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Exploiting Common Subexpressions in Numerical CSPs

A.4 The I-CSE algorithm

desenho-expressional: representações gráfico-visuais informais cuja função é refletir registrar assistir desdobrar ordenar sintetizar com flexibilidade, rapidez e estabilidade o pensamento fluido na etapa conceitual da projetação inovativa de produtos industriais

Rabiscos, rascunhos e esboços de diagramas, esquemas e ilustrações

Ferramentas cognitivas compatíveis, em termos de propriedade, à manifestação de pensamentos, idéias, etc. Grafias e linhas que modelam, bidimensionalmente, palavras, imagens, relações e quantidades Feitas à mão-livre, provisórias, ricas em significado Expressas por variação, pressão e repetição do traço Papel instrumental na conversação gráfica do indivíduo com suas idéias e pensamentos e deste, com a equipe Espelhar o que ocorre no espaço mental ou imaginação para “ver de fora”, testar, selecionar, decidir

Capturar, conter, documentar, fixar dados obtidos conhecidos e recordados sobre requisitos e restrições Estender limites da memória, expandir pensamentos recuperar lembranças por meio de elaborações gráficas Ler mais na figura do que foi investido no traçado, por meio de analogias, combinações e transformações Agrupar, hierarquizar, emparelhar, mover, rotacionar, espelhar, dilatar, adicionar, subtrair, sombrear, nomear Obter coerência e harmonia entre forma e função pela compatibilidade das informações traçadas, riscadas Disponibilidade e acessibilidade com reduzida carga cognitiva – o grafismo como “ferramenta não-egoísta” Eficácia na relação custo/benefício, pela prontidão e permanência do que se pensou, se idealizou, se projetou Processamento aberto de informações, já que a cada momento que se observa o grafismo novas idéias surgem Definição e delimitação de oportunidades onde conceitos são explorados e novos requisitos lançados Busca obstinada, porém consciente, pela transformação incremental ou radical de produtos industriais Bens geradores de riqueza capital para uma nação e seus cidadãos, satisfação e bem-estar no uso/consumo

Diagramas: são os elementos geométricos que representam fatos, fenôme-

nos, posições e interações como, por exemplo, fluxogramas, organogramas, histogramas, gráficos de distribuição, tabelas, etc.

Esquemas: são figuras que não representam formas exatas ou verdadeiras,

mas sua simplificação, sua síntese. Assim, informações essenciais são pri- vilegiadas, enquanto que detalhes não essenciais podem ser omitidos para beneficiar a compreensão do esquema geral. Alguns exemplos são o esquema do próprio corpo humano dividido em cabeça tronco e membros, do sistema solar, da cadeia de DNA, do átomo, e até mesmo a cartografia.

Ilustrações: são as imagens que oferecem um esclarecimento ampliado

dos detalhes e dos pormenores, proporcionando um alto grau de semelhança entre objeto e sua representação gráfica.

Dessa forma, segundo Medeiros (2004, p. 110), “podemos falar em rabisco de diagrama, rascunho de diagrama e esboço de diagrama; rabisco de esquema, rascunho de esquema, esboço de esquema; rabisco de ilustração, rascunho de ilustração, esboço de ilustração”. Essa classificação é também é importante para aqueles que se interessam pelo estudo do processo projetual, principal- mente quando relacionado às suas formas de representação. É importante salientar também que o desenho-expressional vem sendo utilizado como um dos principais meios de estudar o conhecimento do processo projetual dos designers, principalmente mediante a aplicação de análises de protocolo, pois nessas análises as representações gráficas são alguns dos recursos mais úteis para entender os processos envolvidos.

Funções do desenho-expressional

O desenho-expressional pode apoiar o desenvolvimento da atividade projetual de diversas maneiras. Grande parte desse apoio é utilizado pelos designers, principalmente no momento da concepção de um determinado produto. Para ilustrar essa observação, Lawson (1980 apud Medeiros, 2002) comenta que é difícil para quem projeta desenhando, pensar sem um lápis nas mãos. Medeiros (2004, p. 44), por sua vez, afirma que:

Rabiscos e rascunhos servem mais para alguém que desenha se comu- nicar consigo mesmo do que com outros, por isso o processo de repre- sentação do pensamento requer uma conexão permanente e estável, por meio da qual o autor possa reagir através de mudanças rápidas e flexíveis. Todo o conjunto de traçados informais é a base na transação entre visão e mente, entre perguntas e respostas gráficas.

Rodgers, Green e McGown (2000) complementam essa afirmação, salien- tando que durante os estágios conceituais de design, o desenho à mão-livre é amplamente utilizado para expressar idéias, e tem sido reconhecido como

um meio de reflexão em ação. O autor afirma ainda que esse tipo de represen- tação permite ao designer colocar uma nova idéia no papel de forma barata e rápida. Além disso, a atividade projetual implica em constantes avaliações e seleções de alternativas a cada etapa ou tarefa, e segundo Medeiros (2002, p. 43), nas fases iniciais do projeto, os rascunhos facilitam essas avaliações, “seja para definir partidos de projeto, seja para decidir acerca de critérios

dimensionais e formais”. Ainda, o desenho à mão-livre permite ao designer um atalho ao processo criativo, proporcionando excelentes mecanismos para auxiliar a incubação de idéias.

Verstijnen et al (1998) comentam que os processos de combinação e rees- truturação esclarecem algumas questões do ato de desenhar informalmente. Segundo os autores, o processo de combinação é facilmente realizado nas ima- gens mentais e não necessita de apoio por meio de representações gráficas. Já o processo de reestruturação dificilmente é realizado por imagens mentais e, dessa forma, é apoiado pelo desenho-expressional (figura 2.13). Verstijnen et al (1998) salientam que a reestruturação é a parte mais difícil, e que os dois processos juntos constituem elementos importantes do processo criativo da atividade projetual.

Figura 2.13 – representação gráfica dos processos de combinação e de reestruturação no pro- cesso de descobertas criativas (VERSTIJNEN, 1998; MEDEIROS, 2002).

Outra observação que auxilia o entendimento do ato de esboçar e do de- senvolvimento de alternativas projetuais em design é fornecida por Tovey, Porter e Newman (2003). Os autores afirmam que o propósito de desenhar informalmente é, primariamente, habilitar o designer a identificar indícios que podem ser utilizados para formar e informar conceitos de design emer- gentes. Dessa forma o designer utiliza uma série de representações rápidas para transformar imagens de uma maneira cíclica, ou seja, cada esboço gera uma idéia na mente, que guia o desenvolvimento do design. Por sua vez, esse desenvolvimento guia o designer no sentido de transformar a imagem ante-

combinação reestruturação

descoberta na mente

descoberta no rascunho