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Implication du RM dans la prolifération des cellules endothéliales cardiaques

PARTIE 3 : RESULTATS ET DISCUSSIONS

3.2 Approche génétique

3.2.2 Etude transcriptomique cardiaque globale

3.2.2.5 Implication du RM dans la prolifération des cellules endothéliales cardiaques

Na pesquisa intitulada “Novas Formas de morar” desen- volvida por uma das autoras deste artigo, a escolha partiu da iden- tificação do status dos moradores. Foram privilegiadas as condições associadas com a pós-modernidade, como extensamente referidas na literatura: moradores individuais, tais como famílias uniparentais, principais provedores com trabalho baseado em casa, famílias rees- truturadas etc. Observações in loco e questionários abertos ajudaram a revelar como a casa era usada e a identificar conversões conspícuas e inconspícuas que indiquem transformações com relação a arranjos anteriores.

Alguns aspectos da habitação atual que se manifestam visi- velmente no ambiente construído sugerem um ressurgimento das propostas modernistas (ex.: o encolhimento dos espaços de serviço) ou parecem associar-se às novas necessidades domésticas, enquanto outros apontam para um recuo em relação àquelas propostas – áreas comunais semiprivadas fortemente separadas do espaço público – e outros, ainda, sinalizam na direção de novos temas – o escritório baseado em casa.

Nos doze casos observados até o momento, mudanças em aspectos projetuais anteriores são quase imperceptíveis. Essas, no entanto, acontecem em níveis significantes nos modos como o espaço é usado e este fato aponta na direção de perda de significância

na esfera social – representada pelo dueto sala de estar e sala de jan- tar – mesmo quando guardam o arranjo tradicional dentro da casa.

Ninguém mais parece receber em suas casas ou aparta- mentos. Os espaços de recepção foram transferidos para mezaninos semiprivados e áreas de recepção dos edifícios de apartamentos ou para “casas de recepção” que se multiplicam nas cidades. As salas de jantar foram substituídas pelos recintos públicos das cantinas e res- taurantes “self-service” no local de trabalho ou próximo a ele, onde a maioria das pessoas almoça e algumas vezes janta. Mantidas como ícones sagrados, as salas de jantar raramente são usadas como locais de reunião para os membros da família e/ou visitantes ao mesmo tempo. Quartos de dormir, no chamado setor privado, tendem a ser transformados em locais de moradia praticamente completos, com banheiros privativos e uma série de facilidades tais como: TV/ vídeo /sistemas de estéreo, refrigeradores, computadores e assemelhados.

Os casos que se seguem ilustram, exemplarmente, o pano- rama resultante da pesquisa:

a) No Plano Cem, um complexo de apartamentos de classe média (LOUREIRO; MARQUES, 1999) cozinhas e áreas de ser- viço são conjugadas e não há quartos de empregadas e sim instala- ções comuns de vestiários e banheiros no andar térreo. O projetista entendeu que empregadas e babás seriam trabalhadoras ocasionais. Na realidade, adaptações como a colocação de uma rede na cozinha à guisa de arranjo para a dormida da ubíqua figura da empregada doméstica foram introduzidas. Por outro lado, grandes áreas comuns de lazer são muito bem-sucedidas para a realização de churrascos e atividades esportivas e como substitutas das salas de jantar e de estar, como mencionado.

b) Em moradias contemporâneas de alta classe média, três principais diferenças com relação aos padrões modernos brasileiros aparecem nos novos projetos e conversões: (1) a proliferação dos banheiros privativos, as chamadas suítes; (2) o aumento no número de garagens e vagas para estacionamento; e (3) a presença obrigatória de salões de recepção nas áreas comunais.

c) Finalmente, a conversão de um apartamento de classes média alta potiguar revelou a presença de um setor social que segue a moda dos lofts de Nova York, ao mesmo tempo em que mantêm áreas de serviço e “dependência” de empregada nos mesmos moldes e disposição dos velhos tipos domésticos, quase imutáveis desde o tempo dos quartos de escravas dos sobrados e casas urbanas, que sinalizam para a continuidade de relações sociais e comportamentos baseados em mão de obra barata.

Pode-se, portanto, concluir que a ressonância internacio- nal conquistada pela arquitetura moderna brasileira estava essen- cialmente embutida em edifícios públicos e em aspectos formais. Rebatimentos locais de tendências plásticas internacionais podem ser encontrados ao lado de uma face contraditória de nossa moder- nidade, ou de nossa modernidade perdida, que não parece resolvida nos dias atuais. Dessa forma, a despeito das similaridades em padrões demográficos de alguns enclaves sociais no Brasil e do mundo oci- dental pós-industrializado, a mudança da fronteira entre o mundo público e o privado e entre conceitos de trabalho e lazer, como visto na exposição “The Un-private House” (MoMA), que sinalizou na virada do milênio as tendências para o início do novo século, novos projetos de espaço doméstico ainda não emergiram e nossa recherche

pour une modernité perdue parece continuar.

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Considerações sobre a habitação