢𝑟𝑎çã𝑜 𝑑𝑎 𝑔𝑒𝑠𝑡𝑎çã𝑜

 Intervalo entre o parto e a primeira inseminação – intervalo (em dias) entre o parto e a primeira IA;

 Intervalo entre o parto e a inseminação fecundante – intervalo (em dias) entre o parto e a IA que originou uma gestação, independentemente de esta chegar a termo;  Intervalo entre inseminação fecundante e o parto (Duração da gestação) – intervalo

(em dias) entre a inseminação fecundante e o parto consequente, excluindo-se deste cálculo todos os casos em que ocorreu perda de gestação;

 Número de inseminações por conceção (nºIA/conceção) – nº de IA necessárias até obtenção de uma gestação;

 Nº de inseminações por gestação de termo (nºIA/G termo) – nº de IA realizadas para

obtenção de um parto (i.e., uma gestação que chegou a termo);

 Intervalo entre inseminações – intervalo em dias entre duas IA consecutivas;  Taxa de gestação (TG) – percentagem de vacas que ficam gestantes sobre as

disponíveis para serem inseminadas;

 Taxa de gestação de termo – percentagem de vacas que ficam gestantes sobre as disponíveis para serem inseminadas, excluindo-se deste cálculo todos os casos em que ocorreu perda de gestação (aborto);

 Não retorno ao cio aos 42 dias (NR) - % do número total de fêmeas inseminadas e que não foram re-inseminadas nos 42 dias subsequentes, de entre o total de animais inseminados;

25

 Taxa de conceção (TC) – número de vacas que concebem sobre as que são detetadas em estro e inseminadas;

 Perdas de gestação (PG) – número de gestações interrompidas após os 42 dias depois de IA fecundante, em consequência a mortalidade embrionária/fetal ou aborto;  Taxa de deteção de cios (TDC) – proporção de vacas que é vista em cio, a intervalos

de 21 dias (duração média do ciclo da vaca); é determinada pela fórmula:

𝑇𝐷𝐶 = 𝑛º 𝑉𝑎𝑐𝑎𝑠 𝑖𝑛𝑠𝑒𝑚𝑖𝑛𝑎𝑑𝑎𝑠 𝑒𝑚 21𝑑

𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 𝑑𝑒 𝑣𝑎𝑐𝑎𝑠 𝑒𝑚 𝑟𝑒𝑝𝑟𝑜𝑑𝑢çã𝑜 𝑛𝑜 𝑚𝑒𝑠𝑚𝑜 𝑝𝑒𝑟í𝑜𝑑𝑜

 Período voluntário de espera (PVE) – período (em dias) após o parto durante o qual o proprietário não submete a vaca a reprodução.

 Refugo – número de animais que desapareceram dos registos

Nestas explorações, a confirmação da gestação foi realizada com base no não retorno ao cio após os 42 dias decorridos desde a última inseminação. Nestas explorações, o período voluntário de espera considerado é de 60 dias.

3.3 – Análise estatística

Os dados dos testes serológicos de deteção de anticorpos para a C. burnetii e os dados reprodutivos recolhidos das explorações foram compilados e organizados no proGrama Microsoft Excel® 2013. Neste proGrama foram também o cálculo de frequências e percentagens relativas. No texto, os dados são apresentados como média±desvio padrão.

A análise estatística foi realizada no proGrama IBM® SPSS® Statistics, versão 22. Com este proGrama foi realizada a sumarização dos dados através da estatística descritiva e foram ainda realizados os testes de qui-quadrado para as variáveis aborto e perdas de gestação e o teste t- student para os diversos indicadores reprodutivos acima referidos. Em todos os casos que implicam um valor p, assumiu-se um valor de p<0,05 como significativo.

CAPITULO II – TRABALHO EXPERIMENTAL

26 4. Resultados

Dans le document A VANT -­‐ PROPOS   (Page 28-36)

Documents relatifs