3. Survol des principales conclusions tirées des expérimentations à l’échelle laboratoire
3.1. Impact du ratio et de la concentration initiale en sucres
De acordo com Henri Van Hoof (1999, p. 212), os epônimos em Medicina podem ser de dois tipos: os que são formados com o nome próprio original e os que dão origem a substantivos comuns. Como exemplo do primeiro caso, podemos citar Doença de Bowen, assim como schwannoma constitui um exemplo do segundo caso. Van Hoof categoriza e analisa esses termos, incluindo verbos e adjetivos em seus estudos:
Por epônimo banalizado18 deve-se entender todo termo substantivado
(parkinsonism/parkinsonisme), verbalizado (to pasteurize/pasteuriser) ou adjetivado (parkinsonian/parkinsonien) por oposição ao epônimo mantido nome próprio (Parkinson’s syndrome/maladie de Parkinson). Esses nomes comuns, ainda que relativamente pouco numerosos comparados à
17 “English-speaking physicians, whose technical language includes hundreds of terms based on proper
names, also have twisted the sense of eponym to make it mean “A name of a drug, structure, or disease based on or derived from the name of a person.” This definition, which appears after the more traditional one in The American HeritageDictionary of the English Language, is preceded by the label “Medicine.” The OED recognize no such alternative sense.”
18 Cumpre ressaltar aqui que adotamos o termo banalizado da forma como o faz Van Hoof, ou seja,
um uso particular que não remete, a priori, ao que Galisson (1978) define enquanto processo de banalização.
abundância dos nomes próprios, podem causar problemas ao tradutor por múltiplas razões.19 (VAN HOOF, 2001, p. 82)
Nesse mesmo artigo, o autor analisa separadamente os substantivos, os verbos / formas verbais e os adjetivos banalizados (terminologia própria do autor). Retomamos, aqui, somente as informações relativas aos substantivos e aos adjetivos, visto que os termos que foram objeto de nossa pesquisa enquadram-se na categoria substantivos simples ou complexos.
Quanto aos epônimos que Van Hoof denomina banalizados, na categoria substantivos, o autor (2001, p. 82-83) expõe as situações que ocorrem entre o inglês e o francês, por exemplo. São elas:
1) o inglês possui duas formas de epônimos banalizados para um único termo enquanto o francês só dispõe de uma forma, ou vice-versa;
2) o francês possui um epônimo banalizado enquanto no inglês o mesmo termo é designado por um epônimo mantido o nome próprio, ou vice-versa;
3) o francês recorre a epônimos banalizados diferentes do inglês;
4) o francês pode não ter epônimo banalizado nenhum como equivalente de um termo eponímico em inglês, ou, ao contrário, pode introduzir epônimos banalizados onde o inglês não possui, e vice-versa .
Nesse estudo, o autor verifica que, muitas vezes, a diferença entre as línguas se dá por diferenças de sufixos formadores de substantivos. Dentre os muitos exemplos dados por ele, podemos citar leishmaniasis, leishmaniosis em inglês que possuem somente uma forma em francês, que é leishmaniose. Em português, assim como em francês, somente o sufixo –ose é utilizado. Ou seja, duas línguas podem não ter as mesmas banalizações.
No que concerne aos adjetivos banalizados, os casos são bastante semelhantes. Van Hoof cita, acompanhadas de exemplos, as situações descritas abaixo (VAN HOOF, 2001, p. 83-84):
1) uma língua pode apresentar duas formas diferentes de adjetivo eponímico banalizado enquanto a outra só apresenta uma forma;
2) pode ocorrer que um adjetivo eponímico banalizado tenha como equivalente na outra língua um substantivo banalizado;
19 « Par éponyme banalisé, il faut entendre tout terme substantivé (parkinsonism /parkinsonisme), verbalisé (to
pasteurize / pasteuriser) ou adjectivé (parkinsonian /parkinsonien), par opposition à l’éponyme resté nom propre (Parkinson’s syndrome/maladie de Parkinson). Ces noms communs, bien que relativement peu nombreux comparés à la pléthore des noms propres, peuvent poser problème au traducteur pour de multiples raisons. »
3) as terminações adjetivais podem diferir entre as línguas; 4) uma língua conserva o nome próprio e a outra o adjetiva.
Como sugestão a quem possa vir a trabalhar com equivalentes eponímicos, afirma que o trabalho terminológico para o estabelecimento dos mesmos somente é possível tendo por base uma documentação adequada e estando sempre em contato com a literatura médica nas duas línguas (VAN HOOF, 2001, p.84-85).
Encontramos no artigo “Nociones de neología - La formación de derivados y compuestos a partir de nombres propios de personas”, de José Antonio Díaz Rojo (publicado na revista Panacea, v.2, n.5, 2001) os procedimentos morfológicos e sintáticos mais comuns para a formação de substantivos com base em nomes próprios. São eles: a derivação imprópria, a derivação própria e a composição. Quanto ao processo de formação dos termos eponímicos, o autor afirma ser a composição o mais produtivo.
Vejamos como ele explica o processo, nesse caso, na língua espanhola:
Por meio desse processo [composição] formam-se termos compostos em que um dos componentes é um nome próprio, e são denominados
epônimos. A estrutura habitual costuma ser substantivo comum + de +
nome próprio (ligamento de Cooper), embora também existam compostos em que o substantivo comum é formado por um substantivo e um adjetivo (distrofia miotônica de Steinert) ou em que a segunda parte é constituída de vários nomes próprios (enfermedad de Gerstmann-Straussler-Scheinker, ‘tipo de demência’). 20 (ROJO, 2001, p.29 – grifos do autor)
Observamos que as características de formação dos termos eponímicos do espanhol são semelhantes ao que ocorre no português; temos, em nosso idioma, bainha de Huxley, prurigo nodular de Hyde e síndrome de Besnier-Boeck-Schaumann, como exemplos dos mesmos casos citados pelo autor. Essas unidades terminológicas figuram no conjunto de termos eponímicos da Dermatologia estudados em nosso trabalho.
20 “Por medio de este procedimiento se forman términos compuestos en que uno de los componentes es un
nombre propio, y se denominan epónimos. La estructura habitual suele ser nombre común + de + nombre propio (ligamento de Cooper), aunque también existen compuestos en que el nombre común está formado por un nombre y un adjetivo (distrofia miotónica de Steinert) o en que la segunda parte consta de varios nombres propios (enfermedad de Gerstmann-Straussler-Scheinker, ‘tipo de demencia’).”
3.3. POSTURA DA MEDICINA E DA DERMATOLOGIA EM RELAÇÃO AOS